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MARVEL: UM EXEMPLO DE STORYTELLING TRANSMÍDIA


Recentemente foi dito pela internet que a MARVEL possui uma agenda de filmes que vai até 2028. A empresa que já está consolidada há décadas no mundo das histórias em quadrinhos tem uma bem-sucedida série de filmes que se referencia tanto às páginas de suas revistas quanto ao o cinema, além da própria série de filmes ter personagens que se interligam em suas tramas que acabaram culminando no sucesso avassalador de bilheteria "Os Vingadores" que reuniu as maiores estrelas de suas histórias num único filme. Além disso a empresa também tem um seriado de TV que se conecta com os filmes.

É uma senhora rede de personagens e histórias! Não é atoa que Kevin Feige, produtor da Marvel Studios descreve a sensação de olhar para este esquema (que como dissemos vai até 2028) como semelhante a observar o universo através do telescópio Hubble. 

Organizar personagens contextualizados num universo transmídia exige grande planejamento e um conhecimento profundo das técnicas de Storytelling. Porém, nesses casos não há um só roteirista, mas sim um time deles que trabalha incessantemente para organizar essa proposta ambiciosa que é o sonho de muitos nerds.

DO LIVRO AO APLICATIVO, DO STORY AO TELLING


- Em meados dos anos 1990, o e-book era inventado.
- Em 1995, a Amazon começava a vender livros pela internet, e em 2000 Stephen King publicava seu primeiro livro digital – Riding Bullet.
- Mais de 2 milhões de livros são digitalizados no Brasil no ano de 2006.
- Em 2007, enfim, é lançado o primeiro Kindle, da Amazon.
Desde então, a discussão sobre “qual é o futuro do livro?” e “qual é a nova forma de narrar?” tem, constantemente, esquentado. Para os amantes das páginas impressas, a textura, o cheiro – e todo o ritual que compõe a leitura – são insubstituíveis. Para os simpatizantes dos arquivos .pdf, .epub & cia, a praticidade (seja “logística” ou financeira) de um e-book é latente.
Essa semana, a notícia de que a Marvel está começando a substituir papel por HQs digitais espantou os entusiastas dos quadrinhos que não se importam em perder prateleiras e mais prateleiras com suas coleções.
Nesses mesmos últimos dias, boatos sobre um aplicativo chamado “Spritz”, que promete revolucionar a forma e a velocidade com que se lê um livro, brilharam os olhos daqueles que sempre relutaram em ler Tolstói.
Imagine agora um aplicativo assim em um Google Glass.

A Marvel realmente abominará o papel? Spritz de fato revolucionará a leitura? Questões como essas vieram e se foram desde os meados dos anos 1990. “Do outro lado da história”, surge outra questão: O que muda para os contadores de histórias?
Em termos de produção de histórias, ou de storytelling, as novas formas de consumir uma história acabam por se limitar, justamente, à forma, ou ao telling. Por fim, seja em um livro impresso, leitor de e-book, novo aplicativo ou na plataforma que seu consumidor preferir, o segredo para uma boa história se mantem o mesmo durante todos os anos: os bons “storys” são sempre muito maiores que seus “tellings”.

MARVEL'S AGENTS OF S.H.I.E.L.D

Um universo que crie fãs, ou mais que isso, fanáticos. Esse é o sonho de todos os publicitários, principalmente os storytellers. Ter pessoas ansiosas para ouvirem o que você tem a dizer, cativar um público o suficiente para que ele deseje o seu conteúdo e se sinta feliz ao obtê-lo.

Muito antes do Storytellling ganhar nome e virar a febre que é no mercado de comunicação, algumas marcas já sabiam fazê-lo com excelência. Tanta excelência, aliás, que vendiam só isso: história. Afinal, para empresas como a Marvel o produto é o universo ficcional, e esse é um produto cheio de possibilidades. Dos quadrinhos para os cinemas a Marvel conseguiu emplacar grandes feitos, como, por exemplo, a reaparição do Homem de Ferro e o seu mais recente sucesso com os últimos 3 filmes, todos aclamados pelo público de tal maneira que acabou transformando o ator, Robert Downey Jr, em um ícone moderno. Tudo com uma história que não tinha feito tanto sucesso nem nos quadrinhos, nem no desenho animado. 

Essa semana estreou nos Estados Unidos o que pode ser a mais nova fonte de renda milionária da Marvel, a série Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D foi o melhor lançamento da emissora ABC nos últimos quatro anos, totalizando 11,9 milhões de espectadores em sua estréia. A série estreou no Brasil dia 26 de Setembro de 2013 pela emissora Sony, às 21.00 horas e antes que surjam quaisquer dúvidas, sim, vale a pena a assistir. 

Se eu tivesse que definir esse primeiro episódio da série para algum fã da Marvel eu diria que é banquete de referências e piadinhas sobre o nosso amado universo, ou melhor, sobre um dos nossos amados universos. A série trata da jornada de uma equipe da agência super-secreta S.H.I.E.L.D chefiada por Nick Fury, representado por Samuel L. Jackson no último filme dos vingadores. Infelizmente, porém, o único personagem da Marvel que já cansou de desafiar e prender o Wolverine não está no elenco, pelo menos por enquanto. Na série nos reencontramos com o Agente Coulson, que supostamente morreu durante o ataque de Loki em Os Vingadores. O mesmo personagem que apareceu no fim de um dos filmes do Homem de Ferro para avisar que havia encontrado o Mijolnir o famigerado machado do Deus nórdico Thor. 

Pois é meus amigos, está tudo ligado, todos os pontos estão amarrados e bem apresentados, todas as histórias fazem parte da mesma tenebrosa trama da Marvel para conquistar nossa atenção e, é claro, nossos ingressos para os próximos filmes e revistas em quadrinhos. Uma estratégia transmídia realizada por uma das maiores e, ouso dizer, melhores contadoras de histórias do mundo.