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Já faz algum tempo que saiu essa notícia no Game Reporter. A Ubisoft, uma das maiores desenvolvedoras de videogames do mundo, anunciou que colocará legendas em seus jogos. Se você acha que eles querem traduzir os jogos para alcançar novos mercados, errou. A princípio trata-se de uma tentativa para melhor atender os deficientes auditivos dos mercados em que já atuam.
Muito louvável por sinal. Mas o mais interessante é que isso só passou a ser uma preocupação por um motivo simples: os jogos de hoje têm histórias cada vez mais elaboradas. É verdade que muitos dos videogames de "navinha" de outrora também tinham um contexto, mas em termos de jogabilidade bastava sair atirando e explodindo meia galáxia sem precisar saber os motivos disso. Agora a história é outra. Videogames modernos cada vez mais apresentam narrativas complexas, onde cada fase geralmente é precedida por longos vídeos que explicam de onde os personagens vieram e para onde estão indo.
O entendimento dessas passagens se torna cada vez mais importante para que o jogador tenha um bom desempenho e complete os objetivos. Não entender o que está acontecendo pode ter o efeito de perder um capítulo no meio do livro, ou 20 minutos de filmes.
Final Fantasy 7 é um dos melhores exemplos do nível de profundidade a que uma história de um jogo pode chegar. A cena que você vê no vídeo abaixo, a morte da personagem Aeris, é tão impactante para quem está acompanhando a trama que (sem exagero) arrancou lágrimas de muito marmanjo. O jogador entrando na história no papel do protagonista, e não de um mero espectador passivo, explica parte desse fenômeno.
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Game Over
Por Caldinas
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História é estrutura. Começo, meio e fim. Personagens. Objetivo. Obstáculos. E mais alguns outros fatores. Uma boa história se dá quando esses elementos em conjunto formam algo que é interessante para quem está ouvindo, e não para quem está contando. Essa é a parte mais difícil.
A estrutura de história é aplicável em muitos meios, desde o mais tradicional, o meio oral, até os mais modernos, como o videogame. Entre esses dois exemplos há a literatura, teatro, cinema, quadrinhos etc. Mas esse post é sobre storytelling em videogame.
Nem todo videogame conta uma história. Tetris, por exemplo, é puro entretenimento. Por outro lado, há aqueles que são capazes de engajar o jogador de uma forma tão profunda que arranca até lágrimas. Esse é o caso de Final Fantasy VII, para Playstation, jogo que fez muito marmanjo chorar ao ver uma cena, na metade da história, onde uma das personagens principais é assassinada pelo vilão. É um acontecimento totalmente inesperado, acompanhado por uma música triste e dramática. Um momento inesquecível para qualquer um que tenha jogado esse videogame.
Final Fantasy VII deve ter lá seus 10 anos de vida, mas é considerado um jogo moderno em termos de narrativa. Na verdade é um verdadeiro divisor de águas. Antigamente as narrativas dos jogos eram mais simples. As histórias consistiam em um sequestro de uma princesa ou namorada, e na saga do herói (controlado pelo jogador) em seu resgate. Bem machista, mas eficiente. Outra variante era a do vilão tentando dominar o mundo, e o herói fazendo de tudo para impedi-lo.
Muitas vezes o jogador investe horas e horas no jogo, descobrindo cada segredo, explorando um-a-um os cenários, vencendo níveis de dificuldade que beiram o impossível, se doando à história, e aí, no final, tem uma ingrata surpresa.
É a mesma sensação de quando você está assistindo um bom filme, daqueles que prendem sua atenção, e aí, no final, vem aquele balde de água fria. "Pô, mas termina assim? Que ridículo, perdi duas horas da minha vida nisso.". Muita gente sentiu isso no terceiro filme da trilogia Matrix.
Esses casos provam que não adianta nada construir um plotline cativante e não manter o nível até a conclusão da história. As pessoas tendem a achar que se você já segurou a atenção da pessoa por algumas horas, o final é um mero detalhe. Mas não, o final é o que fará a pessoa avaliar se o tempo ali investido valeu a pena ou não.
Para ilustrar o assunto, seguem três clipes com os piores finais de videogame de todos os tempos. Muita gente deve ter jogado os joysticks na parede...
Pense nisso na hora de criar uma história para sua marca ou produto. Nós sempre pensamos.
História é estrutura. Começo, meio e fim. Personagens. Objetivo. Obstáculos. E mais alguns outros fatores. Uma boa história se dá quando esses elementos em conjunto formam algo que é interessante para quem está ouvindo, e não para quem está contando. Essa é a parte mais difícil.
A estrutura de história é aplicável em muitos meios, desde o mais tradicional, o meio oral, até os mais modernos, como o videogame. Entre esses dois exemplos há a literatura, teatro, cinema, quadrinhos etc. Mas esse post é sobre storytelling em videogame.
Nem todo videogame conta uma história. Tetris, por exemplo, é puro entretenimento. Por outro lado, há aqueles que são capazes de engajar o jogador de uma forma tão profunda que arranca até lágrimas. Esse é o caso de Final Fantasy VII, para Playstation, jogo que fez muito marmanjo chorar ao ver uma cena, na metade da história, onde uma das personagens principais é assassinada pelo vilão. É um acontecimento totalmente inesperado, acompanhado por uma música triste e dramática. Um momento inesquecível para qualquer um que tenha jogado esse videogame.
Final Fantasy VII deve ter lá seus 10 anos de vida, mas é considerado um jogo moderno em termos de narrativa. Na verdade é um verdadeiro divisor de águas. Antigamente as narrativas dos jogos eram mais simples. As histórias consistiam em um sequestro de uma princesa ou namorada, e na saga do herói (controlado pelo jogador) em seu resgate. Bem machista, mas eficiente. Outra variante era a do vilão tentando dominar o mundo, e o herói fazendo de tudo para impedi-lo.
Muitas vezes o jogador investe horas e horas no jogo, descobrindo cada segredo, explorando um-a-um os cenários, vencendo níveis de dificuldade que beiram o impossível, se doando à história, e aí, no final, tem uma ingrata surpresa.
É a mesma sensação de quando você está assistindo um bom filme, daqueles que prendem sua atenção, e aí, no final, vem aquele balde de água fria. "Pô, mas termina assim? Que ridículo, perdi duas horas da minha vida nisso.". Muita gente sentiu isso no terceiro filme da trilogia Matrix.
Esses casos provam que não adianta nada construir um plotline cativante e não manter o nível até a conclusão da história. As pessoas tendem a achar que se você já segurou a atenção da pessoa por algumas horas, o final é um mero detalhe. Mas não, o final é o que fará a pessoa avaliar se o tempo ali investido valeu a pena ou não.
Para ilustrar o assunto, seguem três clipes com os piores finais de videogame de todos os tempos. Muita gente deve ter jogado os joysticks na parede...
Pense nisso na hora de criar uma história para sua marca ou produto. Nós sempre pensamos.

