OBA! EMPREGO NOVO






*Aplausos e gritos de urra!*

Primeiro job: Faça um pequeno post sobre você.

Mini infarto.

A última vez que falei sobre mim foi num site de namoro, e não deu muito certo.

E por onde começar?

Sou péssima para estourar minha bolha.

Acho que vou falar do meu signo: Libra. Super cool! Mostra que sou esotérica, moderninha... Além do que
 é o signo do equilíbrio e esse povo do storytelling dá muito valor para simbologias e significados.

Tá. Que mais?

Lógico! Vou fazer a minha história. O Storytelling de uma aprendiz de Storytelling, escrever uma narrativa meio épica, desenvolver a epopéia da minha vida!
Bacana, guria! Você tem 20 anos de idade, vai narrar o que? Seu d
ebut na Disney? Mochilão "nazuropa"?

Falar coisas mais triviais? tipo que eu faço publicidade mas meu sonho mesmo era cursar letras? Acho que isso o povo não quer muito saber.


Até que tenho bastantes coisa pra falar!
Nas horas vagas me divirto fazendo playlists, as vezes até temáticas. No dia da mulher fiz uma bem bacana com mais de 100 cantoras brasileiras.

Próximo assunto!

Sou muito ligada ao universo cigano, estou aprendendo Tarot, fiz aula de dança cigana, fui em diversas festas, até visitei um acampamento!



Há mais ou menos dois anos conversando com minha professora de dança, uma Kalon legítima,
e entre uma curiosidade cigana e outra ela comentou que na morte do patriarca de uma família cigana, eles queimam todos seus bens materiais e migram só com a roupa do corpo para outro lugar, onde refazem o acampamento do zero.

E isso havia acontecido há pouco na época com uma família de guarulhos.
O acampamento estava zerado, tinham conseguido apenas algumas panelas e lonas para cobrir o acampamento.

Na hora decidimos visitá-los no fim de semana seguinte para levar alguma ajuda.
Passei na 25 e comprei brinquedos para as crianças, levei também algumas roupas e tecidos para saias além de cinco dúzias de pães.

Após quase duas horas rodando para encontrar o lugar, minha carroça 98 chegou a um terreno baldio onde, de longe, só dava pra ver grandes lonas marrons, várias crianças e muita terra.
Roupas, pessoas, terra, grama... Tudo parecia ter mimetizado e adquirido o mesmo tom pardo.

Reparei que a maioria deles tinha pele bem morena e olhos claros, exatamente como nos filmes.

Nos
cumprimentaram numa língua estranha e minha professora explicou quem éramos.
Após o estranhamento inicial, todos foram muito receptivos e carinhosos, as crianças abraçavam e pediam colo, algumas meninas leram minhas mãos, me ensinando alguns macetes básicos de quiromancia, que eu mesmo tendo estudado leitura de mãos, fingia não saber, apenas para ver a cara de alegria no rosto das pequenas Esmeraldas.


Comecei a conversar com uma menina, não lembro mais seu nome... Era Lavínia ou Katina, algo assim. A menina de saia azul, tinha rosto de criança mas seus seios meio inchados revelavam um parto recente. Comecei a conversar com ela que confirmou que, apesar dos 13 anos de idade, já tinha uma filha bebê. Entreguei a ela uns acessórios, lenços, roupas e para sua filha dei uma boneca de pano e alguns brinquedinhos. Na hora os olhos da mãe-menina encheram de lágrimas, ela pegou a boneca da bebê e me disse “Nunca tive uma boneca, essa vai ficar pra mim”, agradeceu os presentes, me abraçou e saiu antes que alguma outra criança visse seu novo brinquedo.

Um braço levava a filha, o outro sua primeira boneca.

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