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O IT Forum ainda não acabou, mas alguns números já conseguem impressionar bastante. Os quase 200 CIOs conquistaram no dia de hoje todos os 25 mil Cards que foram impressos com a narrativa, os territórios de patrocinadores e os objetivos da gamificação. Além disso centenas de badges representando as conquistas individuais em cada um dos domínios de conhecimento do evento foram distribuídos.



As variações de classificação e qualidade dos cards promoveram um tipo de caça-ao-tesouro e uma troca entre os CIOs, promovendo muito mais network. Eles trocavam repetidos e se empenharam em completar o deck colecionável do evento que compõe 56 Cards. Para conquistar os badges eles fizeram várias reuniões nos tempos livres que intensificaram o contato com os patrocinadores do IT Forum 2017.

Conheça mais sobre a gamificação do IT Forum 2017 aqui




Agents of Shield foi um bom seriado. É o que dizem...  mas não agradou tanto assim ou, a parcela de fãs não chegou a "massa crítica" . 

É um consenso que a Marvel acertou em cheio no cinema, mas ainda capenga com a televisão. Afinal é um desafio contar histórias de super heróis sem verba suficiente para efeitos especiais.  Porém a CW com a DC quebrou a regra e apresentou dois sucessos de audiência e engajamento: Flash e Arrow.

Os dois mantém um roteiro que explora a construção dos heróis antes de se tornarem os mitos, mostrando seus conflitos pessoais e seu impacto no ambiente (as cidades). A edição e montagem inteligente conseguiram dar o toque que faltava e fazer tudo funcionar, muito bem. 


O cenário parecia distante para as tentativas da Marvel, Agent Carter o spin off de Agents of Shield também parece bom, mas a gente não ouve aquele clamor em torno do programa.  Quem diria que o jogo iria mudar fora da TV como a conhecemos. 




O Netflix que já sustenta um histórico de acertos em suas produções conseguiu trazer a tona um super heróis que já estava praticamente descartado pelos fãs após um filme com Ben Aflec  que permeava o espírito de comédia romântica: Daredevil, ou Demolidor

No enredo Matt Murdock usa seus sentidos aguçados que adquiriu após ter ficado cego quando criança para combater o crime nas ruas de Hell's Kitchen, bairro onde cresceu em Nova York.


Se você gosta dos Vingadores vai encontrar várias referências aqui, mas a atmosfera é outra. É uma dimensão da história em que superpoderes parecem distantes, mas não deixam de influenciar.  Os acontecimentos como as batalhas em Nova York causaram muita destruição e quem lucrou com isso foram os mafiosos com um esquema de construtoras.  "Cada vez que um desses caras super poderosos destrói um prédio nossos lucros aumentam imensamente" - É exatamente esse pensamento que caras como Fisk tem. 



Apesar de algo no roteiro ainda me lembrar das produções como Arrow, a série tem sua própria personalidade. Aproveitando do parkour, cenas de lutas com coreografias bem feitas e filmadas em plano sequência que deixa tudo mais eletrizante. 

Isso tudo só me faz ficar mais ansioso com as outras produções Marvel/Netflix que vem por aí. Teremos por exemplo, Luke Cage e Punho de Ferro - enquanto sonhamos com um programa para Punisher



É fato que Hollywood foi invadida pelos Super-Heróis. Emplacando sucessos atrás de sucessos, os heróis de capa estão enchendo cada vez mais os bolsos dos executivos e atraindo multidões aos cinemas, mas parece que agora essa tendência também está se aplicando a literatura!

Sucessos originais como o livro Wild Cards de George R.R. Martin (autor também de Game of Thrones), e até mesmo adaptações como "Os últimos dias de Krypton" ou "Wayne de Gothan" dentre vários outros têm mostrado que super-heróis vendem muito mais do que revistas em quadrinhos e ingressos de cinema!

Parte desse processo transmidiatico se dá por conta do amadurecimento das histórias, um movimento iniciado por autores como Neil Gaiman e Alan Moore que perceberam que assim como seus leitores, os personagens de histórias em quadrinhos também precisavam se tornar mais adultos. Um processo que não só atraiu mais leitores, como a atenção da grande mídia que acabou por captalizar ainda mais os super-arquétipos dos quadrinhos em forma de filmes que geralmente agradam a toda a família.


Há um tempo estou para escrever sobre este MMORPG, também conhecido como LoTRO o jogo transmídia do universo do Senhor dos Anéis leva os players de volta a Terra Média para aventuras fantásticas e a gente do blog a discussões intermináveis - perdi a contagem de quantas vezes discuti com o Fernando Palácios os aspectos desse game realmente intrigante.  Se quiser desbravar como os mistérios da narrativa do game acompanhe agora o post!
Lord of The Rings online é um jogo no estilo MMORPG, desenvolvido pela Turbine, e lançado em 24 de Abril de 2007 (na época chamado de Térra Média Online). O jogo narra acontecimentos que acontecem durante os acontecimentos de "O Senhor dos Anéis".  Isso significa exatamente que ele não é uma adaptação, você não vai acompanhar a exata história de Frodo e da Sociedade do Anel. Na verdade aí entra uma ótima estratégia de transmídia: a produtora contratou escritores especialistas na obra de Tolkien para costurar a trama entre a história principal. 
Algumas das várias perguntas que pensamos quando assistimos os filmes ou lemos os livros podem ser entendidas durante o game. O que Radagast o castanho realmente estava fazendo que não pode se juntar a Gandalf na batalha direta contra Sauron? Pois é, no game você descobre isso e passa um bom tempo ajudando ele em suas quests.

O player se torna um tipo de suporte para a saga da Sociedade do Anel, resolvendo problemas para abrir caminhos e aliviar a barra dos bravos heróis e pra que tudo isso funcione de maneira progressiva, as missões foram dispostas nas Quests Épicas divididas em 15 livros.  Realmente a falta de Tolkien escrevendo esse caminho entre sua história original faz uma grande diferença, mas dá pra aproveitar muita coisa e se divertir bastante.


Já no primeiro livro "Shadows of Angmar" você começa a encontrar humanos leais ao inimigo e ajudar Aragorn a impedir que suas forças aumentem. Essas missões somada ao todo da obra de Tolkien torna seu conhecimento sobre a Terra Média uma experiência sem igual.  Toda sua visão é enriquecida com os fatores sociais do tipo conflitos dos povos da Terra Média e quem está por trás da corrupção de cada lugar e cada personagem.

A noção geográfica do mundo também vem a tona, mas isso é uma característica natural de jogos como este. Após um tempo desbravando o mapa é provável que você desenvolva um senso de localização, mas nessa hora a transmídia volta a fazer toda a diferença. Um simples rio que você estaria atravessando a cavalo se torna aquele rio em que Arwen invocou a correnteza em forma de cavalos para levar os cavaleiros Nazgûl para longe e então você percebe que está andando perto das terras antigas dos Elfos. Tudo o que você conheceu antes passa a fazer sentido e a tornar sua experiência com o game melhor.
Ou quando você está em uma instância fora da Quest Épica defendendo uma Torre de vigília contra um Nazgûl e vem a memória que é exatamente a mesma torre aonde Frodo foi ferido pela espada de um dos cavaleiros negros no primeiro filme. 
Só que não adianta ter uma bela história dando suporte para tudo se você não consegue conta-la e criar a emoção e nesse ponto também gosto da Narrativa incorporada de Lotro. (já falamos desse tipo de narrativa por aqui). A remediação da cenas, ambientes e personagens dentro deste game é um caso a parte. Ela intensifica realmente nossas memórias a cerca da obra de Tolkien e agrega esse sentido a experiência do game.  Quando lemos ou assistimos o caminho que Aragorn faz até Rivendel podemos perceber suas dificuldades, não é uma subida fácil é bastante hostil e em certo trecho da conversa com Sam podemos perceber que era um lugar tomado por Ogros e eu convido vocês a experimentarem este mesmo caminho no LoTRO para perceberem que a sensação deve ser a mesma que Aragorn tem viajando a cavalo - aliás se gosta de desbravar o mapa em games de RPG se prepare, pois as viagens em LoTRO podem ser bastantes longas.


Mas não há nada mais dramático neste game do estar sozinho entrando em uma instância cheia de Uruk Hai, marcados de mão branca conversando com algum Nazgûl e quando você se aproxima as bordas da tela ficam claras como se estivessem queimando, mas no fundo você sabe que é porque está sendo observado pelo senhor das trevas Sauron.  Acredito mesmo que a sensação que alguns dos heróis na história original sentia era essa mesma que podemos sentir quando isso ocorre no game.

Existe um problema com a ordem cronológica dos acontecimentos, entre a morte dos anões em Moria (por exemplo) e a chegada da Sociedade do Anel nessas minas. Mas particularmente eu acredito que a não existência de um ritmo progressivo e controlado dentro de jogos de MMORPG ajudam a compensar (um pouco) esse conflito. Afinal você pode passar horas em uma cidade e sentir que isso é alguns meses antes de voltar para a Quest Épica.  Mas LoTRO ainda está longe de ter a narrativa perfeita para os jogos, porém ainda consegue conquistar bastante gente. Esse gênero de jogos no geral está passando por uma certa crise de narrativa e estão tentando se adaptar ou mudar sua forma de contar histórias... e nós acompanhando por aqui.

Quem curtiu e quiser jogar basta acessar http://www.lotro.com/en



A primeira vez que entrei na sala de aula eu estava perdido, não sabia muito bem o que ia acontecer, na verdade eu não sabia muito bem nem o motivo pelo qual eu estava ali, naquele momento, para mim, era simples, eu queria aprender algo novo e o termo “storytelling’ me chamou a atenção. Comprei o caderno no caminho para o curso, em uma papelaria que achei enquanto estava perdido procurando pelo endereço da ESPM. O auditório era grande e estava razoavelmente cheio, os professores andavam de um lado para o outro resolvendo problemas comuns de sala de aula e recebendo os alunos.

Não demorou para que um a um, os três professores começassem  a falar, ou melhor, contar histórias. Foi assim, meio que sem perceber, que eu conheci o poder do storytelling, em uma sala de aula do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM. Devo admitir que também não demorou muito para que eu me apaixonasse pelo assunto e procurasse nos professores maneiras novas de me reinventar e eu acho que nenhum de nós imaginou que aquilo tudo seria, na verdade o começo dessa minha reinvenção.

Cada vírgula virou um desafio,  um pensamento novo, uma maneira nova de construir as coisas na minha cabeça. Começamos simples, pensando em como usar aquela tecnologia para fazer as pessoas se relacionarem melhor com a nossa marca, ideia ou produto e depois passamos para como criar uma história, vimos arquétipos, nome e sobrenome, discutimos a importância de sabermos tudo sobre um personagem, ai nós chegamos a estratégias transmidia, viajamos ida e volta entre o story e o telling de tudo aquilo.

Sai do curso, como muitos outros alunos, cheio de ideias na cabeça e de histórias para contar, pedi ajuda e aos poucos fui trabalhando nessas ideias, percebendo que não podemos nos prender a uma ideia, que o storyteller deve saber quando jogar um papel fora e recomeçar a escrever em um novo. Aprendi que era muito mais difícil criar um personagem do que pensar em um nome e uma data de nascimento, apesar de que isso já é um começo. Estudei, escrevi e aprendi, mas ainda assim não era o suficiente, eu queria mais e por isso me inscrevi de novo, no curso extensivo, mais longo e com espaço para mais prática de toda a teoria.

O extensivo acabou semana passada e eu continuei cheio de ideias, no fim do curso todo mundo contou uma história, cada grupo tinha uma missão e cada missão era mais difícil que a outra, mas entre aliens sarados, acidentes dramáticos de transito, histórias sobre lugares maravilhosos e um circo 100% sustentável nós conseguimos contar histórias que fizeram pessoas se emocionarem, rirem e se divertirem, deixamos uns aos outros com um gostinho de quero mais. Quero mais histórias, quero mais conhecimento, quero mais daquilo tudo, no fim essa história, como toda boa história, deixou todo mundo pendurado em um penhasco, lutando para subir e descobrir como seria o fim dessa jornada e eu acho que ninguém sabe ainda a resposta dessa pergunta, mas uma coisa eu garanto, o primeiro a chegar ao topo vai conseguir contar uma bela de uma história.

Pois é, a verdade é que se tornar um storyteller é um processo, e que todos nós, lá do curso, demos os primeiros, alguns de nós vão usar esses aprendizados para criar campanhas publicitárias, outros para melhorar as apresentações de power point, alguns vão usar pra vender mais e outros pra melhorar o qualidade da venda, não importa onde ou como, saber contar bem uma boa história é uma habilidade útil para muita gente. 

O curso acabou e deixou saudade, mas os nossos mestres storytellers não cansam de ensinar e antes do Fernando Palacios se perder pelo mundo em busca da NovaMaravilha, da Martha Terenzzo decidir mudar o mundo de novo e do Bruno Scartozzoni inventar mais um viagem paro deserto, antes disso tudo eles nos dão mais uma oportunidade de aproveitar o curso e aprender um pouco mais sobre contar histórias em um curso intensivo de storytelling que começa agora, dia 07 de maio de 2012 lá na ESPM, e por experiência própria eu digo que vale a pena coferir.