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O storytelling tem tudo para potencializar todos os resultados da sua empresa, e o melhor só é preciso começar com uma boa história

Contar histórias é quase inerente a nossa natureza humana, mesmo que pareça o contrário quase todas suas conversões são um compilado de narrativas, umas mais cativantes do que outras. Por exemplo, você conhece alguém que viajou pela Europa inteira e ele começa a descrever todas as cidades que visitou, as comidas que experimentou, fatos interessantes sobre a cultura e por aí vai.
Há dois caminhos a seguir nessa situação, você fica maravilhado ou entediado, tudo vai depender de como as histórias são contadas. O narrador pode ter visitado algumas das maravilhas do mundo, lugares incríveis; porém, se ele não conta as coisas de forma cativante e fluida, provavelmente sua vontade de conhecer esses lugares diminua radicalmente. Pois saiba que nos negócios funciona igual.

Era uma vez um negócio que usou storytelling e cresceu!

Hoje as empresas compreenderam que precisam usar recursos como o storytelling para manter seu público-alvo engajado, e claro para atingir seus objetivos. Contudo, nem é algo tão fácil, uma vez que uma história cativante e engajadora é aquela que consegue causar algum tipo de emoção, pode ser dramática ou engraçada. O importante no  final do dia é criar algum vinculo emocional.
Uma vez criado esse vínculo emocional, o público já engajado terá mais interesse tanto em conhecer sua empresa, como tudo que está por trás dela. Isto aplica para todos seus targets, tanto internos como externos. Quando a empresa tem um colaborador comprometido, ele vai ser o primeiro a posicionar a marca no mercado. Aplica o mesmo para clientes e parceiros.

Da teoria a realidade, como  o storytelling vai alavancar meu negócio?

O storytelling tem um poder revolucionário, ou seja, pode transformar todas as áreas da sua empresa: vendas, treinamento de equipes, elaboração de projetos etc. O primeiro passo é criar personagens que representem a marca, uma vez que para manter cativados aos clientes, é preciso humanizar à marca. Após essa humanização, é essencial se aprofundar em aspetos mais técnicos tanto da narrativa como do design visual.
Já quando o assunto é inovação, o storytelling torna os processos criativos como  o “brainstorming” mais produtivos, uma vez permite que os participantes usem histórias para vender suas ideias, o que permite uma melhor visualização e gerará maior engajamento. No primeiro momento pode ser complexo, uma vez que para ser um profissional da escrita é necessário praticar arduamente, mas a jornada para atingir o objetivo sempre vai valer a pena tanto para o crescimento do profissional, como da empresa.
Certamente, o processo de desenvolvimento das histórias varia entre cada empresa, até entre cada área. O importante é entender que o storytelling está aí para ser um agente transformador e talvez revolucionário, porque que é a vida  e claro os negócios sem uma boa história.

A armadilha das boas apresentações

Quem nunca fez ou participou de alguma apresentação que sentiu que foi eterna e certamente foi zero produtiva?  Quase 99% das pessoas que está no mercado de trabalho já vivencia uma situação igual ou bem parecida. Certamente, não é muito recomendável ser o protagonista desse tipo de situações, mas como evitá-lo? Simples, com o storytelling.
A apresentação de um projeto é um momento crucial para qualquer empresário, independente se a empresa é própria ou de terceiro, todos queremos vender nossa ideia o melhor possível. A questão é que muitas vezes esse espaço acaba se tornando bastante entediante tanto pelo discurso do apresentador, como pela narrativa dos slides.
Tristemente, não há uma formula magica que consiga tornar um projeto interessante de dia para noite. Entretanto, as técnicas e ferramentas de storytelling conseguem otimizar radicalmente tanto a narrativa usada pelo interlocutor, como o arquivo utilizado.
Lembre-se, na sociedade da informação tudo comunica e isso pode alavancar ou prejudicar seu negócio.


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Há diversas definições sobre a técnica, o que, inclusive, é um problema que acaba confundindo o mercado brasileiro.
Essa matéria foi publicada originalmente no Administradores.
Sempre que se tenta restringir algo abstrato a um conjunto de palavras, acaba-se entrando na situação de uma noite fria com um cobertor curto: ou o pé vai ficar descoberto, ou os ombros, ou o conceito vai ter que ser encolhido para caber.
Há diversas definições sobre storytelling, o que, inclusive, é um problema que acaba confundindo o mercado brasileiro. Storytelling é um termo em inglês que traz duas informações fundamentais: Story – que é a construção mental feita de memórias e imaginações que cada pessoa tem sobre uma determinada história – e o Telling – que é uma versão da história expressa por um narrador. Uma só Story pode gerar um grande número de Tellings. O Conde Drácula foi um só, mas muitos autores deram versões diferentes.
Por isso, para algumas pessoas, storytelling pode ser apenas contar uma historinha qualquer. Mas é possível ir muito além. Vale lembrar que a prática de contar histórias é pré-histórica, o que significa que antes mesmo de poderem ser registradas, as histórias já eram transmitidas oralmente. Inventamos o storytelling para não termos que reinventar a roda a cada geração.
Com o passar do tempo, essa prática de contar histórias foi se tornando cada vez mais complexa e até por isso tão difícil definir. Um humorista que conta uma piada está contando uma história tanto quanto um romancista que escreve uma saga com sete livros. Além disso, algumas pessoas vão levar em conta o aspecto emocional que uma narrativa pode promover, afinal, quem nunca foi ao cinema e saiu com um nó na garganta?
Outros autores vão considerar mais o poder de argumentar sem ter que racionalizar, já que você só conta uma história e deixa que a audiência decida por conta própria o que fazer com essa informação que foi transmitida.
Quem assiste aos seriados modernos como Dexter, Dr. House, Homeland, Game of Thrones, House of Cards, Breaking Bad e tantos outros, sabe que é difícil decidir se o protagonista é “bonzinho ou malvado”, se ele está certo ou errado. Essas decisões os roteiristas e diretores deixam para a audiência responder.
Storytelling como disciplina empregada pelas organizações e seus prestadores de serviço é algo mais recente, surgiu inicialmente nos relatórios de tendência internacionais como Iconoculture, WGSN e Trendwatching em meados de 2005. Até por isso complica ainda mais sua classificação.
Muitos autores consideram o storytelling como uma ferramenta para marcas e negócios. Há os que focam no storytelling como o registro de relatos de histórias de um determinado público. Existem estudiosos especializados em narrativas como forma de aperfeiçoar a comunicação. Finalmente, muita empresa vai dizer que “fez um storytelling” porque isso ajuda na hora de divulgar. Soa como algo “in”. Esse processo começa nas agências, que conseguem aprovar o projeto com o cliente com mais facilidade ao dizer que “isso aqui não é um projeto qualquer, é um projeto de storytelling”.
Esse é o problema de aplicar storytelling como um instrumento ou ferramenta: a empresa irá compreender apenas uma parte de um composto de técnicas. Storytelling vai muito além da utilização do léxico, do uso de um personagem, de expressão através a linguagem de quadrinhos ou de transmitir uma mensagem com começo, meio e fim ou mesmo de fazer um videozinho emotivo. Pensar storytelling como uma ferramenta pontual é como comprar um aparelho celular, mas não contratar uma operadora.

Até por isso prefiro a definição de que storytelling não é apenas contar histórias. O Storytelling - escrito assim, com S capitular - é uma metodologia que implica saber contar uma história fabulosa, de forma fantástica, com um propósito messiânico. O que quero dizer com isso é que não basta contar de qualquer jeito uma história aleatória que não leve a nada.

Para ser prático, aplico sempre dois critérios, um para a audiência e outro para o executivo. Para a audiência pergunto: se você tivesse pago para ler/ouvir/ver essa história, você recomendaria aos amigos ou pediria o dinheiro de volta? Para o executivo pergunto: essa história traduz o diferencial do seu produto e o valor da sua marca? Se o executivo não responder sim duas vezes e a audiência não recomendar, não considero que seja Storytelling com S capitular.

Com esse critério, podemos dizer que o Storytelling ainda engatinha. São poucos os cases que realmente conseguem passar por esse filtro.

Fernando Palacios - um dos pioneiros de advertelling e branded content no Brasil. É fundador da Storytellers, o primeiro escritório especializado do Pais. Implementou o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling na ESPM-SP. Desde então ministra palestras e cursos no Brasil e internacionalmente, somando, até o momento, mais de 60 apresentações.



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