De acordo com Jonathan Gottschall, autor do livro "The Storytelling Animal" o ser humano é incapaz de permanecer alheio a uma boa história. Somos naturalmente atraídos pelas experiências dos personagens e pelo mundo em que vivem. Tal pensamento seria uma ótima explicação para o crescimento, apesar das crises, da indústria cinematográfica e literária que temos experimentado nos últimos anos. O problema é que ninguém sabe factualmente o motivo de uma narrativa ser tão irresistível aos ser humano.

O que sabemos é que adaptar o poder da narrativa e das boas histórias vale ouro para qualquer um que trabalha com comunicação. Seguindo o pensamento da Coca-Cola que diz que em 20 anos sua propaganda estará nos cinemas e serão cobrados ingressos para a assisti-la podemos perceber, mesmo que isso ainda seja um sonho, as possibilidades que o bom uso do storytelling pode trazer para a nossas marcas e empresas.

Muito se tem falado dos segredos storytellers, das técnicas usadas em tal tecnologia e das diversas maneiras de se contar uma história para uma marca, mas poucos tem se aventurado pelo caminho científico da coisa. A Casa Mário de Andrade e a Oficina da Palavra me possibilitaram criar um curso que fale desses aspectos da tecnologia do Storytelling, ou seja, pela primeira vez, pelo menos que eu saiba, um curso irá debater exclusivamente a união da técnica narrativa que, nos acompanha desde os primórdios, com as ciências relacionadas a comunicação.

O objetivo do curso é discutir e analisar a narrativa desde o seu surgimento, antes mesmo de se tornar arte, até os dias da economia da atenção, tentando entender como é que o Storytelling se tornou a menina dos olhos da publicidade e se demonstra cada vez mais o último reduto da atenção em nossa sociedade. Tudo feito através do estudo e do debate de cases de sucesso no cinema, na literatura e até na educação.

ATUALIZAÇÃO:
Esse curso já passou, mas ele pode voltar e sempre há novas possibilidades. Fique de olho na nossa programação:
https://www.storytellers.com.br/p/sobre-nossos-cursos.html


Pense rápido: qual é a relação entre a sua mão e contar histórias? Não vale dizer que é com ela que você escreve as histórias. Acredite, há algo muito maior do que isso.
Segundo Jonathan Gottschall em seu livro "The Storytelling Animal", a sua, a minha e a mão de qualquer ser humano é composta de cerca de 27 ossos, 27 juntas, 123 ligamentos 48 nervos e 34 músculos. Mais que isso, cada parte da sua ou da minha mão tem uma função específica determinada. As unhas servem para arranhar ou agarrar o que quer que seja (ou para serem ornamentadas com os esmaltes dos mais diferentes nomes), as digitais para garantir que cada ser seja único dentre todos.
Com histórias, não acontece diferente. Não é preciso um épico de 1102 versos decassílabos se a sua história não é contada como os Lusíadas, mas cada personagem, cada fato e artefato devem ser minuciosamente pensados na construção de uma boa história. As unhas de uma história é aquilo que faz com que o personagem agarre o seu objetivo e passe pelos mais escabrosos obstáculos para chegar até ele (e acredite, tão bem como os nomes dos esmaltes, o nome do personagem também ornamenta a história).

Tudo isso para que, como nossas mãos, a história tenha uma digital única e inconfundível. E isso se torna, permitam-me o trocadilho, ainda mais “positivo”, “jóia”, quando se trata de um acirrado mercado onde uma marca precisa fazer de tudo para ter sua digital, sua identidade, como um diferencial perante seus concorrentes.
Se hoje nós estamos aqui, eu postando e você lendo esse texto, é porque historicamente tiveram mãos para fazer e registrar histórias, e boas histórias para serem passadas de mão em mão durante os séculos.


O nosso herói está a poucas horas de voltar para a estrada, deixar mais uma vez sua terra natal para se aventurar em busca de inspiração, ou melhor, em busca de algo ainda maior que inspiração. A sua busca pela nova maravilha do mundo permeia o mundo fantástico que queríamos viver e o mundo real no qual vivemos tentando realizar nossos sonhos.

Nós, que vamos ficar em nossas telas de computador esperando por textos e fotos que estimulem nossos sentidos e sentimentos mais sensíveis, podemos sonhar com os aromas e sabores novos que ele irá descobrir. Nós, que torcemos e ficamos ansiosos para saber, afinal, qual será essa tal nova maravilha, estaremos aqui, como telespectadores atentos esperando por notícias do mochileiro escritor que busca em suas viagens as belezas do mundo, desde as mais simples até os grandes monumentos.

Para quem ainda não conhece o projeto é só entrar no facebook do A Próxima Maravilha  e aproveitar a retrospectiva de tudo o que aconteceu enquanto ele se prepara para nos levar consigo por terras cada vez mais distantes, curiosas e maravilhosas.

Como, eu disse da última vez: "ao mochileiro, bon voyage" e que seus caminhos o guie para histórias cada vez mais maravilhosas e que uma dessas maravilhas seja a sua aventura. Nos vemos na volta!

Para não perder a tradição o post de hoje é o meu desejo de boa viagem ao Fernando Palacios e ao W'nderer Writer que irão entrar em mais fase de sua jornada essa semana.


Muito se fala sobre relevância ao inserir uma marca em uma história. Se tivesse que escolher uma "masterpiece", ou um supra-sumo nesse quesito, sem dúvidas minha escolha seria o filme Náufrago, o que sobe ainda mais o sarrafo quando tratamos de storytelling no mundo das marcas. Mas em questão não só de inserir uma marca ou produto numa história, como também inserir uma história dentro de um produto a sempre espetacular Post-it lançou um comercial bastante interessante.

No vídeo como um todo, a marca é mais que um desfecho à história. É também um cenário visual onde se constrói a história que, do modo como é retratado, aproxima ainda mais os produtos de uma realidade possível com a qual lidamos. Ou seja, o produto é tão bom e verdadeiro na história que conta (e quem nunca usou post-its para organizar as ideias que atire a primeira pedra) que consegue se colocar duas vezes nela.
Confesso que tive dúvidas quanto a presença do storytelling de fato na campanha, e espero que você também as tenha. Mas ver e rever o vídeo e pensar "o que é que esse personagem vai fazer agora pra resolver sua jornada?" explica didaticamente o que me convenceu a acreditar que sim. 
Fora isso e quaisquer indagações sobre como a história poderia ter sido melhor, ainda é um bom exemplo de encaixe de uma marca numa história (e vice-versa) de modo sincero.

A fórmula do storytelling é simples, mas não é fácil... o artigo foi escrito originalmente para o portal Nós da Comunicação.



Não tem mais ninguém com você no elevador social, então você aproveita o espelho para ajeitar alguns fios mais rebeldes. A velocidade diminui de modo que você faz uma última pose e logo em seguida fica de frente para a porta. A porta se abre e você quase cai para trás enquanto pisca os olhos para tentar desfazer a imagem que diante de si. Do lado de fora um zumbi aguardava por esse momento e agora ele acaba de erguer os braços e dar o primeiro passo em sua direção...

"As leis da escrita são tão imutáveis quanto às da matemática, da física e da aviação" certa vez escreveu Ernest Hemingway numa carta para o colega Maxwell Perkins. As leis da escrita às quais ele se refere, compõem metade de uma fórmula maior. A fórmula do storytelling.

O artigo começou com uma pequena situação envolvendo o mito dos mortos-vivos, um tema que está na moda com a febre em torno da franquia 'The Walking Dead' e, em breve, com o filme 'Guerra Mundial Z'. Retomando a narrativa, sim, pode ser que o mundo tenha sido atingido novamente por um apocalipse zumbi e você esteja descobrindo em primeira mão. Mas também pode não ser nada disso, pode ser apenas uma pessoa brincando com uma fantasia de carnaval. Ora, se fizer sentido, tudo é possível.

Tudo o que "pode ser que isso, ou pode ser que aquilo" está no campo daquilo que consideramos como story. Story é tudo aquilo que é imaginário. Já o telling é a busca por uma forma de expressar isso. O telling é o exercício de tirar da cabeça e transportar para o papel.

Foi então que eu defini uma regra para meus trabalhos. Para que o estiver no seu papel possa agora invadir outras cabeças e brincar com a imaginação e, quem sabe até, com o coração dos outros, existe uma máxima que pode ser inclusive apresentada numa equação matemática: Story > Telling.

A tradução dessa fórmula é simples. Ela significa que não importa se você estiver fazendo uma apresentação corporativa, um anúncio para uma multinacional ou um romance para vender nas livrarias; sua obra será ruim por definição se aquilo que estiver na sua cabeça estiver inteiramente expresso nos seus slides, nos seus 30 segundos ou na somatória das suas páginas.

Quando falamos do pensamento de storytelling, o segredo não está somente em como contar a história, mas principalmente no que deixar de contar. Afinal, como você quer que as pessoas pensem na sua história se você não deixou espaço pra que elas pudessem imaginar?

Ainda cabe um adendo para que essa fórmula funcione. Como ensinou Ernest Hemingway no livro 'Paris é uma Festa' "A história era sobre o retorno da guerra, mas em nenhum momento a guerra foi sequer mencionada (...)  Esta parte foi omitida de acordo com a minha nova teoria de que você pode omitir qualquer coisa se você sobre aquilo que você está omitindo e que a parte omitida iria fortalecer a história e que faria as pessoas sentirem algo maior do que elas poderiam compreender."

Não é por acaso que o gênio da literatura afirmou que sua contagem diária de palavras girava em torno de 400 a 600, num dia inspirado. Com mais de 300 ele ainda se sentia bem.  

Argumentou que alguém que critique essa quantidade não entende nada sobre escrever bem e nem sobre a felicidade que alguém tem ao despejar 422 palavras dispostas tão bem quanto você imaginava. Só mesmo o exagero no story e a diligência no telling para que seu texto ganhe vida.



Muitas vezes falamos de Storytelling como a mais nova descoberta da humanidade, outras como a coisa mais antiga que existe no mundo. A verdade é que contar histórias é algo tão complexo e poderoso e acaba tornando realidade esse paradoxo.

Para entender melhor isso tudo é preciso partir da ideia de que storytelling é uma tecnologia, ou seja, uma forma de um técnica (narrativa) que encontrou a ciência e se tornou um processo capaz de ser reproduzido. A técnica, que podemos chamar de "contar histórias" está realmente acompanhando a humanidade desde os nosso primórdios, mas não faz muito tempo que a ciência da comunicação virou seus olhos para essa técnica e finalmente passou a transformá-la em tecnologia, e isso sim é novo, a tecnologia da comunicação conhecida como storytelling é absolutamente nova no mundo da comunicação e estamos todos batalhando para tentar entender toda a sua complexidade.

Uma das notícias mais interessantes que eu vi nos últimos tempos sobre storytelling enquanto tecnologia chegou até mim pelo Fernando Palacios em um link para o The Guardian, um dos jornais britânicos de maior importância internacional. A manchete lê-se Penny Bailey sobre escrita científica: "Você precisa saber contar uma  boa história."

A matéria que se inicia com a afirmação de Penny Bailey de que "é fácil se enrolar com as especificações científicas e esquecer da história que trás tudo aquilo a vida" quando se está escrevendo sobre ciência, mostra que os cientistas também se apoiam em certas formas narrativas para potencializar a compreensão de seus artigos e explicações. Para Bailey existem alguns fatores importantes que devem estar presentes em uma boa história científica, entre esses fatores estão também alguns dos aspectos mais importantes do storytelling na comunicação, coisas como "aspecto humano" que torna todo o texto vivo de certa maneira, a novidade científica que gera curiosidade e os conflitos que tiveram que ser superados.

Durante sua entrevista Bailey dá X dicas importantes sobre escrita científica que podem servir de lição de casa para qualquer storyteller.

1. Saiba contar a sua história e conheça o conteúdo do qual está falando.

2. As metáforas podem ser usadas para dar explicações difíceis ou oferecer um ponto de vista diferente durante o texto.

3. Cuidado para não se perder nos detalhes do conteúdo, dê ao expectador o que realmente importa.

Para mais detalhes sobre a relação entre storytelling e a escrita científica vocês podem acessar a entrevista original em inglês aqui http://www.guardian.co.uk/science/2013/mar/27/penny-bailey-science-writing-wellcome






Esse post foi originalmente escrito para o grupo de Inovação em Storytelling e Transmídia no Facebook, onde sou um dos moderadores. Ele fez bastante sucesso por lá, então achei que também deve interessar por aqui.

FINALMENTE chegou o dia! Estava guardando esse Easter Egg (conceito aqui: www.storytellers.com.br/2013/03/storytelling-e-ovos-de-pascoa.html) para uma ocasião especial: o dia que alguém acertasse a pergunta da minha apresentação...

Depois de mais de mil alunos das mais diversas idades e profissões, em diversos estados e países, pela primeira vez alguém acertou do que trata a história do Aladdin da Disney.

Para celebrar esse acontecimento histórico, vou contar o Easter Egg reservado para esse momento: pois é, o mercador do começo da história é ninguém menos do que o próprio gênio que, ao final da história, depois de ter sido liberto, passou a viajar o mundo para perpetuar a história do seu libertador.

Coloquei uma imagem para ajudar na identificação. Vamos às evidências: o gênio é um shapeshifter, ou seja, ela pode assumir qualquer forma... se ele vira desde uma abelha até uma ovelha, por que não poderia virar um humano?

Além disso, o gênio e o mercador são os únicos personagens da história que possuem somente 4 dedos, a barbicha em forma de gancho e vestem o cinturão vermelho.

Se isso não for suficiente para provar o ponto, eles também são os únicos personagens "entertainers", dotados de um ar cômico, e somente eles falam diretamente com a audiência.

Se ainda precisar de mais evidências, então assista novamente o filme e repare que no final, depois de liberto, o gênio toma a lâmpada das mãos do Aladdin, continua com seus poderes, e finalmente se despede e vai embora.




De tempos em tempos surge uma notícia de um livro que vai virar filme, de um filme que vai virar livro, de uma série que vai virar filme ou até de um canal do Youtube, como o “Porta dos Fundos”, que recentemente anunciou que vai para as telonas. A verdade é que quando se trata de uma boa história ela permite ser contada das mais diversas maneiras.
A novidade da vez é o filme “Faroeste Caboclo”. Com direção de René Sampaio, como sugere o título, ele conta a história de João de Santo Cristo, escrita e eternizada na voz de Renato Russo nos anos 90 e reconhecida como o “épico brasileiro”.
A história dispensa apresentação. A partir de cerca de 9 minutos de música, o grande desafio do filme em termos de storytelling sem dúvida foi transformar estes minutos de “telling” da música em mais de uma hora de filme na história contada nos cinemas sem desafinar.
Aos olhos dos fãs da Legião Urbana que têm os 168 versos na ponta da língua, a produção é ao mesmo tempo uma ousadia e um desejo de longa data que só saberemos o resultado a partir do dia 30 de maio. Mas no que se refere a storytelling, eis um exemplo bastante didático e também diferente do que estamos acostumados da distinção entre o “story” (o universo de João de Santo Cristo) e o “telling” (a música de Renato e agora o filme de René).





Merlin lutou contra todo um oceano cheio de ameaças para encontrar seu filho. Nemo foi levado de sua casa para dentro de um aquário em um consultório de dentista. Nós já nos divertimos e nos emocionamos com a história de separação e reencontro desses dois peixinhos, mas enquanto assistíamos a essa jornada, nos sentindo tão perdidos e ameaçados, por tubarões e florestas de água-viva, quanto o nosso herói Merlin, alguma outra coisa aconteceu. Alguma coisa iluminou essa história e de alguma maneira preencheu o vazio azul do fundo do mar com um tom de diversão. Sim, meus amigos, eu estou falando na peixinha mais querida das telonas, Dory.


Essa semana a Pixar anunciou o filme Procurando Dory, uma animação inteiramente dedicada as aventuras e conflitos de um personagem que roubou a cena e a atenção por muitos momentos no já conhecido Procurando Nemo. A minha primeira pergunta ao ver essa notícia foi: porque a Dory? 

Bom, nós falamos algumas vezes aqui no blog sobre o processo de criar um personagem, eu acho até que já mencionei a importância de um protagonista para nos emprestar seus olhos e nos levar para o seu mundo como ele mesmo o vê, o que eu acho que ainda não comentei é que às vezes, um personagem pede para seguir o seu próprio caminho. 

Nós, então, não temos muita opção a não ser ceder o instinto storyteller e seguir em mais uma aventura, às vezes, só para ver no que vai dar. A Dory demorou para cair na boca do povo, aliás, se você pensar bem pode acabar se lembrando de que "P. Sherman, 42, Wallaby Way, Sydney" e "Just keep swimming" ficaram muito mais famosas do que qualquer frase professada por Merlin ou Nemo. A falta de memória também ajudou a humanizar o personagem, afinal, quem nunca saiu de casa sem as chaves, ou esqueceu a carteira na mesa do restaurante? A verdade é que todos sabemos a agonia do esquecimento, por melhor que sejam nossas memórias. 

Mas a Dory não é a primeira a ganhar o seu espaço no sol depois de aparecer como companheira na aventura de outros personagens, eu nem vou falar de Star Wars, afinal é difícil contar quantos personagens da saga conseguiram ganhar suas próprias narrativas. A Pixar e a Disney não desperdiçam bons personagens, de Aladin nós ganhamos os filmes do Jafar, os queridos Timão e Pumba já viraram série de desenho animado. Enfim, é bom sabermos que a história que não contamos em nossas narrativas podem se tornar boa oportunidades de expandir um universo e aumentar ainda mais a sua visibilidade. 





O “Primeiro de Abril” é, antes de tudo, um grande erro de tradução quando chamado de “dia da mentira”. Conhecido nos Estados Unidos como “April Fools”, lá e em diversos outros países de outras línguas este não é lembrado como um dia de mentir, mas sim de pregar peças, sacanear.
Segundo conta a história, o dia primeiro de Abril marcava o fim das festas de passagem de ano no calendário Juliano – junto à chegada da primavera na França. Foi aí que o rei Carlos IX determinou a mudança para o calendário Gregoriano, mudando o dia da passagem de ano para como conhecemos e comemoramos hoje. Em meio a essa mudança, se aproveitando dos mais desinformados, havia os que enviavam convites falsos a festas de passagem de ano no dia um de Abril. E assim surgiu a tradição do “Dia dos Tolos”.
Verdadeira ou mentirosa, ou ainda mais profundo que isso: real ou ficcional, essa versão da história nos parece passível de acreditar porque acima de tudo é convincente, relevante e principalmente condizente com os valores que a tradição do “Dia dos Tolos” quer transmitir. E assim também funciona com as histórias que as marcas querem contar.

Se a marca de roupas Hollister foi de fato fundada em 1922 por um aventureiro americano que se opunha a vida quadrada de seu pai ou se a primeira loja só passou a existir no ano 2000, 78 anos de ficção pouco importa se eles foram imaginados da mesma forma que o imaginário do consumidor funciona em relação aos produtos da marca.
Para os mais desconfiados que insistem em achar que histórias inventadas são mentiras bem como o “Primeiro de Abril” é o dia da mentira, a neurociência rebate e comprova que nosso cérebro é sim programado para inventar informações que não existem “realmente” conforme se faz necessário.

E que a tradução agora correta de “April Fools” para “Dia dos Tolos” nos sirva como metáfora pra entender que uma história ficcional de uma marca só é mentira quando é contada como se fosse dia primeiro de Abril, ou seja, fazendo o consumidor de tolo.