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Pouco tempo atrás fui dar uma palestra em Brasília para membros e assessores do Senado. Além do que foi falado na palestra, a viagem rendeu também uma entevista para a TV Senado.

Nessa entrevista explico um pouco sobre o que é Transmídia Storytelling, suas origens e quais usos podem ser feitos por políticos e empresas.
http://bit.ly/qh2f5o
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Trata-se de um assunto novo e que você pode aproveitar para conhecer mais nas férias:


INOVAÇÃO EM STORYTELLING – DO BRANDED CONTENT À TRANSMÍDIA
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Hoje a LEGO vai contar como conectar fãs e clientes.

Essa e outras histórias na ESPM.

Inscrições por aqui:
http://bit.ly/iKHIFy

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Entrevista para o Programa Cidadania,  disponível no site da tv www.senado.gov.br/tv em que Fernando Palacios fala sobre transmídia e storytelling para o Jornalista Armando Rollemberg.
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Storytelling nas corporações é uma forma de inovação. E como toda inovação, ainda está se descobrindo.

No meio de tanta gente tateando modos de usar essa inovação, já vi até gente usando o termo 'history telling' ao narrar pequenas metáforas.

O que importa no início é a vontade de fazer diferente.

O que importa no meio do caminho é a vontade de fazer bem feito.

O que importa, no final, é seguir uma lógica de inovação.


É a vanguarda que confronta o status quo. 


A inovação apresenta as ferramentas para isso.

Vencer aquilo que 'sempre foi feito desse jeito'.


E finalmente o diferente triunfar sobre o tradicional. 


E hoje a ESPM apresenta uma oportunidade imperdível:
UM POCKET DE INOVAÇÃO
Time
Wednesday, July 13 · 7:30pm - 10:30pm

Location
ESPM
Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 - Auditório Philip Kotler
São Paulo, Brazil

Created By

More Info
Inscrições - http://bit.ly/j2MEQh
Mais informações: centralinfo@espm.br | 11 5085-4600
O evento é Gratuito, mas as vagas são limitadas!

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Mais uma resposta à @quelalmeida. No post sobre histórias que as marcas contam ela perguntou sobre o controle que o autor pode ter sobre a história.



Ela foi mais específica na questão "no caso do autor-gestor de marca que precisa coordenar as ações e a jornada da marca para que elas contem uma história. história essa que sofre interferência do público/consumidor, dos clientes, dos concorrentes, do mercado.
e a minha pergunta: é possível ter controle sobre isso? o que você acha?"

Acho que vale aprender com o que temos de mais industrial em confecção de histórias: as novelas. Um autor de novelas concebe 18 mil páginas de história. Ele organiza núcleos com dezenas de personagens que vivem um entrelaçar de tramas. Uma exigência técnica para poucos. O autor e sua equipe de escritores e pesquisadores investem até nove meses de suas vidas numa dedicação exclusiva à história... e sem tirar os  olhos da audiência.

A interferência da audiência
A parte mais árdua da novela é a necessidade de ser escrita durante as gravações. A reação da audiência pode exigir a alteração de toda a história. Personagens que morrem prematuramente. Situações previstas deixam de acontecer. O autor de novela portanto tem os mesmos desafios de um autor-gestor, só que numa escala muito maior, já que sua história atinge uma média diária de 5 milhões de pessoas... cada vez mais difíceis de agradar.


O segredo nos autores de novela
Além da dedicação de alguém fanático pelo que faz, os autores contam com uma arma secreta. O termo técnico é escaleta, que vem literalmente de esqueleto. É o resumo dos acontecimentos de cada cena de um capítulo. Vale ressaltar que esqueleto não é corpo. Escaleta não é história. E o que prende uma porcentagem dos brasileiros diante da TV todos os dias é a história. Se uma marca quer cativar seus consumidores, precisa fazer o mesmo.

A história e suas tramas
As tramas são cabides para pendurar a história. É o plot da moça que esconde um envelope MacGuffin de dois perseguidores. A história narra quem é a moça e por que o envelope é importante. Histórias são feitas de jaquetas de couro, lábios que se tocam, fotos antigas. É o encadeamento de coisas com significado. Plot é o composto lógico de ideias, sem emoção. O problema de grande parte das narrativas de marca é que elas não se desenvolvem além do plot.

Posso ter deixado a impressão de que quem manda nas histórias não é o autor, mas audiência que a consome. Não para o autor experiente. O mago que domina seus feitiços nunca perde a rédea de sua audiência.



O bom exemplo de Lost
O seriado Lost deu muitas aulas de como manobrar a opinião da audiência. A primeira foi logo nos primeiros episódios ao apresentarem o badboy da turma. A audiência refutou o personagem Sawyer. Milhares de cartas e emails de fãs foram enviados à produtora. Ninguém se importava com ele. Melhor que fosse morto por algum animal da ilha. Os autores, muito astutos, mostraram um acontecimento marcante do passado do personagem: quando criança viu o pai assassinar a mãe e depois se suicidar. Lágrimas nos olhos. Pronto. Bastou uma cena e o personagem caiu nas graças da audiência. Eis o poder do feiticeiro experiente.


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Herdamos dos antepassados a mania de sentar em roda pra conversar. Foi ao redor de uma fogueira que eles decidiram deixar as cavernas e ganhar o mundo. De lá pra cá muita coisa mudou.

Mudou até o hábito de sentar em círculos. Cada dia que passa as pessoas têm seus rostos iluminados não pelo fogo, mas pela luz que irradia de seu monitor. Dá pra dizer que os monitores são a fogueira contemporânea?

Para essas e outras questões, abrimos um grupo de discussão sobre storytelling no Facebook (a Ágora moderna?). Quem quiser participar é só passar por lá: http://on.fb.me/pvokYx

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This post was originally written for The Truth Series and now is being dedicated to those of you who suffer from Google Translations.

This is the view of someone who was an insider and now is an astronaut. Advertising and Digital agencies in Brazil don't earn from ideas, they profit from buying media. The creative pieces come as if packed in a Happy Meal.

However there’s a shift going on. Simple ads are losing their power. Agencies are putting effort to create interesting contents. But when advertising talks about content, it should ensure entertainment. Otherwise... otherwise nothing. People will just ignore it.


Content + Entertainment
can be done in many ways. One can make a bet in sports, as Red Bull does. The ones not into gambling can convey the message in a more orchestrated way: storytelling.

Stories can tell anything just by showing it, in a very emotional way. Storytelling can create struggles and counterpoints to explore each corner of a message making it much more edible, even delicious.

There's only one problem towards storytelling: it requires a lot of craft, including a rare know-how and the development time of a pregnancy. The author have to see the story by its most appealing angle along with the skills to tell it in the most seductive way.

The other side of the coin about storytelling is that it competes against other stories. In this scenario, agencies who crave prizes will go to Cannes Festival, but won't be looking for lions.

The Sphinx’s question
'How the agencies can be deep in storytelling when working along corporate deadlines?' After all, even a book takes over a year from the idea to the shelves. A movie can take up to three.

My guess: brands will have their storytelling specialists to gather inside stories while agencies will grow their own fictional universe. All agencies will become a Marvel or a Pixar of sorts. Thus agencies will lend their characters to make the brands’ stories shine brighter: as bright as a Palme d’or.


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Quem nunca ouviu alguém falar algo como "se tudo der errado, vou vender coco na praia“, ou melhor, quem nunca disse algo como "cansei dessa vida, quero abrir uma pousada na Bahia"? É quase que um arquétipo de "aposentadoria perfeita".

Essa é a história do Titus, que um dia cansou de ser acordado no meio da madrugada com as ligações do seu chefe e resolveu investir num sonho: vender água de coco na praia. Decidido, resgatou suas economias e foi para o litoral montar uma barraquinha. Chegou lá abafando, seguro de que tinha tomado a melhor decisão de sua vida.

Ao chegar na praia em que planejava se estabelecer, viu que não estava exatamente num mar de rosas... Já havia uma série de outras barracas, todas com fornecedores amarrados e clientela fiel.

O nosso amigo sonhador tem alguma chance de se dar bem se for adiante em perseguir seu sonho? Sim. Ele pode não ter sido primeiro, mas também não será o último a vender água de coco natural e geladinha. Para aumentar as suas chances de sucesso (ou pelo menos sustento), ele vai precisar resolver todos os problemas - de preferência dentro da lei (até ocorreu o insight de que ele poderia contratar um jagunço pra "limpar" a concorrência, mas o conceito de máfia está um pouco fora de moda. Outro insight foi de burlar impostos, mas logo concluiu que se até a Daslu foi pega...).

Eis um problema simples: como fazer a barraquinha se destacar das demais? Possibilidades existem como grãos de areia:
espalhar panfletos no pedágio ou anunciar na rádio e em outdoors;
oferecer outros produtos além do coco (milho verde, guloseimas etc.) ou até agregar serviços como mesinhas com ombrelones para clientes além de um tapetinho que leve até o mar;
ludicalizar e distribuir jogos de tabuleiro para todos os clientes;
apelar para o preço mais baixo ou fazer uma promoção compre 3 cocos e pague 2;
pode criar um concurso para os filhos dos clientes concorrerem a uma viagem à Disney;
pintar de verde-limão com roxo e abrir à noite como uma espécie de balada;
pode criar um tubarão de pelúcia e dar de brinde para os clientes;
pode patrocinar o réveillon e o carnaval...

Enfim, cada solução promete resultados ímpares no curto, médio e longo prazos. Via de regra, quando uma empresa passa um briefing para uma agência é porque ela tem um problema, quase sempre tático (aumentar vendas de um determinado produto, reconquistar a confiança de um determinado target após uma crise, alterar a percepção de uma marca devido a um reposicionamento de um concorrente, desovar estoques, fazer com que as pessoas tomem conhecimento sobre um assunto etc.), mas também pode ser estrutural (não tem equipe interna, não detém know-how etc.).

No mundo real raramente uma empresa tem apenas um problema. É meio que o oposto disso, na verdade: empresas são fábricas especializadas em gerar centenas de novos problemas todos os dias. Normalmente o controle dos problemas - quais são mais ou menos relevantes e prioritários - é feito pelo pessoal de marketing da própria empresa.

É comum que o departamento de marketing determine um "problema da vez" que, após escolhido, seja repassado a alguma agência fornecedora para que esta encontre uma solução. E é aí que entra em cena o planejamento.

O trabalho do planejamento é analisar o maior número de possibilidades, levando em conta as informações referentes à concorrência, à macroeconomia, aos nichos de clientes e tudo mais que possa influenciar nas soluções sob o ponto de vista estratégico-financeiro e, em alguns casos, até jurídico. E depois de considerar todo o contexto, ele irá sugerir o melhor caminho estratégico para solucionar o problema.

A estratégia normalmente é composto por uma série de táticas, normalmente dispostas em um projeto (também chamado de "plano" e quase sempre feito em power point). Em boa parte das agência, o próximo passo é enviar o plano para a criação aprofundar as idéias e criar as peças. Mas existe ainda um outro tipo de planner, o criativo, que vai um passo além e borda esse conjunto de táticas num tecido maior: o conceito. E o conceito, muitas vezes, pode ser um primeiro passo para o storytelling.

Para finalizar, é bom ressaltar que existem dezenas de especializações de planejadores e, como ocorre com toda profissão, existem profissionais bons e ruins. Um bom planejamento consegue trabalhar mais de um problema por vez, ou pelo menos gerar benefícios em mais de uma frente (por exemplo: conquistar novos clientes e, em decorrência deles, aumentar as vendas).

Então, meu caro Titus, para persistir no seu sonho contrate um bom planejamento... Vai terminar vendendo coco como água.


Esse post é uma homenagem ao @vagasplanner, que mesmo com sua camisa xadrez deve ter tido dificuldades em explicar o que faz um planner. 

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Esse tal de storytelling
Você passou horas numa maratona de Dexter, Doutor House ou Mad Men. Dez episódios se passaram e você continua dizendo 'só mais esse'. E ainda bateu a irritação de pensar que a próxima temporada só no ano que vem. Se você olhar de fora, o efeito da história sobre você até parece bruxaria.

A magia das histórias está na peculiaridade. Ninguém se interessaria por uma aventura de um herói genérico numa missão qualquer. O herói tem que ter RG e personalidade. Se o personagem não for mais interessante do que pessoas reais, por que perder tempo com ele?

E outra: é bom que ele esteja numa missão muito importante. Do tipo que vai decidir o destino do mundo.

O poder dos detalhes
O específico é o que nos enlaça. Mas por não tratar de coisas 'quaisquer', toda história vem amarrada com um risco: o que só a audiência viu.

Cada detalhe conta muito mais do que se imagina. O autor vai todo animado apresentar seu herói. Aí vem a audiência e acha que o mocinho está mais para o bobo da corte. Se é perigoso para o autor, imagina para executivos que buscam glorificar suas marcas.

Storytrends
Storytelling como 'ferramenta corporativa' é uma tendência que vem ganhando força a cada dia. É natural num mundo com tanta informação de pouco significado. Contar uma história para dizer alguma coisa, faz essa mensagem subir um degrau. Fica mais apetitoso para a mente que acompanha a narrativa.

Mas como nada é de graça, ao ficar mais envolvente e interessante, a mensagem passa a concorrer com a Cia das Letras, com a Globo e até com a Pixar. Por subir um degrau, ela passa a concorrer contra histórias. E aí só as melhores se perpetuam. Uma sobrevivência Darwinista.

Técnica do artista
A importância da técnica artística fica evidente na concorrência pela melhor história. Sem o verniz do escritor, poucas histórias têm chance de sobreviver. Por isso que existem ghost writers. Para quem tem bons conteúdos mas não domina a técnica. Mas ainda mais importante é o talento autoral. Em descrever situações intensas, sem jamais deixar de ser sincero nas emoções. É a emoção o combustível das histórias. Para expressar emoção só tem um jeito: sentindo. Se o autor não sente nada, nada passa. A atenção vaga. O canal muda. A página fecha.

Para que o feitiço não volte contra o feiticeiro o melhor é evocar um mago experiente. O Mestre dos Magos, se possível. Quando investir em storytelling, investigue o storyteller. Desconfie do 'consultor', 'palestrante' ou 'professor' que se diz 'especialista em storytelling', mas nunca escreveu uma história. #ficadica


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Se você está interessado em iniciar nas técnicas do artista em contar histórias, aproveite para se inscrever no curso de storytelling durante as férias:

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