Tema e História

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Antes de termos fundado a Storytellers fizemos uma varredura em praticamente tudo que estava sendo falado sobre como storytelling e mundo dos negócios podem convergir. O fato de o Palacios ter defendido uma monografia sobre o assunto na USP ajudou bastante.

Por causa da escassez de coisas sobre o assunto no Brasil, tivemos que importar algumas dezenas de livros, e lê-los, claro. Na Europa e Estados Unidos há uma série de autores que falam sobre storytelling e recursos humanos, storytelling e palestras, storytelling e cultura corporativa...mas pouco, muito pouco, sobre o que mais nos interessava: storytelling e marketing.

Uma das poucas pessoas que tocam no assunto de forma consistente é o guru (no bom sentido) Seth Godin, que escreveu um livro sobre isso e diariamente nos presenteia com reflexões interessantíssimas em seu blog. Depois do Post Secret, pra mim é o melhor blog da internet.

Apesar de vários raciocínios interessantes, o problema é que Seth Godin confunde storytelling com tematização. Para ele uma rede de lojas temáticas está contando uma história. Por exemplo, uma churrascaria com garçons vestidos de gaúcho estaria contando a história de um churrasco típico do pampas.
Tematização é importante, e é louvável uma empresa que consiga fazer isso direito, verdadeiramente "respirando" seu próprio conceito. Mas isso não é história. História tem começo, meio e fim. História tem personagens complexos. História tem movimento. A única coisa que um tema tem em comum com as histórias são os detalhes. De resto, temas têm mascotes, e não personagens, temas estão parados, não se movimentam. Temas só têm meio, quando muito um começo, mas praticamente nunca um fim. Histórias conectam pessoas. Temas, quando muito, despertam boas sensações.
Tendo isso em vista, ontem o Seth Godin escreveu um post muito bom sobre storytelling. Três palavras-chave: ponto de vista, dispersão e engajamento. Segue trecho essencial.

Every person in the market has a worldview when it comes to what you're selling. It might be, "I don't care about that," or it might be, "all big companies are evil" or it might be, "I love new stuff."

When your story aligns with my worldview, we have something to discuss. When it doesn't, you're likely to be invisible.

A worldview is a lot like the strings on a piano or the cables in a bridge. When it hits something that is of the same frequency, it resonates. The cause and the effect embrace each other and the story sticks, and spreads.

It's essentially impossible to tell a story to an entire population and have it resonate with all of them. The global warming story, for example, has influenced some people a great deal and been dismissed out of hand by others.

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