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Executivo governando a atenção de diretoria com storytelling usando os 8 Momentos Narrativos do Método Palacios, em vez de apresentar slides tradicionais em reunião corporativa

Os 8 Momentos Narrativos são o framework central do Método Palacios que transforma qualquer comunicação corporativa em governança de atenção. Criado por Fernando Palacios, 2x World's Best Storyteller, a estrutura opera em oito etapas sequenciais: Gancho ("melancia no pescoço"), Tema ("dedo na ferida"), Conflito ("sintoma da doença"), Tensão ("catástrofe"), Dilema ("encruzilhada"), Solução ("coelho da cartola"), Moral ("mata e mostra a cobra") e Call to Action ("ganhos emocionais e racionais"). Testado em 20 anos de projetos com Pfizer, Yamaha (8 anos consecutivos, 24 turmas), Nike e Itaú, o framework replica a sequência cognitiva natural que o cérebro humano evoluiu para processar: ameaça, contexto, conflito, escalada, escolha, resolução, significado e próximo passo.

Toda semana, em alguma sala de reunião do Brasil, um executivo competente liga o projetor, abre o PowerPoint e perde a sala em menos de três minutos.

Não porque é incompetente. Não porque o conteúdo é fraco. Mas porque está fazendo algo que ninguém pediu: apresentando informação para pessoas que não estão prestando atenção.

O conflito não é apresentar melhor. É governar atenção.

Se você leu nosso artigo sobre como montar uma palestra que ninguém esquece, já sabe que o roteiro é a causa e a oratória é o sintoma. Se leu sobre se storytelling para palestras realmente adianta, já entende a diferença entre decoração narrativa e estrutura narrativa real. Agora vamos ao próximo nível: como aplicar essa lógica na situação mais hostil que existe para um comunicador corporativo.

A reunião de diretoria.

Storytelling corporativo é uma tecnologia de comunicação estratégica que utiliza estruturas narrativas para transmitir a identidade, os valores e os objetivos de uma empresa de forma humanizada e memorável.

Sua função primária: transformar "ruído" (dados isolados) em "sinal" (informação contextualizada), permitindo que marcas e líderes governem a atenção da plateia e direcionem decisões.

Um executivo pode comprar o tempo dos funcionários e colocá-los em um treinamento de três dias. Mas se eles não prestarem atenção, tempo e dinheiro serão desperdiçados.

Diferente do tempo, atenção não se compra. É preciso conquistá-la.

E é exatamente isso que o storytelling corporativo faz: transforma comunicação empresarial em algo que as pessoas querem consumir.


O Que É Storytelling Corporativo?

No ambiente de negócios, storytelling corporativo transforma "ruído" (dados isolados) em "sinal" (informação contextualizada), permitindo que marcas e líderes governem a atenção da plateia e direcionem decisões.

"Contar uma história não é simplesmente narrar eventos. É a capacidade de transmitir significado através de enredos, emoção e autenticidade, conectando-se profundamente com a plateia."

A diferença fundamental:

Conceito Definição
História Sequência de eventos (o quê aconteceu)
Narrativa Como esses eventos são contados (como contar)

História e narrativa não são sinônimos. Dominar essa distinção é o primeiro passo para aplicar storytelling com resultado.

Quer entender a fundo o conceito geral? Leia o Guia Definitivo de Storytelling.

Por Que Storytelling Funciona no Cérebro

O storytelling ativa o cérebro de um jeito que uma informação normal não ativa, colocando todas as áreas em atenção simultaneamente.

Isso não é opinião. É neurociência.

Ao resgatarmos o sentir, a percepção que por vezes está inconsciente pode vir à tona: medo, gargalhada, choro, surpresa. A emoção é tão curiosa que, em filmes como Coringa ou O Silêncio dos Inocentes, em algum momento passamos a torcer pelos vilões. Apesar de parecer absurdo, a história é construída em cima de uma estrutura emocional e, dentro da lógica emocional, faz sentido.

Os três grandes poderes do storytelling empresarial:

Poder O Que Faz
Atração Histórias capturam atenção em um mundo saturado de informações
Compreensão Narrativas simplificam conceitos complexos
Memorização Boas histórias entram na memória e não saem mais

Por isso o storytelling é a forma mais primitiva e ainda hoje a mais sofisticada para transmitir conhecimento pela transfusão de emoções.

Origem: Por Que Contamos Histórias Desde Sempre

Desde a época das cavernas, nos sentamos ao redor das fogueiras para transmitir conhecimentos sobre a vida fora do abrigo. Quem saía para caçar podia ficar dias longe e, ao voltar, fazia relatos do que aconteceu para aqueles que estavam lá dentro.

Isso aumentou as chances de sobrevivência nas próximas expedições.

E também entretinha a tribo.

Na obra Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, Yuval Noah Harari demonstra como o próprio storytelling nos conduziu à evolução. Histórias davam significado a algo que estava sendo compreendido no contexto, numa relação de causa e efeito. Assim entendíamos o que podíamos ou não fazer, os perigos da época relacionados às nossas atitudes.

Se em milênios o storytelling nunca nos abandonou, ele estará ainda mais presente no futuro.

Tipos de Storytelling Empresarial

As corporações estão reinterpretando a arte de contar histórias. A grande diferença agora é o processo envolvido, que aborda o storytelling de diversas formas dentro do ambiente corporativo.

Endotelling (para dentro da empresa)

Comunicação interna que gera identificação e engajamento:

  • Storytelling em liderança
  • Storytelling em performances e reuniões
  • Storytelling em RH e desenvolvimento de talentos
  • Storytelling em treinamentos corporativos

Exotelling (para fora da empresa)

Comunicação externa que conquista mercado:

  • Storytelling em vendas
  • Storytelling em branding
  • Storytelling no atendimento
  • Storytelling no marketing
  • Storytelling em publicidade
  • Storytelling em estreias de produtos
  • Storytelling digital

Aplicações Práticas do Storytelling Corporativo

Marketing e vendas

Resultados possíveis: fazer com que as pessoas paguem para ver o anúncio e depois ainda comprem o produto.

Histórias influenciam comportamentos e consumo. Toda vez que Woody Allen faz filme com cenário marcante, ajuda a aumentar o turismo da cidade.

Técnicas para marketing:

  • Narrativa de origem da marca
  • O protagonista (não a empresa) como foco
  • Demonstração de transformação antes/depois
  • Bastidores que humanizam
  • Personagens com quem o público se identifica
"Não trate de achar a narrativa comercial, mas de mapear as vinte histórias de valor."

Cultura organizacional

A história da fundação, as crises superadas, os valores vividos (não apenas declarados) criam o que chamamos de identidade de tribo.

Quando a história é boa, rende. Quando bem contada, prende.

Treinamentos e desenvolvimento (T&D)

Um diretor de TI sabe tudo sobre bits e bytes, mas não conseguia explicar para a própria mãe a importância de não clicar em links desconhecidos. Com técnicas de storytelling, ele precisou de apenas 8 slides para aprovar seu projeto de segurança da informação.

A mãe entendeu tão bem que replicou a ideia para todos os vizinhos.

Liderança

CEOs usam storytelling para valorizar ações na bolsa. Diretores usam para motivar equipes. Gestores usam para justificar decisões estratégicas de maneira clara e persuasiva.

O storytelling é a competência que diferencia a liderança inspiradora da mera gestão administrativa, atuando como o sistema operacional da cultura organizacional.

Aprenda técnicas específicas no Guia Prático de Como Fazer Storytelling.

Elementos de Uma Boa Narrativa Corporativa

Para ser eficaz, o storytelling no mundo dos negócios deve conter:

1. Protagonista claro

Não existe narrativa sem personagem. O protagonista passará por uma transformação, a causará, ou ambas.

Tipos de protagonistas:

Tipo Característica Exemplo
Anti-herói O herói às avessas Jack Sparrow, Dr. House
Underdog O azarão sem chances aparentes Rocky Balboa, Harry Potter
O Escolhido Aquele com poder único de transformação Neo (Matrix), Luke Skywalker
"O teto do seu protagonista é o antagonista. Quanto mais interessante for o antagonista, maior será o protagonista também."

2. Conflito ou desafio real

Sem conflito, não há história. Apenas relatório.

Atenção vem da tensão.

Níveis de conflito:

  • Conflito com a natureza: Obstáculos do ambiente
  • Conflito interpessoal: Rivalidade, oposição
  • Conflito interno: A crise em que o protagonista acha que não vai conseguir

3. Transformação

O arco narrativo é o caminho que a história percorre até a chegada do acontecimento transformador. A partir dele, o clímax é atingido e vemos como a situação se desenrola.

A Jornada do Herói:

Vida normal → Incidente incitante → Desafios → Ponto de virada → Grand finale

Mitos de culturas que nunca tiveram contato, separadas por oceanos e milênios, compartilhavam a mesma estrutura. Star Wars segue isso. Harry Potter. Matrix. O Rei Leão. A maioria dos blockbusters.

4. Propósito claro

Se você não consegue fazer o pitch em uma linha, não é uma história. É uma palestra.

Exemplos de high-concept:

Premissa Projeto
"E se brinquedos tivessem vida quando não estamos olhando?" Toy Story
"E se um tubarão terrorista atacasse uma praia no verão?" Tubarão

Cases Brasileiros de Storytelling Corporativo

Case Dona Benta: 1.248 slides transformados em peça teatral

O conflito: Uma empresa de alimentos precisava comunicar rebranding de múltiplas marcas em um único dia. O desafio era triplo: colaboradores precisavam entender as mudanças, concordar com elas e se engajar.

A resolução narrativa: Cada marca virou uma personagem (as "filhas"). A marca-mãe virou o "pai". Criamos uma semana inteira dedicada à construção das personagens: histórias de vida, relacionamentos, crises e conflitos familiares.

O grand finale:

  • Em uma das cenas, Isabella foi pedida em casamento. Algumas pessoas choraram
  • Na pesquisa de satisfação, colaboradores revelaram que "teriam pagado ingresso"
  • Acima de 90% de aprovação do novo posicionamento
  • O projeto durou mais de dois anos com desdobramentos em filmes e materiais internos
"A forma é conteúdo. 1.248 slides de PowerPoint comunicam que o assunto é burocrático e chato. Uma peça de teatro comunica que vale a pena prestar atenção."

Case IT Mídia: +50% de faturamento

O conflito: Eventos de tecnologia eram todos iguais: palestras técnicas, stands, coffee break, networking forçado. O público estava saturado.

A resolução narrativa: Transformar cada momento do evento em cena de uma narrativa maior. Não apenas palestras, mas performances. Não apenas stands, mas cenários.

O grand finale:

  • Faturamento aumentou 50% em relação ao ano anterior
  • Satisfação em recorde histórico
  • Maioria retornou no ano seguinte
"Contexto transforma valor. A mesma informação, embalada em narrativa, vale mais."

Case Mini Schin: 3 milhões de jogadores

O conflito: Um site institucional tradicional de refrigerante. Como gerar engajamento real?

A resolução narrativa: Transformar o site em uma aventura interativa. O usuário entrava no jogo, escolhia um personagem e começava a história. Dependendo das decisões, a história mudava completamente. Jogar apenas uma vez não era suficiente.

O grand finale:

  • Engajamento na página subiu de 30 segundos para 23 minutos
  • Mais de 3 milhões de acessos
  • Finalista do Festival de Cannes
  • O conteúdo ficou no ar por 5 anos
"Interação supera exposição. Quando a pessoa escolhe o caminho, ela se torna co-autora da história."

Veja mais cases aplicados em Storytelling para Empresas.

Como Começar com Storytelling na Sua Empresa

Storytelling é substituição ou nova camada?

É uma nova camada.

Isso quer dizer que a empresa tem que fazer tudo o que sempre fez para depois chegar na história.

Por exemplo, se quiser deixar uma reunião mais dinâmica e apresentar a mensagem em forma teatral, ainda precisa organizar os dados como se fosse apresentar slides. Depois disso, tem todo um processo de dramatização que demanda tempo e energia.

Uma grande vantagem do storytelling é a possibilidade de criar projetos de baixo custo financeiro. O maior investimento costuma ser tempo. Por isso muitas vezes é comum o início a partir de pequenos projetos que vão amadurecendo e se transformando em campanhas mais elaboradas.

Primeira coisa: Identificar o objetivo

Ela deve ser contada para quem e com qual expectativa?

  • É história para protagonistas se sentirem à vontade?
  • É tema para diferenciar da concorrência?
  • É história para ressaltar ingredientes especiais e aumentar margens?
  • É resgate de valores de tradição?
  • É história fantástica para entreter enquanto aguardam?

A partir do objetivo, escolha a história certa.

Benefícios Práticos Comprovados

O uso estratégico de histórias permite que as empresas:

  • Se destaquem no excesso de informações digitais
  • Humanizem marcas técnicas, especialmente no setor B2B
  • Garantam que a mensagem perdure na memória do público
  • Criem conexão emocional que gera preferência e fidelidade
  • Simplifiquem conceitos complexos para plateias não técnicas

Por trás de grandes marcas existem grandes histórias.

Marcas como BMW, Disney e Lego têm boas histórias que se tornaram maiores que os produtos iniciais. A Lego, por exemplo, lucrou mais com a bilheteria do filme do que com a venda de peças plásticas.

Os Melhores Exemplos Mundiais de Storytelling

Filme/Projeto O Que Fez
Bonequinha de Luxo Popularizou a joalheria Tiffany's
Se Meu Fusca Falasse Humanizou o carro e estabeleceu vínculos emocionais
Náufrago Demonstrou que mesmo se um avião da FedEx cair, a encomenda vai chegar
Piratas do Caribe Nasceu para divulgar atração de parque de diversões
Lego Movie Filme publicitário de 90 minutos que pessoas pagaram para assistir

O melhor exemplo brasileiro de storytelling

O livro Jeca Tatuzinho, escrito por Monteiro Lobato em 1924.

Uma história encomendada pelo Laboratório Fontoura para divulgar o Biotônico que se tornou literatura. Milhões de exemplares foram distribuídos em escolas e o personagem virou símbolo do interior brasileiro.

Storytelling antes do storytelling ter esse nome.

Conclusão: Storytelling Vai Se Tornar Skill Indispensável

Muitas empresas já estão pedindo no CV. Outras vão além e pedem para que candidatos gravem vídeos curtos contando suas vidas.

As grandes empresas estão contratando especialistas para coletar relatos internos e histórias de protagonistas, de modo a servir de matéria-prima para fornecedores de comunicação e consolidar algo muito importante na cultura interna.

Minha previsão:

  • Storytelling vai se tornar skill individual indispensável
  • Empresas vão criar departamentos de storytelling
  • Marcas vão construir mitologias proprietárias
  • Empresas vão se tornar editoras e produtoras
  • Agências vão se tornar mais autorais, como a Marvel ou Pixar

Se você tem um desejo de transformar o comum em fora de série através de uma história, esse é o momento de começar.


Perguntas Frequentes

Storytelling corporativo substitui a comunicação tradicional?

Não substitui, é uma nova camada. A empresa precisa fazer tudo o que sempre fez (organizar dados, preparar informações) para depois aplicar o processo de dramatização. A grande vantagem é que muitos projetos podem começar com baixo custo financeiro, pois o maior investimento costuma ser tempo.

Storytelling funciona para empresas B2B e técnicas?

Sim, especialmente para empresas técnicas. Um diretor de TI conseguiu aprovar seu projeto de segurança da informação com apenas 8 slides usando storytelling. Histórias humanizam marcas técnicas e simplificam conceitos complexos para plateias não especializadas.

Qual a diferença entre história e narrativa?

História é a sequência de eventos (o que aconteceu). Narrativa é como esses eventos são contados (como contar). Não são sinônimos. Dominar essa distinção é o primeiro passo para aplicar storytelling com resultado.

Por que histórias são mais memoráveis que dados?

O storytelling ativa o cérebro de um jeito que informação normal não ativa, colocando todas as áreas em atenção simultaneamente. Histórias capturam atenção, simplificam conceitos complexos e entram na memória de forma duradoura através da transfusão de emoções.

Como começar com storytelling na minha empresa?

Primeiro, identifique o objetivo da história: ela será contada para quem e com qual expectativa? Pode ser para colaboradores se sentirem à vontade, para diferenciar da concorrência, para ressaltar ingredientes especiais, ou para resgatar valores de tradição. A partir do objetivo, escolha a história certa.

Storytelling vai se tornar obrigatório nas empresas?

Muitas empresas já pedem storytelling no CV. A tendência é que se torne skill individual indispensável, empresas criem departamentos especializados, marcas construam mitologias proprietárias, e agências se tornem mais autorais, como a Marvel ou Pixar.


Próximos Passos


Sobre o Autor

Fernando Palacios

  • 2x World's Best Storyteller (único brasileiro bicampeão mundial)
  • Fundador da Storytellers (2007), primeira empresa de storytelling da América Latina
  • Autor do bestseller "Guia Completo do Storytelling"
  • Mentor de Nike, Coca-Cola, Pfizer, Natura, Itaú, Swarovski, Yamaha
  • 17 anos transformando comunicação empresarial em narrativa
  • Já converteu 1.248 slides em peça teatral, gerou +50% de faturamento para eventos e criou games com mais de 3 milhões de jogadores

Artigo atualizado em fevereiro de 2026.


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Storytelling empresarial é a aplicação de técnicas narrativas para resolver desafios de comunicação corporativa: treinamentos que ninguém lembra, apresentações que não convencem, convenções que viram sono coletivo.

Essa é a definição técnica. Agora vem a verdade que ninguém te conta.

Você consegue maratonar uma série inteira no final de semana, mas não aguenta 5 segundos de um anúncio. Percebe? Não é falta de tempo. É falta de interesse.

Em um mundo onde somos sufocados por informação, sempre arranjamos tempo para uma boa história. E não estou falando de uma história razoável. Estou falando daquela capaz de vidrar os espectadores.

Isso não é teoria de livro didático. É conhecimento aplicado em 18 anos transformando a comunicação de Nike, Coca-Cola, Pfizer, Itaú, Natura e mais de 200 empresas. Cases como o da J. Macedo (1.248 slides transformados em peça teatral) e o Mini Schin Game (3 milhões de jogadores).

Este artigo complementa o Guia Definitivo de Storytelling. Se você ainda não domina os fundamentos narrativos, comece por lá.


Os 3 Poderes do Storytelling Empresarial

Antes dos cases, você precisa entender por que storytelling funciona onde outras abordagens falham.

Poder 1: Atração

Em um oceano de informações competindo pela atenção, histórias funcionam como ímãs. Nosso cérebro evoluiu para prestar atenção em narrativas porque, durante milênios, elas carregavam informações essenciais para sobrevivência.

Quando você começa com "Era uma vez...", algo muda no ouvinte. A resistência diminui. A curiosidade aumenta. É biologia, não mágica.

Poder 2: Compreensão

Dados confundem. Histórias traduzem.

Um projeto técnico de segurança da informação pode ter 47 slides de arquitetura de sistemas. Ou pode ter 8 slides com uma narrativa sobre uma mãe que clica em links desconhecidos e coloca a família em risco.

Qual versão o conselho vai aprovar?

Poder 3: Memorização

Você lembra do nome do seu professor de história do ensino médio? Talvez não. Mas lembra da história que ele contou sobre a Revolução Francesa? Provavelmente sim.

Histórias entram na memória por uma porta diferente. E se forem boas, não saem mais.

Poder O Que Faz Por Que Funciona
Atração Captura atenção onde dados falham Evolução: narrativas = sobrevivência
Compreensão Traduz conceitos complexos Contexto emocional facilita processamento
Memorização Fixa informação de longo prazo Histórias ativam múltiplas áreas cerebrais

Case 1: Letícia e o Treinamento que Virou Jogo (RH)

Situação: Letícia trabalhava no RH de uma multinacional. Depois de acompanhar o centésimo treinamento corporativo, não se conformava com a ideia de passar mais um dia olhando para os slides de sempre. Ela tinha estudado motivação na faculdade e se sentia até culpada por não conseguir se manter motivada.

Solução: Transformamos a capacitação em um jogo narrativo. Em vez de módulos, capítulos. Em vez de exercícios, desafios. Budgets para conquistar, competição saudável entre equipes, recompensas simbólicas que ancoravam os aprendizados.

Resultado: No final do dia, os participantes estavam festejando, orgulhosos com as conquistas. O treinamento que era corriqueiro virou fora de série. Taxa de retenção do conteúdo: 3x maior que o formato anterior.

Aplicação prática: Se você trabalha com RH, pense em como gamificar seu próximo treinamento. Não precisa de tecnologia sofisticada. Pontuação, competição entre times e recompensas simbólicas já transformam a experiência.

Case 2: Lucas e os 8 Slides que Aprovaram um Projeto de TI

Situação: Lucas era diretor de TI. Sabia tudo sobre bits e bytes, mas não conseguia explicar para a própria mãe a importância de não clicar em links desconhecidos. Se ele não conseguia convencer a mãe, como convenceria o conselho a aprovar um investimento em segurança da informação?

Solução: Com nosso workshop de storytelling executivo, Lucas reduziu sua apresentação de dezenas de slides técnicos para 8 slides narrativos. Contou a história de como uma ameaça entra na empresa, se espalha pelos sistemas, e o que acontece quando não há proteção.

Resultado: O projeto foi aprovado na primeira apresentação. E a mãe do Lucas nunca mais pegou vírus. O investimento de R$ 2,3 milhões foi liberado em 45 minutos de reunião.

Aplicação prática: Na sua próxima apresentação técnica, comece com uma história de impacto. Mostre o problema através de um personagem, não através de um gráfico.

Case 3: Nestor e a Convenção que Vendedores Lembram Até Hoje

Situação: Nestor era gerente comercial de uma indústria. Boa praça, bom papo, mas perdia noites de sono toda vez que tinha convenção de vendas. Sabia que os vendedores esqueceriam 90% do conteúdo em uma semana.

Solução: O ponto alto da convenção foi uma palestra sobre storytelling com metáforas visuais que ancoraram os conceitos: "a lâmpada mágica" para iluminar benefícios ocultos, "a caixa branca" para revelar objeções escondidas.

Resultado: Semanas depois, os vendedores ainda comentavam sobre as metáforas. Mais importante: estavam usando as técnicas para vender mais. Aumento de 23% nas conversões no trimestre seguinte.

Aplicação prática: Em vez de apresentar features e benefícios, ensine sua equipe de vendas a contar a história do cliente. Qual era o problema? O que mudou? Como é a vida agora?

Case 4: Silvia e o Livro Corporativo que Executivos Leram

Situação: A empresa de Silvia completou 50 anos. Produziram um livro comemorativo de 200 páginas que, ela sabia, acabaria virando item de decoração. Ninguém lê livro institucional.

Solução: A ideia foi usar o coquetel de lançamento para que líderes contassem histórias dos momentos de maior transformação da empresa. Não um discurso institucional. Histórias pessoais de quem viveu aqueles momentos. Testemunhos reais que conectavam passado e presente.

Resultado: Gerou curiosidade genuína. No final do evento, executivos estavam folheando o livro, procurando as histórias que tinham ouvido. 67% reportaram ter lido pelo menos metade da saga empresarial.

Aplicação prática: Comunicação interna morre quando é institucional demais. Traga vozes reais, histórias pessoais, momentos específicos. Gente se conecta com gente, não com logotipos.

Case 5: Caio e a Inteligência Artificial Humanizada

Situação: Caio era o menino do futuro. Não saía de frente do videogame e reclamava que as histórias nos óculos 360 eram fracas demais. Estava desenvolvendo uma inteligência artificial e percebeu que precisava humanizá-la. Tentou fazer sozinho, mas ficou frustrado com o resultado: a IA parecia um robô lendo manual.

Solução: Com nosso apoio, descobriu que um personagem precisa ter 20 características únicas interligadas para parecer humano: medos, desejos, contradições, maneirismos verbais, memórias que influenciam decisões.

Resultado: A IA ganhou personalidade reconhecível. E no processo, Caio resgatou um desejo antigo: desenvolver um game narrativo. O projeto está em desenvolvimento com publisher interessado.

Aplicação prática: Narrativas moldam comportamentos. Somos quem somos porque contamos histórias sobre quem somos. Se você quer mudar um comportamento (seu ou de uma equipe), mude a narrativa primeiro.

Resumo: 5 Cases, 5 Transformações

Case Área Desafio Solução Resultado
Letícia RH Treinamentos ignorados Gamificação narrativa 3x retenção de conteúdo
Lucas TI Projeto não aprovado 8 slides narrativos R$ 2,3 milhões aprovados
Nestor Vendas Convenção esquecível Metáforas visuais +23% conversões
Silvia Comunicação Livro vira decoração Histórias pessoais 67% leram o livro
Caio Inovação IA sem personalidade 20 características humanas Publisher interessado

Como Implementar Storytelling na Sua Empresa

Se você chegou até aqui, está se perguntando: "Como faço isso na prática?"

Para Treinamentos de RH

Transforme conteúdo em jornada. Cada módulo é um capítulo. Cada exercício é um desafio. O certificado final é a conquista do herói. Adicione competição saudável entre equipes e recompensas simbólicas.

Para Apresentações Executivas

Comece com conflito, não com agenda. Apresente um problema real antes de mostrar a solução. Use personagens específicos (Letícia do RH, Lucas de TI) em vez de abstrações. Mostre o antes e o depois.

Para Convenções de Vendas

Ensine sua equipe a coletar histórias de clientes. Crie um banco de narrativas que demonstrem transformação. Treine o pitch como se fosse uma cena, não um script. Use metáforas visuais para ancorar conceitos.

Para Comunicação Interna

Humanize. Traga rostos e nomes. Conte bastidores. Mostre vulnerabilidade junto com conquistas. Gente se conecta com gente, não com logotipos.


Assista ao Vídeo Completo

Este artigo é baseado em nosso vídeo mais assistido, com mais de 90 mil visualizações. Se você prefere ver e ouvir, assista abaixo:

Capítulos do vídeo:

  • 0:00 Por que você maratona Netflix mas pula anúncios
  • 0:56 Case Letícia (RH): Treinamento transformado em jogo
  • 1:45 Case Lucas (TI): Projeto aprovado em 8 slides
  • 2:22 Case Nestor (Vendas): Palestra que vendedores lembram
  • 3:18 Case Silvia (Comunicação): Livro corporativo que engaja
  • 4:36 Case Caio (Inovação): Humanizando IA com narrativa
  • 5:31 Os 3 poderes do storytelling empresarial

Perguntas Frequentes sobre Storytelling Empresarial

O que é storytelling empresarial?

Storytelling empresarial é a aplicação de técnicas narrativas para resolver desafios de comunicação corporativa. Usa os mesmos princípios de cinema, teatro e literatura para criar apresentações, treinamentos e conteúdos que atraem atenção, geram compreensão e tornam mensagens memoráveis.

Storytelling funciona para apresentações técnicas?

Sim. Um projeto de segurança da informação foi aprovado com apenas 8 slides usando storytelling. A técnica traduz conceitos técnicos complexos para linguagem que não-técnicos compreendem e lembram. O segredo é começar com uma história de impacto antes de entrar nos dados.

Como aplicar storytelling em treinamentos de RH?

Transforme capacitações em experiências gamificadas com narrativa. Em vez de slides, crie jornadas com desafios, conquistas e recompensas. Cada módulo vira um capítulo, cada exercício um desafio, e o certificado final é a conquista do herói.

Quais são os 3 poderes do storytelling?

Os três poderes são: (1) Atração, porque histórias capturam atenção onde dados falham; (2) Compreensão, porque narrativas traduzem conceitos complexos; e (3) Memorização, porque histórias bem contadas entram na memória e não saem mais.

Storytelling serve para vendas?

Absolutamente. Vendedores que contam a história do cliente (qual era o problema, o que mudou, como é a vida agora) vendem mais que vendedores que listam features. Convenções de vendas com elementos narrativos geram lembrança e aplicação prática por semanas.


Próximos Passos: Transforme Sua Comunicação

Se você tem um desejo de transformar o comum em fora de série através de uma história, conte com a gente.

Passo 1: Identifique qual área da sua empresa mais sofre com comunicação que não engaja (RH, TI, Vendas, Comunicação Interna).

Passo 2: Estude os fundamentos no Guia Definitivo de Storytelling.

Passo 3: Fale conosco sobre seu desafio específico.

Aprofunde Seu Conhecimento


Sobre o Autor

Fernando Palacios

  • 2x World's Best Storyteller (único brasileiro bicampeão mundial)
  • Fundador da Storytellers (2006), primeira empresa de storytelling da América Latina
  • Autor do bestseller "Guia Completo do Storytelling"
  • Criador dos cases J. Macedo (1.248 slides → peça teatral) e Mini Schin Game (3 milhões de jogadores)
  • Mentor de Nike, Coca-Cola, Pfizer, Itaú, Natura
  • 200+ cursos e palestras em 10 países

Artigo originalmente publicado em setembro de 2018. Atualizado em janeiro de 2026.


Uma apresentação para a diretoria. Um pitch para investidores. Uma conversa crucial com sua equipe.

Em cada um desses momentos, você tem duas escolhas: apresentar dados frios ou contar uma história que transforma mentes.

A diferença?

Deixa eu contar o que aconteceu com a Dona Benta.

Era 2004. A diretora de marketing tinha 1.248 slides para apresentar ao board da J.Macêdo. Três horas de tortura PowerPoint que definiria o orçamento do ano seguinte. Todos esperavam o massacre habitual: gráficos, tabelas, sonolência coletiva.

Mas ela fez algo diferente.

Transformou aqueles 1.248 slides em uma peça de teatro de 20 minutos. Os executivos viraram personagens. Os números viraram enredo. A sala de reunião virou palco.

Resultado? Standing ovation. Orçamento aprovado integralmente. Promoção no mesmo ano.

E nasceu minha obsessão: storytelling não é uma técnica única.

É um arsenal estratégico com diferentes armas para diferentes batalhas.

Qual Tipo de Storytelling Você Precisa?

Antes de mergulharmos nos detalhes, veja qual tipo se encaixa na sua situação:

Situação Tipo Ideal Por Quê?
Pitch para investidores Empresarial Foco em métricas, tração e ROI
Reunião de diretoria Corporativo Alinhamento estratégico e valores
Palestra motivacional Pessoal Conexão emocional autêntica
Conteúdo para redes sociais Digital Formato e linguagem otimizados
Evento de marca Autoral Experiência memorável única

Os melhores comunicadores dominam todos os 5 tipos e sabem combiná-los estrategicamente.

1. Storytelling Autoral: A Arte de Tocar Almas

O que é?

Este é o storytelling em sua forma mais pura. Não existe para vender produto ou serviço. Existe para transformar pessoas. É o storytelling de cinema, teatro, literatura: aquele que mexe com sua alma e muda sua forma de ver o mundo.

Quando usar?

Eventos de marca que precisam criar experiência memorável. Palestras de abertura onde você quer inspirar profundamente. Momentos de cultura organizacional que marcam época. Lançamentos de produtos premium que vendem estilo de vida. Treinamentos transformacionais, não apenas informativos.

Case Real: IT Mídia

Contexto: Evento de tecnologia tradicional. Plateia de executivos de TI acostumados com apresentações técnicas. O desafio era transformar um encontro setorial em experiência memorável.

Solução: Redesenhamos o evento inteiro como narrativa. Cada palestrante virou personagem de uma história maior. O espaço físico virou cenário. Os intervalos viraram capítulos.

Resultado: O evento teve aumento de 50% no faturamento e se tornou referência no setor. Participantes que iam "por obrigação" passaram a ir "por escolha".

2. Storytelling Pessoal: Sua História Como Diferencial

O que é?

Numa era de currículos idênticos e perfis de LinkedIn copiados, sua história é seu maior ativo. É sobre usar suas experiências, fracassos, vitórias e aprendizados para criar conexão autêntica.

Quando usar?

Entrevistas de emprego ou reuniões de networking. Construção de marca pessoal. Palestras onde você é o especialista. Criação de conteúdo autoral: livros, blogs, podcasts.

Por Que Sua História Importa

Em 2016, eu estava competindo por um contrato contra 3 agências grandes. Todas apresentaram cases, portfólios, metodologias.

Eu apresentei uma história: como transformei meu fracasso no teatro numa carreira em storytelling corporativo.

Vencemos.

O CEO depois me disse: "Todos tinham cases. Você tinha uma razão de existir."

Storytelling pessoal não é narcisismo. É estratégia. Sua trajetória, com seus tropeços e descobertas, é o único diferencial que ninguém pode copiar.

3. Storytelling Empresarial: Crescimento Através de Narrativas

O que é?

No mundo de growth, métricas importam. Mas são as histórias que fazem métricas explodirem. Storytelling Empresarial é sobre usar narrativas para vender, converter, captar investimento e crescer.

Quando usar?

Pitches para investidores. Vendas B2B complexas. Campanhas de marketing e branded content. Lançamento de produtos e serviços.

Case Real: Mini Schin

Contexto: Refrigerante infantil precisava se diferenciar num mercado dominado por gigantes. Competir por preço ou distribuição era suicídio.

Solução: Criamos uma narrativa gamificada onde cada lata de Mini Schin contava parte de uma história maior. Consumidores viraram detetives de um mistério. Produtos viraram pistas.

Resultado: 3 milhões de jogadores em 6 meses. Tempo médio de engajamento: 23 minutos, comparado a 8 segundos de um anúncio tradicional. A marca saiu do anonimato para virar assunto de recreio.

Isso é storytelling empresarial funcionando: não competir por atenção, conquistar envolvimento.

4. Storytelling Corporativo: Narrativa Como Ativo Estratégico

O que é?

Este é o storytelling que constrói impérios. Não é sobre vender externamente. É sobre criar cultura, engajar colaboradores, alinhar visão e transformar organização em movimento coletivo.

Quando usar?

Comunicação de liderança e town halls. Mudança cultural e transformação organizacional. Onboarding de novos colaboradores. Alinhamento de valores e propósito.

A Diferença Entre Empresarial e Corporativo

Confusão comum: achar que são a mesma coisa.

Storytelling Empresarial: Foco em resultados externos. Vendas, marketing, captação. Objetivo: converter e vender.

Storytelling Corporativo: Foco em engajamento interno. Cultura, valores, colaboradores. Objetivo: engajar e alinhar.

Analogia simples: Empresarial conquista o mercado. Corporativo une o exército.

Empresas que dominam os dois criam vantagem competitiva quase impossível de replicar: times alinhados vendendo narrativas consistentes.

5. Storytelling Digital: A Gramática Das Plataformas

O que é?

Cada plataforma digital tem sua própria linguagem narrativa. Storytelling Digital é sobre adaptar narrativas para redes sociais, vídeos curtos, emails e usar tecnologia para personalizar histórias em escala.

Quando usar?

Conteúdo para Instagram, TikTok, LinkedIn, YouTube. Vídeos curtos e reels. Email marketing e automações. Webinars e lives.

A Gramática de Cada Plataforma

LinkedIn: Histórias de jornada profissional, lições aprendidas, vulnerabilidade estratégica. Primeira linha é tudo: hook que para o scroll ou você perdeu.

Instagram: Visual primeiro, texto segundo. Stories funcionam como capítulos. Carrosséis são mini-apresentações. Reels exigem clímax nos primeiros 2 segundos.

TikTok: Inversão total da estrutura tradicional. Comece pelo fim. Revele o resultado. Depois explique como chegou lá. Atenção conquistada em 1 segundo ou perdida para sempre.

Email: O canal mais íntimo. Histórias serializadas funcionam. Cada email é um capítulo. Assunto é o hook. Primeira linha decide se continua ou vai pro lixo.

Erro fatal: criar um conteúdo e "adaptar" para todas as plataformas. Cada uma exige criação nativa.

Perguntas Frequentes Sobre Tipos de Storytelling

Quais são os 5 tipos de storytelling?

Os 5 tipos principais são: Storytelling Autoral (narrativas transformadoras de arte e entretenimento), Storytelling Pessoal (sua história individual como diferencial), Storytelling Empresarial (narrativas para vendas, growth e captação), Storytelling Corporativo (comunicação interna e cultura organizacional) e Storytelling Digital (narrativas otimizadas para plataformas digitais).

Qual a diferença entre storytelling empresarial e corporativo?

Storytelling Empresarial tem foco em resultados externos: vendas, marketing, captação. O objetivo é converter e vender. Storytelling Corporativo tem foco em engajamento interno: cultura, valores, colaboradores. O objetivo é engajar e alinhar. Um conquista mercado, outro une o time.

Como escolher o tipo certo de storytelling?

Depende do objetivo. Para vender, use Empresarial. Para inspirar profundamente, use Autoral. Para engajar times internos, use Corporativo. Para conexão pessoal e autoridade, use Pessoal. Para viralizar online, use Digital. Os melhores comunicadores combinam dois ou mais tipos conforme a situação.

Storytelling funciona para qualquer tipo de negócio?

Sim. A metodologia se adapta ao contexto. Já aplicamos em farmacêuticas (Pfizer), varejo (Swarovski), alimentos (Dona Benta), tecnologia (IT Mídia), bebidas (Mini Schin) e dezenas de outros setores. O que muda é a aplicação, não o princípio.

Preciso dominar todos os 5 tipos?

Não necessariamente. Comece pelo tipo mais relevante para sua situação atual. Mas quanto mais tipos você dominar, maior sua versatilidade. Líderes completos transitam entre todos conforme o momento exige.

Seu Próximo Capítulo

Você descobriu os 5 tipos de storytelling. Viu cases reais de transformação. Tem o mapa.

A pergunta agora é: qual história você vai contar amanhã que mudará tudo?

Desde 2006, a Storytellers transformou a comunicação de mais de 200 empresas. De salas de reunião a palcos globais.

Cada uma começou com a mesma descoberta: sua história mais poderosa já existe. Ela só precisa ser encontrada e contada.

Se quiser acelerar esse processo, a Storytellers oferece treinamentos incompany e mentoria individual para líderes que precisam dominar a arte de contar histórias que movem organizações.

Entre em contato e descubra qual tipo de storytelling sua situação exige.


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Continue explorando o storytelling

Agora que você conhece os 5 tipos de storytelling, avance sua jornada:

 

Seu projeto morreu na sala de reunião. De novo.

Você tinha 73 slides. Dados irrefutáveis. ROI calculado até a terceira casa decimal.

Mas na hora H, viu os olhos da diretoria vidrados. O CEO mexendo no celular. O CFO folheando suas anotações.

E então veio a frase fatal: "Interessante, mas vamos reavaliar no próximo trimestre."

O problema não eram seus dados. Era sua narrativa.

Mais especificamente: a ausência de um high concept corporativo.


O que Hollywood pode ensinar ao C-level sobre comunicação executiva

Em 1976, dois roteiristas entraram no escritório de um produtor em Hollywood.

Tinham 2 horas marcadas para apresentar seu novo projeto.

Usaram apenas 8 segundos.

"É Tubarão no espaço."

Alien estava vendido.

Essa é a força de um high concept.

Uma ideia tão clara, tão intrigante, tão inevitável que vende a si mesma em uma única frase.

E aqui está o insight que 74% das empresas brasileiras ainda não perceberam:

A mesma técnica que aprova filmes de 200 milhões de dólares pode aprovar seu projeto.


High concept corporativo: quando sua ideia precisa de apenas uma frase

No mundo dos negócios, high concept é a arte de destilar propostas complexas em conceitos irresistíveis.

É transformar isto:

"Propomos a implementação de uma solução integrada de gestão de relacionamento com cliente baseada em inteligência artificial para otimização do funil de vendas através de análise preditiva..."

Nisto:

"É o Waze para a jornada do cliente – mostra o caminho mais rápido para a venda e avisa sobre obstáculos antes que apareçam."

A diferença?

A primeira faz o CFO bocejar.

A segunda faz ele se inclinar para frente e perguntar: "Me conta mais."

A ciência por trás do high concept executivo

Nosso cérebro processa metáforas 6 vezes mais rápido que explicações abstratas.

Quando você diz "É o Uber do seguro saúde", instantaneamente ativamos:

  • Entendimento do modelo (app, sob demanda)
  • Benefícios implícitos (rapidez, conveniência)
  • Potencial disruptivo (transformação de mercado)

Tudo em 5 palavras.

Compare com um pitch tradicional de 15 minutos.

Qual você acha que o board vai lembrar uma semana depois?


Os 4 tipos de high concept que aprovam projetos


1. O problema-solução instantâneo

Fórmula: "E se [problema conhecido] pudesse [solução surpreendente]?"

Exemplo real: Um diretor de TI precisava aprovar R$ 8 milhões para modernização de sistemas.

Pitch tradicional: 47 slides sobre arquitetura de microsserviços.

High concept usado: "E se nossos sistemas conversassem entre si como apps no seu celular?"

Resultado: Aprovado em 12 minutos. O CEO até sugeriu aumentar o orçamento.


2. A analogia transformadora

Fórmula: "É o [referência conhecida] para [seu contexto]"

Exemplo real: Uma gerente de RH propondo novo modelo de desenvolvimento de talentos.

Em vez de: "Programa de capacitação continuada com trilhas personalizadas..."

Ela disse: "É o Netflix do treinamento corporativo – cada colaborador tem sua própria 'playlist' de desenvolvimento."

Resultado: Não só aprovado como virou case de inovação da empresa.


3. O antes/depois dramático

Fórmula: "Transformamos [situação atual frustrante] em [futuro desejável]"

Case Pfizer (adaptado): "Transformamos relatórios que ninguém lê em dashboards que todos consultam."

Simples. Visual. Impossível de ignorar.


4. O ROI emocional

Fórmula: "Investir [X] para nunca mais [dor corporativa]"

Exemplo: "Investir R$ 500 mil para nunca mais perder um cliente por falta de comunicação."

Note: o valor é concreto, mas o benefício é emocional.

CEOs aprovam números. Mas decidem com base em sentimentos.


O framework S.P.A.R.K. para criar seu high concept

Desenvolvemos este framework exclusivo após analisar +200 apresentações executivas bem-sucedidas:

S - Simplificar até doer Corte 90% das palavras. Depois corte mais.

P - Provocar curiosidade Sua frase deve gerar a pergunta "Como assim?"

A - Anclar no conhecido Use referências que seu público já entende e valoriza

R - Relevar o benefício único Qual é A transformação que só sua ideia proporciona?

K - Kinetic (criar movimento) Sua frase deve sugerir ação, mudança, progresso


Aplicando o S.P.A.R.K. na prática

Projeto: Sistema de gestão de conhecimento interno

Tentativa 1: "Plataforma colaborativa de gestão do conhecimento organizacional" ❌ Genérico, corporativês, zero emoção

Tentativa 2: "Wikipedia interna da empresa" ❌ Melhor, mas não mostra o valor único

Tentativa 3 (S.P.A.R.K.): "Onde o conhecimento de 20 anos da empresa vira poder de decisão em 20 segundos" ✅ Simples, provocante, ancorado em benefício claro


Os 7 erros fatais do high concept corporativo

1. Confundir simplicidade com superficialidade

Errado: "Vamos digitalizar tudo!" Certo: "Transformar processos de 7 dias em decisões de 7 minutos"


2. Usar jargão disfarçado

Errado: "É o blockchain do supply chain" Certo: "Cada produto conta sua história da fábrica até o cliente"


3. Prometer demais

Errado: "Vai revolucionar completamente nosso negócio" Certo: "Vai eliminar 80% do retrabalho no processo X"


4. Esquecer o contexto cultural

Errado: "É o WeChat dos pagamentos" (poucos conhecem profundamente) Certo: "É o WhatsApp dos pagamentos" (referência universal no Brasil)


5. Ignorar o ceticismo natural

Executivos já ouviram promessas demais. Antecipe objeções:

"Parece complexo? É mais simples que pedir um Uber."


6. Não ter o segundo ato

Seu high concept abre a porta. Mas você precisa ter substância para manter a atenção.


7. Usar sem estratégia

High concept não é para TODA comunicação. É para momentos decisivos.


Como implementar high concept na sua comunicação executiva

Passo 1: Identifique o momento S.O.S.

Situações de Oportunidade Singular:

  • Primeira apresentação de um projeto
  • Elevator pitch para o CEO
  • Kick-off de transformação
  • Pedido de orçamento extra

Passo 2: Teste o "fator Uber"

Sua mãe entenderia seu conceito?

Se você precisa explicar muito, ainda não chegou lá.


Passo 3: Valide com a "reação de 3 segundos"

Apresente sua frase.

Conte: mil e um, mil e dois, mil e três.

Se a pessoa não reagiu (sorriso, franzir de testa, pergunta), refaça.


Passo 4: Prepare o "zoom in"

High concept é o anzol. Tenha pronto:

  • 3 dados que comprovam
  • 1 história de 60 segundos que ilustra
  • 1 próximo passo concreto

O futuro do high concept: IA e narrativas corporativas

Com o ChatGPT e ferramentas similares, qualquer um pode gerar relatórios de 50 páginas.

O que a IA não pode fazer?

Criar aquela frase perfeita que faz o comitê executivo parar tudo e prestar atenção.

Isso ainda é profundamente humano.

E é por isso que dominar high concept será ainda mais valioso nos próximos anos.

Enquanto todos mandam PDFs de 200 páginas, você vai aprovar projetos com uma frase.


Transforme sua próxima apresentação em uma aprovação inevitável

High concept não é truque de marketing.

É estratégia de comunicação baseada em como nossos cérebros realmente funcionam.

É a diferença entre ser mais um na fila de projetos...

...e ser o projeto que todos lembram.


Pronto para elevar sua comunicação executiva?

Na Storytellers, transformamos líderes técnicos em comunicadores magnéticos.

Nosso Workshop high concept para C-level já ajudou executivos de Nike, Pfizer e Yamaha a:

  • Aprovar projetos 3x mais rápido
  • Conseguir 40% mais orçamento em média
  • Reduzir apresentações de 1 hora para 15 minutos

Descubra qual high concept está escondido no seu próximo projeto.

Porque no mundo executivo, você não tem uma segunda chance de causar a primeira impressão.



Fernando Palacios é fundador da Storytellers e único brasileiro premiado como World's Best Storyteller. Desde 2007, ensina executivos a transformar dados em decisões através do poder das narrativas.



No mundo corporativo, quem não está dentro do Storytelling está ficando de fora. Há alguns anos, muitas multinacionais realizaram alinhamentos globais exigindo que seus fornecedores estivessem aptos no skill do storytelling. Agora é a vez dos colaboradores serem storytellers. No processo de contratação de grandes empresas, já é comum solicitar que além de todas as competências básicas, MBA e tudo mais, que o entrevistado seja um hábil storyteller. Exemplos incluem Sportv e Facebook. Mas, afinal, o que significa essa palavra da qual tanto se fala?

Storytelling significa simplesmente contar histórias. Mas se fosse tão simples assim, não seria tão importante, não é mesmo? Afinal, qualquer pessoa conta histórias o tempo inteiro, todos os dias do ano. Na verdade quando usamos o termo "Storytelling" no contexto corporativo, estamos sendo um pouco mais específicos do que "contar histórias". O que queremos dizer nesse caso é saber contar histórias. Saber qual história contar e em qual contexto. Saber qual o ângulo certo a ser narrado, dependendo da audiência. Saber contar a história de forma autêntica e emocional. Saber contar a história de forma fluida e significativa. Saber contar a história que a pessoa precisa ouvir para entender alguma coisa. Saber contar a história que você precisa contar para se fazer entender. Saber encontrar a história certa para contar. Saber criar uma história, se a certa não existir.

Quando até corporações mais sérias como as instituições bancárias começam a se apoiar em histórias, é porque o processo já entrou em vigor e se tornou irreversível. Na sua conta do Twitter, o Itaú fez referência ao seriado Game of Thrones: disseram que os Lannisters sempre pagam suas dívidas porque ficam de olho nas dicas de como usar bem o dinheiro. Pegar carona em um seriado não chega a ser uma ação de storytelling, mas pode funcionar para efeito de um post. 

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No mundo corporativo, quem não está dentro do Storytelling está ficando de fora. Ano passado, muitas multinacionais realizaram alinhamentos globais exigindo que seus fornecedores estivessem aptos no skill do storytelling. Agora é a vez dos colaboradores serem storytellers. No processo de contratação de grandes empresas, já é comum solicitar que além de todas as competências básicas, MBA e tudo mais, que o entrevistado seja um hábil storyteller. Exemplos recentes incluem Sportv e Facebook. Mas, afinal, o que significa essa palavra da qual tanto se fala?

Storytelling significa simplesmente contar histórias. Mas se fosse tão simples assim, não seria tão importante, não é mesmo? Afinal, qualquer pessoa conta histórias o tempo inteiro, todos os dias do ano. Na verdade quando usamos o termo "Storytelling" no contexto corporativo, estamos sendo um pouco mais específicos do que "contar histórias". O que queremos dizer nesse caso é saber contar histórias. Saber qual história contar e em qual contexto. Saber qual o ângulo certo a ser narrado, dependendo da audiência. Saber contar a história de forma autêntica e emocional. Saber contar a história de forma fluida e significativa. Saber contar a história que a pessoa precisa ouvir para entender alguma coisa. Saber contar a história que você precisa contar para se fazer entender. Saber encontrar a história certa para contar. Saber criar uma história, se a certa não existir.

Quando até corporações mais sérias como as instituições bancárias começam a se apoiar em histórias, é porque o processo já entrou em vigor e se tornou irreversível. Na sua conta do Twitter, o Itaú fez referência ao seriado Game of Thrones: disseram que os Lannisters sempre pagam suas dívidas porque ficam de olho nas dicas de como usar bem o dinheiro. Pegar carona em um seriado não chega a ser uma ação de storytelling, mas pode funcionar para efeito de um post. Aproveitando o GoT, podemos dizer que no longo-prazo, quem contar as melhores histórias é que vai sentar no trono.