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Como desenvolver uma verdadeira Identidade Humana para seus personagens



Ser crível ou não é mais do que uma questão de um personagem se parecer com o mundo real, é fazer ele parecer real nas condições dramáticas em que a fantasia criada no seu texto proporciona.  Isso pode conferir a ele o que Stan Lee chama de Identidade Humana.

O termo não poderia ser mais adequado para o autor, que ganhou a vida e os fãs construindo identidades superpoderosas. Basicamente essa identidade é conquistada quando o personagem está enraizado em vários conflitos sociais, relacionados a grupos como a família, a escola, o clube (de xadrez, de atletismo..), ou seja, quando o personagem tem uma vida ao seu redor que está tão impregnada a ele, que transborda de alguma forma para a audiência.


Quando Fernando Palacios diz "todas histórias são sobre humanos" é exatamente sobre isso que ele está falando. Você pode escrever uma história sobre duas caixas de leite, mas de certa forma vai precisar colocar assuntos relacionados a nossa humanidade. De repente o amor, e elas se apaixonam... pronto, está a dois passos de criar empatia com o público.

Vale muito a pena assistir este vídeo aonde o criador de vários heróis lendários explica um pouco sobre como ele pensaram nos problemas que estariam na vida de cada um deles, em especial o Daredevil (o Demolidor).


 

SUPER-HERÓIS CONQUISTAM A LITERATURA



É fato que Hollywood foi invadida pelos Super-Heróis. Emplacando sucessos atrás de sucessos, os heróis de capa estão enchendo cada vez mais os bolsos dos executivos e atraindo multidões aos cinemas, mas parece que agora essa tendência também está se aplicando a literatura!

Sucessos originais como o livro Wild Cards de George R.R. Martin (autor também de Game of Thrones), e até mesmo adaptações como "Os últimos dias de Krypton" ou "Wayne de Gothan" dentre vários outros têm mostrado que super-heróis vendem muito mais do que revistas em quadrinhos e ingressos de cinema!

Parte desse processo transmidiatico se dá por conta do amadurecimento das histórias, um movimento iniciado por autores como Neil Gaiman e Alan Moore que perceberam que assim como seus leitores, os personagens de histórias em quadrinhos também precisavam se tornar mais adultos. Um processo que não só atraiu mais leitores, como a atenção da grande mídia que acabou por captalizar ainda mais os super-arquétipos dos quadrinhos em forma de filmes que geralmente agradam a toda a família.