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JĂĄ faz algum tempo que saiu essa notĂ­cia no Game Reporter. A Ubisoft, uma das maiores desenvolvedoras de videogames do mundo, anunciou que colocarĂĄ legendas em seus jogos. Se vocĂȘ acha que eles querem traduzir os jogos para alcançar novos mercados, errou. A princĂ­pio trata-se de uma tentativa para melhor atender os deficientes auditivos dos mercados em que jĂĄ atuam.

Muito louvĂĄvel por sinal. Mas o mais interessante Ă© que isso sĂł passou a ser uma preocupação por um motivo simples: os jogos de hoje tĂȘm histĂłrias cada vez mais elaboradas. É verdade que muitos dos videogames de "navinha" de outrora tambĂ©m tinham um contexto, mas em termos de jogabilidade bastava sair atirando e explodindo meia galĂĄxia sem precisar saber os motivos disso. Agora a histĂłria Ă© outra. Videogames modernos cada vez mais apresentam narrativas complexas, onde cada fase geralmente Ă© precedida por longos vĂ­deos que explicam de onde os personagens vieram e para onde estĂŁo indo.

O entendimento dessas passagens se torna cada vez mais importante para que o jogador tenha um bom desempenho e complete os objetivos. NĂŁo entender o que estĂĄ acontecendo pode ter o efeito de perder um capĂ­tulo no meio do livro, ou 20 minutos de filmes.

Final Fantasy 7 Ă© um dos melhores exemplos do nĂ­vel de profundidade a que uma histĂłria de um jogo pode chegar. A cena que vocĂȘ vĂȘ no vĂ­deo abaixo, a morte da personagem Aeris, Ă© tĂŁo impactante para quem estĂĄ acompanhando a trama que (sem exagero) arrancou lĂĄgrimas de muito marmanjo. O jogador entrando na histĂłria no papel do protagonista, e nĂŁo de um mero espectador passivo, explica parte desse fenĂŽmeno.

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