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Ser crível ou não é mais do que uma questão de um personagem se parecer com o mundo real, é fazer ele parecer real nas condições dramáticas em que a fantasia criada no seu texto proporciona.  Isso pode conferir a ele o que Stan Lee chama de Identidade Humana.

O termo não poderia ser mais adequado para o autor, que ganhou a vida e os fãs construindo identidades superpoderosas. Basicamente essa identidade é conquistada quando o personagem está enraizado em vários conflitos sociais, relacionados a grupos como a família, a escola, o clube (de xadrez, de atletismo..), ou seja, quando o personagem tem uma vida ao seu redor que está tão impregnada a ele, que transborda de alguma forma para a audiência.


Quando Fernando Palacios diz "todas histórias são sobre humanos" é exatamente sobre isso que ele está falando. Você pode escrever uma história sobre duas caixas de leite, mas de certa forma vai precisar colocar assuntos relacionados a nossa humanidade. De repente o amor, e elas se apaixonam... pronto, está a dois passos de criar empatia com o público.

Vale muito a pena assistir este vídeo aonde o criador de vários heróis lendários explica um pouco sobre como ele pensaram nos problemas que estariam na vida de cada um deles, em especial o Daredevil (o Demolidor).


 



A imagem que ilustra este post é de uma ação que a Axe fez aqui no Brasil, belíssima ação, diga-se de passagem.

"Quatro artistas da nova geração do cinema, da arte e da música apresentam a sua visão de um dos maiores protagonistas da literatura mundial de todos os tempos.  Uma releitura contemporânea de Romeo, trazendo consigo os novos jeitos de amar e se relacionar, inseguranças e expectativas do novo homem brasileiro."


Gostei muito da versão criada por Rafael Grampá, que tem toda uma estética e um espírito de narrativas das HQs. Uma versão de  um homem que cansou da sua vida sem emoção e vai atrás da mulher que deseja, superando estigmas de família.  

Aliás, o contexto da história nos mostra o que o Fernando Palacios sempre fala em seus cursos "o segredo de uma história é o que você não conta!"  Entre diálogos de Romeo com o pai da garota, naquele tipo de clube de atiradores de facas, escapa ideia de que eles já tiveram um passado ali




Todavia, me chama a atenção o fato da marca lançar mão de quatro nomes de peso para construir sua narrativa. Claro que eles acabam endossando de alguma forma e isso conta para a apropriação.  Mas fica um pensamento que podemos utilizar em várias esferas da comunicação: Os Storytellers estão distantes das agências ou estão dentro delas? 

Isso é extremamente pertinente quando levamos em conta que para uma história ter seus efeitos notados no branding da marca, o storyteller precisa ter conhecimentos empresariais.  Uma boa história pode ser construída por um bom roteirista, mas e uma boa marca?  - talvez isso não venha ao caso da Axe que já tem uma marca interessante.

Reflita com a gente sobre esse assunto, deixando aqui nos comentários a sua opinião. Até lá, assista esta história fantástica. 




Para celebrar o Anime Festival Asia (AFA) 2013 e divulgar o Internet Explorer 11 naquele continente a Microsoft resolveu levar a sério os animes, afinal todos sabemos que eles tem uma relevância para os povos asiáticos - tanto quanto as novelas tem aqui no Brasil. 

Em Novembro de 2011 divulgaram o video “Anime Festival Asia Special Video - feat Inori Aizawa” no YouTube. Inori é a personificação do Internet Explorer (segundo seu próprio perfil no facebook),  uma heroína que aparece lutando contra monstros relembrando clássicos de animes como Sailor Moon e Evangelion. Vejam o vídeo:




O vídeo se tornou viral e ganhou fama em todo o mundo. O anime do IE 11 e Inori foi criado pela Microsoft de Cingapura e dedicado a todos os fãs do gênero em todo o mundo e particularmente, apesar de reconhecer vários dos elementos da marca do IE e Microsoft na personagem ainda dá a vontade de ver como a Inori vai enfrentar o ultimo boss, quero dizer, isso poderia virar uma série animada pra televisão facilmente.

A história não para por aí 

Talvez muita gente vai pensar que um vídeo de 2 minutos (aprox) não tenha tanta força pra carregar uma história intensa, mas como sempre ressaltamos aqui no blog "o segredo é a parte da história que ainda não foi contada" pois ela vai criar conexões e fazer as pessoas continuarem com sua imaginação.

Foi o que aconteceu no caso de Inori, ela mantem um perfil ativo até hoje no Facebook ( https://www.facebook.com/internetexplorertan ) aonde é possível notar uma série de tirinhas ilustradas da Microsoft aonde Inori Aizawa aparece em situações que podem representar características do navegador.


O post com a tirinha sempre tem um link para um site com especificações técnicas e comparações. Além disso a página divulga artes dos fãs, ilustrando ou mesmo produzindo novos videos com a personagem cantando:

 

Também tem alguns wallpapers e muitas mensagens de fãs que devem estar esperando para ver novas aventuras de Inori pelo Youtube. Espero que com todo esse sucesso por lá, a Microsoft resolva expandir essa ação aqui pro ocidente e traga sua personagem para interagir com o público - quem saiba assim eu até pense em voltar a usar o navegador :p


- Em meados dos anos 1990, o e-book era inventado.
- Em 1995, a Amazon começava a vender livros pela internet, e em 2000 Stephen King publicava seu primeiro livro digital – Riding Bullet.
- Mais de 2 milhões de livros são digitalizados no Brasil no ano de 2006.
- Em 2007, enfim, é lançado o primeiro Kindle, da Amazon.
Desde então, a discussão sobre “qual é o futuro do livro?” e “qual é a nova forma de narrar?” tem, constantemente, esquentado. Para os amantes das páginas impressas, a textura, o cheiro – e todo o ritual que compõe a leitura – são insubstituíveis. Para os simpatizantes dos arquivos .pdf, .epub & cia, a praticidade (seja “logística” ou financeira) de um e-book é latente.
Essa semana, a notícia de que a Marvel está começando a substituir papel por HQs digitais espantou os entusiastas dos quadrinhos que não se importam em perder prateleiras e mais prateleiras com suas coleções.
Nesses mesmos últimos dias, boatos sobre um aplicativo chamado “Spritz”, que promete revolucionar a forma e a velocidade com que se lê um livro, brilharam os olhos daqueles que sempre relutaram em ler Tolstói.
Imagine agora um aplicativo assim em um Google Glass.

A Marvel realmente abominará o papel? Spritz de fato revolucionará a leitura? Questões como essas vieram e se foram desde os meados dos anos 1990. “Do outro lado da história”, surge outra questão: O que muda para os contadores de histórias?
Em termos de produção de histórias, ou de storytelling, as novas formas de consumir uma história acabam por se limitar, justamente, à forma, ou ao telling. Por fim, seja em um livro impresso, leitor de e-book, novo aplicativo ou na plataforma que seu consumidor preferir, o segredo para uma boa história se mantem o mesmo durante todos os anos: os bons “storys” são sempre muito maiores que seus “tellings”.