AS BOAS HISTÓRIAS SÃO AS QUE FICAM

https://www.storytellers.com.br/2012/07/as-boas-historias-sao-as-que-ficam.html
Diante de uma folha em branco, seja no seu moleskine ou no
laptop, as palavras custam a aparecer. Quando aparecem decidem se misturar, não
combinar e você apaga tudo. Quem aqui já não passou por isso um bocado de
vezes?
Pois é, isso aconteceu comigo esta semana. Recebi um convite, seguido de uma tarefa, enviados por uma pessoa que está do outro lado do mundo. Para cumprir a tarefa precisava escrever algo e as palavras não vinham. O moleskine passou a semana com as folhas em branco. O Word ficou ileso. Tinha exatos cinco dias.
Pois é, isso aconteceu comigo esta semana. Recebi um convite, seguido de uma tarefa, enviados por uma pessoa que está do outro lado do mundo. Para cumprir a tarefa precisava escrever algo e as palavras não vinham. O moleskine passou a semana com as folhas em branco. O Word ficou ileso. Tinha exatos cinco dias.
Todas as folhas continuavam em branco e eu, em busca da
história. A tarefa pressupunha responder a uma pergunta: como? Mas as perguntas nunca vêm sozinhas. Precisava responder o porquê? Para isso tive que mergulhar
fundo nas minhas memórias, nas minhas verdades, no que eu espero da vida e em
como alcançar esses objetivos.
Como você veio parar
aqui? Vim a convite de Fernando
Palacios, que estava na Croácia no momento em que me chamou para ser
colaboradora do Stories We Like. Fiquei honrada
e feliz em poder falar sobre histórias neste espaço.
Mas só o como não
bastava. O porquê ainda precisava ser
respondido. Por que eu vim parar aqui? Essa
eu precisava responder para mim. Vim parar aqui porque as histórias me
encontraram. Sou Renata Rossi, jornalista, e meu ofício é contar histórias... De
vida, de fatos, de momentos. Só que essas já não me bastavam. Em minhas buscas
por algo que me fizesse mais sentido, encontrei um curso de storytelling e
conheci três mentores. Eles abriram a porta. Eu entrei. Investi no story.
E então chegou a hora de ir atrás do telling e outros dois mentores me colocaram mais para dentro daquela
porta. Ao olhar ao redor, percebi que o universo que havia ali era absurdamente
gigante. Descobri que as histórias só
existem quando são contadas e é graças à tradição oral conhecemos tantas histórias.
Em busca do sonho,
narrado por Cristiana Ceschi
A história desse homem me fez pensar que, embora tenha
sido contada num tempo em que não existia tempo, num lugar que não era lugar
nenhum, ela pode ocorrer comigo, com você, com o cara ali na esquina. Para contar boas histórias é preciso conhecer muitas histórias. Porque
as boas histórias são atemporais e são elas que ficam.