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O nosso herói está a poucas horas de voltar para a estrada, deixar mais uma vez sua terra natal para se aventurar em busca de inspiração, ou melhor, em busca de algo ainda maior que inspiração. A sua busca pela nova maravilha do mundo permeia o mundo fantástico que queríamos viver e o mundo real no qual vivemos tentando realizar nossos sonhos.

Nós, que vamos ficar em nossas telas de computador esperando por textos e fotos que estimulem nossos sentidos e sentimentos mais sensíveis, podemos sonhar com os aromas e sabores novos que ele irá descobrir. Nós, que torcemos e ficamos ansiosos para saber, afinal, qual será essa tal nova maravilha, estaremos aqui, como telespectadores atentos esperando por notícias do mochileiro escritor que busca em suas viagens as belezas do mundo, desde as mais simples até os grandes monumentos.

Para quem ainda não conhece o projeto é só entrar no facebook do A Próxima Maravilha  e aproveitar a retrospectiva de tudo o que aconteceu enquanto ele se prepara para nos levar consigo por terras cada vez mais distantes, curiosas e maravilhosas.

Como, eu disse da última vez: "ao mochileiro, bon voyage" e que seus caminhos o guie para histórias cada vez mais maravilhosas e que uma dessas maravilhas seja a sua aventura. Nos vemos na volta!

Para não perder a tradição o post de hoje é o meu desejo de boa viagem ao Fernando Palacios e ao W'nderer Writer que irão entrar em mais fase de sua jornada essa semana.





Criar um personagem é uma jornada, precisamos conhecer o personagem como conhecemos aos nossos amigos mais íntimos, saber como eles reagiriam em certas situações. Imagine o Dr. House em uma festa infantil, por exemplo. O personagem é como uma pessoa qualquer e quanto mais íntimos estamos melhor sabemos o que a pessoa faria em certas situações. Mas não basta um personagem para termos uma história.  

O lugar é como um personagem, faz parte da sua história e deve ter suas características próprias. Imaginem Lost, por exemplo, se eles estivessem em uma ilha qualquer, ou o que seria de jogos mortais sem as salas especiais para tortura. O próprio House não poderia trabalhar em um hospital publico qualquer. O lugar é o espaço onde a sua história acontece e se o autor não souber o que está por detrás de cada uma das portas ninguém saberá o que acontece na história. Viaje pelo seu lugar, conheça os espaços, salas e caminhos pelos quais os personagens terão que passar. Assim, quando você quiser criar mistério, pode colocar o seu personagem em uma sala que o leitor não pode ver. 

O que seria de Willy Wonka sem a sua fábrica fantástica, repleta de surpresas, cada sala com uma função para a fabricação do chocolate e com uma função na história. Hemingway dizia que devemos deixar para os leitores 20% da história, o resto precisamos saber para o bem da veracidade. Quando falamos de lugares eu penso nisso, penso que se o meu personagem entrou em uma piscina eu não preciso mostrá-lo nadando, mas ele precisa sair molhado de lá. 

Eu gosto de acreditar que escrever é uma aventura, então eu gosto de me aventurar pelos lugares dos quais escrevo, reais ou não, é sempre bom saber o que nos espera na próxima esquina.