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POR QUE OS VALENTÕES FAZEM TANTO SUCESSO (PARTE FINAL!)


Leia as partes anteriores desta série de artigos:

BADASS WAY OF LIFE
Descobrimos ao longo dos outros dois artigos que os badass têm um alguns ingredientes de perversão, mas que no fundo eles são bons neuróticos obsessivos como todos nós. Mas, será possível ser um valentão a vida toda?
A resposta é não. Se o personagem não vive num cenário extremo como um apocalipse zumbi ou uma guerra, ações impulsivas geralmente não são apoiadas pela sociedade. Na versão mais recente do Batman os filmes nos contam que Bruce Wayne vestiu a capa e o capuz por um período bem curto de tempo, logo um valentão da vida real teria boas histórias para contar par os seus netos (se chegasse a tal idade), mas não teria uma aventura todo dia. Por isso, os badass mais realistas têm suas histórias contadas em períodos bem curtos de tempo, como faz a série 24 Horas onde acompanhamos o agente Jack Bauer em um dia extremamente agitado, ou seja, uma excessão de sua rotina.
É importante ressaltar que precisa haver consequências para as ações do valentão. Ele tem que pagar o preço de se arriscar tanto. Na maioria dos filmes de ação, entre as explosões e tiroteios sobra pouco tempo para o desenvolvimento do personagem, mas o público sabe reconhecer um valentão pela forma como ele lida com as consequências de suas ações e quanto mais problemas ele tiver por conta de suas atitudes, mais carismático ele se torna.
Portanto nessa série de artigos aprendemos que um valentão parece um perverso porque sempre faz o que for preciso pra alcançar os seus objetivos, mas que sofre as consequências porque é um neurótico obsessivo e por isso tem uma consciência que pesa. Também vimos que não se pode ser um valentão o tempo todo, a não ser que você viva num mundo conturbado.

POR QUE OS VALENTÕES FAZEM TANTO SUCESSO? (PARTE 2)



Vamos continuar explicando a luz da psicologia por que os valentões fazem tanto sucesso. Na primeira parte que você pode ler aqui, explicamos por que um dos ingredientes de um bom valentão é uma pitada de perversão. Agora entenda o que a obsessão tem a ver com isso:
PARTE 2:
Além da fixação do objeto de desejo, como vimos no artigo anterior, a perversão está conectada a ausência de culpa mesmo diante dos atos mais macabros, o que tira o seu carisma. Então em geral os anti-heróis como eu e você são neuróticos. Mais especificamente neuróticos obsessivos onde há uma idéia de fixação do objeto de desejo, assim como na perversão.
Porém, eles têm em sua personalidade conceitos de moral e ética, ao contrário dos perversos e a transgressão destes conceitos pesa em sua consciência, o que torna o personagem mais cativante.
Um neurótico obsessivo irá ter objetivos claros e transgredir regras para alcança-los, o que o torna forte. Mas haverá momentos de vacilo em que ele irá refletir sobre seus atos e arcar com as consequências. O perverso não tem esse momento de reflexão porque é um sociopata, ou seja, incapaz de viver em sociedade.
É por isso que personagens como o serial-killer Dexter, apesar de serem “diagnosticados" como perversos em suas histórias são na verdade neuróticos obsessivos, pois em algum momento refletem sobre seus atos. Enquanto outros como o doutor Hannibal Lecter geralmente são vistos como vilões ou personagens secundários, porque não existe possibilidade deles hesitarem em suas ações pois são sociopatas.
Descobrimos até aqui que ser um valentão é diferente de ser o perverso, apesar de ambos compartilharem traços de personalidade. Mas será que é possível ser um valentão durante todo o tempo? Descubra na última parte do artigo!

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