TEORIA DOS ATENTOS


Um dos assuntos do momento na comunicação é a questão das multi-telas. Algumas pessoas chegam a advogar que a segunda tela, na verdade, é a televisão. Afinal, smartphones e tablets sempre à mão enquanto boa parte dos anúncios na telona falham em prender a atenção. Ainda que sejam apenas 30 segundos, não aguentamos essa espécie de “pedágio”.

Uma pergunta importante: por que não aguentamos assistir a um comercial de apenas 30 segundos, se mal conseguimos piscar durante mais de 90 minutos de uma película cinematográfica? Dica, a resposta não tem a ver com valores. Tecnicamente falando, 30 segundos de produção e veiculação de um anúncio no horário nobre chega a custar mais do que a produção dos mesmos 30 segundos de um filme feito em Hollywood. A resposta é outra: tudo muda com uma boa história por trás.

Uma história bem contada é capaz de conquistar mais que apenas consumidores, ela atrai também atentos. Sim, atentos. No cinema, desligamos os aparelhos celulares. Para ler um romance, seguramos o livro (ou o e-reader) com as duas mãos. O mesmo vale para o joystick dos videogames. Quando alguém consome uma história – seja leitor, plateia, ouvinte ou audiência – esse alguém está atento. De modo que o Storytelling é hoje o último reduto da atenção exclusiva e dedicada.

As histórias são naturais aos seres humanos desde o tempo pré-histórico, literalmente falando. Não tínhamos inventado a escrita, de modo que não podíamos registrar os pensamentos e descobertas, então inventamos as histórias. Se desde os tempos das cavernas as histórias fazem parte da natureza humana, é normal que cada dia mais ela venha a se tornar natural também às marcas.

Mas cuidado! Quando falamos em histórias de marcas não estamos falando sobre pontuar cada segundo do histórico do centenária da companhia. É preciso ter emoção. Assim como também não adianta coletar um monte de depoimentos e relatos de pessoas aleatórias. Pense que Storytelling não é narrar um jogo de futebol, mas mostrar os melhores momentos da final do campeonato no intervalo entre o término da prorrogação e a cobrança das penalidades.

Contar uma história contagiante depende da capacidade de saber buscar e encontrar os momentos mais marcantes e significativos. Mesmo uma marca com cinco anos de existência é capaz disso. Existe um ótimo exemplo brasileiro, que com alguns sorvetes e uma boa história já faturou mais de R$ 25 milhões e acaba de receber investimento de ninguém menos do que o homem mais rico do Brasil na atualidade. Essa marca é a Diletto, mas também pode ser a sua.

Artigo publicado inicialmente no Adnews, por Fernando Palacios e Pedro Kastelic.

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