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HISTÓRIAS DE TEMPESTADES E ENCHENTES


As grandes tempestades dão destaque a um velho companheiro que anda esquecido das manchetes: o rádio. Você até pode sacar o telefone celular do bolso para escapar de rios transbordando, queda de árvores e engarrafamento. Comentar no Facebook a respeito de raios e trovões. Nada, porém, tira do radinho aquela cobertura dinâmica sobre os estragos da chuva nos diversos pontos da cidade.

Alimentado pelas grandes tempestades, o rádio é um difusor de alertas à população, tragédias e feitos heroicos. Há desde a turista eletrocutada ao homem que sobreviveu aos alagamentos agarrado às grades do prédio.

Ouve-se a narrativa daquele que perdeu a casa inteira e do que chegou a tempo de salvar mulher e filhos. De gente que atravessou a rua em cima de uma prancha, com a água nos joelhos, o guarda-chuva quebrado, o laptop novo, o sanduíche de mortadela intacto, o cachorro de estimação da vizinha. Sem energia elétrica, do sujeito que ficou preso no elevador com a amante, o pior inimigo, um síndico tagarela, o tablet sem bateria.

O Rio de Janeiro sofreu ontem com uma forte tempestade, que poderia ter atingido qualquer município brasileiro. Qual a sua história desta ou de outras chuvas? Valem os fatos reais ou imaginários, claro.  Sintonize o seu rádio interior antes que a pilhe acabe e mande brasa – ou melhor, pingo.

Para inspirar, vale dar uma olhada na galeria de fotos do jornal O Globo: http://ow.ly/iroza    

Foto: Zero Hora

QUARTA-FEIRA-DE-CINZAS: MANTENHA A FANTASIA



Mantenha a fantasia. Não a roupa de pirata, rainha ou soldado. A fantasia que você carrega na imaginação. Hoje você é um rei que circulará pela cidade inteira, em meio aos súditos. Um mendigo que em vez de dinheiro deseja recolher moedas de alegria. Uma bruxa que usa o sorriso atroz para espantar a tristeza. Um vampiro eleito síndico do prédio. A única regra é ser o que não se costuma ser.  

Quando o gênio da lâmpada surgir, peça três desejos, quatro, cinco. Pouco importa se há possibilidade de serem realizados. Procure por alguém com uma bola de cristal, pergunte pelo futuro, pelo que as estrelas estavam querendo dizer ao se alinharem com a galáxia mais distante.   

Viaje. Viaje sem dar um passo. Você verá com quantos anéis se faz um planeta. Com quantas nuvens se faz um céu. Com quantos bêbados se faz um sóbrio e com quantos loucos se faz uma pessoa sã. Coloque a coroa de papel e finja que o jornal aberto é um tapete mágico para você sobrevoar os oceanos.

As notícias vão chegar por meio de uma garrafa atirada nas águas, ou uma grande mentira será soprada aos quatro ventos. Ouça, anote. Comece pela fantasia, descontinue pela realidade, vire a segunda à direita e pronto. Nada pronto. Pare, respire e se inspire.

É Carnaval. Era. Pode ser um bloco. Poderia. Na quarta-feira-de-cinzas, vi um storyteller, afastado da multidão, com um cartaz pendurado no pescoço por um barbante, onde se lia: “mantenha a fantasia”.   

ESCREVENDO COM MARCEL PROUST



No livro “O Caminho de Swann”*, do escritor francês Marcel Proust, o narrador começa a se lembrar com mais clareza de sua infância, na pequena cidade de Combray, a partir de um episódio singular: o consumo dos famosos madeleines – pequenos biscoitinhos tradicionais da França.

Durante muito tempo, o narrador não tivera a chance de voltar a experimentar a iguaria, que, ao ser saboreada novamente, entre goles de chá, trouxe lembranças há tanto adormecidas. Mas Proust não se contenta em resumir a experiência em um parágrafo curto.

Na edição da obra que tenho em mãos, gasta boas três páginas relatando como os madaleines foram capazes de promover uma admirável e longa viagem pela memória. Mais do que isso, os biscoitinhos são um ponto-chave, servindo de pretexto para o desenrolar dos fatos. 
  
Vale destacar um trecho:
“E de súbito a lembrança me apareceu. (...) E logo que reconheci o gosto do pedaço de madeleine mergulhado no chá que me dava minha tia (...), logo a velha casa cinzenta que dava para a rua, onde estava o quarto dela, veio como um cenário de teatro se colar ao pequeno pavilhão, construído pela família nos fundos (...); e com a casa, a cidade (...)”.

Para Proust, foram os madeleines. E para você, caro storyteller? O sabor da macarronada que a vovó preparava? Uma fotografia descolorida? O perfume da ex-namorada? Jornais em um velho sebo? O tique-taque do antigo relógio do pai? Pare para pensar, revisite o passado. Se possível, como incentivo à inspiração, repita experiências que não tem vivido há um bom tempo. Elas ainda podem levar a um grande passeio pelo tempo, ajudando a render uma ótima história.       

*“O Caminho de Swann” é o primeiro livro da série “Em busca do tempo perdido”. 



AS BOAS HISTÓRIAS SÃO AS QUE FICAM


Diante de uma folha em branco, seja no seu moleskine ou no laptop, as palavras custam a aparecer. Quando aparecem decidem se misturar, não combinar e você apaga tudo. Quem aqui já não passou por isso um bocado de vezes?

Pois é, isso aconteceu comigo esta semana. Recebi um convite, seguido de uma tarefa, enviados por uma pessoa que está do outro lado do mundo. Para cumprir a tarefa precisava escrever algo e as palavras não vinham. O moleskine passou a semana com as folhas em branco. O Word ficou ileso. Tinha exatos cinco dias. 

Todas as folhas continuavam em branco e eu, em busca da história. A tarefa pressupunha responder a uma pergunta: como? Mas as perguntas nunca vêm sozinhas. Precisava responder o porquê? Para isso tive que mergulhar fundo nas minhas memórias, nas minhas verdades, no que eu espero da vida e em como alcançar esses objetivos.

Como você veio parar aqui?  Vim a convite de Fernando Palacios, que estava na Croácia no momento em que me chamou para ser colaboradora do Stories We Like. Fiquei honrada e feliz em poder falar sobre histórias neste espaço.
Mas só o como não bastava. O porquê ainda precisava ser respondido. Por que eu vim parar aqui? Essa eu precisava responder para mim. Vim parar aqui porque as histórias me encontraram. Sou Renata Rossi, jornalista, e meu ofício é contar histórias... De vida, de fatos, de momentos. Só que essas já não me bastavam. Em minhas buscas por algo que me fizesse mais sentido, encontrei um curso de storytelling e conheci três mentores. Eles abriram a porta. Eu entrei.  Investi no story.

E então chegou a hora de ir atrás do telling e outros dois mentores me colocaram mais para dentro daquela porta. Ao olhar ao redor, percebi que o universo que havia ali era absurdamente gigante.  Descobri que as histórias só existem quando são contadas e é graças à tradição oral conhecemos tantas histórias.


Em busca do sonho, narrado por Cristiana Ceschi

A história desse homem me fez pensar que, embora tenha sido contada num tempo em que não existia tempo, num lugar que não era lugar nenhum, ela pode ocorrer comigo, com você, com o cara ali na esquina. Para contar boas histórias é preciso conhecer muitas histórias. Porque as boas histórias são atemporais e são elas que ficam.

RESULTADOS COM INOVAÇÃO EM STORYTELLING


Os alunos sempre entram nos cursos Inovação em Storytelling buscando rechear o repertório com cases e aprender técnicas de como usar o poder das narrativas em seus cotidianos.

Eles encontram isso, mas não só. E é aí que entra o fator surpresa. Ao entender toda a dimensão do Storytelling como tecnologia de transmissão de conhecimento, muitos alunos chegaram a redesenhar seus negócios.

Teve um aluno que usou o Storytelling a seu favor e conseguiu o emprego na agência dos sonhos. Uma outra aluna aplicou o storytelling no seu trabalho e assim foi conseguiu uma promoção!

Então, ao invés de ficar falando sobre Inovação em Storytelling, vamos contar essa história a partir do ponto de vista espontâneo dos alunos...

Se você também quer fazer parte dessa comunidade de storytellers, a última chance do ano acontece agora em Março!

INSCRIÇÕES



O CONSAGRADO CURSO DA ESPM EM VERSÃO INTENSIVA