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Uma vez na vida todo mundo já passou pela experiência de assistir um filme cheio de referências gastronômicas e, depois da sessão, sair do cinema com aquela baita fome torcendo para que o prato da tela se materialize.

Dentro dessa filosofia a Storytellers criou e produziu, no ano passado, a Virada Cine-Gastronômica, cuja segunda edição acontece nesse sábado. A idéia é proporcionar experiências gourmet em meio a sessões de cinema, tudo isso durante a madrugada da Virada Cultural de São Paulo.

Com apenas um ingresso você assiste 3 sessões de cinema, sempre com filmes ligados à gastronomia, e nos intervalos participa de 4 sessões de degustação, com receitas inspiradas nas histórias da telona.

Informações:
Quando? 2 e 3 de maio
Que horas? A partir das 22:00 de sábado até 8:00 de domingo
Onde? HSBC Belas Artes (Consolação x Paulista, São Paulo - SP)
Quanto? R$20,00 (R$10,00 meia entrada)
Venda de ingressos a partir de quinta-feira

Patrocínio: Petybon
Apoio: Dona Benta, Sol, Femsa/Coca-Cola, Salsaretti, Finn

Filmes selecionados:
Volver”, de Pedro Almodóvar
Amor a Flor da Pele”, de Wong Kar-wai
A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de Tim Burton
Correio Sentimental”, de Danniel Danniel
"A Janela da Frente", de Ferzan Oztepek
Ratatouille”, de Brad Bird
"Sua Opinião, Por Favor", de Heddy Honigmann (curta-metragem que será exibido junto de Correio Sentimental)

Programação:
SALA 1/Villa-Lobos (293 lugares)
23h00: Amor À Flor da Pele
01h40: Ratatouille (dublado)
04h10: Volver

Sala 2/Candido Portinari (245 lugares)
23h40: Ratatouille (dublado)
02h10: Volver
04h40: Amor À Flor da Pele

Sala 3/Oscar Niemeyer (163 lugares)
23h50: Volver
02h50: Amor À Flor da Pele
05h00: Ratatuoille (dublado)

Sala 4/Aleijadinho (154 lugares)
00h15: A Fantástica Fábrica de Chocolate (dublado)
03h00: A Janela da Frente
05h20: Correio Sentimental

Sala 5/Carmen Miranda (97 lugares)
00h10: Correio Sentimental
02h15: A Fantástica Fábrica de Chocolate (dublado)
04h40: A Janela da Frente

Sala 6/Mario de Andrade (88 lugares)
23h00: A Janela da Frente
02h10: Correio Sentimental
04h00: A Fantástica Fábrica de Chocolate (dublado)

Fotos do ano passado no Flickr.

Tá bom, tá bom, eu confesso. Eu também fiquei surpresa quando descobri que o National Kid, o super-herói japonês símbolo de uma geração inteira, terror dos seres abissais e dos incas venusianos, pai do Ultraman, do Jaspion e de tantos outros, foi criado como forma de promover a National Electronics Inc, ou como a atualidade prefere chamar, a Panasonic.

Mas não foi uma surpresa ruim, não, pelo contrário. Porque afinal
de contas, o sucesso da série está aí pra provar que criar um universo ficcional em volta de uma marca pode dar muito certo.

Sim, amamos super-heróis. Sim, queremos ver histórias legais. Sim, um enredo bacana tem fôlego pra, inclusive, ultrapassar as fronteiras nacionais (parece até que National Kid fez mais sucesso por aqui que no seu país de origem). E definitivamente, sim, uma boa história pode ficar pra sempre na memória de milhares de pessoas, bem ali, no lugar onde elas guardam o trauma de que marcas só entram em nossas vidas para interromper a programação.

É verdade que do ponto de vista corporativo talvez seja preciso fazer uns ajustes e algumas reflexões. Ajustes porque o universo National Kid poderia ir muito além de ser de um mero pano de fundo pra enfoques mais demorados num televisor ou merchandisings de “rádios mágicos”. Já se criou uma história inteira, por que arruinar tudo com uma técnica tão óbvia e de eficácia duvidosa?

E olha que nem todo mundo percebeu. Aliás, esse é o grande questionamento das empresas e a – mais difícil, tenho que dizer – parte, a da reflexão. Espectadores, podem tampar os ouvidos porque isso vocês já estão cansados de saber. Vai doer, mas vamos lá: Será que estourar logomarcas numa página de revista ou criar famílias irreais de comercial de margarina já não foi suficiente pra entender que as pessoas estão mudando de canal na hora do comercial? Que vamos fazer xixi e pipoca nessas horas? E a palavra “intervalo”, será que ela não tem um significado bem óbvio pra você?

É tempo de sublimes sutilezas e seus estratagemas sofisticados. Basta crer pra ver.


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Cloverfield é um filme do J.J. Abrams que estreou no começo desse ano e, a essa altura do campeonato, já deve ter chegado na locadora mais próxima da sua casa. Não deixe de assistir.

Desde antes do lançamento Cloverfield virou hype entre cinéfilos e internautas por causa do mistério (leia o último post) criado em torno do monstro que um belo dia aparece em Nova York e destrói tudo.

Esse basicamente é o plot da história, mas, ao contrário do que se costuma fazer nesse tipo de filme, onde o monstro é explorado à exaustão, em Cloverfield ele é paisagem.

De onde veio? Qual o sentido de sua existência? Para onde vai? Para o recorte escolhido por J.J. Abrams para contar essa história nada disso tem importância, e é exatamente isso que faz de Cloverfield um dos melhores filmes de monstro de todos os tempos. Na verdade, é um filme sobre pessoas.

Se um tipo de Godzilla aparecesse de repente na sua cidade, o que você sentiria? O que pensaria? Como agiria? Nessa situação estaria mais interessado em descobrir a origem do caos, ou resolver questões afetivas antes que todos desapareçam? Cloverfield parte dessa premissa, de modo que é um filme sobre sensações e sentimentos humanos, e não sobre um monstro.

O monstro faz parte do enredo, mas quase não aparece. É apenas um gatilho para despertar outras histórias humanas, essas sim capazes de gerar identificação com o espectador. Uma lição que a publicidade deveria levar a sério.

O monstro são os anunciantes. ;-)

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Deu no Blue Bus os resultados de uma nova pesquisa sobre a utilização de celebridades na propaganda. Até aí nenhuma novidade, até porque essa técnica se confunde com os primórdios da publicidade. A idéia basicamente é que a celebridade empreste suas características para a marca, ou, no mínimo, ajude a chamar mais atenção.

Tendo em vista que uma parcela importante dessas celebridades é formada por atores, fica uma provocação...não seria melhor utilizar esse esforço todo, inclusive financeiro, para colocar as marcas dentro de histórias interpretadas por esses atores?

Se por um lado a celebridade chama atenção e faz a propaganda ser mais comentada, por outro todo mundo está careca de saber que a Sarah Jessica Parker está se lixando para o novo shopping de São Paulo e, no fundo, só veio por causa do cachê. O mesmo vale para Stallone e o novo modelo automotivo.

Mas uma coisa é a pessoa física, outra é personagem. Carrie, personagem de Sarah em Sex and the City, poderia ter vindo à São Paulo como parte da história de um episódio promocional derivado da série. No mínimo chamaria a mesma atenção, sendo muito mais verossímil e divertido.

E se você já teve o trabalho de trazer o Stallone para cá, porque não utilizá-lo para fazer um curta onde sua marca faça parte da história? Aposto que o próprio ator acharia muito mais estimulante, e o público nem se fala...

PS: A Robi nos lembrou que a Sarah Jessica Parker não veio para o Brasil, sendo que as fotos e o filme foram feitos em Nova York. Ok, mas isso não muda o raciocínio do argumento. Ela continua não tendo nenhum envolvimento real com o shopping em questão e isso, na verdade, só prova a falta de verossimilhança.

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Me lembro como se fosse hoje. No final do ano passado estávamos reunidos em um restaurante esboçando o que viria a ser a Storytellers alguns meses depois.

Teoria ok. Prática ok. Entusiasmo ok. Mas faltava uma coisa importante, o lugar. Seriamos mais uma dessas empresas modernosas onde cada um trabalha em sua casa e as reuniões acontecem no msn, ou teríamos um estilo mais tradicional, com um escritório próprio?

Nem um, nem outro. Um storyteller precisa estar cercado de pessoas, tanto para contar suas histórias quanto para ouvir as histórias de outros. Um bom storyteller sabe ouvir e compartilhar.

Por isso a The Hub São Paulo, o primeiro espaço de coworking do Brasil, foi uma resposta ideal a esse problema. A idéia é ter várias organizações e profissionais trabalhando sob o mesmo teto, compartilhando, muito além dos custos, idéias, ferramentas e, é claro, histórias. São empresas de diferentes expertises, ONGs, artistas, blogueiros etc. Desde a semana passada a Storytellers passou a fazer parte desse grupo, com direito à uma honrosa boas vindas e tudo mais!

A foto ao lado foi tirada pelo Juliano Spyer há alguns meses, em um encontro de interessados na própria Hub, quando ainda estava em obras. Agora o espaço já está quase pronto e você pode nos encontrar por lá qualquer dia desses. ;)

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O estilo de vida de um autor costuma intrigar as pessoas, são freqüentes perguntas como “de onde você tira suas idéias” assim como “ir à FLIP é trabalho ou turismo?” ou “você passou a tarde lendo uma história em quadrinhos?”. E é quase inevitável a reação de espanto diante da franca resposta de que “sim, isso faz parte do meu trabalho”. Contudo, diante do benefício evidente, há um outro lado compensatório que se manifesta a partir da cobrança de “mas você ainda não... viu essa série?” ou “...leu tal livro?”.

Após uma estréia como The Dark Knight, seria virtualmente impossível começar a semana ileso das perguntas, ainda mais uma semana com maratona de reuniões. Então, o bom Storyteller vai se preparar, nem que isso custe 3 horas numa odisséia por um par de ingressos.

O primeiro ponto a se considerar é o fato de que essa nova filial do Batman assinada por Christopher Nolan é, indiscutivelmente, a mais realista. A verossimilhança é muito mais levada a sério e isso agrada uma nova geração de expectadores – muito mais exigente com relação às histórias e menos preocupada com questões como “cadê a Batcaverna?”. Isso é tão evidente que se trata do primeiro filme do Batman que não leva o nome do personagem no título.

A nova geração em questão é aquela que nasceu vendo filmes, séries e novelas e, por isso, teve um contato maior com histórias se comparado à geração que apenas lia livros. As histórias foram sendo refinadas, as licenças literárias foram sendo derrubadas e esse novo autor demorou cerca de 40 minutos do primeiro filme para explicar como uma pessoa “comum” (rica, porém mortal e sem poderes) se tornaria um super-herói.

Mas não se trata apenas de entretenimento. O cinema Hollywoodiano - cada vez mais refinado e competente para contar histórias realistas, verossímeis e inquestionáveis pelo ponto de vista da lógica – também tem a função de transmitir os valores sociais norte-americanos e “vender” o American Way of Life.

O que a Storytellers faz com marcas, produtos e mensagens corporativas, Hollywoood faz para o sistema e o governo norte-americano. No “Batman Begins” a Liga das Sombras – uma instituição milenar que luta para “balancear e equilibrar” o planeta – é dada como responsável pela destruição de vários povos através da história. E mesmo com muita experiência, treino e adaptação, a Liga das Sombras “perdeu” para os EUA. Já o Dark Knight “ensina” que não se pode confiar nem nos produtos, nem nos executivos chineses. Indepententemente do que digam seus diplomatas; é isso que mostram suas histórias.


Hoje teve uma festa num apartamento muito charmoso, com gente sorrindo enquanto enchia taças de champagne, um clima praiano em pleno coração de São Paulo, parecia coisa de filme. E lá estavam os 3 Storytellers com a sempre enriquecedora adição da Silvia, conversando sobre os mais diversos assuntos. Eis que o Bruno solta "eu acho que todo o mundo tem que ficar bêbado pelo menos uma vez, é isso que faz a vida" (acho que a frase não era exatamente essa, mas aí o bruno conserta).

Fiquei pensando... A vivência é realmente insubstituível e só quem tomou um pileque daqueles sabe qual é a sensação de slow motion durante, as alterações a cada novo gole e assim por diante. Mas a segunda melhor forma de se aprender uma coisa dessas - que não seja pela vivência - é uma boa história; porque aí você vai lá, acompanha cada movimento e emoção do personagem, e acaba entendendo o que ele sentiu e sentindo o que ele viveu. Claro que aí você não vai ficar com hálito de vodka, mas talvez irá comiserar a ressaca do dia seguinte, compartilhando a dor da besteira feita na noite passada.

Na literatura isso é explícito em palavras e não é raro se deparar com uma situação ou um pensamento descrito pelo autor, algo que nós mesmos sabíamos, mas que era tão íntimo que talvez nunca tivessemos dado conta ou que parecia que só a gente sabia daquilo. Mas ao saber que não somos os únicos a pensar ou sentir aquilo, passamos a ser capazes de nos aceitar mais e nos compreender melhor.

Como bons Storytellers, iremos saltar de 3 semanas fazendo roteiros de cinema para mergulhar no universo (e nas águas, porque ninguém é de ferro) de Paraty e sua Festa Internacional de Literatura. Segunda-feira estaremos de volta para começar um novo projeto de teatro.

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Quero aqui compartilhar duas descobertas fresquinhas que fiz sobre um mesmo assunto. E legitimamente fresquinhas, vale dizer: são ligadas à exigente arte da gastronomia, e sim, chèri, vieram há pouco direto da França.
Ok, sem mais rodeios. Estou falando de um conceito a que em todo lugar do mundo recorremos muito freqüentemente: o restaurante. Você sabe como ele surgiu?
Até o século XVIII, restaurante não era um local público onde se serviam refeições, mas o nome de um prato em particular. Era o caldo restaurador, ou o bouillon restaurant, vendido em pequenos estabelecimentos (dizem que chamados "casas de saúde"), para debilitados que desejassem recuperar as forças e o ânimo. Imagino uma coisa meio pronto-socorro mesmo. Teve piriri? Em vez de um suculento pê-efe na taverna, tome um restaurante!
A mudança do significado da palavra deu-se com o tempo. E com a Revolução Francesa também. Depois que a poeira toda dos conflitos baixou, cozinheiros e serviçais da aristocracia não tiveram outra alternativa senão democratizar seus dotes e se lançar ao "suplício" do trabalho para o cidadão comum, ou morreriam eles de fome.
A partir daí nasceram não apenas restaurantes e chefs, mas uma nova cultura social, com direito inclusive a crítica; um prato cheio - e novo – para os intelectuais da época. É sobre eles, aliás, que trata a segunda novidade du jour.
A relação de escritores, jornalistas, filósofos e artistas com os restaurantes foi amor à primeira garfada: se não estivessem fazendo comentários e resenhas sobre eles, muito provavelmente estavam em suas mesas e balcões para trocar idéias, trabalhar ou simplesmente se entreter.
Saint-Exupéry, Pablo Picasso, Fernand Léger, André Breton, Hemingway, Sartre, Simone de Beauvoir, Jorge Luis Borges, Albert Camus, Umberto Eco e François Truffaut são apenas alguns dos que deixaram parte de suas histórias nos cafés e restaurantes da capital francesa, que por conta de sua presença constante hoje são conhecidos como "literários". Voilà a segunda descoberta.
O ator Pierre Brasseur na companhia de Jean-Paul Sartre no Café de Flore.
No coração do Quartier Latin, a área intelectual de Paris, alguns desses cafés e restaurantes literários ainda existem, como o chamado "triângulo de ouro das letras parisienses", formado por "Les Deux Magots", "Café de Flore" e a "Brasserie Lipp".
No Les Deux Magots é que Picasso teria conhecido sua amante Dora Maar,
apresentada pelo poeta francês Paul Éluard.

Nos seus salões e calçadas essas personalidades passa
vam dias inteiros, fazendo desses espaços suas casas, escritórios, pontos de encontro, salas de visita e de debate. Cinema, música, filosofia, teatro, artes e política eram os temas vigentes nesses locais, onde podiam se aquecer do frio e criar – muitas vezes entre amigos – outros e novos conceitos para o mundo conhecer e digerir.

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26 e 27 de abril de 2008. Quarta edição da Virada Cultural de São Paulo. Uma centena de programações gratuitas, para todos os gostos, em diversos pontos da cidade, madrugada adentro.

Com essa miríade de opções, por qual motivo alguém decidiria deixar de lado todas as atrações da programação oficial para ir a um evento paralelo, e ainda por cima pago? Melhor, o que levaria uma empresa a criar um evento desses, competindo com a Virada Cultural?

Resposta: uma boa história a ser contada. Afinal, por mais que uma novela seja líder de audiência, sempre haverá público interessado em outras atrações, não é mesmo?


Sabe quando você assiste no cinema um filme onde a culinária é um dos personagens principais? O chef durão, a mocinha que tem uma loja de doces ou o herói que não resiste à macarronada da mama... Os estereótipos variam, mas a fome que dá é uma constante.

Não seria legal se, depois do filme, houvesse uma sessão gastronômica onde a história vista na telona fosse contada por meio do paladar? Como se os deliciosos pratos apreciados ali no filme se tornassem realidade.

E se tudo isso acontecesse em um ambiente agradável, como uma opção de conforto em meio à loucura da Virada Cultural? Foi exatamente o que aconteceu na Virada Cine-Gastronômica, evento contado pela Storytellers e viabilizado pelo HSBC Belas Artes, que entrou com o cinema, e pela Petybon, que entrou com a comida.

Quase 1.000 pessoas passaram mais de 8 horas no cinema, das 23h00 de sábado até 08h00 de domingo, e tiveram direito à 3 sessões de filmes com temática gastronômica, havendo 6 títulos disponíveis. O climax era dado pelas 4 sessões de degustação entre um filme e outro. Entrada, jantar, sobremesa e café da manhã, com receitas especialmente inspiradas pelos filmes.


Mas também não adianta contar uma boa história sem ter ninguém para ouví-la, não é mesmo? Quantos autores não encontram uma editora para publicar suas obras primas em potencial? Por isso, cerca de 2 semanas antes do evento, começamos um trabalho cirúrgico de divulgação.

A primeira ação foi a distribuição de um flyer que continha, para além da programação do evento, uma receita baseada em um dos filmes. Fãs de culinária adoram um papel com uma receita. Muitos deles tem até rituais próprios para guardá-las, como se fossem seus pequenos trunfos de uma valiosa coleção.

Na internet convidamos alguns blogueiros de cinema e gastronomia para o evento, e assim, de boca em boca, conseguimos mais de 40 citações em diversos espaços virtuais, inclusive de blogueiros que não foram convidados, discussões no Orkut e até coluna de gente gabaritada. No meio desse processo descobrimos ótimos blogs de gastronomia, que inclusive passamos a ler constantemente. Aqui vão alguns exemplos: Guloseima, Mesapra1 e Rainhas do Lar.


Resultado: 5 salas de cinema com ingressos esgotados que viveram uma experiência cine-gastronômica inesquecível. Saíram bem alimentados de alma e estômago, e agora estão pedindo por uma segunda edição. Será?

Mais fotos e informações estão disponíveis no nosso Flickr. Bom apetite!