Mostrando postagens com marcador Dias das Bruxas. Mostrar todas as postagens



Essa é uma daquelas datas que todo Storyteller adora, antigamente as pessoas se reuniam em torno de fogueiras para elevarem seus espíritos e se conectarem com os espíritos que assombram suas famílias.  Bem, está certo que acender uma fogueira nos dias de hoje pode causar um transtorno para quem mora em apartamentos, mas preparei uma lista para ajudar você com um ritual moderno, regado a base de refrigerantes, cervejas e pizza: Assistir filmes de terror no Haloween.

Muita gente já falou de filmes clássicos em listas por ai, então vou focar em alguns títulos mais recentes. Vamos lá!


Carrie - A Estranha (2013)

Um bom remake que atualizou a narrativa do clássico inspirado na obra de Stephen King. Carrie retrata um grande desastre ocorrido na cidade americana de Chamberlain, destaque para a Chloë Grace Moretz que faz a protagonista.





Livrai-nos do mal 

Pra quem gosta de histórias sobre possessão e forças demoníacas, este sucesso de bilheteria trás alguns ingredientes que vão garantir sua diversão, quero dizer... seus sustos.  O filme tenta fugir do clichê desse subgênero e leva as forças malignas para os centros urbanos.





Ouija - O Jogo dos Espíritos

Do produtor Michael Bay (transformers), um dos primeiros filmes da Hasbro, Ouija recebeu muitas críticas e teve grandes problemas, que levou a equipe a refilmar muitas partes.  Mesmo assim ainda foi um sucesso de bilheteria.  Dá pra entender o por que: a história fala de um tabuleiro que habita o imaginário do mundo todo, uma ferramenta de comunicação com os mortos.  Para nossa alegria, isso nunca dá certo para os personagens. Buwahahahaha






A Entidade

Você muda com sua família para uma casa bem antiga, encontra rolos de fitas em um porão antigo, eles revelam imagens estranhas de pessoas mortas e símbolos que podem ser de rituais macabros, o que faz?  No mínimo levaria as fitas para queimar em uma encruzilhada e benzeria a casa inteira, pra depois jogar sal nas janelas no melhor estilo dos irmãos Winchester.  É, não seria uma boa história, por sorte de quem está assistindo o protagonista de Sinister (A Entidade) faz tudo ao contrário e o resultado você pode ver hoje a noite - preferencialmente, acompanhado!





Lost Time 

Nenhuma lista de terror estará boa o suficiente para mim, que escrevo Scifi, sem uma boa história de abdução.  Uma mulher com Câncer terminal é curada após uma abdução, porém sua irmã desaparece.  Dá pra imaginar no que isso resultou, em uma busca misteriosa que vai jogar nossa protagonista em uma trama no estilo X-Files!





E vocês, tem algum filme especial que gostariam de assistir na noite de hoje? Podem comentar, mas lembrem-se: as bruxas estarão livres para se divertirem. ;)


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Nesse 31 de outubro, a Storytellers pede licença às horripilantes e tradicionais comemorações de Halloween para falar um pouco mais sobre as bruxas, personagens principais não só dessa festa, mas de obras de ficção de diferentes gêneros espalhadas por todo o mundo.


É difícil de explicar o que sentimos por elas, não é? Nós as odiamos, mas parece que também as amamos ao mesmo tempo. Haja psicologia pra explicar essa mistura de sentimentos. Seja como for, é fato que elas nos atraem, e muito.

O motivo pode até parecer verdadeiramente assustador para nós, simples mortais. Preparado? Aí vai: nós nos identificamos com elas.

Identificação, sim senhor, por duas possibilidades. Ou porque elas têm algo que a gente também tem, ou porque elas têm algo que a gente gostaria de ter: poder, sabedoria, conhecimentos secretos, esperteza... Aí vai da ambição de cada um, consciente ou não. E note que as bruxas também podem ter características comumente associadas ao lado "do bem", como bom humor, beleza e bom gosto. Se parar para pensar, várias delas têm pelo menos uma dessas virtudes, e veja bem, às vezes até de sobra.

É como se elas fossem um espelho de nossas vaidades, desejos e características mais egoístas. E aí é que está, os iguais se identificam, pelo menos nesses casos, a despeito de nossa consciência (nem sempre, mas em geral) opressora de sentimentos politicamente incorretos.

E há ainda que se destacar a importância dessas figuras numa obra de ficção. Isso talvez também influencie indiretamente nossa percepção a respeito delas. Em geral, bruxos e bruxas figuram como vilões. E vilões são parte fundamental de um enredo, por uma simples razão: são eles que desafiam nossos heróis, despertando o melhor que existe dentro deles.


Diz-se inclusive que uma história é tão boa quanto seu vilão, já que é a força inimiga que obriga o herói a superar-se para vencer o desafio, geralmente de vida ou morte. Trocando em miúdos: sem os vilões, os heróis seriam mocinhos e mocinhas sem nada pra fazer da vida a não ser cantarolar ou ficar esperando por príncipes encantados.

Agora me diga: se já somos consciente ou incoscientemente atraídos por malvadinhos e malvadões, o que dizer de bruxos simpáticos como Merlin e Harry Potter? Sucesso de público, na certa.