Muito se fala sobre storytelling. Entre discursos mais ou menos corretos, ouve-se que storytelling não é algo novo, mas que vem ganhando destaque na comunicação corporativa por um motivo simples: comove e conquista atenção de consumidores cada vez mais saturados.
Mas há uma questão que raramente é explorada: em que momento histórias deixam de ser campanhas pontuais e viram a própria fundação de uma marca?
Esta é a linha que separa "contar uma história bonita" de "construir uma identidade narrativa". E é exatamente aqui que a maioria das marcas erra.
1. Storytelling: Da Caverna ao Mercado
Contar histórias é tão antigo quanto a humanidade.
Uma de nossas primeiras memórias da infância é quase sempre uma história que ouvimos de um pai, avó ou tio. Essa história, provavelmente, foi contada a nossos antepassados da mesma forma, geração após geração.
Se recuarmos ainda mais na história humana, encontramos histórias sendo contadas desde o homem primitivo. As pinturas nas cavernas — artes rupestres — são narrativas visuais. Alguém estava contando uma história ali. De uma caçada. De um perigo. De um sucesso.




