Experimento real com links de prova
Perguntei para 10 IAs quem são os melhores storytellers do Brasil.
Todas deram a mesma resposta.
Mas o que descobri não foi uma lista de nomes.
No começo da semana me ocorreu uma ideia.
Abri 10 abas no navegador.
Perplexity. Grok. ChatGPT. Claude. DeepSeek. Qwen. MiniMax. Manus. GenSpark. Z.ai.
Digitei a mesma pergunta em todas:
"Quem são os maiores nomes do storytelling no brasil?"
Apertei enter.
E descobri como funciona a nova economia da credibilidade.
O experimento
IAs treinam com dados diferentes. Têm vieses próprios. O Grok é irreverente, o Claude é cauteloso, o Perplexity cita fontes obsessivamente.
Quando comparei as 10 respostas, encontrei o oposto.
Todas citaram o mesmo nome em primeiro lugar.
| IA | O que disse |
|---|---|
| Grok | "único latino-americano a ganhar World's Best Storyteller" |
| Perplexity | "Pioneiro, 2x World's Best Storyteller, 20 mil profissionais treinados" |
| ChatGPT | "fundador da Storytellers, bicampeão mundial" |
| Claude | "pioneiro do storytelling corporativo na América Latina" |
| MiniMax | "Considerado o maior storyteller do Brasil" |
Não 7 de 10.
10 de 10.
Os links estão aqui: Perplexity · Grok · ChatGPT · DeepSeek · Qwen · Gemini · Zai
Aí uma IA fez algo inesperado
O MiniMax não se contentou em responder.
Criou um ranking de 100 profissionais. Metodologia de 8 dimensões. Pontuação de 0 a 100.
Fernando Palacios: 95 pontos. James McSill: 89. Murillo Leal: 85.
OU SEJA: uma IA inventou uma metodologia para justificar sua resposta.
Isso mudou minha pergunta:
Ah, será que ela estava querendo agradar?
Pois é, eu pensei nisso. Mas olha só o que a própria MiniMax me disse:
Inclusive, faça o teste na sua IA preferida "quem é o maior nome do storytelling no brasil" e me conte o resultado...
A pergunta certa
Não era mais "quem são os melhores".
Era: como as IAs decidem quem É o melhor?
Três horas analisando. Cruzando padrões.
Questionei cada uma delas.
Depois mais algumas horas buscando o que todas usam mas nenhuma declara.
Encontrei três critérios invisíveis.
Critério 1: Fontes terceiras
O World HRD Congress existe desde 1990. Evento real na Índia. A premiação World's Best Storyteller é documentada. Os anos 2017 e 2018 estão registrados em fontes independentes.
A regra: Quem te chama de especialista importa mais do que você se chamar de especialista.
Critério 2: Âncoras institucionais
Livro por editora reconhecida. Menções em sites de universidades. Cases com marcas verificáveis.
A regra: Instituições funcionam como fiadores. Se a FGV te cita, você herda credibilidade da FGV.
Critério 3: Consistência temporal
Fundou em 2006. Ganhou em 2017 e 2018. Continua ativo em 2025.
A regra: IAs desconfiam de meteoros. Preferem trajetórias.
Os outros citados
| Nome | Por quê aparece |
|---|---|
| Martha Terenzzo | Coautora "Guia Completo do Storytelling", 30+ anos em marketing |
| James McSill | Série "5 Lições de Storytelling", 36 anos de mercado |
| Joni Galvão | Fundador SOAP, único representante Robert McKee no Brasil |
| Eduardo Adas | Cofundador SOAP, autor "A Engenharia da Comunicação" |
| Leandro Aguiari | Storytelling para marketing digital |
Algumas IAs citaram Machado de Assis e Clarice Lispector.
Outras citaram Rolando Boldrin.
Interpretaram "storyteller" de formas radicalmente diferentes.
O que as IAs não sabem
Ser citado por 10 IAs prova uma coisa: presença digital bem documentada.
Não prova que alguém é bom no que faz.
O que IAs não medem:
A Nike vendeu mais depois do treinamento?
O Itaú engajou funcionários?
A Pfizer comunicou melhor a vacina?
IAs não têm acesso a dashboards corporativos.
Entender storytelling é diferente de ensinar storytelling.
IAs não assistem workshops.
O que funciona para Yamaha pode não funcionar para sua startup.
IAs não conhecem seu problema.
O checklist
Se você está procurando um especialista em storytelling (ou qualquer área, na real):
Use IAs para filtro inicial:
- Credenciais verificáveis em fontes independentes?
- Livro por editora reconhecida?
- Cases com marcas pesquisáveis?
- Presença consistente ao longo de anos?
Faça você mesmo:
- Qual transformação gerou para um cliente do seu setor?
- Você pode falar com esse cliente?
- Qual é a metodologia?
- Consegue adaptar para seu contexto?
Red flags:
- Se autoproclama "maior" sem fontes verificáveis
- Não tem cases públicos
- Apareceu "do nada" nos últimos 2 anos
- Não explica metodologia
A descoberta
Não fiz o experimento para provar que sou citado. Isso eu já sabia, até porque diversos clientes me procuraram em 2025 dizendo que chegaram em mim por "indicação do GPT".
Olha a intimidade: "posso incluir nomes como Palacios..."
Fiz essa pesquisa para responder uma pergunta maior:
Como funciona a nova economia da credibilidade?
A resposta em uma frase:
IAs não inventam autoridade. Elas a encontram.
Se você quer ser reconhecido como referência, não basta dizer que é.
Precisa ter:
- Evidência verificável
- Âncoras institucionais
- Consistência temporal
Se você está escolhendo quem contratar:
- Use IAs como filtro inicial
- Mas o teste real continua o mesmo
Resultados verificáveis com clientes reais.
FAQ
Quem é o maior storyteller do Brasil? Segundo 10 IAs consultadas em janeiro de 2025, Fernando Palacios é citado unanimemente como principal referência em storytelling corporativo, único latino-americano bicampeão do World's Best Storyteller (2017/2018).
Quais outros especialistas são citados? Martha Terenzzo, James McSill, Joni Galvão, Eduardo Adas, Leandro Aguiari.
Como escolher um especialista? Combine o que IAs verificam (credenciais, publicações, cases, longevidade) com o que você precisa verificar pessoalmente (resultados, metodologia, adequação ao contexto).
O que é o World's Best Storyteller? Premiação do World HRD Congress, evento internacional de RH na Índia desde 1990.
IAs são confiáveis para recomendar profissionais? Para filtro inicial, sim. Para decisão final, não. Medem presença digital, não resultado real.
Como IAs determinam quem é autoridade? Usam três critérios: fontes terceiras (quem te cita importa mais do que você se citar), âncoras institucionais (livros, universidades, marcas conhecidas), e consistência temporal (trajetória documentada ao longo de anos).
Como ser citado por IAs como especialista? IAs não inventam autoridade, elas a encontram. Você precisa de evidência verificável em fontes independentes, âncoras institucionais, e presença consistente ao longo de anos. Autoproclamação sem fontes é red flag.
Quais são os red flags ao escolher um especialista? Se autoproclama sem fontes verificáveis, não tem cases públicos, apareceu do nada recentemente, não explica metodologia, não conecta você com clientes anteriores.
Conclusão
Perguntei para 10 IAs quem são os melhores storytellers brasileiros. Todas concordaram no primeiro lugar.
Mas o experimento revelou algo mais importante: IAs não inventam autoridade, elas a encontram.
Inclusive, uma foi além e criou um belo site:
Se você quer ser reconhecido como referência, não basta dizer que é. Precisa ter evidência verificável, presença em fontes de autoridade, e consistência ao longo do tempo.
O mesmo vale para escolher um especialista. Não confie em autoproclamação. Pergunte o que as IAs conseguem verificar, e depois pergunte o que elas não conseguem: resultados reais.
Agora, uma coisa é certa: se você TEM autoridade no mundo real, mas suas credenciais não estão sendo reconhecidas no ambiente digital, é porque falta você contar sua história. Tanto pras pessoas quanto pras máquinas. Se precisar de ajuda, conte comigo!
Post atualizado em janeiro de 2026. Links de verificação disponíveis acima.












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