... min de leitura


Aeroporto Leonardo da Vinci, Roma.

Uma loja recém inaugurada da Moleskine. Fotografei o piso na entrada. Gravado no chão, em tipografia impecável: stories.

A marca tem história de sobra. Cadernos que passaram pelas mãos de Hemingway, Picasso, Chatwin. Um patrimônio narrativo que a maioria das marcas pagaria fortunas para fabricar.

E mesmo assim o que estava no piso era a palavra. Não a história.


A diferença entre ter histórias e fazer storytelling

Usar "stories" como elemento de identidade visual é o que chamamos de Nível 1 de sofisticação narrativa: fragmentos.

Fragmentos são técnicas de storytelling usadas de forma pontual, sem sistema. Uma palavra aqui, uma referência ali, um "fundada em 1888" no rodapé do site. Não é errado. É incompleto.

É como um craque de futsal que chuta bem, mas nunca jogou num time com esquema tático. O talento existe. O que falta é o sistema que transforma talento em resultado replicável.

A Moleskine tem o raw material. Tem story.

O que o piso demonstra é que o telling ainda funciona no modo aleatório.


Storytelling como tecnologia, não como decoração

Existe uma distinção técnica que muda tudo: Story é a matéria-prima. Telling é a engenharia de entrega.

Ter uma história poderosa não garante nada se o telling não souber quando revelar, o que omitir, como gerar tensão, onde colocar a virada, como transformar um dado em emoção e uma emoção em decisão.

O storytelling no nível de tecnologia não é uma frase bonita no piso. É um sistema operacional. É o que define a cultura interna, o discurso de vendas, a peça de comunicação, o onboarding de novos colaboradores, a conversa do CEO no palco, e o post de segunda-feira nas redes sociais.

Tudo conectado. Tudo coerente. Tudo intencional.

Quando isso acontece, a marca não conta histórias. A marca se torna uma.


O que os cursos da Storytellers ensinam

Há 20 anos a Storytellers treina profissionais para operar storytelling como tecnologia, não como enfeite.

Não são cursos de "como falar bem". São cursos de engenharia narrativa.

Três formatos, para perfis e ritmos diferentes:

Storytelling Super Intensivo — 6 horas. O essencial destilado. Já foi aplicado em Boticário, Natura, Procter & Gamble, WWF, Wieden+Kennedy, e em universidades internacionais como a PUC do Peru e a Universidade da Beira Interior em Portugal.

Storytelling Intensivo — 15 horas, em parceria com a ESPM. Treze edições. Um recorde que se explica por si.

Storytelling Extensivo — 40 horas com a ESPM, dois meses, trabalhos dentro e fora de sala. Para quem quer de fato dominar o ofício.

Quer saber qual formato faz sentido para você ou para o seu time? Entre em contato: contarei@storytellers.com.br


A Moleskine tem histórias que a maioria das marcas jamais vai ter.

Só falta o sistema para contá-las de verdade.

Abraços do Palacios.

Comentários