Marca Ausente

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Carol Bensimon, escritora e blogueira, já comentada aqui, está escrevendo um livro cuja história gira em torno de um personagem ausente.

Resumidamente, é aquele personagem que todos os outros comentam, com quem todos os outros estão de alguma forma ligados, mas ele nunca, nunca mesmo, nem em flashback, aparece.

Esse personagem pode estar morto ou desparecido, mas não precisa ser tão trágico assim. Ele também pode ser alguém que viajou e vai demorar muito para voltar (mais do que o tempo da história), ou então um mito, alguém que, na verdade, não existe.

A graça de utilizar um personagem ausente para contar uma história é a expectativa que ele causa. Quem é? Como é? O que faz? Porque é tão importante?

Na comunicação de marcas o famoso teaser faz o papel do personagem ausente. Antes de lançar uma campanha, faz-se um auê sem revelar exatamente do que se trata. O objetivo é gerar buzz, ou o famoso boca-a-boca: Você viu aquilo? Quem Será que está fazendo?

A diferença da literatura para o mundo do marketing é que, nesse segundo, a marca sempre aparece em algum momento. A questão que fica é: seria possível criar uma campanha onde uma marca fica totalmente ausente, assim como no romance da Carol?

De que forma essa marca poderia se beneficiar da expectativa? Como se proteger da apropriação por parte da concorrência? Quem sabe em uma narrativa onde o personagem principal é uma marca que não pode aparecer, como as marcas de cigarro e, provavelmente em um futuro próximo, as de cerveja...

Para pensar.

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