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O Facebook já está testando  num novo formato de post, o modo "história", onde o usuário poderá criar apresentações de Slides que serão semelhantes aquelas que a rede social cria no fim do ano para lembrar os melhores momentos dos usuários.

Porém, ao contrário das apresentações de fim de ano que são automáticas, o usuário escolheria as imagens e os textos a serem apresentados.

Ou seja, neste novo formato de postagem, o usuário poderá criar narrativas usando sequências de fotos e textos! Ano entanto, a novidade ainda não tem data para ser disponibilizada para os usuários.

E aí, Storyteller, já consegue imaginar as possibilidades narrativas para esta nova ferramenta oferecida pelo Facebook?



Já imaginou se você perdesse a memória? Acordar pela manhã e não reconhecer seu pai, nem sua mãe, nem seus amigos ou irmãos? Olhar no espelho e não saber quem é?

O que nos faz ser o que somos é o passado e o passado é feito de histórias. Aquela vez que vez que fomos a praia com os amigos e machucamos o pé tentando jogar bola descalço. O dia do seu aniversário em que a luz acabou e festa no fliperama virou um jantar a luz de vela com direito a história de terror. O dia em que saímos do trabalho e fomos beber com o chefe. Tudo o que somos hoje é resultado de uma história, afinal não existe jeito melhor de lembrar do passado, nem de sonhar com o futuro. 

O facebook está tentando há algum tempo mexer com essas histórias. Recentemente trocaram o "no que você está pensando" pelo "conte a sua história" e a própria linha do tempo se revelou uma ferramenta interessante para contadores de histórias criativos. Agora, para promover uma de suas ferramentas o facebook decidiu brincar com a questão das histórias e dessa vez eles acertaram no storytelling. 



A história é boa, rápida e bem contada, o vídeo começa mostrando o personagem andando de costas o que  mostra o seu "uniqueness", ou seja, aquilo que é característica única daquele personagem. A ferramenta e a marca entram sem forçar a barra, mas sem se esconder, de maneira natural, como algo que faz parte da vida de todos. Após sofrer e buscar maneiras de lidar com a sua situação o rapaz descobre uma maneira nova de usar a ferramenta. Achei legal a ideia de mostrarem um utilidade diferente para a "produto" sem querer fazer com o que ele seja o salvador absoluto da pátria mas mostrando claramente o que ele realmente é: uma ferramenta que depende do usuário para se tornar extraordinária.

Temos conflito e personagem, temos a jornada desde o mundo "normal" pela transformação e a volta ao mundo "normal" com o personagem agora transformado. Temos o produto e a marca bem posicionados na narrativa e somos envolvidos pela trama. O Facebook realmente mandou bem nesse case! 


Para quem acompanhou  a história da Nokia na semana passada, leu o post com algumas considerações técnicas de storytelling do case, que não deu tão certo quanto podia ter dado. Aqui vai mais um exemplo de storytelling feito por marcas de celular. A Nokia já foi, agora é a vez da Samsung.

E se você acordasse da sua soneca diária no metrô e estivesse no futuro? - Já começamos com uma sinopse  bem elaborada. O vídeo começa com a fotografia típica de um sci-fi moderno, o azul, cor usada pela marca, está presente desde o começo, o que já nos ajuda com a inclusão da marca na história.

O rapaz se levanta e apresenta o universo, sem nenhuma palavra dita, andando pelo metrô, olhando para as pessoas e os lugares. Vocês lembram do "show, don't tell" tão importante no storytelling? Pois é, o vídeo faz isso muito bem.

Os personagens são bem desenvolvidos, desde as roupas até suas reações em relação as situações nas quais são colocados, as atitudes de cada um deles condizem com aquilo que esperamos desde suas apresentações. O malvado é malvado, mas tem seu motivos para ser, o mocinho é o mocinho e tem um desafio: entender o que está acontecendo. A mocinha é só a mocinha, mas tem um problema: a relação amorosa com o vilão. E no fim de tudo, mas não menos importante, o artefato (sim o Galaxy S III) é o único meio de comunicação entre o mocinho e a mocinha e que, para fazer a narrativa mais interessante é o celular do vilão que acabou se perdendo e parando na mão do nosso "herói".

Ficaram curiosos para saber como isso tudo acontece? Pois é, entrem na página do facebook e assistam ao vídeo, ou melhor, participem dele já que além de tudo, o vídeo é interativo. A parte da interatividade, na minha humilde opinião de aprendiz, poderia ter sido melhor explorada, mas no fim das contas a Samsung fez a lição de casa e apresentou uma ótima ação de storytelling, com uma boa história, bem contada, por personagens consistentes, um universo bem desenvolvido e, é claro, com uma boa apresentação do produto como artefato participante da história. Parabéns para a Samsung e para a CuboCC pela ação e pela história, mas agora fica a pergunta: será que eles vão continuar a história ou o universo fica por ai mesmo?