A história do Dia dos Namorados



Na última quinta-feira, em São Paulo, fazia aquele friozinho bom para contrapor com ânimos mais quentes (no bom sentido). Comemorar o Dia dos Namorados parecia ser uma boa idéia. O problema é que, as vezes, para se chegar no paraíso é preciso atravessar todo o inferno.

O inferno, no caso, são as centenas de quilômetros de trânsito, os estacionamentos lotados nos shoppings, as intermináveis filas de espera nos restaurantes e todas essas coisas que os paulistanos que amam já estão acostumados a enfrentar todo 12 de junho.

Comemorar uma data quase sempre é questão de convencimento. As pessoas são convencidas de que naquela data aconteceu alguma coisa que deve ser comemorada, e aí faz-se uma convenção em torno do assunto.

Se um grupo de pessoas começa a acreditar que o verdadeiro Dia dos Namorados não é mais em 12 de junho, mas sim em 5 de novembro, então a convenção é quebrada. Com o tempo 12 de julho perde a credibilidade e a confusão é instaurada.

Há tempos percebo que algumas pessoas não acreditam mais em 12 de junho. "Dia dos Namorados? Isso é data inventada pra vender mais" dizem elas. E assim, em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais conscientes e tentam cada vez mais serem responsáveis com o meio ambiente, a sociedade e o próprio bolso, as datas comerciais, como o Dia dos Namorados, vai deixando de ser convenção.

Se eu fosse comerciante ficaria muito preocupado. Como estou em um ramo que presta serviços para o comércio, dentre outros setores, fico mais tranquilo. Um dia alguém virá até nós pedindo que resgatemos a história do Dia do Namorados antes que o comércio perca uma de suas principais datas.

Segundo a Wikipédia em português, 12 de junho, ninguém sabe direito como, teria sido escolhida pelo comércio paulista e depois se espalhou pelo país. Coincidência ou não é a véspera do Dia de Santo Antônio, um santo de tradição casamenteira. É isso.

Já 14 de fevereiro, Dia de São Valentim, data onde o Dia dos Namorados é comemorado em praticamente todos os outros países, tem uma história muito mais interessante:

Durante o governo do imperador Caldeus II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Caldeu acreditava que os jovens, se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram-se apaixonando e ela milagrosamente recuperou a
visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.

Em 2009, quando você vai comemorar seu namoro?

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