O segredo da Guerra dos Tronos

Tyrion Lennister é um anão que só teve sua vida poupada por pertencer à família mais rica de todos os reinos...

Alan Moore, dos Quadrinhos ao Youtube

Ele criticou, intensa e publicamente, todas as adaptações de suas obras para o cinema...

Curso: Storytelling

Muitas empresas têm se diferenciado num mercado altamente competitivo ao empregar técnicas de storytelling...

terça-feira, 21 de maio de 2013

AVIÕES E O PARADIGMA DISNEY


Quem hoje vê a Disney lançando um sucesso atrás do outro nas telonas, mal pode imaginar que um dia a empresa de Mickey Mouse já passou por maus bocados quando o assunto é a sétima arte.

Eis que, no final dos anos 80, os filmes lançados pela Disney não estavam dando os resultados esperados. Até que um então funcionário da empresa, Christopher Vogler, baseou-se na literatura do mestre Joseph Campbell e do monomito para criar uma estrutura referência para as próximas narrativas produzidas nos estúdios de Walt Disney. Batizado “Memorando de Vogler”, que posteriormente, em 1992, veio a originar o livro “A jornada do escritor”, o modelo sofreu algumas adaptações e ficou também conhecido como o “Paradigma Disney”.
A partir daí ocorreu a grande virada nas contas da Disney, e o sucesso da empresa voltou a ser como é conhecido por todos nós até hoje – ainda que com uma ou outra diferença – também nos filmes produzidos por ela em parceria com a Pixar. Se você ainda duvida, pode conferir em todos os mais recentes sucessos da Disney que você deverá encontrar os doze estágios da jornada, um herói, um mentor, um arauto e todos os outros personagens da forma com que Vogler assim nomeou.
Com “Aviões”, o mais novo filme anunciado pela Walt Disney Company, não deverá ser diferente. “Derivado” do sucesso de 2006 – “Carros”, o trailer pode ser conferido aqui enquanto aguardamos ele aparecer no cinema mais próximo de você.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

STORYTELLING, PARA GANHAR SHARE DE OLHOS E OUVIDOS

"O excesso de informação gera a escassez de atenção". Essa premissa proposta por Herbert Simon pode nos ajudar a entender um pouco melhor os recentes movimentos, tanto de agências quanto de anunciantes, em busca do storytelling.

Em um mundo com celulares inteligentes, tablets, notebooks e até vídeo games capazes de nos conectar com a infinidade de informações da internet, conseguir a atenção do consumidor/leitor é o maior desafio do comunicador. A geração Y não costuma perder tempo com o que não lhes interessa e é o nosso trabalho criar conteúdo e propaganda que interessem. Afinal, antes de trocarmos produto por dinheiro, nós trocamos conteúdo por atenção e é por isso que o mercado acostumado a lutar por "share of market",  "mind" e "voice" deve se preparar cada dia mais para ganhar o share de olhos e ouvidos desse grupo de consumidores que não param suas atividades facilmente para ouvir o que temos a dizer.

Mas eu não vou me prolongar sobre o assunto e vou passar a palavra para o Fernando Palacios que explicou tudo isso de maneira bem fácil e prática na entrevista pro vlog do Ideia de Marketing  dessa semana. É só apertar o play e se preparar para aprender um pouco mais sobre storytelling, branding e narrativa.


terça-feira, 14 de maio de 2013

HIPER-REALIDADE "VERSUS" TRANSMÍDIA

Boa parte dos temas propostos nas publicações aqui no blog relacionam o storytelling, cedo ou tarde, ao consumo. As histórias entram na comunicação mercadológica também e tão bem para quebrar o caráter descritivo e imperativo da propaganda convencional, e assim é indelével que elas acabem por vagar entre o campo da ficção e da realidade. É daí que surge a pergunta de um milhão de dólares, que insiste em não querer calar-se em uma resposta definitiva: o que é real e o que é ficcional?

E não me venham dizer que real é aquilo que você vive ou sente. Não são poucos os estudos que, com um foco ou outro, acabam por comprovar que nosso cérebro nos faz enganar e se enganar diariamente. Assim, dizer tão só que real é aquilo que você vive ou sente é não mais que se enganar também.

Entretanto, não satisfeito com a tenuidade entre o real e o ficcional, trago ainda um terceiro conceito defendido pelo autor francês Jean Baudrillard: a hiper-realidade. Em suma ela pode ser definida como o contato com além do que pode ser chamado de real (se é que algo pode ser chamado, de fato, de real) em um acontecimento. Essa situação se evidencia ainda mais quando inserimos a tecnologia em nossa vida cotidiana. Ou seja, a hiper-realidade se expressa, por exemplo, no momento em que eu, você ou nós assistimos a um capítulo da novela, a uma notícia na televisão ou a um filme no cinema já tendo lido, jogado, consumido mais sobre o respectivo assunto (ou história) anteriormente.
Por fim, quando a alternativa é a do parêntese acima e tratamos sobre ter contato com diferentes vertentes de uma mesma história em diferentes mídias, qualquer semelhança de hiper-realidade com transmídia não é mera coincidência.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

QUASE STORYTELLING


Antes de mais nada, quero deixar claro que o uso incorreto da palavra "storytelling" não faz com que uma campanha seja classificada automaticamente como "ruim", pelo contrário, campanhas bastante interessantes e com ótimos resultados não são storytelling, mas dizem ser.

Hoje eu vou falar de uma campanha que encontrei enquanto trilhava os caminhos diários da internet. Quando eu li "Storytelling Tecnisa" fiquei agitado, curioso e ansioso para saber o que estaria do outro lado do link que se escondia entre outros milhões de links do meu google reader. Enfim, cliquei e fui levado a uma página simpática com uma boa apresentação da campanha e uma ideia que me parecia cada vez mais genial: apresentar os bairros de suas construções através da histórias desses bairros. Uma ação muito inteligente para uma construtora famosa que busca se relacionar melhor com seu consumidor. Com a expectativa lá em cima continuei clicando.  

Tamanha não foi a minha decepção quando entrei no primeiro bairro da lista, Vila Prudente, ansioso por uma experiência emocionante e prazerosa eu me deparei com um texto, bem escrito, no estilo Wikipedia de ser que não me oferecia a experiência prometida pelo título. "O bairro nasceu no ano XX pela concentração de imigrantes Y e por isso virou um pólo cultural de Z" e assim continuava o texto que me deixou disperso e me permitiu voltar minha atenção para a televisão antes mesmo de terminar o primeiro parágrafo, só voltei para terminar algumas horas depois. Devo admitir, antes de continuar, que grande parte da minha decepção é culpa minha por causa dessa mania que eu tenho de criar grandes expectativas. A campanha, no fim das contas não é ruim, a ideia é boa e bastante intrigante, afinal eu fui até o fim para descobrir do que se tratava, não fui? 

O problema da "Storytelling Tecnisa" assim como de diversas outras marcas e campanhas que buscam o storytelling como tecnologia de comunicação é que há uma grande confusão sobre o que é storytelling. O que eu esperava era encontrar boas narrativas que me emocionassem e cativassem, mas ao invés disso encontrei um enorme histórico que, apesar de bem escrito, ainda era frio e pouco engajador. Fiquei triste, de verdade, por perceber a oportunidade que a marca perdeu de apaixonar o consumidor por um daqueles bairros e assim, quem sabe, até vender um de seus imóveis. Com uma ideia dessas eles mereciam um pouco mais de engajamento, mas faltaram alguns pontos importantes, na minha opinião, para que a companha fosse um completo sucesso do Storytelling.

O mais importante desses pontos é  que o storytelling deve trabalhar emoções e sensações, criando sorrisos, levando a reflexão e se possível transformando a publicidade em entretenimento. Trabalhar emoções e levar a reflexão não é função da publicidade e sim da arte, portanto para que uma campanha de storytelling seja completa e alcance todo o seu potencial é preciso se apropriar das técnicas artísticas, no nosso caso, usar o que conhecemos como narrativa.

A narrativa é uma técnica que envolve uma série de padrões e regras para se contar um história, entre essas regras a presença de um personagem com a função de emprestar a sua visão de mundo ao leitor é uma das mais importantes, esse personagem é o responsável por transmitir sensações e amoções que vão além do fato e criar identificação através da experiência, o que faz com que a história seja apreendida melhor pelo consumidor. Um narrador melhor definido como um personagem já faria uma diferença incrível na proposta do "Storytelling Tecnisa". Está tudo lá, a ideia é boa, histórias para contar tenho certeza que não faltam, o marketing e a agência são obviamente bons e antenados, só faltou mesmo um storyteller para transformar essa campanha em um grande case brasileiro de inovação e engajamento.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

O UNIVERSO DC NAS MÃOS DE SUPERMAN, O HOMEM DE AÇO


O novo filme do Superman está chegando e claro, muita gente já imagina que se ele fizer tanto sucesso quanto Batman isso pode significar uma nova série de filmes dos heróis DC como a famosa Liga da Justiça. Parece fácil imitar a fórmula dos Vingadores da Marvel, mas não é bem por aí e vou dizer porque. 

No projeto Vingadores, acompanhamos as histórias de Hulk, Homem de Ferro, Thor, Capitão América e depois todos juntos em uma sequência de filmes que renderam uma boa grana aos estúdios e ainda abriu espaço para muito mais. Isso porque eles conseguiram representar no cinema o Universo Marvel, o ambiente aonde infinitas histórias podem acontecer e os espectadores ainda vão se sentir familiarizados com seus elementos.

Ok, então basta colocar Batman ao lado de Flash e tudo fica resolvido... ou não!

Essa união de todas as histórias de seus personagens só é possível na Marvel porque um cara chamado Stan Lee revolucionou o mundo das HQs criando heróis que tinham conflitos bem parecidos com os humanos e a partir daí o sucesso foi tremendo que esse conceito foi dando vida a outros seres super poderosos. Não foi que a DC aconteceu.

Ela cresceu comprando histórias prontas, primeiro com o Batman, depois vieram outros como Lanterna Verde e Aquaman. Cada um com um grupo de vilões e principalmente uma visão do mundo ou melhor uma versão do mundo bem peculiar. 

Batman sempre enfrentou vilões malucos ou bem armados, dentro de sua lógica não existiam aliens ou monstros devoradores de planetas. Da mesma forma, Mulher Maravilha é simplesmente uma princesa das Amazonas e sua história tem referências da mitologia grega. 
O que acontecia quando algumas dessas histórias precisavam se cruzar era a criação de um novo universo, que a DC chamava de Terra 1, 2 e etc. Dessa maneira as grandes alterações não influenciavam no plot principal de um personagem. Como (na época) Hqs vendiam bastante, o fato de ter várias versões de um mesmo herói não era preocupante. Mas chegou um tempo que o Multiverso (como foi chamado essa junção) impactou o comportamento dos leitores pois era um trabalho penoso comprar e acompanhar seu herói preferido. 

Foi quando veio uma série chamada Crise nas Infinitas Terras, que juntou todas as "Terras" e versões dos heróis em um só enredo. 

Porém isso não significa que eles resolveram o problema que é justificar a necessidade da existência de alguns heróis em uma mesmo grupo. Como criar uma história aonde a astúcia do morcego possa ser útil frente a um inimigo como Apocalypse que foi capaz de matar o Superman uma vez. Ou um vilão como o Capitão Bumerangue que era combatido pelo Flash, ter que enfrentar Hal Jordan com seu anel que pode expulsar da Terra a entidade Parallax... uma tarefa difícil.


Bem, no cinema, Batman já conseguiu seu sucesso. Enquanto isso algumas produções como o seriado Arrow vem construindo uma base de fãs bacana. Aliás se depender desse seriado eu acredito que os roteiristas estejam no caminho para nos mostrar como o universo DC pode se encontrar no cinema. Isso porque vários personagens como a Caçadora e Slade já foram vistos em vários episódios e a recepção está sendo boa. Inclusive há indícios que este seriado possa sofrer influência após o novo filme do Superman e tem outro herói dependendo desse sucesso, o Gladiador Dourado que também vai ter sua estréia na TV em breve.  O que falta para os estúdios investirem pesado em um filme da Liga da Justiça? ... falta Clark Kent mostrar porque é o Superman.  

Seu último filme deixou bastante a desejar e todas as notícias sobre a pressão que o diretor tem sofrido podem abalar nossa fé nesse filme, o que apenas aumenta a curiosidade para saber se Superman salvará novamente seu universo

terça-feira, 7 de maio de 2013

STORYTELLING ALÉM DOS "CASES"


O mundo da comunicação está repleto de exemplos e casos que reafirmam o poder das histórias na construção de marcas. Sem muito esforço encontramos diversas menções a storytelling em campanhas de comunicação – muitas delas até incorretas – mas sempre se vangloriando pragmaticamente pelo sucesso gerado.
Quando vamos a uma esfera científica do estudo da comunicação, do consumo e das marcas vemos que também não é diferente. Se por um lado respeitadas marcas como Coca-Cola e Google discutem o storytelling, por outro autores-referência como Colin Campbell e Andrea Semprini embasam a discussão em seu viés mais profundo e defendem a relação de consumo como cada vez mais imaginária, imaterial e simbólica.
E já que tratamos o storytelling em sua vertente acadêmica, valem algumas citações pra deixar tudo mais claro:
"Em muitas destas, a fronteira entre a representação dos interesses de determinado fabricante e distribuidor (i.e., a propaganda) e as imagens produzidas primeiramente para entretenimento é claramente distinguível, sugerindo que as duas coisas preenchem a mesma função de facilitar o hedonismo imaginativo. Em outras palavras, as pessoas 'desfrutam' dessas imagens em grande parte da mesma forma que desfrutam de um romance ou filme."
Retirada do livro “A ética romântica e o espírito do consumismo moderno”, de Colin Campbell, editora Rocco.
“Lembremos apenas que a capacidade de construir mundos desenvolver territórios simbólicos e manipular a abstração são aspectos que definem a lógica de marca. O desenvolvimento, no seio do consumo, de dimensões imateriais e imaginárias, entra então em íntima ressonância com a própria essência da lógica de marca.”
Do livro “A marca pós-moderna”, de Andrea Semprini, da editora Estação das Letras.
E disso tudo, em suma, o que se tira é que nada mais imaginário e possível de construir um mundo para uma marca do que uma boa história.

domingo, 5 de maio de 2013

STORYTELLING E A SUA FUNÇÃO SOCIAL




Antes de sua função puramente artística a narrativa já estava entre os primeiros grupos sociais humanos como um modo de transmissão de ideologia e regras de comportamento. Antes das HQ's modernas e da indústria cinematográfica, o ser humano já contava histórias para ensinar suas sociedades as regras e determinar o que se esperava de cada um de seus cidadãos. Não é a toa que os mitos Gregos e Romanos estão recheados, quase transbordando, de personagens com grande respeito as regras, tanto de seus deuses, quanto de seus imperadores. Afinal, era isso que se esperava de todo cidadão Grego ou Romano, heroísmo e honra em nome de suas crenças. 

Já foi discutido e eu diria até comprovado o fato de que tais narrativas faziam parte de um importante kit de processos usados por tais sociedades para manter seus soldados motivados a morrer pelas ordens do império, sua mulheres orgulhosas dos homens que se distanciavam cada vez mais de suas famílias para defender a honra de sua sociedade e os filhos desses homens, que ouviam essas mesmas histórias, se mantinham motivados e treinar e se tornar mais um soldado, cheio de honra. 

Concorde ou não comigo, concorde ou não com o vídeo a baixo, o importante aqui é perceber que a narrativa tem uma função social. As histórias que contamos de certa maneira representam as histórias que vivemos, ou que queremos viver, no sentido em que tais histórias representam os valores do grupo que as conta, mesmo que nem todos do grupo concordem com isso. A partir da consciência de que as histórias que contamos influenciam nos valores que ensinamos para a nossa própria sociedade, fica difícil pensar no storytelling sem considerar a força da narrativa. O vídeo abaixo trata de assunto com um visão bastante interessante, focando principalmente nas histórias contadas pela indústria do entretenimento, mas a discussão é importante para qualquer tipo de contador de histórias, de professores a roteiristas, devemos todos considerar a importância social das narrativas. 




domingo, 28 de abril de 2013

CURSO DE STORYTELLING, A CIÊNCIA ALÉM DA NARRATIVA

De acordo com Jonathan Gottschall, autor do livro "The Storytelling Animal" o ser humano é incapaz de permanecer alheio a uma boa história. Somos naturalmente atraídos pelas experiências dos personagens e pelo mundo em que vivem. Tal pensamento seria uma ótima explicação para o crescimento, apesar das crises, da indústria cinematográfica e literária que temos experimentado nos últimos anos. O problema é que ninguém sabe factualmente o motivo de uma narrativa ser tão irresistível aos ser humano.

O que sabemos é que adaptar o poder da narrativa e das boas histórias vale ouro para qualquer um que trabalha com comunicação. Seguindo o pensamento da Coca-Cola que diz que em 20 anos sua propaganda estará nos cinemas e serão cobrados ingressos para a assisti-la podemos perceber, mesmo que isso ainda seja um sonho, as possibilidades que o bom uso do storytelling pode trazer para a nossas marcas e empresas.

Muito se tem falado dos segredos storytellers, das técnicas usadas em tal tecnologia e das diversas maneiras de se contar uma história para uma marca, mas poucos tem se aventurado pelo caminho científico da coisa. A Casa Mário de Andrade e a Oficina da Palavra me possibilitaram criar um curso que fale desses aspectos da tecnologia do Storytelling, ou seja, pela primeira vez, pelo menos que eu saiba, um curso irá debater exclusivamente a união da técnica narrativa que, nos acompanha desde os primórdios, com as ciências relacionadas a comunicação.

O objetivo do curso é discutir e analisar a narrativa desde o seu surgimento, antes mesmo de se tornar arte, até os dias da economia da atenção, tentando entender como é que o Storytelling se tornou a menina dos olhos da publicidade e se demonstra cada vez mais o último reduto da atenção em nossa sociedade. Tudo feito através do estudo e do debate de cases de sucesso no cinema, na literatura e até na educação.

O curso irá acontecer na primeira semana de julho e só tem 15 vagas, para as quais você pode se increver aqui a partir do dia 02 de maio http://www.oficinasculturais.org.br/programacao/ver.php?idoficina=8 ou simplesmente me mandar um email no luisgasparsantos@gmail.com

terça-feira, 23 de abril de 2013

A HISTÓRIA NA PALMA DA SUA MÃO


Pense rápido: qual é a relação entre a sua mão e contar histórias? Não vale dizer que é com ela que você escreve as histórias. Acredite, há algo muito maior do que isso.
Segundo Jonathan Gottschall em seu livro "The Storytelling Animal", a sua, a minha e a mão de qualquer ser humano é composta de cerca de 27 ossos, 27 juntas, 123 ligamentos 48 nervos e 34 músculos. Mais que isso, cada parte da sua ou da minha mão tem uma função específica determinada. As unhas servem para arranhar ou agarrar o que quer que seja (ou para serem ornamentadas com os esmaltes dos mais diferentes nomes), as digitais para garantir que cada ser seja único dentre todos.
Com histórias, não acontece diferente. Não é preciso um épico de 1102 versos decassílabos se a sua história não é contada como os Lusíadas, mas cada personagem, cada fato e artefato devem ser minuciosamente pensados na construção de uma boa história. As unhas de uma história é aquilo que faz com que o personagem agarre o seu objetivo e passe pelos mais escabrosos obstáculos para chegar até ele (e acredite, tão bem como os nomes dos esmaltes, o nome do personagem também ornamenta a história).

Tudo isso para que, como nossas mãos, a história tenha uma digital única e inconfundível. E isso se torna, permitam-me o trocadilho, ainda mais “positivo”, “jóia”, quando se trata de um acirrado mercado onde uma marca precisa fazer de tudo para ter sua digital, sua identidade, como um diferencial perante seus concorrentes.
Se hoje nós estamos aqui, eu postando e você lendo esse texto, é porque historicamente tiveram mãos para fazer e registrar histórias, e boas histórias para serem passadas de mão em mão durante os séculos.

domingo, 21 de abril de 2013

W'NDERER WRITER, MAIS UMA VIAGEM E MUITAS OUTRAS HISTÓRIAS


O nosso herói está a poucas horas de voltar para a estrada, deixar mais uma vez sua terra natal para se aventurar em busca de inspiração, ou melhor, em busca de algo ainda maior que inspiração. A sua busca pela nova maravilha do mundo permeia o mundo fantástico que queríamos viver e o mundo real no qual vivemos tentando realizar nossos sonhos.

Nós, que vamos ficar em nossas telas de computador esperando por textos e fotos que estimulem nossos sentidos e sentimentos mais sensíveis, podemos sonhar com os aromas e sabores novos que ele irá descobrir. Nós, que torcemos e ficamos ansiosos para saber, afinal, qual será essa tal nova maravilha, estaremos aqui, como telespectadores atentos esperando por notícias do mochileiro escritor que busca em suas viagens as belezas do mundo, desde as mais simples até os grandes monumentos.

Para quem ainda não conhece o projeto é só entrar no facebook do A Próxima Maravilha  e aproveitar a retrospectiva de tudo o que aconteceu enquanto ele se prepara para nos levar consigo por terras cada vez mais distantes, curiosas e maravilhosas.

Como, eu disse da última vez: "ao mochileiro, bon voyage" e que seus caminhos o guie para histórias cada vez mais maravilhosas e que uma dessas maravilhas seja a sua aventura. Nos vemos na volta!

Para não perder a tradição o post de hoje é o meu desejo de boa viagem ao Fernando Palacios e ao W'nderer Writer que irão entrar em mais fase de sua jornada essa semana.