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Esse resultado, anunciado na revista Proxxima pode ser bem alarmante para o universo digital. A Internet mudou as pessoas e agora elas estão mudando a internet. O poder de escolha esta cada vez maior e o engajamento se tornou o Santo Graal nesse mundo aonde os investimentos e suas respectivas cobranças são avassaladoras.


Segundo trecho da notícia "A publicação desses dados pelo Google, a maior empresa de ad-tech do mundo, deve aumentar as preocupações dos profissionais sobre a confiabilidade na indústria publicitária digital. Os resultados apresentados pela gigante de buscas estão baseados em informações coletadas do Doubleclick e de sua rede display no mês de outubro."



A revista Exame ainda mostrou que o site onde os anúncios estão também modificam a relação com o leitor e consumidor em potencial.

Os sites com maior engajamento são os sites de referência (51,9%), comunidades online (48,9%), games (48,4%) e Arte & Entretenimento (48%).
Os com menos potencial são os imobiliários (38,7%), de notícias (38,8%) e os de Alimento & Bebidas (39,6%).

Alguns profissionais já estão de olho no que é chamado de "share de olhos e ouvidos" e o caminho que tem se mostrado bem eficaz é investir no Branded Content e fazer a sua marca mais presente no cotidiano do seu público.  Um dos erros clássicos que anunciantes cometem é acreditar que qualquer propaganda pode ter esse bom conteúdo. Nem sempre é assim, e o consumidor consegue diferenciar.


Ao longo dos anos a tecnologia vem providenciando experiências fantásticas no cinema e no mundo dos games, mesmo assim e exatamente por conta disso é possível questionar qual será o futuro do Storytelling interativo, principalmente este presente nos jogos como os da série Transformers, que ilustra este post. O jogo mantém inclusive o mesmo título dos filmes em uma tentativa aproveitar mais o sucesso da sua história.

Enquanto não desenvolvemos talentos de clarividência para descobrir isso, podemos fazer uma investigação que ajudará a termos uma ideia de qual caminho seguir. O que acham? Topam? Ok, vamos lá!

Para começar bem, vamos tentar definir o que seria o Storytelling Interativo.  Vocês já leram neste blog (aqui e aqui) que o Story e o Telling são coisas diferentes que se integram para contar bem uma história. E para entender o telling, precisamos conhecer bem o meio em que a narrativa vai acontecer.
Pois bem, quando falamos de interatividade dos jogos, sejam eles de tabuleiro, pen and paper, eletrônico e mesmo os jogos online estamos falando das mecânicas ou as regras de como o jogo acontece e como os jogadores interagem com ela.  Existem jogos sem histórias, mas não existem jogos sem mecânicas. Isso faz com que ela se torne uma característica realmente indispensável quando estivermos desenhando uma narrativa interativa.  
Daniel Erickson Creative Director da Warner Bross Games fala sobre essa característica que torna os games algo único: "Jogos são uma nova mídia com uma nova forma de arte e sua própria linguagem, ela não tem, realmente, o mesmo impacto que cinema ou livros."

Escrever para jogos ainda inclui variáveis como a Player Agency que basicamente é a capacidade que você concede ao jogador de moldar o mundo e ou o roteiro do seu jogo, através das decisões que ele toma ou não.


E as cutscenes ou cinematics? 

Então, nem sempre elas são storytelling interativo. Na verdade elas são intervenções cinematográficas com uma função específica que é transmitir informações importante e engajar o jogador novamente com a imersão narrativa do jogo.  Outra das funções das Cutscenes é unificar ou reforçar o ponto de vista adotado pela narrativa do jogo.  E elas devem ser usadas moderadamente e estratégicamente para marcar os estados do jogo ou, como Ahmad Saad diz “pode ser a história bugando o gameplay”.


E quais os desafios que o Storytelling Interativo pode enfrentar? 

Não só pode como já está enfrentando. Atualmente os jogos têm ganhado força e muito dinheiro com produções fantásticas, mas geralmente demoram anos para serem produzidas. Uma das dificuldades é no formato do roteiro: cada equipe desenvolve sua própria metodologia e script. Principalmente em jogos modulares, só os diálogos podem passar de 10 mil páginas facilmente (o que acontece frequentemente em jogos de MMO).

Além disso parece que é um consenso que os jogos ainda não encontraram uma forma ideal de contar uma história que alcance o nível de drama que o cinema faz.  Alguns nomes da indústria de games (inclusive) acabam sendo bem drásticos como John Feil que afirma de forma chocante “Você deve ter notado isso antes : a história não pertence aos jogos.”

Mas calma, isso não significa que não iremos desenvolver histórias para os jogos. Pelo contrário, é um dos indícios de que os games ainda precisam se encontrar para ampliar o seu poder de comercialização. Um gênero que vem sofrendo com isso são os MMORPGs, alguns títulos como Star Wars The Old Republic que tem como base toda mitologia e história de sucesso da saga Star Wars ainda não conseguiu emplacar.  Enquanto o maior título de todos o World of Warcraft vai expandir o seu universo para o Cinema (entenda aqui). 


Estão percebendo? Parece que essa convergência do cinema com os games está se tornando cada vez mais evidente. É exatamente esse o ponto que estou querendo chegar. Podemos sentir que a indústria do entretenimento está começando a produzir histórias que sejam tantos para os jogos, quando para os filmes. 

Lembram de Defiance? (vejam o case aqui) Apesar dele não ter emplacado como projeto transmídia é apenas a primeira tentativa da produtora que já prometeu outros no mesmo molde: jogo e seriado, ou jogo e filme em uma narrativa transmídia. Fundindo a realidade e a ficção e imergindo a audiência cada vez mais dentro do seu storyworld. Não podemos prever mesmo se esse será o futuro, mas sim, é um caminho que já está sendo percorrido. 


Se você já conhece o termo Storytelling ou se ainda quer entender como as marcas podem contar boas histórias, vai encontrar agora, um novo canal de discussão e informação sobre Transmidia e Storytelling. É o Storytellers On Air, um bate papo semanal com alguns convidados transmitidos ao vivo por Hangouts no Youtube.

Toda semana os participantes vão poder conversar sobre alguns conceitos que já foram apresentados neste blog, como os fundamentos ou como fazer storytelling.  Além de discutirem sobre obras do cinema, literatura e da TV.  No primeiro Hangout, no último dia 28, falamos sobre Game Of Thrones e rolou bastante spoilers,  análises de personagens e da sua narrativa. 



Os primeiros encontros por vídeo foram produzidos por Fernando Palácios, pioneiro do Storytelling no Brasil, que além de ser professor e ministrar diversos cursos e workshops voltados ao Storytelling, é fundador do primeiro escritório brasileiro dedicado aos Storytelling, a Storytellers Brand 'n' Fiction.
Como podem ver na vinheta acima, os hangouts acontecem toda Quinta a partir das 21h30 e vocês poderão participar de duas maneiras:
1 Assistindo por streaming direto do Youtube, por um link disponibilizado pelo twitter.com/storytell aonde você poderá interagir com perguntas e recados por bate papo. 
2 Participando do Hangout com uma câmera e microfone, mas para isso precisará curtir a página +Storytellers  no G Plus e estar online alguns minutos antes para a gravação.  
Vamos relembrar as informações:

Storytellers On Air

Data: Toda Quinta-Feira
Horário: 21h30
Local: Página da Storytellers no Google Plus e Youtube
G+ https://plus.google.com/b/112622540688821613645/112622540688821613645/posts
Site www.storytellers.com.br
Twitter twitter.com/storytell


A J.K.Rowling finalmente anunciou o mistério por trás de seu novo projeto, o Pottermore. A autora tem se mostrado grande estrategista de marketing. Já havia usado o último livro para promover o 'spin-off': Contos do Beedle, o Bardo.

Agora ela aproveita toda a expectativa em torno do último filme para lançar um novo projeto. Ao que tudo indica vai ser algo muito parecido com o projeto que a Storytellers fez em parceria com a ID\TBWA: O Mistério das Cidades Perdidas, realizado para a Mini-Schin.


A experiência vai além da linearidade da leitura, já que o leitor assume um papel na narrativa. O curioso é que quando fomos escrever o roteiro 3 anos atrás, Harry Potter foi uma das inspirações. Agora o ciclo se fecha e Pottermore é como se fosse inspirado no projeto.

Se quiser se aventurar pelo Mistério das Cidades Perdidas, é só entrar clicar aqui, selecionar o livro sob a cama e depois clicar quando ele estiver sobre a mesa.

Para conhecer o anúncio sobre o Pettermore, clique aqui.