Muitas empresas têm se diferenciado num mercado altamente competitivo ao empregar técnicas de storytelling. Essa foto é um exemplo disso. Fotografei essa imagem no aeroporto Leonardo da Vinci em Roma. Era o piso de uma loja recém inaugurada. Ninguém menos que o lendário Moleskine.

Acontece que essas técnicas de storytelling, quando utilizadas de forma solta ou pontual, não necessariamente contam a história certa ou não narram a história da marca da melhor maneira. O exemplo da Moleskine atesta isso. Por mais que eles possuam histórias poderosas, usar a palavra "stories" ou "histórias", não causa o "storytelling effect". É preciso mais do que isso.

Por outro lado, quando as técnicas de storytelling são empregadas como um engrenagem - aquilo que chamamos de Tecnologia Storytelling - as empresas e suas marcas podem ganhar vida! E uma marca viva é garantia de ROI.

Se você quer entender como o storytelling pode ir além de uma simples aplicação técnica ou ferramental, o Curso de Inovação em Storytelling é o que você está procurando!

O curso de storytelling da ESPM-SP começou como o primeiro curso ministrado no Brasil e foi evoluindo com a entrada de novos professores e especialistas. Hoje o curso conta com quatro professores em sala de aula, o que garante uma visão multifocal sobre o tema.

Martha Terenzzo traz seus mais de 20 anos de experiência à frente da inovação de grandes empresas como Sadia, Parmalat, Ajinomoto e Cargill e ensina de que forma as empresas podem extrair o máximo do storytelling. O processo vai de ponta-a-ponta: desde a coleta das informações, passando pelo metaforização do branding e culminando na montagem da estratégia transmídia. Todo esse processo vai ajudar a transformar as milhares de informações e insights que as empresas possuem em algo tangível, um conteúdo emocionante que leve à ação.

Fernando Palacios garante que mesmo que você seja um autor ou entusiasta de histórias, esse curso de storytelling será extremamente benéfico no sentido de que irá mostrar outras facetas da atividade, especialmente no que se refere ao tratar uma história como se fosse um projeto. Não é por acaso que tivemos como alunos alguns dos sócios das maiores produtoras e agências do País.

Bruno Scartozzoni sedimenta a tecnologia do storytelling pelo ponto de vista do consumidor, ou seja, daquele que vai consumir não só os produtos da empresa, como também as histórias que ela tem para contar. Ele mostra de que maneira o impacto do storytelling é mais profundo e relevante.

Marco Franzolim é o professor convidado do curso, que mostra como transformar o PPT num canal de histórias ao fazer com que apresentações pessoais e de ideias sejam transmitidas por meio de diferentes modelos de storytelling.

Completo e em apenas uma semana, não é por acaso que o curso de storytelling tem sido aprovado pelos alunos com avaliações entre 92,4% e 96,2%.

Versões compactas do curso de storytelling têm sido ministradas dentro de empresas e agências no formato In-company. Caso queira se informar mais a respeito dessa opção, entre em contato ou pelo telefone 5081-8200 / 5085-4600.


Storyteller ou Dinossauro?

Por Stefano Giorgi





  Todos os dias são dias comuns, até que alguma coisa de interessante acontece. E eu sempre procuro essa coisa interessante, mas, algumas vezes, é a coisa interessante que me acha. E foi isso que aconteceu em uma noite chuvosa de quinta-feira na ESPM-SP.
  Chuva já é uma coisa que me desanima. Não sei o por que, mas eu acredito que meu humor varia de acordo com o céu. Se o céu está claro e azul eu estou de bom humor, se está cinzento e chuvoso eu estou de mau humor. Cada dia que passa essa ideia deixa de ser uma superstição na minha cabeça e vira mais e mais uma verdade. E, talvez por isso, eu já estivesse desanimado naquela noite chuvosa na ESPM. Ou talvez fosse por ter assistido uma primeira aula que foi um porre. Seja qual for o motivo, o fato é que eu estava desanimado e a coisa parecia que iria piorar.
  Já estava sentado na sala da segunda aula, esperando que ela começasse logo, para que também terminasse logo. A única alegria que eu pensava que teria naquela noite seria a de chegar em casa e assistir “Gabriela” na televisão.
  Quando descobri que iria ter uma palestra na aula, quase levantei e fui embora. Não sei o que me segurou. Acho que foi a chuva ou o fato de faltar muito tempo para “Gabriela” começar. Nada contra a palestra em si, já que eu não fazia a menor ideia do que se tratava. Mas é que depois de tantas palestras inúteis que eu vi na minha vida fiquei traumatizado e agora só assisto as que penso que realmente me agregarão conhecimentos úteis.
  Os outros alunos começaram a chegar e, depois de a sala estar com um número expressivo de pessoas, a professora se levantou de sua cadeira, fechou a porta e apresentou o palestrante:
  - Pessoal – disse ela -, esse aqui é Fernando Palacios e ele veio aqui hoje para falar com vocês sobre Storytelling.
  Quando eu ouvi a palavra “storytelling” eu me arrependi profundamente de não ter ido embora quando tive a oportunidade, mas era tarde demais.
  Na minha cabeça “storytelling” era uma coisa inútil e se baseava em um vagabundo qualquer que teve uma história de vida interessante e a contava para inspirar os outros e ganhar dinheiro, coisa que eu poderia fazer melhor do que ninguém. Afinal, a minha coleção de histórias pessoais é um verdadeiro tesouro. Eu amo contar histórias, mas acredito que para poder contar boas histórias se deve viver boas histórias. Por isso já me meti em muita confusão. Teve a vez que convenci o meu melhor amigo de que ele estava com uma doença terminal. Teve a vez que eu fui caçado como um animal no Canadá, após passar a virada do ano em uma Rave em um celeiro no meio do nada. Teve também a vez que eu fui participar de uma orgia em uma pracinha e acabei me envolvendo no meio de uma briga de gangues. E tiveram muitas outras vezes que me renderam excelentes histórias e que eu sempre contei para todo mundo que estivesse interessado a custo 0. E talvez por isso eu tivesse um preconceito com essa coisa de “storytelling”. Mal sabia eu que minha mente preconceituosa me enganava. Mas isso eu só descobriria no final da palestra.
  Logo depois que a professora falou, o tal Fernando Palacios se levantou e com um controle remoto abriu a apresentação dos slides da sua palestra em um telão de frente para os alunos. O primeiro slide da apresentação continha uma imagem do filme Aladin e, após Fernando ter cumprimentado a sala, ele começou a fazer perguntas e falar sobre o filme. Fernando pegou uma lâmpada que ele disse ter comprado no Grã-Bazar de Istambul e perguntou:
  - E vocês, se estivessem no lugar dele, qual seriam seus desejos?
  Meu ânimo subitamente voltou. Existem temas que não tem fim e que levantam a moral de qualquer pessoal para abrir suas ideias. Temas como “O que você faria se ganhasse na loteria?”, “Como seria ter uma máquina no tempo?” e, em especial naquele momento, “Qual seriam seus desejos para o gênio da lâmpada?”. Então, como ia dizendo, meu ânimo voltou de súbito. A resposta para aquela pergunta eu já tinha na ponta da língua. Enquanto todo mundo pediria uma coisa chata e genérica como dinheiro, sucesso, felicidade, uma mulher gostosa e perfeita, uma Ferrari, a paz mundial e por aí vai, eu pediria uma coisa única, que sempre quis ter e que só conseguiria com o auxílio de um gênio da lâmpada:
  - Um dinossauro de estimação – eu respondi gerando surpresa e riso na sala de aula.
  - Um dinossauro de estimação? – Fernando me perguntou com um sorriso no rosto. – Essa eu nunca tinha ouvido antes. Mas quem sabe, no final dessa palestra, você não vai desejar virar um storyteller? Eu até te dou a chance de esfregar a lâmpada de Istambul para o gênio vir te atender.
  Eu dei risada e fiz um sinal de “talvez” com a cabeça. Mas dificilmente eu desistiria do meu dinossauro de estimação para virar um storyteller.
  E então Fernando continuou a palestra. Como meu ânimo havia mudado e minha atenção estava cativada, eu ouvi e me impressionei com tudo o que ele falou. E então percebi que storytelling não era o que eu imaginava. Não era uma coisa inútil que se baseava em um vagabundo qualquer que teve uma história de vida interessante e a contava para inspirar os outros e ganhar dinheiro. Na verdade era algo sério, complexo, inovador e extremamente interessante. Em um mundo onde é cada vez mais difícil capturar a atenção do consumidor, como Fernando Palacios fez com a minha, o storytelling oferece uma saída dinâmica e que é uma tendência cada vez maior para o futuro: o de ligar marcas, produtos e serviços a histórias. Histórias que não dizem “comprem”, mas entretêm consumidores e os fazem compreender os valores e ideais de marcas de um jeito totalmente diferente e não agressivo. De um jeito gostoso e simpático ligado ao emocional, que pode ser usado em diferentes plataformas de comunicação. E tudo isso não é fácil de fazer e muito menos para qualquer um.
  Quando Fernando terminou de falar eu aplaudi, e aplaudi muito. Sua palestra me animou de um jeito que nenhuma outra conseguiu me animar. E também serviu para me livrar dos meus traumas em relação a palestras e meus preconceitos errados sobre “storytelling”. Na verdade, depois que a apresentação acabou eu tive certeza de que aquilo seria uma coisa que poderia fazer pelo resto da minha vida. Eu amo escrever, amo criar, amo ter ideias, amo contar histórias e tenho o jeito para a coisa. Então, por que não virar um “storyteller”?
  Finalmente a professora fez a chamada e a classe estava dispensada. Eu estava livre para voltar para a minha casa e assistir “Gabriela”. Mas ainda havia uma coisa que eu precisava fazer: precisava esfregar a lâmpada.
  Mas agora qual era o meu desejo: virar um “storyteller” ou ter um dinossauro de estimação? A dúvida aumentava na minha cabeça conforme eu caminhava em direção à lâmpada. Storyteller ou Dinossauro? Storyteller ou Dinossauro? Storyteller ou Dinossauro? Dinossauro. É, realmente eu ainda queria mais um dinossauro de estimação.
  Foi então que eu peguei a lâmpada do Grã-Bazar de Istambul na minha mão e mentalizei o meu desejo. Mentalizei com força, como se realmente fosse possível um gênio sair de lá de dentro. Percebi então que a lâmpada brilhava e então a esfreguei. O coração batia forte. Por um instante pude ver uma fumaça sair do bico.
  E então... nada. Óbvio que nada iria acontecer, afinal eu estava em uma sala de aula na ESPM e não em um filme fantástico da Disney. Mas como o gênio não apareceu, eu não podia ter um dinossauro. Por isso, Fernando Palacios obteve sucesso e eu mudei meu desejo. Meu desejo agora é de virar um “storyteller”.



Já vi muita gente por ai dizendo que storytelling é moda, que vai passar e que logo surge uma coisa nova. Quanto ao último ponto do discurso eu me sinto obrigado a concordar, acredito que logo surge algo novo, mas antes disso tenho que corrigir uma só palavra do que foi dito na primeira frase, já que storytelling não "é" moda, storytelling está na moda. Realmente está e podemos provar essa teoria quando vemos agências grandes como África, DM9 e outras buscando um pouco mais sobre essa história de contar histórias. 

Toda vez que penso nessa moda me lembro de um dos meus primeiros cursos de storyelling lá na ESPM, quando, no meio de uma aula, um querido colega levou todos os presentes a uma reflexão que persiste sem resposta até hoje: "mas e se todas as marcas começarem a contar histórias? Não vai saturar? Uma hora não vai faltar história para contar? Perder efeito?" 

Duas coisas ai são importantes, a primeira é que a pergunta que não quer calar surgiu de um exercício natural do ser humano e essencial ao storyteller, o famoso "e se" e a segunda coisa a ser levada em consideração é que storytelling não é moda simplesmente pelo fato de contarmos histórias há anos, sempre na base de que "quem conta um conto aumenta um ponto", mas sempre mantendo as histórias vivas, passadas de adultos para crianças em cabeceiras de camas e ao redor de fogueiras do mundo inteiro. Afinal, histórias transcendem, de certa maneira, até mesmo os limites sociais que usamos para fazer planejamentos publicitários. 

Como reposta para essa pergunta eu diria que vejo o storytelling como o mercado cinematográfico. Que apesar de viver suas crises e suas fases de "falta de criatividade", é ainda um dos mercados que mais movimenta dinheiro no mundo todo e eu não acho que ninguém possa dizer que todos os filmes que deveriam ser feitos já foram feitos, ou que todos os livros que deveriam ser publicados já foram publicados. Acho mesmo que quanto mais histórias decidimos contar, mais e melhores histórias teremos que contar no futuro. Quanto ao pensamento de que vão "substituir" o storytelling eu só tenho a dizer que contar histórias não é algo novo e que se a publicidade aprender a fazê-lo muitas marcas terão seus universos distribuídos por muitos anos. Quanto mais perto de um produto cultural melhor é o seu storytelling, transformar marcas em símbolos que serão transmitidos em cabeceiras de camas e fogueiras do mundo inteiro tem que ser o objetivo de todo storyteller. 



Estes últimos dias têm dividido o clima entre o Natal e o "Fim do Mundo". Cada um escolhe aquele em que quer investir. Seria o fim de uma era ou do mundo mesmo? Será que algo realmente vai acontecer ou a fatura do cartão de crédito irá chegar normalmente depois do dia 21 de dezembro? Enquanto isso, as compras de Natal continuam firmes e em alta.

Nessa toada, uma equipe de publicitários usou suas melhores armas (incluindo no checklist o storytelling) para unir os dois temas do momento. Embora o vídeo seja do começo do ano, nesse exato momento ele faz mais sentido. O resultado foi uma simpática forma de desejar - último - feliz ano-novo.




E se nada acontecer, assim como a fatura do cartão de crédito, estaremos de volta na próxima semana. ;P



O que existe no jeito de contar histórias de um Storyteller? Usando apelas letrinhas um storyteller é capaz de prender a atenção das pessoas por horas, dias e até semanas. Fazer muita gente roar as unhas até que saia a próxima temporada, ou o novo livro da série.

Uma entrevista para aprofundar mais nessa temática de Storytelling, Branding, Transmídia e Outros Projetos para o Comunicar é Preciso. Completinha.

http://bit.ly/comunicar1
http://bit.ly/comunicar2



O Brasil é um país que abriga muitas realidades. Uma das mais tristes é o trabalho infantil. O curta Vida Maria esfrega essa realidade na nossa cara. Com uma lista de prêmios, a animação nacional não é muito nova e talvez muitos de vocês já tenham visto. Sempre que vejo me dói porque histórias como a de Maria José se repetem. A menina proibida de "desenhar nome" vê sua vida tomar o mesmo rumo da de sua mãe, que foi a mesma da avó e por aí vai...


E o que o storytelling tem a ver com tudo isso? É que as histórias servem tanto para adormecer crianças quanto para despertar adultos. Crianças que ouvem, leem e criam histórias encaram a vida com mais preparo. Aos adultos cabe acordar e fazer algo para mudar essa realidade, nem que seja ao menos na vida de uma criança. É preciso começar...





Enquanto uns acreditam no Fim do Mundo, outros planejam as férias de fim de ano. Seja como for, todo começo de ano é também o início de uma nova jornada e muitas história. Por isso, uma coisa é certa: os sobreviventes do Apocalipse - ou mesmo das festas de fim de ano - vão ter boas histórias para contar.

Assim como as marcas e produtos, muitas vezes o que falta não é a boa história, mas a forma de compor e contar a narrativa.


Eu gosto do tema, sempre gostei de histórias, games, cinema, literatura... será que é possível me aprofundar no assunto?


Storytelling é uma arte, uma técnica, uma ferramenta, uma metodologia, um ecossistema...? Afinal, o que é storytelling?

Por que tanto tem se falado desse tal de storytelling? É verdade que tem poder de cativar as pessoas? Que é capaz de prender a atenção? Mas que ao mesmo tempo prende as pessoas pela emoção? Como é isso?

Como posso aplicar o storytelling na minha vida, no meu dia-a-dia, no meu trabalho e nos meus negócios?


Contar histórias é uma arte ou existem técnicas que podem ser aperfeiçoadas e dominadas?

Posso usar histórias de modo a melhorar meus projetos?


Qual seria um bom tema para criar uma história? Minha vida daria um livro? E minha marca?


Por onde devo começar para compartilhar uma história que aconteceu comigo ou com a minha empresa?

São as histórias que constroem marcas ou são as marcas que contam histórias?

Se marcas são abstratas e inanimadas, como podem ser veículos de uma história? A minha marca pode ser o personagem principal de uma narrativa, é isso?

Existe alguma métrica ou ROI para medir a eficácia de uma história?

Será que poderia fazer apresentações contando histórias? Isso venderia uma ideia? Ou um produto? Ou seja, posso melhorar meus argumentos de venda com storytelling?

Poderia usar storytelling para dar treinamentos e palestras mais interessantes?

Para responder essas perguntas preparamos o curso Inovação em Storytelling. A metodologia é a mais completa do mercado, estruturada de ponta-a-ponta, desde os passos preparatórios até a entrega final de uma história. Cada etapa tem como base exemplos precisos e cases de mercado, juntamente com uma série de técnicas práticas, sugestões garimpadas de uma bibliografia com mais de 100 fontes e dicas que não estão nos livros. Desta forma, as aulas são úteis até para os profissionais mais experientes da indústria.

Apresar te ter foco primário no mundo corporativo, atendendo desde executivos, publicitários, escritores, designers e cineastas, o curso já foi feito feito por pessoas que buscavam formas de reinventar suas vidas pessoais e até seus segmentos de atuação, entre eles: arquitetos, antropólogos, engenheiros, médicos, cientistas, físicos e até mesmo arqueólogos. No fim, sempre formamos uma comunidade que não para de crescer.

Para mais informações e inscrições, acesse:





Histórias podem ser apresentadas de diversas maneiras, cada mídia com a sua própria característica, mas no fim das contas, se a narrativa for boa, qualquer leitor vai e divertir. Eu sempre gostei muito de revistas em quadrinhos, filmes e livros, para mim era o suficiente apenas ler ou ver as histórias, mas ultimamente tenho percebido que essa minha visão estava limitada demais e que tinham muitas histórias boas espalhadas em outras mídias e apresentadas de outras maneiras.

Nunca gostei muito de video-games. Isso mesmo, sou homem, tenho 23 anos e não tenho video-games, nem playstation, nem xbox, nem nenhum outro e até alguns meses atrás eu não tinha nenhum jogo instalado no computador, mas poe influência de amigos e da minha namorada, acabei instalando dois jogos na minha máquina para ver como eram apresentadas as histórias. O primeiro jogo com o qual tive contato foi com Diablo III, mas vou guardar essa experiência para outro post, hoje eu vou falar de Assassin's Creed.

O primeiro ponto que eu devo ressaltar sobre a narrativa da franquia é que apesar de ser uma história totalmente ficcional, os roteiristas souberam amarrar bem a narrativa pela qual passamos com o personagem aos fatos históricos em que estamos inseridos durante a aventura. Os nós narrativos com os fatos históricos são capazes de apelas e chacoalhar as teorias da conspiração até nos jogadores mais céticos.

Outro ponto que deve ser mencionado quando falamos, não apenas de Assassin's Creed, mas de jogos de video-game em geral é que a criação do universo deve ser detalhada, e a narrativa desse construída de maneira que não importa qual a atitude tomada pelo jogador a história continuará sendo contada. Os personagens tem de ser bem apresentados para que possamos nos relacionar com eles emocionalmente e nos envolver na história a ponto de abstrair nossos conhecimentos mais básicos sobre biologia ou física. Em alguns momentos, a história te convence de que você está voando, mesmo que esteja sentado na cadeira do seu escritório.

Enfim, ainda estou em período de estudo quando falo de jogos, mas devo tirar o meu chapéu para os roteiristas dessas histórias. Storytelling de qualidade e com interatividade.

O vídeo abaixo apresenta um dos jogos da série, Assassin's Creed, só para quem não conhece poder ver um pouco da história.






Um dia alguém me entregou um livro de capa dura e cheio de desenho, perfeito para chamar a atenção de quem ainda não sabia ler. Corri com o livro em mãos para o colo da minha mãe e pedi para que ela me contasse a história. Na verdade eram duas histórias, duas lendas tradicionalmente gaúchas que marcaram a minha infância. Se eu não me engano esse livro foi o primeiro com o qual eu tive contato e com toda certeza um dos primeiros a inspirar minha paixão por literatura. Uma das histórias era a lenda do Negrinho do Pastoreio, um conto simples que me marcou muito naquela fase de minha infância, resultando em algumas noites pesadelo pensando que as pessoas eram capazes de crueldades sem limites.

Dia 20 de novembro, terça feira que vem é feriado de Consciência negra e enquanto eu procurava história para falar do assunto acabei encontrando esse vídeo que conta a história do Negrinho do Pastoreio e diz tudo o que eu queria dizer, só que com sabor de infância. Espero que gostem da história e bom Feriado à todos. 




Quando se fala de histórias há alguns elementos que não podem faltar: protagonista, desejo, conflito, transformações. Dos contos de fadas às histórias criadas para marcas podemos identificar tudo isso. Algumas histórias nos tocam mais, outras menos, mas geralmente elas acabam ficando no plano da imaginação.

Só que quando a gente se depara com uma história real, esses elementos todos parecem mais fortes, mais profundos. A história do vídeo é de uma jovem sobrevivente de câncer. Ela é a personagem e o seu maior desejo era viver como qualquer outra pessoa de 19 anos gostaria. Mas esse desejo foi ameaçado por um  vilã que tem se mostrado impiedoso e ousado: o câncer.



O vídeo foi produzido a partir de um workshop em que sete jovens sobreviventes de câncer compartilharam suas histórias de vida, transformações, conflitos. A partir dessas histórias uma instituição que busca soluções inovadoras para o tratamento de doenças crônicas em jovens e crianças percebeu as necessidades desse público diante de um tratamento tão doloroso e por vezes longo. Além dessa história, há mais seis outras  aqui. Podem parecer pesadas, mas a vida real é assim mesmo.

Sempre quis ver cases de storytelling aplicado a causas. Esse me pareceu um bom exemplo de como as histórias de  pessoas que venceram uma doença podem ajudar não só a elas, mas a quem cuida delas e quem - infelizmente - vai ter de vencer esse obstáculo. Fica a inspiração para os storytellers brasileiros.






Coordenação Antonio Augusto Grieco (Guto Grieco)
Professor(a) Bruno Scartozzoni
Professor(a) Fernando Palacios
Professor(a) Martha Terenzzo
Início das aulas: 28 de Janeiro
Término das aulas: 01 de Fevereiro
Aulas às segunda a sexta-feira das 19h30 às 22h30

OBJETIVO
O mercado de comunicação no Brasil e no mundo está redescobrindo a utilização de storytelling como técnica de comunicação capaz de fazer aquilo que contadores de histórias já sabem há tempos, e que constitui-se o maior desafio da atualidade: capturar a atenção do público. E como essa inovação pode ajudar a espalhar uma idéia, construir uma marca ou alavancar vendas?
Em um mundo pautado pelo excesso de canais e informações o storytelling entra como um elemento que pode ajudar a espalhar uma idéia, construir uma marca ou alavancar vendas com mais eficiência, conquistando o público pela emoção.
Este curso visa jogar uma luz mais apurada sobre o assunto, indo além dos modismos do mercado. Abordaremos storytelling em diversos contextos:
- branding
- cultura organizacional
- branded content
- product placement
- plataformas transmídia
Acima de tudo, esse é um curso sobre como storytelling pode facilitar o entendimento e troca de conhecimento entre empresas e pessoas.

A QUEM SE DESTINA• Empreendedores e empresários procurando um novo ponto de vista para seus negócios.
• Publicitários e comunicadores em busca de ferramental prático e teórico para a construção de campanhas mais engajadoras.
• Profissionais que necessitem diferenciar suas marcas.
• Executivos interessados em criar apresentações de negócios mais envolventes.
• Acadêmicos interessados em uma formação mais aprofundada sobre o assunto.
• Escritores e roteiristas que queiram inovar em seu Mercado.

E também para você que:
• Está uma nova direção para sua vida profissional
• Procura um caminho bacana para seu desenvolvimento pessoal
• Busca novas formas de ampliar sua criatividade
• Quer ampliar segurança e inspiração em suas apresentações,
• Busca aprender como as histórias bem construidas podem auxiliar ONGs
• Quer saber qual a diferença entre contar histórias e contar a melhor história

PROGRAMAdia 1. COMO O STORYTELLING PODE MUDAR SUA VIDA
- Você sabe o que prende a atenção das pessoas?
- O 6º P do Marketing
- PlotToolkit®, as 10 maneiras de empregar uma história (com cases)
dia 2. COMO O STORYTELLING PODE DAR VIDA À SUA MARCA
- Qual o arquétipo da sua marca?
- Elementos fundamentais para se tornar um Storythinker
- Encontre as melhores histórias do seu histórico com a Topografia de Interesse®
dia 3. COMO O STORYTELLING PODE DEIXAR MAIS INTRIGANTE SEU CONTEÚDO
- Você já parou para pensar que qualquer anúncio não deixa de ser um branded content?
- O conceito de tramar
- Crie novas histórias com a técnica Storycraft®
dia 4. COMO PROGREDIR DO STORY AO TELLING
- Você sabe a diferença entre história e narrativa?
- As palavras mágicas que compõem uma estrutura narrativa e que permitem contar histórias como quem lança feitiços.
- Entrelace mensagens comerciais dentro de uma história maior usando o StoryPlacement®
dia 5. TRANSMÍDIA: COMO TRANSFORMAR EM ATIVO O UNIVERSO POR TRÁS DA HISTÓRIA
- Era uma vez uma história, que graças a um storythinker virou um importante ativo de uma marca. Num belo dia, esse universo foi recortado em intrigantes narrativas. Essas narrativas foram dispostas de forma transmídia. E dessa forma os consumidores viveram felizes para sempre.

METODOLOGIANo curso intensivo todas as aulas são trabalhadas a partir de teoria e exemplos.
Além disso você terá:
-Aulas com quatro professores com experiências complementares de mercado;
-Bibliografia seleta e comentada para aprofundar em cada módulo do programa;
-E segredos do storytelling como por exemplo: “Nenhuma história é só uma história. Qualquer história é composta de centenas de histórias lineares que se cruzam e se entrelaçam.”

Para fazer a inscrição acesse http://www.espm.br/inovacao/curso.asp?cursoID=62



Você tira o professor da sala de aula, mas não tira o ensino do professor e como a maior parte da minha vida foi escrita em sala de aula, apesar de hoje eu tentar escrever um novo capítulo dessa história é bem difícil ignorar a paixão que tenho por ensinar.

Há pouco tempo uma amiga da faculdade me convidou para conhecer a empresa em que trabalhava, falou de marketing multilevel e mais um monte de coisa cheia desses nomes que os publicitários adoram inventar para suas ideias. Aceitei o convite e nos encontramos no metrô de onde partiríamos para o que eu entenderia mais tarde como uma viagem no tempo.

O salão lotado pela classe média brasileira, um grupo enorme de jovens, que nasceram em um país de terceiro mundo filho de uma ditadura, e vive sua vida adulta em outro lugar, repleto de sonhos e crescimento, bem mais próximo do primeiro mundo com o qual costumamos sonhar. A música alta agitava os jovens e algumas pessoas ficavam em pé batendo palmas no ritmo da música. Mas de repente o som para e sobe no palco um daqueles personagens da vida que poderia facilmente ser eu ou você. Ele começa se apresentando e dizendo que antes de investir em seu próprio negócio ele batalhava como todos nós, ganhado o seu pão com o trabalho realizado entre um metrô lotado para ir e outro ainda mais lotado para voltar do trabalho. É claro que a história não acaba com ele solitário em um ônibus madrugueiro, mas sim com uma piada de seu chefe sobre a sua enorme coleção de carros e relógios importados. Olho para os lados e vejo o sorriso de satisfação e o brilho de esperança nos olhos de todos. Confesso que até eu mesmo me cativei pela emocionante história de enriquecimento de um jovem que podia ser eu. Mas logo percebi, que era esse mesmo o objetivo, nos convencer de que podíamos ser aquele personagem, podíamos ser os donos de uma coleção impressionante de carros, relógios, motos e o que mais quiséssemos se pudéssemos acreditar no sonho.

Não cabe a mim dizer se a história era real ou não, mas eu me lembrei do meu sonho durante aquela apresentação, me lembrei de tudo o que escrevi para ensinar meus alunos e de como essa escrita toda se transferiu para a publicidade. Me lembrei do poder do storytelling, afinal, era isso que ele nos mostrava, a jornada do herói desde de sua vida pacata e de certa maneira chata, até o seu convite para a criação de algo maior e o retorno ao mundo, diferente e vitorioso. Estava tudo ali, cada um dos passos, cada vírgula de uma boa história, somada a uma série de técnicas de apresentação e uma pequena pitada de PNL. Uma história real, usada para estimular as pessoas a seguirem seu sonho, era isso que eu precisava para realizar o meu próprio sonho. 

Há algum tempo venho trabalhando em um método de ensino que se aproprie de todo o processo do storytelling para atingir um resultado mais eficaz e, principalmente, menos doloroso ao aluno, uma inovação no modo de ensinar ao novo jovem. Eu diria, em meados de meus estudos e ainda com pouco conhecimento cientifico para embasar o conhecimento empírico que a primeira coisa a se fazer, para convencer seu público a baixar as armas e prestar atenção no que você tem a dizer, é apresentar, logo no primeiro parágrafo do discurso um personagem com o qual as pessoas se relacionem. Essa primeira história pode ser a sua, afinal, se você está ali disposto a ensinar alguma coisa é por que o assunto tem alguma importância na sua história. Se não for o caso desista, uma das primeiras qualidades de um bom professor é saber a importância do que está ensinando. A sua jornada até a sala de aula também é importante, responda aos seus alunos, antes mesmo que eles pensem em perguntar, como é que você chegou ali e porque é que você quer ensiná-los aquilo tudo. Provo por A + B que o que você tem a dizer pode mudar a vida deles simplesmente mostrando como aquilo mudou a sua vida. Inspire nos seus alunos a sensação de que se eles se dedicarem como você se dedicou, um dia poderão ser eles na frente da sala de aula, fazendo a diferença no mundo que só um professor sabe que é capaz de fazer. Certa vez, ouvi alguém dizer que ensinar é inspirar o aluno a aprender e não há melhor maneira de inspirar alguém do que contando uma boa história.  



Duas empresas que conhecem o poder do storytelling e o usam como ninguém acabam se unir. Como todos já devem saber a Disney comprou a LucasFilms e o mundo entrou em frenesi por causa do acontecido. Princesas dos contos de fada que inspiram os sonhos de meninas (e meninos) no mundo inteiro agora fazem parte do mesmo universo de Darth Vader e Indiana Jones, a internet borbulhou de imagens antigas de desenhos em que as duas marcas apareciam juntas através de seus personagens mais representativos. Algumas teorias malucas sobre autores de desenho animado que "previram" o acontecimento nasceram e a vida de muitos e muitos fans, de um ou de outro, virou ao contrário. O mundo das histórias virou uma loucura nos últimos dias.

Ninguém melhor do que a Disney e a LucasFilms para provar ao mundo o poder de uma boa história. Gerações e gerações de fãs evangelizam seus filhos e amigos com base nas histórias contadas a partir das produções de ambas as empresas, quantas não foram as propagandas veiculadas que fazem referência direta ou indireta aos filmes e desenhos animados mais famosos do mundo. Ainda não podemos dizer ao certo qual será o futuro desse acontecimento, mas podemos sem sombra de dúvidas esperar novas histórias, e novos capítulos de velhas histórias já que a primeira promessa da Disney é lançar um novo episódio da franquia de filmes mais cara e mais assistida do mundo, Star Wars está de volta e milhões de roteiristas devem estar com as mãos coçando para conseguir assinar o roteiro e ver o seu nome nas telas de cinema ao som da trilha sonora icônica dos créditos de Star Wars. 

 Mas hoje eu não quero falar de trabalho, roteiro ou do impacto disso no mundo do storytelling, escrevi este post apenas para deixar a nossa homenagem ao grande acontecimento da semana e para mostrar a força das histórias deixo aqui dois vídeos e uma mensagem: Magic Happens when the Story is with you! 







Olá, meu nome é Walter.  Estou no mercado há tempos, sou velho de guerra. Quando Philip Kotler ainda nem havia pensado nos 4Ps do Marketing eu já falava de Storytelling. Mas para contar essa história convidei meu amigo Afonso. Olá, o Walter eu sou até suspeito para falar. Ele é daquele tipo família. E vocês, acreditem ou não, nós nos conhecemos pegando onda nas férias. Desde então, sempre pude contar com esse cara para resolver qualquer problema. Essa parte, porém, vou deixar com a Miriam, casada com ele há 25 anos.

Olá, eu sou a mulher do Walter. Eu fico até assim meio envergonhada para falar na frente de todo mundo. Se fosse em cima de um palco era melhor, pois sou cantora e estou acostumada. Falar assim nesse parágrafo é que me deixa assim, sem jeito. O Walter é uma pessoa maravilhosa, com ele tive três filhos. Não dá para falar sobre o meu marido sem chamar o Junior, nosso mais velho, que está convidando os amiguinhos para o aniversário no mês que vem e terminou o ano alfabetizado. Ele é pequeno, só que muito esperto.

Olá, eu sou o Junior. Papai é muito legal. Com ele eu gosto de andar de bicicleta no domingo e tomar sorvete. Gosto também de ouvir o papai tocar violão. Vovó, me ajuda a falar do papai? Ajudo, querido.
Olá, eu sou a Jurema, mãe do Walter e por isso suspeita para falar sobre ele. O Walter desde pequeno é uma pessoa muito amável. A gente sempre morou em casa com quintal espaçoso e pomar. Na época da manga, ele sempre trepava nas árvores para voltar cheio de fruta no colo. Não quero falar mais porque vou me emocionar, isso não vai dar certo. Para falar do Walter, melhor do que a própria mãe, acho que só o autor deste texto.

Olá, eu sou o Eduardo. Estou aqui para dizer que o Walter existe há alguns minutos, quando foi escrita a primeira linha do texto. Isso, porém, pode não ser verdade. Talvez o Walter exista há mais tempo dentro do leitor, ou jamais tenha existido. Talvez o Walter lembre um amigo próximo ou distante. Talvez seja aquele personagem que o leitor gostaria de ser ou não queria estar na pele.

Este é um desafio do Storyteller. Por meio dos personagens, permitir ao leitor se identificar, criar antipatia, inimizades, bons relacionamentos e até se inspirar. Deixar livres as fronteiras entre o mundo real e a ficção para incomodar, ou trazer bem-estar a quem se depara com uma boa história.



E aí o camarada acha que só de contar uma história já está tudo resolvido. Ledo engano, old sport. As pessoas precisam saber que a história existe... e mais, precisam querer se aventurar por esse novo mundo, conhecer esses novos personagens e, claro, isso tudo exige o mais escasso dos recursos, a atenção.

O que fazer para chamar a atenção para a sua história? Simples: uma segunda história, old sport.

Existem milhares de exemplos de como a história por trás da história era tão boa e fascinante quando a história em si... desde Alice no País das Maravilhas, passando por Bruxas de Blair, Harry Potter, Lost... mas para efeito desse post, escolhi um exemplo mais recente e muito inteligente: o jogo do Great Gatsby.

A versão original da história, um livro de romance, é considerado como uma das obras-primas da literatura estadunidense. O que causou uma certa comoção nos fãs de Fitzgerald foi a aparente descoberta de um cartucho antigo em uma garagem com a adaptação da narrativa para a versão NES.

Conforme relata o site http://greatgatsbygame.com/about.html, o cartucho veio também com capa e manual de instruções. Como assim eu nunca tinha ouvido falar desse jogo antes, old sport?

Rapidamente a notícia se espalhou e a blogosfera ficou toda animada. Não só o game foi descoberto, como emulado para ser jogado online. Milhões de pessoas de todo o mundo foram lá só para testar.

Acontece que essa história não passa de um boato. A verdade é que a Nintendo nunca fez uma adaptação da obra de Fitzgerald. Um grupo de 10 amigos sem ter muito mais o que fazer, foi lá e fez o game... mas para fazer o esforço valer a pena e mais gente jogar, fizeram também a o manual e a história toda por trás. E assim, depois de todo o sucesso, confessaram o boato.

Aí entram as questões da moral e da ética e do bom-senso... e, no meu julgamento, eu achei o boato ótimo, pois se não fosse por ele, o game jamais teria entrado no meu radar. Mesmo não sendo um original da Nintendo, aposto que essa versão ficou mais fiel ao romance do que o filme que está por vir. De um jeito ou de outro, se você ainda não leu o original, vá lá agora, old sport!



Eu devo admitir que nunca fui uma pessoa muito visual, nem nunca me aventurei pelo mundo das artes plásticas. Sempre achei bonito e sempre quis saber desenhar, mas apenas isso, apenas uma vontade adolescente que vira e mexe volta a me assolar em dias de garoa e poucas palavras. Algumas  imagens, principalmente fotografias, me chamavam a atenção, mas sempre por causa de alguma coisa que eu nunca consegui entender, algum tipo de curiosidade difícil de controlar sobre aquele momento eternizado pelo pintor ou pelo fotógrafo.

Quando descobri minha paixão pela escrita e comecei a me jogar cada vez mais dentro de livros, blogs, textos e filmes eu percebi, meio que de maneira inocente que a escrita é visual e que o leitor deve conseguir imaginar a partir de suas referências pessoais o mundo que o escritor criou. Comecei a encarar as narrativas como quadros, um sequência de imagens como em um filme, construídas apenas com palavras, significantes e significados montando um universo de engenharia completa. Essa minha visão surgiu bem antes do storytelling entrar na minha vida, mas quando conheci a escrita de narrativas para a publicidade acrescentei técnica aos meus "quadros mentais" construídos a partir das imagens escritas por Carrol, Douglas Adams e muitos outros. Foi após conhecer o storytelling que entendi o importante papel das perguntas durante a criação de uma narrativa, por exemplo.

O vídeo abaixo me chamou a atenção e me convenceu a virar post por dois motivos, sendo que o primeiro é a simples inversão de papéis, ao invés de criar a imagem mental para a narrativa, criar a narrativa para a imagem mental. Segundo que o processo criativo apresentado, algo meio que "perguntas e respostas" é uma técnica útil e bastante usada para escritores em momentos difíceis de suas obras. Vale a pena ver o vídeo e terminar o feriado pensando em belas imagens e palavras.





Post de madrugada, um tanto atrasado, mas ainda no clima de Halloween e ainda falando de transmídia. A série True Blood da HBO já colocou nas prateleiras dos super-mercados americanos a bebida Tru Blood que de acordo com a história é um sangue sintético desenvolvido por cientistas que permite que os vampiros sobrevivam sem se alimentar de seres humanos, o que faz com que os vampiros parem de se esconder e se revelem na sociedade.

No episódio de número 3 da quarta temporada um dos personagens da série convidas todos os humanos a entrarem em um site, e adivinhem só o que acontece quando realmente procuramos a página na internet. O site realmente existe é nada mais é do que uma página de blog dedicada a provar a existência de vampiros em nossa sociedade. Caso você seja como eu e ainda esteja no clima do Halloween, vale a pena dar uma conferida no site http://www.vamps-kill.com

Eai, você acredita em vampiros?



O poder do storytelling fica evidente com o Halloween... uma festa que nunca fez parte da cultura brasileira, mas que hoje toma conta dos posts no Facebook. É o poder das histórias de levar a outros povos a sua cultura.

Mas o que o Halloween tem de tão fascinante? Ora, os monstros! Mais do que um "roleplaying" de heróis, essa é a festa do "dark side". E como sabemos, é justamente a sombra que destaca a luz. São os vilões que mostram do que os heróis são feitos.

Falando em monstros, a DisneyPixar acaba de fazer mais uma jogada de mestre: expandiu sua franquia Monstros SA de forma surpreendente... mostrando o passado dos personagens. O raciocínio é genial: o que as pessoas fazem antes de irem para as corporações SA? O trailer a seguir dá a resposta...



Não só está trabalhando seu universo de forma exemplar, como ainda está criando toda a plataforma de transmídia com mais afinco do que muita instituição do mundo real. Veja só esse site da Universidade dos Monstros... melhor do que muito site de universidade real, não é mesmo?


E se não existissem histórias? Esse recurso amplamente utilizado no storytelling pode ter servido de inspiração para a criação desse conto de origem africana. O autor não se sabe ao certo. O conto foi recolhido na tradição oral da África ocidental e está recheado de simbolismo e elementos mágicos. Não estamos falando de um sabre de luz, mas um elemento comum na região: um pássaro. Mas não é qualquer pássaro. Ele tem algo especial. Temos também uma bebida, que carrega forte simbolismo religioso. E no retorno com o elixir ainda ganhamos uma preciosa dica para colocarmos em prática com o storytelling que fazemos hoje. 

Por isso sou apaixonada pelas histórias africanas.   




Porque os contadores de histórias têm boa memória e apreciam bons vinhos

Os pássaros não podem escrever, eles têm penas demais.
Ora, conta-se na África ocidental que no início dos tempos não havia histórias e também não havia sabedoria. O mundo era muito triste. Por isso, o primeiro contador de histórias foi também o primeiro buscador de histórias que saiu pelo mundo afora acompanhado de um pássaro-escrivão: o marabu.

O marabu é o único pássaro que sabe qual das penas do seu traseiro deve ser arrancada para que, com ela, se possa escrever, o que faz dele um pássaro especial. É por isso que foi escolhido para sair pelo mundo, pousado no ombro do primeiro buscador e contador de histórias.
Andaram pelo mato afora, pela savana e ao longo dos rios para escutar os ventos, as pedras, as águas, ás árvores e os animais. E encontraram muitas pessoas até então desconhecidas que iam lhes contando suas histórias.

Munido da pena arrancada de seu traseiro e utilizando uma tinta feita de água, pó de carvão e goma-arábica, o marabu-escrivão anotava conscienciosamente todas as histórias que escutava. O buscador e contador de histórias caminhava e pensava:
“Não me será possível recordar todas essas histórias.”
Mas o marabu continuava a ouvi-las e a escrevê-las.

Pois saibam que, uma vez tendo voltado para casa, o primeiro buscador e contador de histórias obteve a solução para o problema que o atormentava. Seguindo os conselhos do marabu, encheu de água uma grande cabaça e nela mergulhou todas as histórias escritas. Durante a noite, naquela cabaça, que na África é chamada de canari, as palavras escritas com tinta se dissolveram na água. No dia seguinte, na refeição da manhã, o marabu mandou que o buscador e contador de histórias bebesse todo o conteúdo do canari como desjejum.

Assim, todas as histórias bebidas tornaram-se histórias sabidas.

Se por acaso você precisar beber uma história, escute o meu conselho: beba tudo. Não deixe nada no fundo do copo, porque isso poderia dar um branco em sua memória.

Essa é a razão pela qual, em todos os tempos, os contadores de histórias sempre foram, também, bons bebedores de vinhos.  

Conto publicado no livro O Ofício do Contador de Histórias, de Gislayne Avelar Matos e Inno Sorsy



A mesma história pode ser contada de várias formas e uma das mais frequentes companheiras do storytelling é a transmídia, então, eu preparei um "conto publicitário" em várias mídias e vou postar os pdfs aqui. A ideia é que cada mídia faça sentido individualmente porém que a união de todas as mídias forme uma narrativa ainda maior. Nesse caso comecei com um conto literário: 

"Ela entrou na sala, doce como sempre, meio como doce de limão, eu imagino. Afinal, nunca comi doce de limão, nem sei se existe para ser sincero, mas sei que se existe deve doer na boca, bem fundo no maxilar, você sabe como é, já deve ter comido abacaxi. A moça, apesar de doce, estava dura, dura como alegria que dura pouco. O copo do rapaz do outro lado do salão caiu e quebrou de espanto, ela andava até ele, em silêncio, como se até as suas palavras estivessem economizando energia. Pedro, um pobre-quase-coitado nem sabia o que estava por vir. Sua vida agora seria uma miséria, eram palavras tristes, copiosas lágrimas, gritos, todo o show normal de qualquer mulher traída. O que o homem antes usava para causar inveja nos amigos: suas duas mulheres. Agora era o motivo de todo o o sofrimento do seu coração miserável. Meus olhos a seguiam por cima de seu ombro, vendo Pedro, assustado, sentado ao lado da outra, sem nem a mais absurda das ideias para salvá-lo.

Pedro corre na direção de Mariana, mas não consegue alcança-la antes de ouvir o barulho alto e ameaçador do disparo. O rapaz acorda em seu quarto, assustado, olha no relógio e vê que ainda é madrugada, respira fundo e deita novamente no travesseiro. Olha para o lado, vê a pequena embalagem colorida onde lê: "Deixe o drama para os escritores. Durma em paz com sleepingpills". 
Depois do conto literário a história continua em forma de roteiro de vídeo.



Por fim escrevi uma parte do conto em forma de roteiro de revista em quadrinhos, adoraria ter a habilidade artística de realmente produzir os quadrinhos, mas infelizmente não tenho e prefiro ater-me ao uso de palavras. 









Alguns amigos andam me perguntando sobre o que é o "transmídia", então, resolvi escrever um pouco sobre o assunto. Pouco mesmo, só pra tentar esclarecer algumas coisas. 

Storytelling, em uma definição bastante básica, é a tecnologia ou processo publicitário em que contamos uma história através de uma narrativa para criar laços emocionais entre uma marca e seus consumidores. Transmídia é a maneira como contamos essa história, ou seja, a união de mídias para contar separadamente uma parte da narrativa, fazendo com que o consumidor tenha a possibilidade de ter contato com a história e com a marca por mais de um ponto de entrada. 

Livros são escritos para os rituais, momentos de entrega total do leitor a narrativa, pensados cuidadosamente para que o leitor queira conquistar com o protagonista as novas páginas. Gibis, filmes, toda narrativa, cada uma em sua parte do mundo, aproveitando o melhor que pode de suas mídias. Coisa de artista, emoção em sua forma mais representativa. Já os publicitários ao contar suas histórias perceberam a necessidade de algo que agrade não apenas a leitores fanáticos, cinéfilos ou colecionadores de revistas. 

Uma ação de Storytelling Transmidia além das vantagens, já faladas aqui no blog, como emocionar o seu consumidor, melhorar a sua comunicação e trabalhar uma estratégia de branding mais eficaz e com uma melhor fixação de marca, oferece uma grande diversidade de estratégias de marketing já que a partir da transmidia a sua história poderá atingir mais pessoas e, talvez, proporcionar uma experiência mais completa e dinâmica aos consumidores que forem atingidos pelas diversas mídias. 

Se você quer saber mais sobre Transmídia ou Storytelling, entre no grupo do Facebook e não perca o curso Inovação em Storytelling - do Branded Content à Transmídia


A palavra "storytelling" é mágica. Sim, eu juro. Basta pronunciar que começa a chover... perguntas.
Não é por acaso. O conceito de contar histórias é tão antepassado que nos influencia de forma profunda e quase mística. E qual a relação das empresas com isso? A sempre genial Martha Terenzzo explica...




Era uma vez um jovem que tinha medo. Um tipo de medo diferente que não era do escuro, nem de nenhum inseto. O jovem tinha medo de errar. Pois é meus amigos, vejam vocês, com tantas coisas no mundo para se ter medo, entre os desconhecidos segredos do escuro, animais famintos de presas enormes e seres humanos que mais parecem ter saído de histórias de terror, aquele jovem e inocente rapaz escolheu o erro como seu maior fantasma.

"Errar é humano" - dizia sua avó para acalmar o coração aflito do jovem - "Todos erramos e devemos aprender com os nossos erros" - continuava a senhora com um sorriso calmo no rosto tentando amenizar os efeitos do pânico que se estampavam na face do pobre neto. E assim o tempo passou, entre muitas crises de pânico e discursos tranquilizantes. 

O fato é que o mundo é um amontoado de erros, uma sucessão de desentendimentos e, hora ou outra, um pequeno acerto, aqui ou ali e por causa de tudo isso não demorou para que o mundo se tornasse por inteiro um lugar apavorante para o pequeno Luis. Com o risco de um erro a cada palavra, decisão e pensamento o jovem vivia assustado, com medo de que um daqueles pequenos erros do dia a dia fosse o definitivo, o erro que acabaria com a sua vida, com a sua carreira. Mas, em uma noite qualquer de janeiro o garoto conheceu o storytelling, uma maluquice bem do tipo que ele gostava e no meio de seus estudos e aprendizados ele percebeu que uma narrativa só faz sentido quando o personagem é imperfeito. 

Olha o que a vida faz, deixou como se fosse de propósito um recado para o garoto nas entrelinhas de sua própria função profissional, ensinou-lhe com a sua história que errar não só é humano como dizia a sua avó, mas que é o de erro que nascem as melhores e mais interessantes mudanças, lições, aprendizados e história. O erro definitivo do jovem Luis  era, na verdade, ter errado pouco por ter tanto medo de errar.