Comparando os finais de Flash e Arrow: Sucesso X Fracasso



CUIDADO: SPOILERS!


Desde o começo, quando foi divulgado o spin off de "Arrow" - "Flash" -, muitos fãs estavam apreensivos quanto aos personagens da DC Comics: como seriam desenvolvidos ao longo dos 40 minutos de cada episódio? Eles precisavam superar os sucessos da Marvel nas telonas - apesar do claro desapontamento com Agents Of Shield e o já Ibope positivo do Arqueiro -, necessitando ganhar os fãs de volta com possíveis sucessos na TV aberta: afinal, a competição estava mais palpável do que nunca. Flash e Gotham foram grandes apostas da marca: e, claramente, deram seus resultados, mais do que satisfatórios.

Tirando Constantine, os seriados da emissora não deixaram de ter grandes avanços nas telas de casa. Gotham, saindo em disparado; seguido de Flash e Arrow. O velocista ganhou fãs no mundo inteiro desde o primeiro episódio, com a perda de sua mãe e a busca incessável pelo seu assassino, até o ganho de seus poderes e sua luta contra outros meta-humanos. O piloto foi assistido por 4,5 milhões de espectadores: a maior audiência que um show da CW obteve em cinco anos. Assim, o mesmo era esperado de Oliver Queen e seu grupo, que já haviam alcançado resultados positivos em suas temporadas passadas.


Então, o que deu errado? A temporada começara bem: os heróis na luta contra o mal, a chegada de Ra's Al Ghul e a ameaça contra tudo o que mais importava ao personagem principal. A mistura era dica de sucesso, na certa.

Mas o spin off tomou as rédeas da situação com o seu final. Enquanto Oliver foi ficando cada vez mais "mole", entre o amor de Felicity e suas questões pessoais em relação a própria identidade, a revelação do vilão Harrison Wells (vulgo Eobard Thawne/Flash Reverso) e a possibilidade de salvação da mãe de Barry alavancaram os episódios de tal forma que deixaram o seriado de Queen muito a desejar. Até mesmo Laurel, que não tinha experiência nenhuma no começo como Canário, já estava ganhando da Liga dos Assassinos. Se for mesmo selecionar os piores vilões da série, Slade com certeza se encontraria em uma categoria bem pior que a de Ra's.

E quanto a Felicity controlando a armadura de Ray? Que ele levou uma temporada inteira para aprender a usar? Sem comentários.

A saída de Roy é a mais triste a ser apontada, pelo fato do Arsenal ser o side kick legítimo do Arrow. Decepcionante. E isso sem contar que os melhores episódios da série foram em seus crossovers com o velocista.


E os flashbacks? Também, decepcionantes. No início da temporada, até que pareciam levar a algum resultado útil no desenvolver da história: contudo, nos últimos episódios, seu desenrolar já era tão óbvio que as partes se tornaram massantes e tomadas pelo tédio. Afinal, aonde estava o governo de Hong Kong contra a ameaça do vírus? Eram apenas os três contra o governo? Pouco provável.

Fato: Felicity deveria ter ficado com o Átomo, pelo menos não teria aquele final fraco com Oliver desistindo de tudo em direção ao pôr do sol.

O ponto é: a mudança de personalidade de Oliver Queen era esperado ao longo do seriado, no entanto, não era desejável um resultado tão diferente quanto ao auto-conhecimento do mesmo. Afinal, para que mudar um time que já está ganhando? Por que transformar uma série tão amada em um clichê, com um desfecho sem grandes surpresas; ao contrário da temporada anterior?


Sim, ainda se espera que a série tenha um retorno impactante, com o Arrow que todos conhecemos e amamos. De Flash, já podemos ter grandes esperanças: enquanto o primeiro não criou nenhum gancho para a próxima temporada, o segundo ainda precisa ter o buraco negro fechado, e quando veremos Cisco e Caitlin transformados em Vibro e Nevasca, grandes vilões do herói? As possibilidades são inesgotáveis.

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