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STORYTELLING PARA EMPRESAS


No mundo corporativo, quem não está dentro do Storytelling está ficando de fora. Há alguns anos, muitas multinacionais realizaram alinhamentos globais exigindo que seus fornecedores estivessem aptos no skill do storytelling. Agora é a vez dos colaboradores serem storytellers. No processo de contratação de grandes empresas, já é comum solicitar que além de todas as competências básicas, MBA e tudo mais, que o entrevistado seja um hábil storyteller. Exemplos incluem Sportv e Facebook. Mas, afinal, o que significa essa palavra da qual tanto se fala?

Storytelling significa simplesmente contar histórias. Mas se fosse tão simples assim, não seria tão importante, não é mesmo? Afinal, qualquer pessoa conta histórias o tempo inteiro, todos os dias do ano. Na verdade quando usamos o termo "Storytelling" no contexto corporativo, estamos sendo um pouco mais específicos do que "contar histórias". O que queremos dizer nesse caso é saber contar histórias. Saber qual história contar e em qual contexto. Saber qual o ângulo certo a ser narrado, dependendo da audiência. Saber contar a história de forma autêntica e emocional. Saber contar a história de forma fluida e significativa. Saber contar a história que a pessoa precisa ouvir para entender alguma coisa. Saber contar a história que você precisa contar para se fazer entender. Saber encontrar a história certa para contar. Saber criar uma história, se a certa não existir.

Quando até corporações mais sérias como as instituições bancárias começam a se apoiar em histórias, é porque o processo já entrou em vigor e se tornou irreversível. Na sua conta do Twitter, o Itaú fez referência ao seriado Game of Thrones: disseram que os Lannisters sempre pagam suas dívidas porque ficam de olho nas dicas de como usar bem o dinheiro. Pegar carona em um seriado não chega a ser uma ação de storytelling, mas pode funcionar para efeito de um post. 

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As histórias que as marcas contam



O termo 'marca' tem uma história: vem da marcação dos bois. O ícone tatuado à ferro quente diz que aquele não é um boi qualquer, é um boi da Fazenda Tal. Nasceu o conceito de marca. Todo o mundo achou legal.

Assim que uma marca é apresentada ao mundo, começam as histórias. Primeiro pelas especulações sobre as peculiaridades do produto. 'Como é que esse produto dessa marca pode mudar a minha vida?' Afinal a quebra de rotina é de onde parte toda narrativa. Não é por acaso que a palavra mais empregada na propaganda seja 'novo'.

Depois a marca vai para o mercado e começam as experiências dos consumidores, que acabam por gerar pequenos contos. "Eu vagava na madrugada profunda quando resolvi admitir o que mais temia: eu estava perdido nos becos da cidade do Porto. Começou a Sessão Imaginação do meu corpo sendo encontrado semi devorado pelas gaivotas do cais. Não estaria aqui contando essa história se não tivesse lembrado que meu Nokia E71 tinha um dispositivo GPS embutido..."

As pessoas contam seus contos. Os contos mais poderosos são recontados "tenho um amigo que estava perdido no Porto e foi ameaçado por piratas, até que...". Os contos recontados são somados aos que os comunicadores publicam. Toda essa somatória forma o repertório da marca.

O gene está para o meme, assim como o DNA está para o repertório. A incidência de um gênero narrativo no repertório define uma espécie de vocação autoral da marca. A Skol, por exemplo, seria um humorista.

Uma vocação interessante gera expectativa, que instiga desejo, que leva à compra. Viu como storytelling marketing é simples? A marca só precisa se ocupar com duas coisas. A primeira é óbvia: bons produtos vão gerar boas experiências.

A segunda é contratar comunicadores hábeis em publicar histórias fabulosas, capazes de potencializar o repertório. O comunicador hábil entende que histórias são o encadeamento de acontecimentos relevantes. Tanto que o glossário de autores é cheio de termos da tecelagem: a trama é uma espécie de entrelace, enredo é costurar uma rede, o próprio texto vem de tecer. Quando um ponto leva ao outro você tem estrutura narrativa.

O comunicador, por sua vez, tem que se ocupar de duas coisas: encontrar ou imaginar acontecimentos relevantes e dominar essa arte do entrelace. O comunicador tem que se usar de cobaia da marca, uma espécie de überconsumer, que consome de tudo - sem preconceito - e sempre como uma experiência. Busca viver os rituais. Mergulha nas sensações. Entrevista outros consumidores. Só assim vai ter algo interessante a retransmitir.

Sobre dominar a arte da narrativa, é mais complicado. A regra de ouro nessa caso é: antes de querer contar uma história para uma marca, queira contar uma história por você mesmo.


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Histórias no cinema


Pra ser um Storyteller é preciso conhecer todo o tipo de história. Obrigatoriamente o repertório muda, muitas vezes para além do gosto pessoal. Mas com o tempo o gosto pessoal também muda.

Outra coisa que se altera é a rotina. Atividades como ler um livro ou ir ao cinema passam a ser uma espécie de obrigação, ossos do ofício como diz o outro. Mas um osso gostoso de roer, vale dizer.

Esse comportamento incomum acaba confundindo os cinemas, ou pelo menos quem os representa. A tarefa aparentemente simples de comprar os ingressos, torna-se complexa quando três pessoas abordam o caixa pedindo ingressos para dois filmes seguidos, no caso Iron Man e Speed Racer.

Ambos vieram de quadrinhos - um era Comics e o outro, Manga - e por isso têm certas semelhanças de linguagem e releitura que justificaram o double-deal. Mas apesar disso, quando chegamos à portaria descobrimos que o caixa havia emitido errado um dos ingressos, trocando Speed Racer por Indiana Jones. É verdade que assim como os outros dois, Prof. Jones não deixa de ser um filme revival, mas não era o caso.



Perdida, a moça da portaria não sabia o que fazer. Disse que havia fiscalização e que não poderíamos entrar no cinema com o ingresso errado - mesmo considerando que estávamos em 3 com 6 ingressos e apenas estava errado - e que também não poderia sair de lá. Ou seja, de volta à estaca zero, conversar com o caixa.

Iron Man foi o primeiro filme produzido pela Marvel Entertainment, que até então apenas vendia a licença de uso da marca para grandes produtoras. Eles apostaram nessa idéia (literalmente, já que tinham riscos de falência caso fracaçasse) porque queriam um filme mais fiel à história original. A escolhera não foi por acaso: Iron Man é uma das histórias mais inteligentes sobre super heróis.

Assim que acabou o filme, ao sair da Sala 6, reparamos em nossos ingressos que ela nos acompanhou: o Speed Racer seria lá mesmo. Para manter a tradição, as meninas foram ao toalete. E eu, que ia voltar à sala, fui barrado, e nem adiantou mostrar que havia estado lá antes e que tinha o próximo ingresso. No deal. Fiquei no corredor e abriram a sala para quem estava na fila. As meninas voltaram e entramos como se nada houvesse. Ironicamente, se por um acaso não tivéssemos os ingressos, dessa vez não faria a menor diferença.

Speed Racer é um anime japonês, mas que ganhou o mundo na versão americana. Considerando que é um filme dos irmãos Wachowski, não faltam e talvez até sobrem algumas cenas de luta e de ação em uma direção de arte eletrizante e muito colorida. Provavelmente só vai gostar quem era fã ou que cresceu jogando muito video-game... ou então quem for para prestar atenção na história, que foi contada de uma forma bem inteligente e dá pra entrar no universo Speed Racer rapidamente, mesmo sem ter assistido a um episódio sequer.

Apreciar uma boa história muitas vezes exige um pouco de experiência e um certo sacrifício do expectador. Falhas de continuação, buracos na história e cenas sem lastro com a realidade interrompem o processo de projeção. Mas com algum esforço é possível vivenciar o mundo do personagem e passar pelas mesmas emoções dele. Deve ser difícil encontrar alguém que nunca se emocionou - com pelo menos um nó na garganta ou uma lágrima desprendida da ponta dos olhos - assistindo a um filme. Mas caso seja encontrada, só há uma recomendação possível: assista a mais filmes, porque uma hora um vai falar com você; a partir daí o processo de projeção se torna mais fácil e o que era bom fica ainda melhor.

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A madeira Storyteller


O conjunto de toras pode ser imaginada como se fosse uma mesa sobre a qual o moleskine do autor encontra seu espaço cativo para assim poder registrar atentamente os passos dessas trilhas sinuosas que percorre a criatividade de um para então elaborar as tramas que irão fazer trilhar a imaginação de outros.
Mas, por outro lado, também não surpreenderia se a madeira em questão fosse o tablado de um palco sobre o qual estão pousadas as anotações de um ator relacionadas ao ponto de vista da personagem que ele está incorporando.
Nada impede de ser parte da cenografia de um set de filmagem ao qual recosta-se as muitas páginas em que estão impressas as diversas percepções e pontos de vista de cada uma das muitas cenas que deverão ganhar vida.
Pode até mesmo ser a madeira coletada por diversos amigos e dispostas ali, frente a um lago, à espera da noite para que se possa fazer surgir a chama que irá somar o seu calor à das muitas garrafas de vinho e juntá-los todos para que contem suas curiosas, magníficas e inesquecíveis histórias.
Pensando por aí, também pode ser uma mesa de jantar, em que o pai – enquanto serve mais uma rodada de spaghetti - conta aos seus filhos mais detalhes dos épicos duelos de futebol; os quais eles ainda não eram vivos para ver, mas certamente irão morrer sem esquecer.
Seja como for, a madeira está presente na vida do ser-humano de forma tão arraigada e anciente quanto a própria história. E hoje só chegamos onde estamos – se temos abrigo, se vivemos em sociedade, se nos locomovemos grandes distâncias e se temos heróis milenares – é por conta de ambas.

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Quer ser tornar um storyteller?



O storytelling está abrindo um novo mundo de possibilidades, porém, é preciso aprimorar algumas habilidades antes de dar o primeiro passo.

Dia a dia escutamos inúmeras histórias seja pelas mídias sociais, na televisão, no nosso trabalho ou em qualquer lugar por onde passamos, nossa vida está permeada por histórias, mas nem todas são bem contadas, isto aplica tanto para pessoas como para as marcas.
Contar uma história parece fácil, a estrutura é simples: eventos que tenham um começo e um fim, claro com um ponto de clímax para manter o leitor engajado. Dessa forma, será que só seguindo essa estrutura é possível contar uma boa história? Na teoria sim, mas ninguém nasceu aprendido, é necessário treinar. Mas como? Eis aqui a resposta.
Ao igual que qualquer outra disciplina, para entender o storytelling e saber usá-lo é preciso treinar! Não se preocupe, não será uma jornada entediante. Pelo contrário, você descobrirá novas habilidades a serem desenvolvidas, viajará para novos universos e até pode se reinventar, ou pelo menos otimizar significativamente a forma como conta suas histórias, tornando-se o centro das atenções.
Se ainda dúvida sobre a importância do treinamento ou não está completamente seguro que quer se tornar um storyteller, confira alguns benefícios que podem mudar sua opinião.

 

Comunicação mais humanizada

À medida que você entende melhor como usar os recursos do storytelling, suas práticas de comunicação vão se tornando mais humanizadas, pelo fato de contar histórias que além de cumprir uma estrutura básica. Essas histórias também conseguem engajar ao seu interlocutor, facilitando a criação de novos vínculos seja com objetivos pessoais ou profissionais, independente do canal que for utilizado. No final do dia, uma boa história é inesquecível.
Com um bom treinamento, você poderá desenvolver tanto a habilidade de criar boas histórias como de saber contá-las. Lembre-se que a prática faz o mestre.

 

Crescimento profissional

Uma vez desenvolvidas as habilidades relacionadas à criação de boas histórias, você poderá ir atrás de todos esses objetivos professionais:  apresentar um projeto que pode transformar a sua empresa, alavancar as vendas da sua equipe ao engajar à sua equipe, cativar seus clientes com ideias inovadoras, criar novas oportunidades de negócios. Em resumo, ir tão longe quanto quiser, claro sempre levando em contar que há questões éticas que precisam ser respeitadas.
As startups são as que mais tem se apropriado do storytelling para captar seus investidores, vender sua ideia para diferentes públicos-alvo e se apresentar ao mercado etc. Esse setor já entendeu o poder do storytelling e estão explorando ao máximo seu potencial.

Criação de novos universos

Cada história contada é um novo universo, e claro nele sua marca pode criar uma nova realidade, se aproximar de ser humana, que é hoje o que a maioria dos consumidores querem, uma marca humanizada e autentica.
Para atingir esse objetivo e tornar-se a “queridinha” dos consumidores é essencial trabalhar treinamentos de storytelling, uma vez que nesses espaços é mais fácil entender quais são os arquétipos da marca, qual é a linguagem que deve ser utilizada, quais canais são os mais apropriados etc.
Em síntese, os treinamentos de storytelling são as chaves para abrir múltiplas porta, inclusive deveriam ser uma prioridade para todas as áreas da empresa, e para todo tipo de empresa.


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Storytelling é muito além do que contar histórias?


O conceito tem ganhado força no mundo corporativo, mesmo assim ainda seu potencial não foi plenamente aproveitado pelos profissionais das diferentes áreas.

A tradução literal do termo storytelling seria contar histórias, algo que tem sido parte do nosso cotidiano desde o inicio da humanidade, senão pensa no mito da caverna, é um dos primeiros exemplos de histórias e assim por diante poderíamos citar inúmeras histórias que explicaram os diferentes fenômenos do que hoje entendemos por mundo.

É claro que contar histórias é parte do nosso dia a dia, mas será que o storytelling é só isso? Se for, por que as empresas só estão usando-o hoje? Essas questões e outras serão abordadas ao longo deste post.

O que realmente é storytelling?

O storytelling é muito mais do que contar uma anedota em uma reunião, utilizar textos para posicionar seu produto e outras ações voltadas para Marketing de Conteúdo. Na verdade, é saber escolher uma história ou criá-la para passar uma mensagem estratégica que atinja um certo objetivo. Para atingir essa meta são utilizados recursos do jornalismo, literatura, teatro e outras disciplinas afins.
Alguns dos elementos usados por essa arte são personagem, ambiente, conflito e mensagem; assim como eventos que tem um começo e um fim, claro com um ponto de clímax para manter o leitor engajado.  O melhor exemplo para entender essa estrutura são os contos de fantasia que conseguem reunir todos esses elementos e usá-los para nos manter cativados e conectados emocionalmente.

O que o storytelling tem a ver você?

A resposta é tudo, querendo ou não, em algum momento da sua carreira, você precisará engajar um público-alvo, seja para obter aquele investimento que vai alavancar sua empresa, engajar seus funcionários, posicionar sua marca pessoal, conquistar aquela vaga dos seus sonhos, vender um projeto para seu cliente ou gestor, lançar um novo produto ao mercado etc.
O storytelling pode te ajudar a atingir todos esses objetivos, só que claro é preciso entender como ele funciona, porque não é só contar uma boa história, é preciso deixar clara a proposta de valor (a sua ou da sua marca) enquanto cativa ao leitor e conectar-se com ele emocionalmente. Se marcas como Apple, Lego e Microsoft conseguem, por que você não?

Storytelling é só uma modinha no mundo corporativo?

O storytelling parece ter surgido há pouco tempo. No entanto, sua prática já é bem antiga. Um dos primeiros exemplos é a famosa obra de Julio Verne, ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’ (1872).  No livro, o escritor francês já menciona algumas empresas transportadoras.
Já no século XX empresas como Michelin aproximaram-se mais ao conceito por meio de materiais como a Guia Michelin. O documento publicado pelo André Michelin, fundador da Compagnie Générale des Établissements Michelin, apresentava os hotéis e restaurantes referências em vários países no mundo.  O material é publicado até hoje em vários continentes, incluindo America-Latina.
Na verdade, o que fortaleceu o storytelling no mercado corporativo foi a mudança de comportamento do consumidor. Atualmente, os usuários recebem quantidades gigantescas de informação, especialmente de ofertas de produtos e serviços, isto os tornou mais exigentes, pedindo informações cada vez mais personalizadas.
Diante desse cenário, as empresas precisam pensar mais estratégias de Inbound Marketing. Aí é quando o storytelling entra como o perfeito aliado para se conectar com o público-alvo, posicionar à marca da forma humanizada e a torná-la inesquecível.
Parece fácil, mas será que na prática é? Com certeza não, mas nos próximos posts abordaremos alguns pontos relacionados aos diferentes usos do storytelling, como a arte alavancará o crescimento do seu negócio e até o tornará uma pessoa muito mais interessante.


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Storytelling e Marketing

Histórias bem contadas aproximam às marcas do consumidor moderno
O consumidor de hoje lê livros, assiste filme e ouve histórias- o marketing precisa se adaptar para conseguir impactá-lo por meio desses canais e mantê-lo cativado

No Brasil de 1950 até 1970, as estratégias de marketing eram planejadas com base no princípio 4 P´s (place,product,promotion,price). Sabendo usar esses quatro elementos (lugar,produto, promoção, preço) na rádio e na televisão, sua estratégia de marketing ia ser um sucesso. Porém, aos poucos algumas marcas como Standard Oil Company of Brazil e Refinações de Milho Brazil procuraram caminhos diferentes e começaram a trabalhar com ações associadas a o que hoje conhecemos como branded content.
Essas e outras empresas criaram conteúdos autorais naquela época, o objetivo era divertir e até algumas vezes educar, mesmo assim os conteúdos conservavam um tom bastante unidirecional, atrelado aos princípios das 4P`s. No momento funcionava, mas a indústria cultura e a evolução da internet chegou para transformar esse cenário.

Industria Cultural e Marketing

Antes de entender como a indústria cultural impactou ao mundo, é importante entender o que é. A Indústria Cultural foi um termo criado pelos filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, ambos pertencentes à Escola de Frankfurt. Eles afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estaria apagando aos poucos tanto a arte erudita quanto a arte popular. Em palavras mais simples, todo produto artístico estava sendo padronizado para poder ser consumido pela maioria das pessoas.
Mas, como esse conceito está relacionado com o marketing de hoje? Simples, as narrativas deste movimento massificaram muitos produtos culturais, vendendo-os como originais e eruditos, essa era a intenção no primeiro momento. Além disso, a Industria Cultural conseguia promover uma satisfação entre os consumidores, uma vez que toda a narrativa deixava muito claro que a decisão de compra era feita consensualmente. Até hoje esse é o caminho para ter uma estratégia de marketing bem-sucedida.

Por que apostar nas histórias?

É claro que as narrativas da Indústria Cultural usavam histórias o suficientemente cativantes para atingir seu objetivo. No entanto, será que hoje também é preciso usar esse recurso? Se sua resposta é não, lamento dizer que precisa repensar esse posicionamento, uma vez que hoje mais do que nunca as histórias são a chave para engajar seu público-alvo.
Com a gigantesca quantidade de informação que é produzida hoje na internet, os usuários são mais exigentes, especialmente com as marcas, ou seja, não vão aceitar qualquer conteúdo; pelo contrário, eles procuram histórias que os conectem e sua marca pode conseguir isso enquanto vende seu produto e serviço, deixando bem clara qual é sua proposta de valor.
Se não sabe como criar essas boas histórias, o storytelling está aqui para lhe ajudar. Claro que não vai solucionar todos os problemas da sua marca, mas posso garantir que quase a maioria. Não será um caminho curto, uma vez que primeiro é preciso entender quais são suas tribos, qual linguagem permite uma comunicação mais fluida, criar personas para logo criar personagens adaptáveis a múltiplos formatos e canais, ao e por aí vai.
 A criação de boas histórias é uma jornada que requer esforço, transparência e se abrir a um novo mundo de possibilidades na era data storytelling. Está preparado para esse novo universo?


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Por que a sua história interessa?




Por que a sua história interessa?

Essa entrevista foi publicada originalmente pelo Nathy Faria

Todo fã quer conhecer melhor a trajetória de seu artista favorito: saber como tudo começou, quais caminhos levaram até o presente, quais histórias estão por trás das músicas. O storytelling é uma estratégia já muito conhecida na publicidade em geral e, quando bem aplicada na música, torna-se uma ferramenta ímpar de comunicação do artista com seu público.

Seja por entrevistas, letras de músicas, videoclipes ou até mesmo melodias, o artista tem em suas mãos o poder de escolher como irá escolher suas mensagens e influenciar seu público. Saber contar bem uma história é uma arte que permite que o público se identifique não só com a música, mas com tudo que o artista significa: suas crenças, seu estilo de vida, sua forma de se comunicar e sua identidade.
Segundo o especialista em Storytelling, Fernando Palacios, a técnica vai muito além de simplesmente contar uma história. "O músico tem duas formas principais de usar o storytelling: tanto quando fala de sua trajetória, quanto por meio das histórias que suas canções cantam. Em ambos os casos, ele deve ter um objetivo ao consturir uma narrativa, e isso significa entender o que ele gostaria de expressar para o público e escolher quais recortes vão compor a história contada", esclarece.
Expressar uma visão de mundo
Conexão com o público
Ele ressalta que alguns artistas iniciam sua trajetória contando um tipo de história, mas depois acabam tendo outros objetivos de comunicação e mudam. "O John Lennon, por exemplo, entra na música com um propósito de conquistar mulheres - e é sobre isso que ele fala no início da carreira. Mas de repente ele entende uma coisa muito mais profunda e muito maior de que a música é uma ferramenta muito mais poderosa para levar mensagens às pessoas. E ao mudar a visão de mundo, ele também muda sua forma de se expressar, e começa a contar histórias que sirvam a esse novo objetivo", exemplifica Palacios.
Ele conta que também é possível comunicar essas mensagens pelas próprias letras. "Toda música propõe contar uma história e isso vem de muito tempo. Antigamente, a melhor forma de levar uma história de um lugar para outro era cantando, porque as rimas ajudavam a memorizar os fatos. E todo músico deveria ter como foco essa ferramenta, para conseguir cantar melhor aquilo que ele deseja passar pro público. Alguns artistas como Bob Dylan, compreendem isso muito bem: ele havia pensado em ser poeta, um autor de literatura, mas descobre que a música é uma outra forma de se expressar e cantar as suas histórias", relembra o professor.
E é quando o público compreende, se relaciona e se identifica com essas histórias cantadas ou contadas, que o artista torna-se referência para além de suas próprias canções. Assim, por meio desse tipo de discurso empático, torna-se possível criar a demanda de todos produtos relacionados ao artista: de shows a camisetas; dos discos a posteres.
Dessa forma, contar a sua história é na verdade dar visibilidade para a identidade da sua carreira, comunicar-se para além das melodias e harmonias e criar espaço para a interação com o público. E por todas essas razões, esteja certo, sua história importa - e muito. Você já sabe qual é a melhor forma de contá-la?


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Por que o storytelling é fundamental para a Saúde?



Por que o storytelling (contar histórias) é fundamental para saúde? a sua história interessa?

Essa entrevista foi publicada originalmente pelo saudebusiness

Em apresentação do Fernando Palacios, da fundador da Storytellers Brand 'n' Fiction, pioneiro do Storytelling no Brasil, pude aprender muito e consolidar a convicção de que saber contar uma boa história é fundamental para as organizações de Saúde. Em primeiro lugar, storytelling nada mais é do que a técnica de contar uma boa história, de modo que a narrativa seja envolvente e os espectadores se interessem pela história. De acordo com Fernando Palacios, a narrativa tem que ter um problema para ser boa, se tudo estiver bem na narrativa, então a história perde a graça.
A história tanto pode ser verdadeira e totalmente relacionada com a empresa, como pode ser uma ficção, mas com o intuito de agregar valor à companhia e envolver o consumidor/cliente. No entanto, o Palacios orienta que é importante deixar claro para o público-alvo quando a história é uma ficção.
Quem se lembra da história do Nemo, da princesa Ariel ou do Rei Leão? A Disney é, sem dúvida alguma, a maior empresa de storytelling do mundo, sendo capaz de comercializar uma séria de acessórios e experiências relacionados às suas histórias, gerando um enorme valor para a companhia por meio de histórias envolventes. Em um experimento citado por Fernando Palacios, produtos de uma empresa norte-americana que custavam até USD 3,00 tiveram seus valores aumentados exponencialmente ao terem uma história criada associada a eles.
Vale acrescentar que contar histórias é inerente ao ser humano. A primeira história escrita no Egito que se tem registro, contém uma receita para fazer cerveja, ou seja, a receita é totalmente envolta por uma história envolvente. E talvez seja por conta dessa história que o conhecimento  sobre fazer cerveja não se perdeu e você, hoje em dia, pode usufruir da bebida, sem nem imaginar que ela teve uma super história que ultrapassou gerações.
E na área de Saúde? Contar histórias não seria uma excelente forma de se comunicar com os pacientes, clientes , fornecedores e investidores? Claro que sim e temos muitos exemplos disso no setor.  A cada vez que Thomaz Srougi aparece na mídia falando do Dr. Consulta, a história da empresa é reforçada, como uma empresa que nasceu para atender a população sem plano de saúde, que quer um atendimento médico de qualidade e acessível. Ou ainda a história das amigas Janete Vaz e Sandra Costa, fundadoras do laboratório Sabin, que resolveram empreender e transformar um sonho em realidade, hoje sendo referência na área laboratorial do País. Elas nunca perdem a história da origem do Sabin de foco.
Outra dica do Palacios foi “nunca comece uma apresentação no PowerPoint ou Keynote diretamente”. Sempre faça um roteiro antes da apresentação, escrevendo um rascunho do que estará em cada slide, tal qual o roteiro de um filme. Entre os elementos a destacar na área de saúde, por exemplo, vale seguir: qual é o problema, caracterização do problema com seus custos, possíveis soluções, caracterização da sua solução do ponto de vista técnico e financeiro, possível impacto da solução e conclusão.


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INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO


O que a indústria do entretenimento pode ensinar para as demais. Artigo Fernando Palacios, fundador da Storytellers

Essa entrevista foi publicada originalmente pela fiesp

Enquanto parte da indústria sofre com a escassez de mão de obra qualificada, outra fatia tem sentido os efeitos da diminuição da competitividade diante do aumento dos salários, da inflação e de concorrentes internacionais. Acontece que aos olhos da indústria do entretenimento nada disso parece afetar. Mesmo diante de uma crise de audiência, as novelas continuam dominando boa parte da verba de marketing das empresas. A TV fechada é outra frente que ajudou a crescer a produção audiovisual brasileira. Estimulado pela lei de cota mínima, o número de produtoras independentes triplicou para mais de 450 em dois anos. O cinema brasileiro vem crescendo e quebrando recordes a cada ano.
De acordo com a Câmara Nacional do Livro, o mesmo fenômeno acontece com o setor editorial, que superou em 2013 a meta de R$ 5 bilhões de faturamento. Esse crescimento chega a ser intrigante se comparado com a crise do jornalismo impresso. A produção de games também vive um momento de ouro no Brasil. A questão é que esse guarda-chuva que engloba novelas, games, livros, revistas em quadrinhos, cinema e teatro compõe a indústria que melhor entendeu o novo milênio: a indústria do storytelling.
Com a democratização da internet, o mundo inteiro passou a viver um dilúvio de informações ficando clara a incapacidade do indivíduo em absorver todo o conhecimento que está à disposição. Torna-se possível comparar o conceito de adaptação das espécies proposto por Darwin com o cenário em que as informações se encontram. Não é mais a informação mais rápida que se destaca da multidão. O furo de reportagem perdeu força diante da agilidade das redes sociais. Mais importante do que ser rápido, é fundamental nos dias de hoje ser considerado relevante.
Com tantas opções de fonte para o mesmo tipo de informação, ser visto como relevante é um dos maiores desafios contemporâneos. Se por um lado nunca houve tantas oportunidades para levar uma mensagem a um consumidor – basta que ele abra os olhos e a primeira coisa que vai fazer é pegar o aparelho celular e já estará à mercê de anúncios – por outro, nunca foi tão difícil conseguir a aderência das mensagens. A sensação dos departamentos de marketing é que os consumidores estão revestidos por uma camada de teflon. Os consumidores dispõem de um arsenal de defesa contra mensagens corporativas, que vão desde aplicativos que bloqueiam anúncios até a opção de pagar uma mensalidade para assinar a versão ‘premium’, que implica em não ser exposto à publicidade.
Justamente por isso que a indústria do storytelling tem triunfado. Vamos ao cinema e desligamos o celular. Ficamos hipnotizados diante da TV nos episódios de um seriado favorito. Passamos a madrugada em um game online. Não vemos a hora até o próximo episódio da novela ou do capítulo do livro. As marcas que aprenderam a colaborar com autores têm obtido resultados incomparáveis.
Historicamente, uma série de empresas desenvolveu parcerias com autores. Um caso bem antigo foi a joalheria Tiffany’s que se associou ao escritor Truman Capote para fazer o filme Bonequinha de Luxo. Um caso mais recente aconteceu com as marcas FedEx e Wilson, que se juntaram no filme Náufrago. E, ainda mais recente, é o filme da Lego. Esses são exemplos genuínos de storytelling, que vão além de uma mera historinha, a própria comunicação da marca tem valor de entretenimento.
A vantagem de uma longa história é que ela tem o poder maior de influenciar a forma de pensar, já que pode demonstrar uma série de preceitos. Essa estratégia pode ser usada inclusive para transmitir valores em que a marca acredita, como sustentabilidade e outras práticas que ajudem a construir um comportamento mais positivo para a sociedade como um todo.
A indústria do entretenimento brasileira ainda tem muito a aprender com outros países, em especial com os Estados Unidos e Europa. Um longa-metragem é um investimento milionário por definição, mas mesmo assim muito abaixo do patamar da produção de outros países, em especial os Estados Unidos. Isso faz com que a competitividade seja difícil e característica do mercado brasileiro acaba ficando diferente do internacional. Ao passo que Hollywood depende prioritariamente da arrecadação de bilheteria, a produção brasileira dependente de incentivos fiscais e/ou investidores. Sem falar no evento que demanda meses de preparo para apenas uma semana de ação e acabou. O Carnaval tem a aptidão para ser a Broadway brasileira, mas o potencial é completamente desperdiçado. A maior parte dos brasileiros sequer sabe que um desfile é uma narrativa de cinco atos, a mesma estrutura do teatro vitoriano. Só nos resta torcer para que as demais indústrias aprendam a ser relevantes para os consumidores com o storytelling, e que o entretenimento brasileiro aprenda a fazer negócios como em outros países.
* Fernando Palacios é especialista em storytelling e palestrante internacional, fundador do primeiro escritório brasileiro de storytelling. 

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