AÉCIO VS DILMA, ANTAGONISMO VS CONTAGONISMO

Eleições passadas, amizades reatadas e ânimos acalmados a vida vai voltando ao normal. Mas que lição de storytelling podemos levar das eleições?

Se ficou um clichê no pleito de 2014 é que o país está dividido. De um lado, os azuis, os gerondinos, os tucanos, os coxinhas, os reacionários. De outro, os vermelhos, os jacobinos, os petistas, os petralhas. A direita se personificava em Aécio, a esquerda em Dilma.

Nos debates, nas redes sociais e na rua o clima entre os dois lados era tenso. Ataques, ofensas e violência geravam a dúvida comum nos clássicos do futebol: seriam eles inimigos ou rivais?



No storytelling, basicamente, existem duas formas de confrontar personagens: o antagonismo e o contagonismo.

O antagonismo é o mais conhecido deles. É o clássico vilão do protagonista, aquele que busca em sua jornada exatamente o oposto do herói – e por isso haverá de travar uma disputa homérica contra ele. O objetivo do antagonista bate de frente com o objetivo do protagonista.

Já o contagonista não é aquele que busca o oposto do protagonista – mas disputa com ele o mesmo objetivo, o mesmo elixir. O contagonista é o personagem que está em paralelo ao protagonista, na mesma estrada, buscando cruzar a linha de chegada antes de seu rival. O objetivo do contagonista é o mesmo objetivo do protagonista.

Quando o resultado das eleições saiu e a presidenta foi confirmada em Brasília por mais quatro anos, tanto o discurso de Aécio quanto o de Dilma prezavam por uma mesma prioridade: o país precisa se unir para continuar avançando.

Se é utópico e perigoso pensar na opinião unânime de um povo, porque todo debate deve ser saudável e não há um caminho certo contra outro errado, o Storytelling nos ensina que o conflito PSDB versus PT há de ficar na rivalidade (no contagonismo) porque o objetivo de lá ou de cá é um só: um país melhor.

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