Desde que comecei com essa história de contar história para marcas eu já vi todo tipo de reação sobre o que eu faço, ou estou tentando fazer. Já vi o desavisado ficar assustado e achar que conto história para boi dormir, já encontrei quem olha para mim como quem vê um unicórnio, já ouvi todo tipo de pergunta, já teve professor de faculdade achando que eu sou roteirista de cinema e é claro, já ouvi milhões de vezes a mesma pergunta: "Mas isso ai funciona?". Toda vez que alguém me pergunta isso eu penso - "funciona, é claro, funcionou pra tudo até hoje, você que não percebeu..." - mas a pergunta que é realmente importante na minha humilde opinião é: Por que isso funciona?

Queria oferecer uma reflexão aos leitores do blog, queria que lembrassem dos melhores filmes que já assistiram, ou livros, ou até revistas em quadrinhos, depois pensem nos melhores anos de sua vida, dias ou meses também servem. Achem o que todas essas coisas tem em comum, pensem em como as descrevem aos amigos quando falam delas. Agora pensem em seus ídolos, sejam eles seus pais, irmãos, cantores ou escritores prediletos e tentem de novo fazer o paralelo com todo o resto. Já descobriram o que eles tem em comum? 

O que liga tudo isso é a emoção, mesmo que sejam emoções diferentes, o melhor ano da sua vida está ligado ao amor, o melhor livro ou filme pode ser sobre esperança ou felicidade, seus ídolos são seus ídolos por que parecem entender suas emoções, dizer com sua arte o que você gostaria de entender e quem sabe dizer também. Histórias funcionam por que são sobre emoção, sobre as emoções que todos nós dividimos uns com os outros, sobre aquilo que nos faz humanos, aquilo que nos faz parte do mesmo grupo independentemente de pátria, religião e até time de futebol. Histórias funcionam pois atingem partes de nossas existências que não costumamos tocar. 

Bom, todo o texto acima surgiu do pensamento de que não adianta apenas contar uma história, criar personagens ou contratar atores e sair por ai achando que inovou na comunicação da empresa e agora vai criar uma legião de evangelistas que irão propagar sua história e sua marca. Para isso você precisa fazer com que as pessoas sintam alguma coisa, é preciso que elas se emocionem e queiram dividir suas emoções com o resto do mundo.  

Foto de "El wayqui" César Villegas



Fotos de Renata Rossi

Depois de uma semana de imersão completa e absoluta na tradição oral e no universo das histórias - do Brasil e do mundo - volto ao mundo real, à labuta. No Boca do Céu  Encontro Internacional de Contadores de Histórias vi, ouvi e aprendi muito, muito mesmo. Contadores de história franceses, africanos, peruanos, ingleses, americanos, marroquinos e brasileiros compartilharam seus contos, que muitas vezes se misturam às suas próprias histórias de vida.

De olhos e ouvidos bem atentos, prestava atenção e anotava cada detalhe. E como são os pequenos detalhes que fazem a diferença, era preciso estar atenta. Foi aí que algo me capturou. Fui arrebatada por uma história e naquele momento nada mais importava, apenas queria seguir com a personagem, estar ao seu lado, compartilhar sua experiência. É como se o tempo tivesse parado.

"Ela havia feito alguma coisa que seu pai não aprovava, embora ninguém mais se lembrasse do que havia sido. Seu pai, no entanto, a havia arrastado até os penhascos, atirando-a ao mar. Lá, os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos. Enquanto jazia no fundo do mar, seu esqueleto rolou muitas vezes com as correntes. 

Até que um dia um pescador veio pescar. Bem, na verdade, em outros tempos muitos costumavam vir a essa baía pescar. Esse pescador, porém, estava afastado da sua colônia e não sabia que os pescadores da região não trabalhavam ali sob a alegação de que a enseada era mal assombrada. O anzol do pescador foi descendo pela água abaixo e se prendeu - logo em quê! - nos ossos da costela da Mulher-Esqueleto."

A crueldade com que começa a história já é de assombrar. Mas um momento de virada, introduzido na história com quatro simples palavras - Até que um dia... - me despertou a esperança de que algo poderia mudar, de que tudo poderia mudar. Foi isso que me capturou.

Esse é o trecho inicial do conto A Mulher-Esqueleto, da psicanalista e poetisa Clarissa Pinkola Estés. Ele foi narrado no Boca do Céu pela atriz e contadora de histórias Kelly Orasi, que usa brilhantemente o teatro de objetos para contar histórias. O que me jogou para dentro da história foram quatro simples palavras. Uma lição aprendida sobre storytelling...

Quem quiser ver um trechinho dessa história, vá direto ao minuto 2:33 do vídeo. 






Desliguei o telefone com um sorriso no rosto. Fazia tempo que alguém não me fazia feliz assim. Estava tudo tão certo que o texto começou a sair, de fininho, sem alarde, sem problemas, sem desgosto nenhum. Era uma história simples, um pequeno conto sobre um garoto simples que descobriu um mundo inteiro escondido na biblioteca da escola. O primeiro livro, alguma versão, ao estilo disney, de Alice no País das Maravilhas, fez com o meu personagem o que a minha ligação fez comigo. É incrível como essas pequenas coisas da vida parecem fazer tudo ficar mais fácil, mais leve. Por alguns minutos, dois ou três parágrafos, eu escutei o silêncio. Só com muito bom humor para escutar o silêncio no centro de São Paulo. 

O telefone tocou e o mundo parou, quer dizer, o mundo do menino do meu conto. Olhei em volta e parecia sair de um transe, reconheci o lugar e me lembrei por que estava acordando. Era o telefone, não conhecia o número, mas não importava, estava feliz demais para ignorar alguém. Atendo o telefone e escuto a voz da minha irmã, um tanto nervosa, mas ela é sempre assim, então ignorei. 

- Tudo bem? 

- É, tudo... tudo bem sim... e você? Tudo bem? Tá trabalhando?

- Sim, sim... tenho que terminar um conto... e você, onde tá? 

- Eu... bom... eu estou aqui... no Dr. Lucas. 

- Tá fazendo o que ai? Tá tudo bem mesmo? 

- Então... tá tudo bem sim... quer dizer... é Juju... ela não tá muito bem não. Mas, ó, fica tranquila, deve ser só uma virose ou alguma coisa do tipo. 

- Nossa, credo! A Juju é a mais nova de todas não é? 

- É sim... bom, tenho que ir, liguei pra saber se você vai jantar com a gente amanhã? 

- Vou, vou sim... preciso voltar pro meu conto também. beijos. 

- Tá bom... beijos. 

Desliguei o telefone e voltei pro conto. Percebi que meu computador precisava de uma limpeza. Não tinha visto aquele pó todo. O Bruno, o menino do texto, já tinha terminado seu primeiro livro. Agora ele estava lendo outro. "Marley e eu"... curioso como só percebi que livro era depois de alguns parágrafos. E No fim do livro o Bruno estava triste, mas eu estava feliz demais para deixá-lo assim. 

- Mônica, tudo bem?

- Tudo sim, Karina, o que foi agora? 

- Então, Mônica... é a Juju, ela teve que operar e.. 

- Como assim? Operar? Nunca ouvi falar de operação pra virose? Que que tá acontecendo?

- Não é virose, é câncer, Mônica... a gente já sabia mas não queria te contar, não era pra falar nada pra mamãe. 

- Câncer? a Juju tem Câncer e você não me disse nada? Nem pra mãe? Tá louca meu?

- Então, Mônica, a Juju morreu. 

- Como assim, a Juju morreu? Você é triste viu... e agora, quem vai contar pra mãe isso ai?

- Então, eu conto, né... mas, você não queria ir lá pra casa, dar uma força? 

- Tá bom, tá bom... eu vou, mas tenho que terminar esse conto antes. 

Desliguei o telefone sem dar tchau nem nada. Voltei pro Bruno. Agora o conto era como um choro, pausado, engasgado, difícil de sair. O Bruno, coitado, cada vírgula uma lágrima. Não acredito que nem o Lucas me ligou. Quer dizer, Dr. Lucas. A gente cresce junto, brincando de carrinho de rolimã e agora o moleque se forma em veterinária e quer ser chamado de doutor.  Tentei me concentrar, mas o barulho era tanto que a folha não ia entender muito bem o que eu queria dizer. Ruídos estranhos me separavam do Bruno. Quem chorava na verdade era eu, no fim das contas, nem terminei o conto. 


by Daniel Souza 
Há pouco tempo que me apresentaram uma pergunta curiosa, daquelas que guardamos por vários dias: afinal, porque é que as empresas ainda não usam storytelling?

Pois é, venho pensando bastante no assunto, mas ainda não cheguei em uma resposta definitiva, ao menos não em uma resposta que me satisfaça. Na verdade o primeiro problema, na minha opinião é: o que é storytelling?

O storytelling chegou na publicidade causando alvoroço, animações e muitas, muitas especulações. Não basta ter um personagem, não basta ter uma história ou um ótimo arquivo cheio de fotos e relatos dos funcionários da sua empresa. Storytelling é entretenimento, é o que faz uma propaganda ser confundida com o programa. Storytelling é uma tecnologia de publicidade que tem por objetivo engajar e emocionar pessoas. 

A partir do momento que algo vai para o papel aquilo se torna uma representação de um fato, portanto não é mais  realidade. Então, meus amigos, se tudo o que está no papel é uma representação, quando escrevemos uma história para uma marca, ou não, devemos ter a consciência de que a nossa história concorrerá com todas as histórias que cruzarem seus caminhos. 

Nem toda história merece ser contada, já dizia Afonso Romano de Sant'Anna "Minha vida daria um livro. Lamento informar, mas não daria. Ou melhor, daria se ouvida e escrita por um romancista". Mas também não devemos subestimar as histórias ao nosso redor. Uma narrativa bem construída é capaz de prender a atenção independentemente das ações relatadas. Até as mais simples histórias de nossas vidas podem se tornar grandes narrativas se o autor souber o que está fazendo. 

No fim das contas eu acabei com algumas possíveis respostas para esse pergunta. Acredito que uma das principais razões pelas quais as empresas ainda não usam storytelling é que ainda vemos propaganda como propaganda e temos dificuldade em pensar que a nossa empresa pode criar, através do storytelling, uma obra cultural. Poucas empresas conseguem ter a visão da coca-cola e perceber que é possível agregar tanto valor que a produção de conteúdo publicitário da marca pode se tornar um produto cultural quase independente da marca. Digo quase, pois é importante citarmos que se a marca não faz parte da história estamos falando de uma obra literária e não de uma peça publicitária. 

A segunda possibilidade de resposta que se passa pela minha cabeça é bastante simples e ao mesmo tempo perigosa. Acredito que muitas empresas não usam storytelling simplesmente por não saberem o que é a tecnologia e como ela pode se aplicar as suas necessidades de marketing.  





Criar um personagem é uma jornada, precisamos conhecer o personagem como conhecemos aos nossos amigos mais íntimos, saber como eles reagiriam em certas situações. Imagine o Dr. House em uma festa infantil, por exemplo. O personagem é como uma pessoa qualquer e quanto mais íntimos estamos melhor sabemos o que a pessoa faria em certas situações. Mas não basta um personagem para termos uma história.  

O lugar é como um personagem, faz parte da sua história e deve ter suas características próprias. Imaginem Lost, por exemplo, se eles estivessem em uma ilha qualquer, ou o que seria de jogos mortais sem as salas especiais para tortura. O próprio House não poderia trabalhar em um hospital publico qualquer. O lugar é o espaço onde a sua história acontece e se o autor não souber o que está por detrás de cada uma das portas ninguém saberá o que acontece na história. Viaje pelo seu lugar, conheça os espaços, salas e caminhos pelos quais os personagens terão que passar. Assim, quando você quiser criar mistério, pode colocar o seu personagem em uma sala que o leitor não pode ver. 

O que seria de Willy Wonka sem a sua fábrica fantástica, repleta de surpresas, cada sala com uma função para a fabricação do chocolate e com uma função na história. Hemingway dizia que devemos deixar para os leitores 20% da história, o resto precisamos saber para o bem da veracidade. Quando falamos de lugares eu penso nisso, penso que se o meu personagem entrou em uma piscina eu não preciso mostrá-lo nadando, mas ele precisa sair molhado de lá. 

Eu gosto de acreditar que escrever é uma aventura, então eu gosto de me aventurar pelos lugares dos quais escrevo, reais ou não, é sempre bom saber o que nos espera na próxima esquina. 





Vou entrar na onda da nossa amiga Renata Rossi que publicou este ótimo texto sobre "de onde vem as histórias" e tentar fazer uma reflexão também. A pergunta da vez é: quanto vale uma história?

Diferente da Renata, que se perguntava sobre as origens das histórias, eu sempre me perguntei sobre o valor dessas histórias. Na verdade eu sempre quis saber como é que nós medimos esse valor, afinal a J.K Rowling se tornou a mulher mais rica da Inglaterra e levou na mesma viagem uma onda que formou a editora mais rica da Inglaterra e chegou no cinema para fazer de Daniel Radcliffe o jovem mais rico da Inglaterra.

É claro que isso não é regra, afinal quantos não foram os autores e histórias que se perderam na genialidade para ganhar o reconhecimento séculos depois de sua criação? Pensar em contar histórias para o mercado, para marcas, como fazemos no storytelling me causou, devo admitir, um certo estranhamento logo de início. Refletindo sobre o assunto eu acabei me perguntando o valor de histórias como os contos de fada atemporais que permeiam o imaginário das crianças de todo o mundo, ou até mesmo o valor das histórias contadas pela bíblia que, crenças a parte, mudaram a história da humanidade. Qual seria o valor de mercado, por exemplo, das histórias marcadas dos sumérios dentre as quais podemos encontrar a receita da cerveja. No melhor estilo storyteller termino essa pequena reflexão com: E SE os sumérios não tivessem escrito a receita da cerveja em uma história e a cerveja não existisse nos dias de hoje?








http://migre.me/azULv



Desde que comecei a pesquisar storytelling, algo me intriga: de onde vêm as histórias?

Da criatividade do autor? Sim.
De suas experiências vividas e sonhadas? Sim.
Da pesquisa de arquétipos, mitos e lendas? Sim.

Para todas essas questões a resposta é sim, mas acima delas, está uma fonte onde todo bom contador de histórias ou storyteller, como queira, bebe: a tradição oral. É graças a essa passagem de sabedoria de geração em geração que conhecemos tantas histórias. Os contos de tradição oral não ser perderam no tempo porque preservam uma estrutura narrativa, a jornada do herói, descrita por Joseph Campbell em O Herói de Mil Faces. Em cada cultura os mitos, as lendas e os contos aparecem com detalhes específicos e em variadas versões, mas a estrutura, se mantém.

Em Acordais, Regina Machado, afirma: São tantos os escritores que beberam e continuam bebendo dessa fonte [os contos de tradição oral], que é impossível conhecê-los todos. Há também os afluentes na superfície da terra, representados pelos autores contemporâneos que escrevem histórias recriando a estrutura e os temas dos contos tradicionais. O grande romance épico Senhor dos Anéis, que Tolkien elaborou durante anos, tem a estrutura narrativa moldada no modelo do conto tradicional. Os episódios sucedem-se combinando rigorosa pesquisa de fontes com a criação de inúmeras imagens poéticas e situações de forte impacto narrativo. A influência dessa história se expandiu em outras inúmeras produções como jogos e desenhos. (Olha só a transmídia aparecendo aí...)  

Quem acredita que Cinderela foi uma criação de Walt Disney está enganado. A história dessa princesa é um conto da tradição oral. No século passado foram coletadas 345 versões desta história. Pesquisadores localizaram versões contadas até na China e no Vietnã. Talvez à Disney coube o mérito de popularizar uma versão, a sua versão. Mas a origem do conto vem de um tempo imemorial que assim como local de origem, não se pode precisar. É assim com tantas outras histórias.

A nós, storytellers, fica uma lição: beber na fonte das histórias para que possamos conhecer suas versões e suas nuances. Para que cada conto lido ou ouvido e cada filme assistido seja nossa fonte de inspiração para criar e contar nossas próprias histórias.

By Daniel Souza



Essa semana nós tivemos mais um curso de Transmidia Storytelling no CIC-ESPM e mais uma vez eu me lembrei do primeiro curso que eu fiz, das primeiras histórias que mudaram a minha vida. Me lembrei o quanto eu amo essas histórias e percebi a sorte que eu tenho de estar aprendendo tanta coisa com pessoas tão boas e esforçadas.

O blog é sobre Storytelling, eu sei, e eu mesmo já contei por aqui muitas da minhas histórias, mas hoje eu queria aproveitar esse espaço para agradecer aos personagens que tem participado desses últimos meses da minha história. 

Quando entrei pela porta de madeira me deparei com um mundo novo, não sabia muito bem o que esperar daqueles três professores, andando de um lado para o outro. O de cabelo mais cumprido e barba me parecia meio desconfortável, assim como eu, por estar de camisa em um local assim. Acho que era coisa da minha cabeça, mas o lugar parecia combinar muito mais com a professora, imponente, séria porém simpática do que com os outros dois professores. As pessoas iam chegando depois de mim e se sentando nas cadeiras do auditório. Todos de terno, ou com jeito de executivo de revista tipo a veja, vocês sabem como é. 

Nos pediram para escrever sobre como chegamos até lá e eu escrevi um bocado de besteiras, estava meio acuado, com medo de ser eu mesmo, sei lá. O ano ainda não tinha começado direito e eu queria mudar vida. Pois é, mudei de vida naquela semana. As histórias inspiradoras dos mestres Martha Terenzzo, Fernando Palacios e Bruno Scartozzoni, me ensinaram que é possível ser feliz e que eu podia sim estudar e me tornar escritor. Muitas novas histórias começaram a partir desse primeiro curso, na verdade foi nesse momento que eu, como "herói" da minha própria história, conheci meu mestre e recebi o meu "convite" para embarcar em uma nova aventura. 

Ontem eu tive o prazer de estar ao lado dos mestres enquanto ouvíamos as histórias dos storytellers que nos acompanharam essa semana. Vou admitir que me emocionei e muito com muitas das histórias que ouvi. Foram relatos de suas próprias vidas, defesas de causas sociais, histórias sobre amor, compaixão, histórias honestas e autênticas como devem ser todas elas. Então, hoje, além de agradecer aos meus mestres, professores e, se me permitem, amigos eu queria também agradecer aos alunos do curso de storytelling, não apenas os dessa edição, mas de todas das quais eu participei, pois por mais incrível que pareça, em cada curso eu aprendo mais sobre storytelling ouvindo as histórias desses colegas e percebendo que a jornada de todos nós fica mais fácil e divertida quando dividimos nossas histórias com os outros. 

Obrigado à todos por mais um ótimo Curso de Transmidia Storytelling no CIC-ESPM e que venham outros cursos, outras e pessoas e principalmente outras histórias para todos nós.