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Nessa terça-feira o Brasil empatou com o México e começaram as primeiras desconfianças sobre o grupo. Os jogadores de Felipão estão prontos para fazer história com a amarelinha? Entre otimistas a pessimistas, essa é uma questão que ainda não tem resposta.

Para que Neymar e companhia gravem seus nomes na história do futebol, assim como Pelé, Garrincha ou Jairzinho, o título é um caminho. Mas não o único. Zico é lembrado até hoje pelas suas glórias, apesar do fracasso de 82 e do pênalti perdido em 86. O goleiro Barbosa não teve a mesma sorte – e uma bola não defendida custou a ele a eterna culpa pela Copa de 50.

Para bem ou para mal, o que marca um nome na história – seja do futebol, da política, ou de uma empresa – é determinado por uma topografia de interesse. Assim também se faz com o Storytelling. O que há no trajeto dessa pessoa, ou personagem, que se destacou entre as tantas outras? Quais as melhores histórias, sejam de títulos ou fracassos, dentre todas?

São essas as histórias que lembramos, logo, são essas as histórias que valem a pena ser contadas.



O dia é 13 de julho de 2014, são 16 horas. Otimista que sou, a televisão transmite a final da Copa do Mundo da FIFA, uma disputa épica entre Brasil e Argentina. 75 pontos de audiência, registra o IBOPE, batendo o recorde de 2002, do jogo entre Brasil e Turquia.
Manifestações à parte, o futebol mais uma vez configura o Brasil como nação no estádio que leva o nome daquele que cunhou este fato, Mário Filho, o Maracanã.
45 minutos depois, um dos momentos mais esperados para comunicadores como eu: o intervalo de jogo. 15 minutos, tempo para duas paradas comerciais divididas por alguns comentários do Galvão Bueno.
Adidas, Coca-Cola, Hyundai, Kia, Emirates, Sony, Visa, Budweiser, Castrol, Continental, Johnson & Johnson, McDonald’s, Oi, Moy Park, Yingli, Apex Brasil, Centauro, Garoto, Itaú, Liberty Seguros e Wise Up ajudaram a somar os quase 400 milhões de reais em cotas de patrocínio da FIFA e se dividem em intervalos de 30 segundos para conversar com cada um dos consumidores que formam os 75 pontos do IBOPE.
10 minutos de marcas, 5 minutos de Galvão. A que o consumidor prestará mais atenção?


















Tudo bem, o Super Bowl ainda arrecada três vezes mais do que a Copa do Mundo (esse ano foi mais de 1 bilhão de reais) e, no lugar de Galvão Bueno, tem Bruno Mars e Red Hot Chili Peppers no palco.
Mas, de forma geral, com uma ou outra mudança, as marcas lá presentes em seus intervalos comerciais são as mesmas daqui – ou têm a mesma estrutura para entreter o público com comerciais de qualidade.
O juiz olha para o relógio, já se passaram os minutos de acréscimo. Comerciais ou comentários do Galvão Bueno, qual destes iremos abrir mão para fazer mais pipoca ou ir ao banheiro?

O ano é 2110, e o Corinthians, graças a um longo processo de internacionalização, é o maior time do mundo. Mas, no ano em que completa 200 anos, o saudosismo torna ao coração alvinegro e resulta em louca invenção: um dispositivo capaz de voltar a qualquer período da história.
Essa é a premissa do filme “Nova Era: Corinthians”, previsto para 2015. Após alguns documentários sobre momentos marcantes do clube, este será o primeiro filme ficcional sobre um clube de futebol brasileiro – e logo de ficção científica.

De alguns anos para cá, não é novidade a ninguém que os clubes tenham inovado em vender a sua marca a seu “fiel” consumidor. Os departamentos de marketing cresceram, com direito a todos os Ps: Produto, Preço, Praça, Promoção e Paixão.
E não é preciso ser corinthiano para saber: se não foi o primeiro, o Corinthians hoje é o clube que melhor trabalha a sua marca dentro e fora das quatro linhas. Tanto é que, além dos 5 Ps citados, o time inova mais uma vez e traz o P de Plot para reforçar o seu time a partir de uma lógica básica: Se conseguimos lotar estádios, podemos lotar as salas de cinema também.
A grande questão, desta vez, é que se trata de uma história ficcional, ainda que, é claro, com pitadas de muitas histórias verdadeiras do clube. É comprar a pipoca e esperar pra ver o resultado dessa história dentre os mais de 30 milhões de espectadores em potencial. 

Futebol e histórias tem tudo a ver. A começar pela tensão, tão presente em grandes jogos e tão necessária a grandes histórias. E não é por ser brasileiro, por torcer pelo time de maiores histórias do país ou por somente ser um grande aficionado no tema que digo isso. A ficção, se souber abordar bem o tema, é capaz de conquistar os espectadores tal qual um campeonato conquista as torcidas.
É o que a emissora colombiana Caracol TV vem fazendo. Em sua mais recente produção, “La Selección”, o canal vem exibindo uma espécie de novela que retrata os tempos de ouro da seleção da Colômbia, entre os anos de 1987 e 1994. Com os ídolos Asprilla, Valderrama, Higuita e Rincón como personagens, a série conta os maiores feitos da seleção, como o terceiro lugar na Copa América de 1987 e um histórico 5x0 para cima da Argentina.

Não só, mas também por isso, a série é um exemplo para as produções brasileiras, que recentemente tem crescido impulsionadas por estímulos do governo. Se na Colômbia, país que, segundo a própria sinopse da série “que ama futebol, mas, por muitos anos, se acostumou a participar das competições sem conquistar muitas vitórias” a série lidera o Ibope do país, uma produção semelhante no Brasil, que nada mais é que o país do futebol, teria bastante potencial para “ser campeã”.
É claro que, num país onde todo mundo é um pouco treinador de futebol, o sarrafo para a qualidade da produção ficaria lá em cima. Entretanto, com a inspiração em programas como o eterno “Canal 100” e alcançando um bom nível, quem sabe a também eterna briga “Novela ou Futebol” pelo controle remoto se resolva em um seriado só.


Certa vez ouvi dizer que a maior invenção do ser humano até hoje, ou até a data na qual ouvi dizer, foi o controle remoto. Incerto se concordo ou discordo dessa proposição, faço uso do mesmo controle remoto e pulo direto à cena em que me apresento ao blog: Olá, eu sou Pedro Kastelic e estou oficialmente me apresentando como colaborador do Stories We Like.


O botão “fast forward” nos trouxe até aqui, o momento em que você lê sem muito entender aonde eu quero chegar e eu torço para que você tenha paciência de lê-lo até o fim. Para isso vamos deixar o controle remoto de lado e começar onde tudo começou.
Meus pais eram um tanto bairristas e não quiseram que eu nascesse na pequena e pitoresca Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Assim correram contra as luas da gestação rumo à São Paulo, onde eu deveria nascer. Por um triz - quase na divisa - fui nascer em Presidente Prudente. Essa é a história que ouvi por toda a minha infância e que, mal sabiam eles, faria todo sentido quando alguns anos depois, em resposta à clássica pergunta “O que você vai ser quando crescer?”, eu dizia: Presidente!
E da maternidade já saí trajado como um bom fanático que um dia viria ser: de Corinthians da cabeça aos pés. Pra tirar qualquer sombra da dúvida, assim que cheguei em casa já recebia uma bola de futebol, meu primeiro presente. Tiro e queda, anos mais tarde minha resposta à clássica pergunta passou a ser: Jogador de futebol!
Filho único, durante boa parte de minha infância meu maior medo era irônico: ficar sozinho. Desta forma ia “trabalhar” com os pais e minha distração era papel, caneta e tesoura. Não tardou e a resposta aos colegas de trabalho de meu pai ou de minha mãe já era outra: Quero ser artista!
A magia de minhas respostas parou por aí por muitos e muitos anos, até que há pouco tempo encontrei um fim onde toda esta trama se encaixa a formar a primeira parte de minha história. Onde eu posso ser presidente da república, jogador de futebol e artista com apenas algumas páginas escritas, ou tão só um clique em meu controle remoto. E que quando me perguntarem, responderei sem titubear: Quando crescer quero ser um storyteller!