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Cliffhanger funciona como uma descarga elétrica em um longa ou curta metragem. Entrevista com Kapel Furman





Estamos de volta com mais um episódio da série Cliffhanger, dessa vez com outro mega nome brasileiro, Kapel Furman.

Kapel Furman é conhecido por fazer parte do reality show Cinelab, do Canal Universal. Cineasta e diretor de efeitos especiais, especialista em armas, coordenação de ações, maquiagem de efeitos, e animador, atua na área há mais de 10 anos, fazendo parte de uma nova geração premiada e reconhecida internacionalmente por um intenso trabalho de modernização estética do cinema nacional.

Como você usa este artifício de roteiro em suas obras?


Pra mim o  cliffhanger funciona como uma descarga elétrica em um longa ou curta metragem, quando estamos naquele momento entre os arcos da história onde tudo está calmo, e até chato, o cliffhanger serve para, de súbito, acordar o espectador e prender sua atenção de volta. Acho importante ter momentos de tédio em uma história, isso valoriza as cenas de impacto quando necessário, e o cliffhanger, no meu caso, serve para isso, surpreender o espectador com um impacto, deixando-o com aquele sensação do que vai acontecer depois disso, mesmo quando o filme acaba. No seriado ele funciona para segurar a atenção ate depois do intervalo comercial, em um filme funciona para surpreender o espectador em um momento em que ele acho que tudo está calmo.


O que diferencia um bom cliffhanger de uma tentativa fraca de criar um gancho na narrativa?

Acho que é a surpresa, criar algo novo que não seja clichê ou conveniente. Só funciona se surpreender ou chocar o espectador, se seguir as fórmulas tradicionais, até cria o gancho, mas cria com menos intensidade ou mesmo emoção, algo como aquele close seguido de um "tummmmm" que vemos sempre em todos os reality shows, e consequentemente cria a mesma sensação insossa no espectador. Um bom gancho ou cliffhanger seria aquele que surpreende, ofende, questiona o espectador, que faz com que ele queira assistir o que vem depois, mesmo que seja para xingar o diretor, que cria um aftertaste.


Semana que vem tem mais, acompanhem por aqui e em breve começaremos uma série sobre HQs! Não deixem de comentar abaixo o que vocês acharam e como gostam de utilizar os Cliffhangers.




O sucesso do Storytelling na vida das pessoas e na comunicação - Entrevista



O simples ato de contar histórias faz parte das nossas vidas, todos os dias. Contamos histórias na mesa do café da manhã, no intervalo do trabalho, nas reuniões e acompanhando uma cerveja nos encontros com amigos. É algo que fazemos desde quando morávamos em cavernas e que evoluiu ao longo dos milênios.

Storytelling tem a ver com isso, em aprender a escolher melhor as histórias e a encantar mais a Paulo Fabrefundo as audiências. “Se storytelling é o simples ato de contar histórias, digo que Storytelling – escrito assim com letra maiúscula – é a habilidade de saber encontrar ou criar histórias fabulosas, com propósitos épicos e contá-las de forma fantástica”, explica Fernando Palacios, sócio-fundador da primeira empresa brasileira especializada em Storytelling.


É possível recorrer a uma metáfora e dizer que Storytelling é um mundo inteiro e, assim, dividir os assuntos em termos de continentes e países:


  • O primeiro continente diz respeito ao Storytelling na educação, afinal, professores também podem contar histórias para deixar suas aulas mais envolventes;
  • Um segundo continente desse mundo é o que tem relação com o ambiente dos negócios. Nele, o maior país vive em função de contar as histórias de empresas ou marcas. Na capital desse país estão dezenas de produtoras que buscam tornar a publicidade mais dinâmica e interessante;
  • O país vizinho tem a ver com as histórias ilustradas por slides e narradas durante apresentações corporativas. A capital desse país de apresentações trata de como usar narrativas para tornar palestras mais interessantes e memoráveis para audiências;
  • O continente mais desenvolvido fica no centro do Mapa Mundi e envolve Storytelling aplicado ao entretenimento. Ele é composto por diversos países: literatura, cinema, quadrinhos, games, dramaturgia e até artes plásticas;
  • Por último, outro grande continente tem relação com crenças e religiões, que contam suas histórias e mitos desde a fundação da civilização.


Storytelling nas empresas

A técnica pode ser aplicada para dentro ou para fora da empresa e costuma ter estratégias diferentes em cada um desses momentos. No interior da organização, o foco é o engajamento de colaboradores e o alinhamento de equipes. “Não é por acaso que os grandes líderes sempre são considerados ótimos contadores de histórias. As empresas estão começando a aprender a contar histórias de forma mais interessante e algumas já chegaram a trocar as apresentações de slides por espetáculos teatrais”, comenta Palacios.

Fora das empresas, o Storytelling ajuda a fazer com que as marcas deixem de ser abstratas e passem a ser representadas por alguém de carne e osso. “Pense na sua expectativa ao comprar um celular novo de última geração ou ao sentir o cheiro do carro novo. Essas emoções são muito mais reais e marcantes e o Storytelling permite essa humanização à marca. Quando Lego deixa de ser um brinquedo e se torna um filme, a marca atinge um novo patamar emocional”, explica.

Na publicidade, encontramos vários exemplos de Storytelling, como o comercial do “Primeiro Sutiã”, a saga do “Garoto Bombril”, o “Dove Real Beauty Sketches” e a propaganda internacional “Chipotle”. “Enquanto narrativa de marca a longo prazo e um ótimo case de Storytelling, fico encantando com a Coca-Cola após o posicionamento ‘The coke Side of Life’ e com a Nike desde o começo”, diz Palacios.


Case de sucesso

A campanha de divulgação dos Sucos Naturais Dona Elza, idealizada pela DLM Propaganda , de São José do Rio Preto (SP), para os recém-lançados produtos da Bebidas Poty, traduz de forma lúdica e leve os principais atributos do suco.




A agência lançou mão do recurso de animação com efeito de giz para reiterar a identidade dos sucos, que atende o crescente anseio dos consumidores por produtos não apenas de boa qualidade, mas que favorecem um estilo de vida mais saudável.

O vídeo acompanha a linguagem gráfica já desenvolvida para a embalagem que traz a figura estilizada da Dona Elza, a matriarca da família Poty e grande inspiradora da fabricação do produto. A história é contada nas embalagens. “A ideia em todas as peças que envolvem os sucos Dona Elza foi criar um Storytelling e passar uma mensagem de saudabilidade, aconchego e apego aos valores naturais”, explica o diretor da DLM, José Roberto De Lalibera.

Artigo originalmente publicado no Comuninter


Carol Bensimon e a lente da verdade

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Saiu no Tiago Dória Weblog uma ótima entrevista com a escritora, blogueira e ex-publicitária Carol Bensimon. Leitura recomendada.

Não por acaso ela é dona de um blog que a gente conheceu há um tempinho e somos fãs. Trata-se de um blog making-of do romance que ela está escrevendo: Sinuca Embaixo D´Água.

Na entrevista surgem vários assuntos interessantes. Um deles é sobre as pessoas estarem escrevendo mais por causa de e-mails, instant messengers e afins. Ela até cita uma palestrante da FLIP que teria dito que a difusão da palavra escrita, e não a imagem, é a grande novidade das últimas décadas.

Isso me lembra uma palestra de um filósofo e educador que vi no ano passado. Ele disse que a juventude de hoje estava, pela primeira vez na história da humanidade, criando uma língua que é exclusivamente escrita, e não falada. Em outras palavras, ele acredita que aquelas palavras inventadas para comunicação rápida por SMS e MSN vão originar uma nova língua que não tem contrapartida na fala. Será?

Outro assunto abordado é sobre a literatura estar se tornando transmídia, ou seja, saindo do formato tradicional de papel e indo para blogs, celulares, audiobooks etc. E aí aparece mais uma informação interessante: cerca de 70% das maiores bilheterias de cinema são de filmes baseados em livros ou quadrinhos. Isso, de alguma forma, também não é literatura?

E o mais interessante, um dos personagens de seu primeiro livro, Pó de Parede, é um cara que faz product placement em livros! Mas chega de falar da entrevista.