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O QUE O SEU CLIENTE PENSA QUANDO VÊ A SUA MARCA?



Olhe ao seu redor. Procure algo que não lhe comunica nada. Se você está em um escritório, deve ter passado o olho por canetas, lápis, borrachas, lembretes… Se você está em casa, enfeites, quadros, roupas, chinelos… Seja lá o que tenha visto, e se ainda não olhou ao seu redor eu insisto que olhe, tudo lhe comunica alguma coisa.
A caneta, quando não é uma Bic, é uma caneta de alguma empresa, posto de combustível, loja. A mesma coisa para o lápis. O lembrete nem precisa ser da marca Post-It para chamá-lo de post-it. Os enfeites entregam suas viagens, os quadros têm a assinatura no canto inferior direito – igualzinhos a anúncios de revista. As roupas, por mais básicas, Hering, que sejam, comunicam. O seu chinelo, seja uma Havaianas branca e azul ou aquela cravejada de Svarowski, também não escapa.
Jesús Martin-Barbero define esse fenômeno como “espaços comunicacionais”. Segundo ele, não vivemos mais em apenas espaços ocupados (como cidades, metrópoles, bairros), mas em espaços que constantemente nos comunicam.
É em meio a essa vertigem de comunicação, de informação para todos os lados, que a sua marca, caro leitor, tem de se comunicar. Achar uma brecha, um lote, que não só a diferencie, mas que a coloque da melhor forma para o que o seu consumidor espera.
Dentre outros diversos motivos que não cabem em um só post, é que o storytelling ganha ares de protagonismo entre aqueles que trabalham comunicando. Quando o seu cliente, caro leitor, vê a caneta da sua empresa, o logotipo da sua marca, o comercial da sua campanha, no que ele pensa de diferente (e de melhor) da caneta, do logo ou do comercial do seu concorrente?

MONOGRAFIA SOBRE STORYTELLING

Contar histórias é inerente ao ser humano. Uma de nossas lembranças mais antigas da infância é, quase sempre, uma história que ouvimos de nossos pais, avós ou tios. Isso, ainda porque, muito provavelmente, essa história tenha sido contada a nossos parentes em uma mesma situação como a nossa, e assim passada de geração em geração. Indo ainda mais fundo por entre a história da humanidade, constatamos que as histórias existem e são contadas desde a época do homem primata, através de figuras desenhadas nas paredes de suas cavernas – as chamadas artes rupestres.
Seja através de histórias de caçadas, mitos, contos de fada ou fábulas, em geral temos que o “ato de contar histórias” está presente desde o princípio da humanidade graças ao seu poder em ensinar lições a seus ouvintes. Ainda que na língua portuguesa este “ato” não tenha para si um termo único que o designe, é na língua inglesa que “contar histórias” ganha conotação especial.
“Storytelling” é um termo que rompeu as barreiras do inglês e transcendeu, no século XXI, à realidade da comunicação publicitária como uma “buzzword”. Buzzword, segundo a Wikipédia, é uma palavra “usada para impressionar, ou que está na moda”. Desta forma, storytelling se difundiu pela publicidade com o objetivo inicial de importar o conhecimento desenvolvido durante anos pela humanidade em contar histórias, para aplica-lo à comunicação de marcas.
Todavia, por se tratar de uma buzzword, muito burburinho é gerado em torno de sua definição e, por vezes, por não se acatar a um mínimo rigor científico, o termo acaba por ter sua relevância denegrida em certa forma. Assim, o valor conceitual de um estudo acerca do storytelling acresce à sua importância como um todo para que se evite o senso comum e os achismos em um tema que historicamente comprova a sua importância.
Esse é apenas um trecho da introdução da minha monografia, que estou finalizando por esses dias como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social pela ESPM. Nela, abordarei como as histórias ficcionais evoluíram na comunicação, a ponto de influenciarem na construção da identidade de marcas. Aguardem!

STORYTELLING ALÉM DOS "CASES"


O mundo da comunicação está repleto de exemplos e casos que reafirmam o poder das histórias na construção de marcas. Sem muito esforço encontramos diversas menções a storytelling em campanhas de comunicação – muitas delas até incorretas – mas sempre se vangloriando pragmaticamente pelo sucesso gerado.
Quando vamos a uma esfera científica do estudo da comunicação, do consumo e das marcas vemos que também não é diferente. Se por um lado respeitadas marcas como Coca-Cola e Google discutem o storytelling, por outro autores-referência como Colin Campbell e Andrea Semprini embasam a discussão em seu viés mais profundo e defendem a relação de consumo como cada vez mais imaginária, imaterial e simbólica.
E já que tratamos o storytelling em sua vertente acadêmica, valem algumas citações pra deixar tudo mais claro:
"Em muitas destas, a fronteira entre a representação dos interesses de determinado fabricante e distribuidor (i.e., a propaganda) e as imagens produzidas primeiramente para entretenimento é claramente distinguível, sugerindo que as duas coisas preenchem a mesma função de facilitar o hedonismo imaginativo. Em outras palavras, as pessoas 'desfrutam' dessas imagens em grande parte da mesma forma que desfrutam de um romance ou filme."
Retirada do livro “A ética romântica e o espírito do consumismo moderno”, de Colin Campbell, editora Rocco.
“Lembremos apenas que a capacidade de construir mundos desenvolver territórios simbólicos e manipular a abstração são aspectos que definem a lógica de marca. O desenvolvimento, no seio do consumo, de dimensões imateriais e imaginárias, entra então em íntima ressonância com a própria essência da lógica de marca.”
Do livro “A marca pós-moderna”, de Andrea Semprini, da editora Estação das Letras.
E disso tudo, em suma, o que se tira é que nada mais imaginário e possível de construir um mundo para uma marca do que uma boa história.

Storytelling é tema central do 8º Panorama de Marketing em Pernambuco




Pois é, pois é. O Storytelling está se espalhando por todo o Brasil. Todos querem contar melhores histórias. Eu estarei lá para falar de alguns conceitos básicos de como contar bem uma boa história.

Parabéns à AmCham de Recife pela iniciativa fundamental. A programação é concisa e direto ao ponto:

» 8º Panorama de Marketing em Recife
08h00 - Credenciamento
08h30 - Curador de Honra do Evento: Hamilton Mattos
08h45 - Conceitos Básicos de Como Contar e Produzir uma Boa História
Fernando Palacios,ESPM |

Estudou Comunicação na USP e trabalhou no planejamento de grandes agências em projetos como Nokia Trends, Super Casas Bahia e Skol Beats.
Em 2007 defende o primeiro estudo acadêmico sobre storytelling no Brasil e logo em seguida fundou o primeiro escritório brasileiro de storytelling.
Em 2008 planejou o case para Mini-Schin, um game online com mais de 2 milhões de acessos e tempo médio de 27 minutos de navegação.
Em 2009 concebeu o primeiro e ainda hoje um dos poucos cases no mundo de transmídia para endomarketing.
Em 2010 realizou um experimento narrativo marcante na cidade de São Paulo, a Virada Cinegrastronômica.
Em 2011 lecionou na ESPM o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling.
Em 2012 decide finalmente se lançar como autor e larga tudo para se dedicar ao projeto autoral intitulado A Próxima Maravilha.
09h35 - Quais meios de comunicação utilizar para distribuí-las?
Mauro Vasquez,Agência Babel |

Planejamento de publicidade e comunicação on e offline. Mais de 20 anos de experiência no mercado publicitário, criação de conteúdo, planejamento e soluções integradas de comunicação. Formação em publicidade e propaganda (ESPM) e jornalismo (ECA-USP). Cambridge University-ESOL Proficiency in English, Francês e espanhol. Especilaização em web design pela United Digital Artists-NY. A experiência acumulada como cliente (gerente de marketing da Alphaville Urbanismo), professor (Universidade Anhembi Morumbi), jornalista e profissional de content marketing (MIM Editorial), Internet (Siren Internet Intelligence) e Publicidade (JourneyCom), construiram uma visão 360º do planejamento de publicidade e o desejo de trabalhar cada vez mais de perto com a investigação constante de tendências e comportamento do consumidor.
Especializações :Advertising Planning, Strategic On-Offline Communications Planning, Trendspotting, Trends and consumer behaviour, project management, presentation, clients pitch (Portuguese and English)
10h25 - Coffee Break
10h45 - Como adaptá-las aos diversos dispositivos de acesso?
Carlos Eduardo Batista, TeleMídia/PUC-Rio |

Mestre em Informática pela Universidade Federal da Paraíba, (ênfase em Sistemas Distribuídos). É colaborador do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAViD) desde 2003, trabalhando com projetos na área de Multimídia e TV Digital; é co-autor das especificações do middleware Ginga. Atualmente conclui seu doutorado na PUC-Rio, atuando como pesquisador associado ao laboratório Telemídia, que é o grupo de pesquisa responsável pela especificação Ginga-NCL, subsistema declarativo padrão do Sistema Brasileiro de TV Digital e recomendação internacional UIT-T para interatividade em serviços IPTV
11h35 - As melhores estratégias utilizadas para divulgá-las
Raquel Scrivano, Coca-Cola Brasil |
Formada em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela UFRJ e com Mestrado em Administração com ênfase em Marketing / Comportamento do Consumidor pela COPPEAD / UFRJ, é atualmente responsável pela área de inteligência em conexões com o consumidor da Coca-Cola Brasil, com foco em análise de resultados, capacitação do time e das agências, ferramentas de amparo a decisões de mídia e monitoramento de redes sociais. Atua em projetos digitais desde 2000 com experiências em diferentes start ups e passagens por sites de comércio eletrônico como Bondfaro e Buscapé.
12h30 - Encerramento


Para mais informações é só acessar o site:

http://ww2.amcham.com.br/eventos/tpl_evento?event_offer_id=1714113&organization_id=118

Mudar o Mundo

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Você, recente ou assíduo leitor, deve ter percebido que o Palacios estava fazendo uma série de posts com o intuito de explicar as relações das histórias com vários segmentos da sociedade e, no final, haveria um post amarrando tudo e explicando a nossa proposta.

Mas muita coisa aconteceu no decorrer do processo e o post final acabou se transformando em algo maior. Após uma quinzena de reformulação, voltamos ao ar com um novo Stories We Like...Stories We Like Even More. :)

A diferença agora é que queremos adicionar você à receita antiga. Nosso objetivo é mudar a forma como as coisas são feitas e sua opinião é muito importante.