Vídeos que fazem Chorar e o Storytelling Asiático

Vídeos que fazem Chorar e o Storytelling Asiático | Storytellers

Os asiáticos têm grande tradição na arte do storytelling, desde o épico Gilgamesh na Suméria – uma das demonstrações mais antigas dos princípios do storytelling – até os quadrinhos e animações japonesas, com destaque para Hayao Miyazaki – por sua vez inspirado pelo lendário diretor de cinema Akira Kurosawa – passando ainda por As Mil e Uma Noites (uma estória sobre estórias, de vários lugares da Ásia) e também pelos característicos filmes ‘Bollywoodianos’; é inegável a efervescência das estórias nas culturas asiáticas.
Porém, o assunto aqui se foca em um storytelling asiático que tem conquistado o mundo em um campo que não é nenhum dos citados, Publicidade e Propaganda, e através de um meio de propagação viral, a internet. É provável que você já tenha visto algum vídeo bem emocionante de origem asiática no YouTube ou no Facebook. Também é grande a possibilidade dele ser da Península da Malásia (Tailândia, Myanmar, Malásia e Singapura). Quer um exemplo?



O anunciante do vídeo acima é a Bernas: uma ex-estatal da Malásia privatizada em 1996, responsável pela indústria de arroz no país, da agricultura à acessibilidade ao povo; mas se você nunca havia visto esse acima, pode ser que já tenha se emocionado com este outro comercial exibido em Hong Kong da empresa de seguros de vida MetLife (dos Estados Unidos):




Uma coisa que chama a atenção é a enorme valorização da família, não aquela família asséptica que recebeu o apelido “família de margarina”, mas famílias com altos e baixos de uma intensidade “tearjerker” (em bom português: “tente não chorar!”).

Robert McKee fala disso, que a história é construída com Valores variando entre suas cargas negativas e positivas, exigindo ações dos personagens. Outros princípios do storytelling são identificáveis. Não vou me alongar nisso porque falam por si só. 

Dizem que as exceções confirmam a regra, então, segue agora um vídeo que é mais sobre um homem que vive sozinho, não em família:




Bem, pode-se dizer que ele tem uma família afinal, e nutrem grande carinho. Esse comercial Tailandês é de uma série de propagandas nesse estilo chamada Thai Good Stories, da companhia de seguros Thai Life. É a segunda empresa de seguros citada aqui, então vale lembrar que temos uma brasileira de seguros e saúde que também conta com bons comerciais de apelo emocional, a Unimed.

Talvez, as empresas mais ligadas a alimentação, saúde e seguros – me lembro das bases da pirâmide de Maslow, necessidades Fisiológicas e de Segurança – sejam as mais beneficiadas de um storytelling carregado de drama, enquanto outros ramos se dão bem com comédia, ação, aventura ou algum outro gênero. 

Para quem leu até aqui ou apenas viu os vídeos e gostou, segue mais um, da True Move, uma operadora de celular da Tailândia – diga-se de passagem que telefonia já se encaixa num setor acima nos degraus da Pirâmide de Maslow, as necessidade Sociais, que mesmo mais longe da base ainda fazem bom proveito das fortes emoções:




Lembrou de algum outro comercial nesse estilo? Mande nos comentários, mesmo que não seja asiático. E compartilhe sua opinião sobre as ideias desse artigo também!

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