STORYTELLING DOS INFERNOS

Como uma boa história é capaz de evitar roubos?


Quem vai ao Chile acaba por não resistir a uma visita às vinícolas do país. A mais famosa delas é, sem dúvidas, a Concha y Toro, multinacional dos vinhos chilenos responsável, entre eles, pela produção do lendário Casillero del Diablo. Entre uma taça de vinho e outra, quem visita a vinícola aprende sobre a história da principal marca de vinhos da companhia.

Reza a lenda que Don Melchior, o fundador da Concha y Toro, sofria com os constantes roubos daqueles que se interessavam pelo sabor único de seus vinhos. Sem nenhuma solução efetiva, um dia Don Melchior começou a espalhar o boato que daria fim aos roubos de sua produção: o diabo habitava sua adega de vinhos.



Sem saber, Don Melchior colocava em prática duas lições de storytelling: o seu poder de persuasão (ou dissuasão, no caso dos roubos) e a sua capacidade de rever conceitos. Que marca hoje arriscaria trabalhar com o diabo na sua comunicação?

Em 2014, a Concha y Toro é disparada a maior vinícola chilena, representando 37% do mercado do país e mais de 30% das exportações de vinho chileno para o mundo. E a lenda do Casillero continua a se perpetuar com novos desdobramentos de campanhas.


Por fim, a última lição de storytelling que a lenda de Casillero del Diablo ensina é que, acima de superproduções cinematográficas, não é preciso mais do que um boato como mídia para eternizar uma comunicação quando a história é poderosa. Não fosse o medo do demônio através da lenda, talvez a empresa de Don Melchior nunca tivesse se tornado a lenda que é hoje no Chile.

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