STORYTELLING NAS MANCHETES DOS JORNAIS

Quando alguém pergunta o que há de novo nessa história de contar histórias, a resposta básica é a de que o storytelling nasce de uma demanda por novos caminhos para se comunicar. E no momento em que jornais, além de venderem seus produtos físicos impressos em papel, também limitam e cobram para ler notícias a mais na internet, como tem feito e irritado o portal da Folha, o jornalismo também não escapa dessa necessidade por novos estilos.
A cada trinta segundos vemos um novo comercial na televisão, a cada minuto o Facebook tem de selecionar as atualizações que vão aparecer em nosso feed e a cada cinco minutos os portais de notícias atualizam suas manchetes. No fim das contas, seja um detergente, um automóvel ou uma série de reportagens, a preocupação é a mesma: como vender o meu peixe no século XXI?
Em linhas gerais a resposta para essa pergunta será: conte uma história sobre seu peixe. É a partir disso que se diferenciam as histórias contadas pela publicidade e pelo jornalismo. Seguindo com a metáfora, podemos dizer que a segunda delas não pode ser história de pescador. Ou seja, quando o produto é a notícia, o fato, só o que resta para inovar é o telling jornalístico.

 Em uma realidade de constante busca por atenção na comunicação, vale ficar atento para os exemplos que não param de surgir. Se há pouco tempo o único caso de storytelling em jornalismo era “Snow Fall”, do New York Times, recentemente o mesmo jornal lançou também o “Tomato Can Blues”. Quem sabe um dia os jornalistas daqui aprendam com o “NYT” e nós até passemos a considerar pagar para ler mais notícias. 

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