TODOS TÊM UMA HISTÓRIA PARA CONTAR, MAS...



É um fato: a vida de qualquer pessoa daria um bom romance. A vida de algumas pessoas daria até mesmo uma saga de vários volumes. Mesmo a mais tediosa das vidas seria capaz de gerar ao menos um conto intrigante. E o mesmo vale para as empresas e suas marcas. Mas chegou a hora do "porém, contudo, todavia, entretanto".

O "mas" é uma negação. Toda vez que essa palavrinha aparece, você praticamente pode desconsiderar tudo o que foi dito antes dela. Então agora começa o post de verdade e com uma verdade: todos têm uma história para contar, mas nem todo o mundo pode contar uma história.

Sim, é verdade que todos contamos histórias o tempo inteiro - para entreter amigos na mesa de bar, para convencer o chefe de alguma ideia no escritório, para atualizar a família no almoço de domingo - mas isso não quer dizer que todos nós saibamos bem contar. Mas vou deixar que o Professor Bruno Scartozzoni esclareça essa questão.

O Bruno já escreveu muito por aqui no passado e continua ministrando comigo e com a Martha Terenzzo os cursos de Inovação em Storytelling na ESPM e foi muito preciso em uma resposta no grupo de discussões que mantemos no Facebook.

"Deixar que as pessoas contem suas histórias é um erro em termos de storytelling. Esse tipo de mecânica pode funcionar para dar ao consumidor aquele sentimento de fazer parte, mas o buraco é mais embaixo... quantas vezes você investiu seu tempo vendo os vídeos e textos das pessoas que participam desse tipo de promoção "conte sua história"? Digo, você Leitor, como consumidor. Aposto que nenhuma.

O problema é que existe uma diferença enorme entre ter uma história para contar no dia a dia e contar uma história de um jeito que seja muito interessante. O problema aqui é ser interessante a ponto de capturar a atenção das pessoas, não é? E deixar que cada um grave seu vídeo ou escreva seu texto dificilmente terá esse efeito.

O conselho que eu dou nesse tipo de coisa é que a marca tenha alguém para trabalhar esse material e transformá-lo em histórias bem contadas. Pode ser um curta, um conto, um livro, um vídeo de 30 segundos, tanto faz.

Mas pense assim...se qualquer um pudesse contar sua própria história não existiriam biógrafos e ghost writers. As marcas também precisam de figuras assim para contar histórias reais, por melhor que sejam as suas histórias."

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