Folhetim Algoritmico é a aplicação da gramática serial brasileira (capítulo, gancho, arco e personagem) à comunicação digital da marca pessoal premium, operada por CRM, automação e IA. Em vez de um folhetim para milhões na mesma hora, milhares de folhetins paralelos, cada espectador no seu ritmo, cada capítulo calibrado pelo comportamento. É o modelo que a Autoria aplica ao Virtuoso Invisível.
Antes de virar tese de comunicação, o folhetim foi história de família. Meu avô, Alfredo Palacios, foi um dos arquitetos pragmáticos da indústria audiovisual brasileira no século XX. Começou na Rádio América de São Paulo nos anos 40, escrevendo radionovelas no mesmo panteão de pioneiros que incluiu Oduvaldo Vianna, Dias Gomes, Mário Lago, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Foi a forja onde aprendeu a gramática do melodrama serial brasileiro: capítulo curto, gancho diário, personagem recorrente, plateia que volta no mesmo horário pelo mesmo motivo.
A operação que define a trajetória dele veio depois. Em 1959, com Ary Fernandes, cofundou O Vigilante Rodoviário, o primeiro seriado brasileiro gravado em película 35mm. Os dois compraram a câmera Arriflex da massa falida da Maristela, estúdio paulista onde meu avô tinha sido produtor ao longo dos anos 50, chegou a gerenciar produções dirigidas por Alberto Cavalcanti e Carlos Hugo Christensen. Venderam o piloto para a Nestlé como patrocinador master. A série estreou na TV Tupi em 1962, e parte do Brasil passou a parar em volta do aparelho de TV para descobrir o próximo episódio do Inspetor Carlos.






