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ELEIÇÕES: QUE GANHE O MELHOR STORYTELLER!


Política e Storytelling têm tudo a ver! Projetos de governo, propostas e até mesmo rivalidades partidárias históricas possuem simbolismos que remontam a várias questões socioculturais estudadas pelos Storytellers! 

A dualidade direita e esquerda, por exemplo, remonta a monarquia onde os nobres e o clero se sentavam a direita do rei, enquanto que o resto da população, ou o chamado terceiro estado, ficava a esquerda representado por comerciantes, fazendeiros e artesãos.

Além disso, se você não percebeu os dois partidos em foco nesse segundo turno, um claramente de esquerda e outro de direita possuem cores que historicamente são tidas como opostos e representantes de grupos rivais, ou seja, um é representado pela cor vermelha e outro pela cor azul. Jogos como World of Warcraft, por exemplo, se valem desse artifício cultural para diferenciar os dois grandes grupos de jogadores: a horda (vermelho) da aliança (azul).

Fora que, como o já incessantemente citado Freud diz que cada um conta a história que quer sobre o seu passado, o que nos leva a imaginar o quão romantizada podem ser as histórias de vida dos candidatos, assim como as lutas e conquistas dos seus partidos.

No fim das contas, que vença o melhor Storyteller! 

QUER AGREGAR VALOR AO SEU PRODUTO? CONTE UMA HISTÓRIA!


Quer agregar valor a qualquer coisa na sua vida, conte uma história!

Uma certa marca de cerveja uma vez perguntou "e você, o que vai contar para os seus netos"? Repare que a maioria das coisas que queremos ter ou fazer geram boas histórias para se contar pras pessoas à nossa volta.

Lembre-se da parábola da Sharon Stone, onde o cara fica preso numa ilha deserta com a musa do cinema, acaba fazendo sexo com ela e depois pede para que a atriz se vista de homem para que ele tenha pra quem contar a façanha.

Toda marca tem seu valor atribuído a história de como ela foi concebida, não só a qualidade. Bons produtos são geradores de conversas porque eles têm uma história sobre como foram concebidos, ou sobre o tipo de gente que usa este produto.

A forma mais eficaz de dizer que você é bom em alguma coisa é contar uma história na qual você se deu bem. Repare naquela pessoa que é tida como boa naquilo que faz: ela está sempre contando histórias de sucesso! Será melhor ainda se outras pessoas contem histórias onde essa pessoa foi bem-sucedida.

A psicologia vai mais longe ainda, e diz que quando contamos uma história recriamos a nossa impressão sobre os fatos. Logo se você quer reproduzir um sentimento ou emoção, conte uma historia. Se este relato for tão marcante a ponto da pessoa reproduzi-lo, a impressão que você deixou será ainda mais forte!

Logo, o que você está esperando? Agregue valor! Conte uma história!

O QUE É UMA BOA HISTÓRIA?


A saga do Storyteller consiste em encontrar as melhores ferramentas e técnicas para construir uma história. Mas muita gente se esquece do que faz uma boa história.

O autor Alan Moore diz que boas histórias são feitas de pessoas e emoções humanas. A psicologia concorda com ele, já que toda narrativa precisa cativar seu espectador através da empatia. Nos identificar com as emoções dos personagens faz a história ficar mais emocionante para o espectador o que aumenta exponencialmente a experiência.

Mas como criar personagens capazes de causar esta empatia? Talvez o segredo já tenha sido revelado por outro autor (que também começou nos quadrinhos): Neil Gaiman. O também britânico autor de fantasia nos diz que se quisermos tocar as pessoas, devemos falar daquilo que nos toca!

Então siga o conselho também de George R.R. Martin, viva bastante, acumule emoções e experiência, e parta para tecer aquela história! 

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NO STORYTELLING


Os diálogos são muito importantes em qualquer história. Mas como desenvolvemos esta dimensão da história de forma eficiente?

Boa parte da comunicação humana é baseada na fala. É através dela que nos comunicamos racionalmente aliada é claro a expressão corporal, que é uma forma inconsciente e, na maioria das vezes, irracional de comunicação.

É através do diálogo que você decide suas ações em relação a determinada situação envolvendo outra pessoa, que transmite seus pensamentos e até mesmo emoções. É por isso que o diálogo é uma grande ferramenta do storyteller. Ele transmite as ideias, os pensamentos dos personagens e ajuda a explicar e contar a história e até mesmo influencia a opinião do público sobre ela.

Como escrever bons diálogos?

Uma dica é consumir bastante material: cinema, livros, séries e etc.

Outra dica é: converse! Bons interlocutores geralmente são excelentes contadores de histórias. Você é tímido? Então seja mais observador: repare nas pessoas que são carismáticas, na forma como elas falam, seus trejeitos e particularidades. Afinal de contas a maioria das conversas é, de certa forma uma história.

Um diretor de cinema famoso por seus diálogos é Quentin Tarantino. Assista os filmes dele, preste atenção como em cenas de pouco mais de 5 min ele consegue apresentar seus personagens de uma forma profunda.

Quer ser um pouco mais técnico? Existem alguns livros sobre o assunto, dentre eles o "Diálogo - Cinema" dos brasileiros Julio Cabrera e Marcia Tiburi.

E mãos à obra!

O STORYTELLING DA SUA MENTE


Você sabia que para psicanálise não importa se o que o paciente conta são fatos reais? 

Para Freud o psicanalista precisa entender a estrutura do inconsciente, não o seu conteúdo. E ele vai além, para o pai da psicanálise a grande maioria das nossas memórias é atravessada por uma energia muito forte: as emoções, e elas são capazes de turvar e até mesmo modificar completamente nossas impressões sobre as coisas. Ou seja, nossas memórias são ligadas às nossas emoções, não necessáriamente aos fatos!

Tá, mas o que isso tem a ver com Storytelling?

Nossa personalidade é formada em grande parte pela nossa memória, ou seja, pela nossa história pessoal. Através da psicanálise e de outros métodos psicológicos o sujeito pode rescrever sua própria história e através desse processo superar traumas e impasses pessoais... Ou seja, exercitar o storytelling em sua própria alma!


O STORYTELLING DAS TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO


Aonde há pessoas há histórias. Elas são a ferramenta mais poderosa de transmissão de informação que a humanidade já desenvolveu. Se não fossem os mitos, talvez nossa sociedade não tivesse as bases que tem hoje.

Por muitas vezes as histórias são criadas para preencher lacunas que a mente humana é incapaz de solucionar racionalmente, então para suprir a angústia os mitos entram em jogo.

O ser humano é visto muitas vezes como incapaz de dar certas respostas sobre determinados acontecimentos. Apesar de todo o nosso conhecimento as vezes é impossível explicar certas atitudes de nossos semelhantes ou até mesmo eventos incalculáveis como tragédias e desastres naturais. O problema é que nós não fomos feitos para aceitar que certas perguntas ainda não possuem respostas conhecidas. É aí que o storytelling entra em ação, mesmo que de forma inconsciente, gerando novos mitos, e até mesmo universos fictícios complexos para consolar a angústia das perguntas sem resposta.

Basta haver uma questão nebulosa que logo um mito surge para tapar esse buraco, esta lacuna que causa angústia. Pode-se dizer que as teorias de conspiração são de certa forma "mitos modernos" gerados pela sociedade para cumprir esta função de dar explicação para o que parece ser apenas fruto do caos ou da coincidência. Mas o importante é que estas histórias sobre Aliens, Illuminati e outras são tão poderosas que conseguem se tornar a realidade de muitas e muitas pessoas. Afinal de contas, as vezes a ficção é mais sedutora que a realidade, e por isso é mais fácil acreditar que existe um "plano mestre" por trás de tudo do que pensar que estamos a mercê do caos.

4 DICAS PARA SER UM STORYTELLER EM 2014

Final de ano é sempre a mesma coisa: muito trânsito, muita comida e, principalmente, muitas promessas para o ano seguinte. Se seu objetivo é emagrecer, uma dieta. Se você quer se casar, é bom que já tenha um parceiro(a) em vista. Mas e se sua meta é se tornar um escritor de histórias?
Se fizéssemos as contas, em mais de 50% das listas de resoluções de ano novo estaria algo como “escrever um livro”, ou “escrever uma grande história”. Mas, como nosso negócio não são as contas e sim os contos, aqui vão algumas dicas para se tornar um storyteller em 2014.

1) Saiba do que se trata: Storytelling (e escrever histórias, de uma forma geral) envolve ciência e técnica. Psicologia, Marketing, Semiótica, Semântica e Cia são só algumas palavras-chave de toda a teoria que colabora para uma boa história.
2) Aprenda com os melhores: Reza a lenda que Quentin, antes de ser “o Tarantino”, trabalhou em uma locadora e assistiu a todos os filmes da prateleira. Que tal começar a fazer o mesmo, começando com os livros da sua estante?
3) Escreva mais: Para escrever bem é preciso, primeiro, escrever. Imagine e organize cada detalhe, do botão de madrepérola do coadjuvante ao tom do esmalte da mocinha, e escreva. Contar uma boa história é como dar uma boa aula, quanto mais você sabe do assunto, melhor ela é.
4) Revise ainda mais: É famosa a frase do Hemingway sobre escrever bêbado e revisar sóbrio. Sem dúvidas, só para esta frase, ele deve ter feito algumas revisões.
Bem como a maioria das promessas para o ano que vem, não há grandes segredos na jornada para se tornar um storyteller. Se você já lê o blog ou faz nossos cursos, está no caminho certo. Ainda que, se você já está nesse caminho, sabe que aprender a contar realmente uma boa história não coube em uma promessa para 2013, nem caberá tão só em 2014. Por isso, mãos à obra!

POR QUE OS VALENTÕES FAZEM TANTO SUCESSO (PARTE FINAL!)


Leia as partes anteriores desta série de artigos:

BADASS WAY OF LIFE
Descobrimos ao longo dos outros dois artigos que os badass têm um alguns ingredientes de perversão, mas que no fundo eles são bons neuróticos obsessivos como todos nós. Mas, será possível ser um valentão a vida toda?
A resposta é não. Se o personagem não vive num cenário extremo como um apocalipse zumbi ou uma guerra, ações impulsivas geralmente não são apoiadas pela sociedade. Na versão mais recente do Batman os filmes nos contam que Bruce Wayne vestiu a capa e o capuz por um período bem curto de tempo, logo um valentão da vida real teria boas histórias para contar par os seus netos (se chegasse a tal idade), mas não teria uma aventura todo dia. Por isso, os badass mais realistas têm suas histórias contadas em períodos bem curtos de tempo, como faz a série 24 Horas onde acompanhamos o agente Jack Bauer em um dia extremamente agitado, ou seja, uma excessão de sua rotina.
É importante ressaltar que precisa haver consequências para as ações do valentão. Ele tem que pagar o preço de se arriscar tanto. Na maioria dos filmes de ação, entre as explosões e tiroteios sobra pouco tempo para o desenvolvimento do personagem, mas o público sabe reconhecer um valentão pela forma como ele lida com as consequências de suas ações e quanto mais problemas ele tiver por conta de suas atitudes, mais carismático ele se torna.
Portanto nessa série de artigos aprendemos que um valentão parece um perverso porque sempre faz o que for preciso pra alcançar os seus objetivos, mas que sofre as consequências porque é um neurótico obsessivo e por isso tem uma consciência que pesa. Também vimos que não se pode ser um valentão o tempo todo, a não ser que você viva num mundo conturbado.

POR QUE OS VALENTÕES FAZEM TANTO SUCESSO? (PARTE 2)



Vamos continuar explicando a luz da psicologia por que os valentões fazem tanto sucesso. Na primeira parte que você pode ler aqui, explicamos por que um dos ingredientes de um bom valentão é uma pitada de perversão. Agora entenda o que a obsessão tem a ver com isso:
PARTE 2:
Além da fixação do objeto de desejo, como vimos no artigo anterior, a perversão está conectada a ausência de culpa mesmo diante dos atos mais macabros, o que tira o seu carisma. Então em geral os anti-heróis como eu e você são neuróticos. Mais especificamente neuróticos obsessivos onde há uma idéia de fixação do objeto de desejo, assim como na perversão.
Porém, eles têm em sua personalidade conceitos de moral e ética, ao contrário dos perversos e a transgressão destes conceitos pesa em sua consciência, o que torna o personagem mais cativante.
Um neurótico obsessivo irá ter objetivos claros e transgredir regras para alcança-los, o que o torna forte. Mas haverá momentos de vacilo em que ele irá refletir sobre seus atos e arcar com as consequências. O perverso não tem esse momento de reflexão porque é um sociopata, ou seja, incapaz de viver em sociedade.
É por isso que personagens como o serial-killer Dexter, apesar de serem “diagnosticados" como perversos em suas histórias são na verdade neuróticos obsessivos, pois em algum momento refletem sobre seus atos. Enquanto outros como o doutor Hannibal Lecter geralmente são vistos como vilões ou personagens secundários, porque não existe possibilidade deles hesitarem em suas ações pois são sociopatas.
Descobrimos até aqui que ser um valentão é diferente de ser o perverso, apesar de ambos compartilharem traços de personalidade. Mas será que é possível ser um valentão durante todo o tempo? Descubra na última parte do artigo!

Fique ligado no site!

POR QUE OS VALENTÕES FAZEM TANTO SUCESSO? (PARTE 1)



As vezes eles apenas têm gênio difícil, como mau humorado Doutor House, o escritor Hank Moody, ou o detetive Sherlock Holmes. Podem ser mal encarados como os personagens dos filmes de ação de Stallone, Van Damme (e cia.) ou até valentes cowboys como Clint Eastwood. Mas uma coisa é inegável: os valentões fazem sucesso! Mas por que esses personagens são tão bem-sucedidos?
Na primeira parte desta série de artigos explicaremos a luz da psicologia porque a “perversão” é uma das chaves para entender os valentões:
PARTE 1 - A PERVERSÃO
Para Freud existem três formas de funcionamento da mente: Neurose, Psicose e Perversão. Para o pai da psicanálise tudo depende da forma como gerenciamos nosso desejo. 
Nós, as pessoas ditas “normais”, somos neuróticos. Ou seja não sabemos direito pra onde o seu desejo aponta. Por isso nunca estaremos satisfeitos plenamente. Esse é o maior motivo pelo qual as pessoas procuram terapia: não saber o que realmente queremos.
Já o perverso tem o desejo definido. Ele sabe exatamente o que quer e como quer e só se satisfaz daquela forma específica. Um serial killer muitas vezes é um perverso. Por ter seus desejos bem definidos eles têm seu próprio sistema moral, e se consideram acima da lei e de qualquer opinião que não seja a sua própria.
No entanto, por mais que você entenda que a perversão é uma doença psíquica, todos querem saber que os satisfaz e acabam invejando a perversão.

Muitos desses personagens “badass” apresentam características dessa patologia psíquica. Porém, em sua maiorias os valentões não são perversos, mas sim obsessivos, e esta é uma forma de neurose. Quer saber por quê? Confira na próxima parte desse artigo!

STORYTELLING E A PSICOLOGIA



Olá, sou Tiago Cabral, o “novato”do site. Sou psicólogo e (pretenso) escritor. Vim parar aqui a convite do nobre Fernando Palácios pra conversar um pouco com vocês sobre Storytelling e sua relação com a psicologia! O que essas duas práticas teriam em comum? 

Antes disso muita gente sempre se pergunta "o que raios é Storytelling"? Com uma pesquisa no Google qualquer um descobre que é um daqueles termos de publicidade. No entanto, ele é algo que faz parte da natureza humana: é a arte de contar histórias.

A simplicidade do termo nos faz subestimá-lo por alguns instantes. Mas não se engane pela simplicidade da definição, afinal você pode definir a medicina como "a arte de curar pessoas", e mesmo assim a  prática não vai ser algo simples. Ao estudar o assunto me descobri um “storyteller” sem saber. Muitos dos livros recomendados eu já havia lido e usava muitas das técnicas que citavam em meus textos.

“Storytelling? Isso é desculpa pra vender workshop” eu mesmo já disse. Até que num livro li que "saber apreciar uma música tocada num piano não te torna um pianista”.  Ou seja, ser capaz de apreciar um bom livro não significa que você possui as ferramentas pra escrever!

"Mas o que isso tem a ver com psicologia social?"

Como eu disse eu sou psicólogo. Atendo a crianças e adolescentes e suas famílias e as vezes é necessário “ensinar” as pessoas a lidar com determinadas situações. E o método mais prático que encontrei de fazer isso é contando histórias!


E eu só sei disso porque eu aprendi com o storytelling que a maioria dos mitos tem por objetivo passar conceitos de moral. As histórias ajudam a definir quem somos, e também influenciam diretamente na nossa comunicação. Seja na psicologia ou em qualquer outra prática social.