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As grandes tempestades dão destaque a um velho companheiro que anda esquecido das manchetes: o rádio. Você até pode sacar o telefone celular do bolso para escapar de rios transbordando, queda de árvores e engarrafamento. Comentar no Facebook a respeito de raios e trovões. Nada, porém, tira do radinho aquela cobertura dinâmica sobre os estragos da chuva nos diversos pontos da cidade.

Alimentado pelas grandes tempestades, o rádio é um difusor de alertas à população, tragédias e feitos heroicos. Há desde a turista eletrocutada ao homem que sobreviveu aos alagamentos agarrado às grades do prédio.

Ouve-se a narrativa daquele que perdeu a casa inteira e do que chegou a tempo de salvar mulher e filhos. De gente que atravessou a rua em cima de uma prancha, com a água nos joelhos, o guarda-chuva quebrado, o laptop novo, o sanduíche de mortadela intacto, o cachorro de estimação da vizinha. Sem energia elétrica, do sujeito que ficou preso no elevador com a amante, o pior inimigo, um síndico tagarela, o tablet sem bateria.

O Rio de Janeiro sofreu ontem com uma forte tempestade, que poderia ter atingido qualquer município brasileiro. Qual a sua história desta ou de outras chuvas? Valem os fatos reais ou imaginários, claro.  Sintonize o seu rádio interior antes que a pilhe acabe e mande brasa – ou melhor, pingo.

Para inspirar, vale dar uma olhada na galeria de fotos do jornal O Globo: http://ow.ly/iroza    

Foto: Zero Hora



Ele criticou, intensa e publicamente, todas as adaptações de suas obras para o cinema. Para defender a sua opinião o Sr. britânico Alan Moore diz que todas as suas histórias foram pensadas para os quadrinhos e que todo o seu processo criativo tinha o "produto final" em mente, fazendo com que ao mudar a mídia, muda-se a maneira de contar a história e, portanto, dificilmente uma de suas cuidadosamente planejadas histórias em quadrinho se tornariam bons filmes.

Pois bem, se o problema era planejar a história para a mídia e aproveitar o máximo da combinação entre um e outro, Mr. Moore decidiu entrar de cabeça na linguagem cinematográfica e escreveu um roteiro, ou melhor, DOIS roteiros de curta-metragem. Deixo com vocês um vídeo e uma pergunta:

Até que ponto a mídia em que é construída a narrativa é capaz de alterar uma história?