COMO A SHERAZADE ME TORNOU UM STORYTELLER




- Se vocês encontrassem o gênio da lampada e tivessem direito a apenas um pedido, qual seria? Quantos de vocês pediriam para contar bem uma boa história?

Poucos levantaram as mãos, um jornalista, uma jovem blogueira e eu, um professor de inglês com crise de identidade. Os outros alunos provavelmente pediriam dinheiro, felicidade, ou coisas que fazem mais sentido do que a habilidade de ser um bom contador de histórias. Mas saibam do seguinte, contar bem uma história é o meu sonho de vida desde que nasci, um daqueles sonhos que se perdem quando temos que arrumar empregos e pensar em uma carreira. 

O homem, responsável pela primeira pergunta, continua sua aula, explicando que saber contar bem uma boa história pode ser o caminho ideal para conseguir realizar todos os outros desejos. Mas não estamos convencidos, nem mesmo nós que respondemos desejar tal habilidade acima de tudo somos capazes de entender tal afirmação. 

- Para quem ainda não se convenceu do poder das histórias eu vou usar um clássico literário como argumento. Quem aqui já leu 1001 noites? - e novamente apenas algumas pessoas levantaram suas mãos, mas eu não fui uma delas dessa vez. O professor continua e nos conta a história de 1001 noites e de como Sherazard salva não apenas a sua vida mas a de muitas outras jovens de seu reinado contando uma história ao rei. 

Eu ainda não estava 100% convencido, mas me peguei mais interessado no assunto do que eu mesmo imaginava possível. O curso não nos prometia o storytelling como um super-poder, nem mesmo nos prometia grandes mudanças de vida, mas no meu caso deveriam. A semana passou e cada dia mais eu me interessava por tudo aquilo, cada dia mais eu queria aprender sobre o assunto, mas ainda assim, todo o meu interesse girava em torno daquele sonho adolescente, sem grandes conexões com a realidade. 

Eu me reapaixonei pela arte, me apaixonei pela publicidade e me vi caminhando cada vez mais confiante na direção de marcas e produtos que precisavam de palavras, histórias e paixão. Aquele professor que me perguntou quem de nós pediria ao gênio da lampada para contar bem uma boa história, não sabia, assim como eu, que aqueles poucos dias iriam mudar minha vida. Dali em diante ele virou meu mentor, meu chefe e ouso dizer meu amigo. Hoje eu trabalho na storytellers, criando histórias para marcas, realizando projetos de comunicação repletos de significados e toda vez que penso em dar um exemplo de como uma história pode engajar as pessoas eu penso em como aquela primeira história, sobre a jovem Sherazade, me fez engajar tudo o que tinha em uma nova carreira. 

Para mais informações sobre o curso de storytelling entre no link: http://storieswelike.blogspot.com/2013/01/curso-de-ferias.html

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