Penny Dreadful, a volta do Horror à TV



Há décadas atrás, o imaginário coletivo era habitado por monstros que se tornaram clássicos da cultura pop. Vampiros, Lobisomens, Múmias e todo o tipo de aberração noturna eram capazes de atormentar os sonhos de qualquer cidadão de bem, quando a lua brilhava ou quando a noite parecia mais fria. - e mais fértil para o surgimento de assombrações.

Isso era refletido, claro, no cinema. Foi uma época de ouro para os estúdios da Universal e seus personagens como Drácula e Talbot (O Lobisomen). Porém, os avanços tecnológicos impactaram definitivamente esse cenário; As pessoas passaram a crer menos que cérebros poderiam viver em redomas... (triste). E Horror sofreu grandes transformações, chegou a fazer comédia, apelou para escatologia, sexo e tudo o que podia. 


Mesmo assim parecia que esse universo gótico não estava funcionando da mesma forma. Parecia, afinal, mesmo que a Universal não consiga mais reunir todos seus monstros (leia aqui o começo de uma nova tentativa) recentemente me deparei com uma série que foi bem capaz: Penny Dreadful. 

A série criada por John Logan e Sam Mendes (The Hollow Crown) é uma coprodução americana (Showtime) e britânica (Sky Atlantic) que foi exibida no Brasil em pela HBO e Netflix - o último, apenas dispõe da primeira temporada.  O nome tem história, significa algo como um centavo de horror ou um centavo horrível, derivado de um tipo de publicação barata no século XIX. 


[ A SEGUIR SPOILERS ]


A Série começa quando Sir Malcolm Murray , um explorador Inglês, procura desesperadamente por sua filha, após ser carregada por um demônio.  Ela conta com ajuda da amiga de sua filha (e causadora de todo seu infortúnio) Vanessa Ives e o pistoleiro  Ethan Chandler.  Durante os episódios ambos se deparam com dezenas de figuras clássicas da literatura de horror.  Dr Frankestein é um tipo de consultor para o time - que em vários momentos me lembra a Liga Extraordinária de Alan Moore




Ela não deixa de lado os elementos que acompanham o gênero por gerações: O sangue, o sexo e o terror psicológico ainda residem de maneira brilhante e pertinente.  Perto do final da primeira temporada existe uma sequência de dois episódios em que Vanessa desperta sua possessão, após uma noite com o Dorian Gray, que também sofre com seus próprios diabos.  Logan usou a primeira temporada para construir o que ele chama de família; "Agora temos todas as peças no tabuleiro e podemos começar a jogar." 

A fantasia é intensa nessa Londres Vitoriana, não se tenta explicar a origem das coisas... não, pelo menos nesse momento. Apenas sabe-se que nos cantos mais escuros as sombras de movimentam para subjulgar homens.  A terceira temporada logo estará chegando e eu preciso me atualizar da segunda para acompanhar.  É uma história que vale a pena acompanhar, porém deixe de lado a origem conhecida dessas figuras monstruosas (a Universal tem direito a todas, praticamente) e se abra para uma ressignificação, muito bem feita. 





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