Somos todos heróis de nossas próprias histórias, e como Campbell prova em seu estudo dos mitos clássico, há um momento, no meio do grande conflito, em que todo herói deve encontrar um sábio, ou seja, alguma espécie de mestre que lhe mostre o caminho a ser seguido para que o herói seja capaz de alcançar a transformação.
Eu sequestrei o post de hoje para falar um pouco da minha jornada e desejar feliz aniversário ao nosso mais experiente Storyteller, o homem que tornou possível a maior parte das minhas conquistas no último ano. Eu estava desempregado e um tento perdido, procurando por algum tipo de luz que me mostrasse como eu poderia me reinventar, os modelos antigos de vida que eu havia preparado não cabiam mais e era mais do que hora de iniciar uma nova jornada. Na sala de aula, encontrei três mestres, mas um deles me ofereceu sua mão e seu apoio, um deles abriu caminho para que eu pudesse, apesar dos desafios me transformar no que eu sempre quis ser.
Contar histórias é um oficio que nos ensina muito sobre nós mesmo, nos mostra do que somos capazes e ajuda a olharmos para nossas vidas de maneira mais prática, mas no fim das contas, nada disso seria possível se eu não fosse guiado por alguém, que em algum momento acreditou mais em mim do que eu mesmo. Alguém que me mostrou que o trabalho duro só vale a pena se for nos levar para a felicidade, e não apenas ao dinheiro, alguém que com a sua jornada me inspirou a investir meu tempo, meus estudos e meu trabalho em algo no qual eu realmente acreditava.
Hoje, um ano e pouco depois desse de conhecer esse mestre, amigo e parceiro, eu estou aqui preparando o meu primeiro curso de storytelling, trabalhando em uma campanha na qual eu realmente acredito e construindo um empresa que representa tudo o que eu quero mudar no mundo. Então, hoje, o post é sobre um personagem, um herói capaz de tornar a minha jornada possível.
Parabéns Fernando Palacios, não apenas pelo seu aniversário, mas também por passá-lo fazendo o que gosta, por ter conquistado o direito de viajar, de tornar o seu sonho realidade e com esse exemplo, ser uma inspiração, para pessoas que como eu, pelo simples fato de te conhecerem, saberem que nossos sonhos também são possíveis. Então, parabéns pelo exemplo, pela pessoa que é e obrigado pelo ensinamentos e oportunidades.
Pontos críticos na Transmidia de Defiance
Por Ale Santos
Defiance é um seriado de ficção científica produzido originalmente pelo canal SyFy que estreou recentemente causando uma enxurrada de notícias em sites de entretenimento e de comunicação. Isso porque os produtores ousaram em criar um dos primeiros produtos de transmidia nativa dos últimos anos.
Transmídia nativa é aquela aonde a expansão do storytelling, através de múltiplas plataformas de mídias é planejada previamente.Para a indústria do entretenimento, uma narrativa expandida é o melhor que eles podem conseguir. Falar com seu público por vários anos e de várias formas. Então é muito natural que iniciativas como esta comecem a aparecer em larga escala... aliás a Comcast, que é a maior companhia de TV a cabo, pretende investir além de Defiance 1 Bilhão de Dólares em 6 seriados de com Transmidia Storytelling nativa. Só Defiance levou 5 anos de planejamento e 100 milhões de Dólares apenas na fase de desenvolvimento das estratégias. Isso será um prato cheio para que muitas pessoas comecem a olhar para esses assuntos com maior frequência.
O enredo do seriado se passa em torno de uma guerra que se originou com a chegada de várias raças alienígenas que são conhecidas (todas) pelo nome de Votans. Mesmo com toda sua tecnologia de Terraformação capaz de transformar a biodiversidade da Terra e alterar completamente a geografia do planeta eles, ao buscarem refúgio, não conseguiram perceber que já existia uma raça habitando por aqui. -outh!
Neste cenário, surge um ex-militar humano, Nolan, que caça as naves destruídas que ainda caem do espaço com sua filha adotiva, a votan Irisa. Até que eles se deparam com uma cidade construída sobre a antiga St. Louis. Ela é um tipo de colônia aonde as raças aliens e humanos podem viver em relativa paz. Os conflitos, previsivelmente fazem com que Nolan se torne o guardião do lugar, atualmente é chamado Defiance.
O ponto alto deste projeto é, como anunciado em vários lugares, ter nascido com um MMO (Massive Multiplayer Online) - um jogo online com servidores que suportam milhares de players ao mesmo tempo. A ideia é, que as decisões massivas dentro do game influenciem no desenvolvimento da série. E existe uma coisa bem interessante que integra o projeto: Algumas keys que liberam equipamentos especiais para os jogadores são espalhadas por emails, social media e (espero) contidas nos episódios transmitidos pelo SyFy.
Mas então se tudo isso está sendo desenvolvido e com tanto investimento em transmídia storytelling o que pode dar errado?
Pois é, o que poderia? Mas uma busca rápida no Google vai ajudar a perceber uma coisa que em 5 anos os produtores deixaram de lado. Eu acompanhei desde o início as notícias sobre Defiance e desde sempre o motivo principal por ele ter tanto destaque foi a transmídia e não a história. O esforço na forma foi extravagante, mas no conteúdo nem tanto. Quando assisti o piloto senti como se estivesse mastigando uma embalagem bonita, porém vazia.
Esse é um caminho perigoso para quem pretende produzir transmidia storytelling. A história sempre deve ser o principal, se ela for realmente boa, naturalmente transbordará para outros meios.Até o sexto episódio muita gente tem reclamado que a trama está lenta, não desenvolve e não é suficientemente interessante para engajar. Eu sou fã de ficção e realmente já vi coisas muito melhores.
E o Game... vai?
Olha, a indústria de MMOs vem sofrendo com um grande dilema, qual modelo de rentabilização adotar. Free to play ou Pay to Play? Alguns grandes projetos como Star Wars Old Republic sofreram terríveis baixas após o período de teste em que começaram a pagar. Por fim tiveram que alterar suas estratégias e começarem a trabalhar com DLC (pacotes para download) pagos, que ofereciam conteúdo exclusivo e assim ganhar grana no servidor gratuito.
Então quando entro no site para tentar acompanhar Defiance também pelo jogo, não existe nem uma versão de teste. Nada do tipo jogue a primeira fase de introdução ao mundo de Defiance. Está tudo pago, assim como Ebooks e HQs, os produtores da série não estão esperando o engajamento, estão investindo agressivamente na rentabilização. Não estou dizendo que ninguém vai entrar acompanhar a transmídia por esses meios, mas convenhamos que irá reduzir bruscamente as possibilidades de novas pessoas entrando no seu universo. Eu mesmo não pagarei por algo que não "senti firmeza" com o seriado.
O fato do game ser TPS ( Third-person shooter ou jogo de tiro em primeira pessoa) não ajuda muito na hora de convergir o roteiro da Série. Mesmo no piloto, se você é um jogador mais experiente, pode ter a sensação de que a maioria das cenas de conflito são como introdução as fases de um jogo de tiro: "O cara para na floresta apenas com uma arma e alguns monstros super velozes correndo por trás das árvores... Start!"
Eu até me arrisco em dizer que o problema da lentidão no ritmo da trama é porque a todo momento eles tentam usar a série para apresentar ou explicar algo importante da mecânica do jogo. Porém a imersão que acontece em um jogo de tiro, na maioria dos casos não é totalmente baseada na narrativa, o que força a série a deixar de lado alguns pontos que podem ser importantes para aprofundar o storytelling, para aprofundar em outra coisa derivada do game. O que estou dizendo é que tentaram chegar em um meio termo nos roteiros Game/TV para fazer com que as duas coisas andassem juntas e isso pode ter limitado muito alguns pontos da narrativa.
Já no piloto mesmo uma das sete raças tenta invadir a cidade, que perdeu seu campo de força (e nunca pensou em ter um sistema de segurança em caso de emergência) e então todos os moradores, praticamente todos, se armam para enfrenta-los. Aquilo não foi crível, em um MMO você está se ferrando pros NPCs ao teu lado, não se importa com quem eles sejam, mas em uma série todos eles tem nomes, vidas e isso não explicaria a maestria em acertar todos os tiros.
A verdade é que agora os esforços em torno da série, correm na direção de justificar tudo o que foi feito. Talvez seja possível dar um jeito em tudo, já confirmaram uma segunda temporada na TV e vão querer fazer dinheiro e dizer, isso aconteceu, alcançamos um número nunca alcançado. Se vão chegar lá, isso é outra história.
O STORYTELLING NA CAPA DO JORNAL
Por Pedro Kastelic
Quando
nos referimos ao uso do storytelling como “a última esperança” para captar a
atenção do consumidor, ainda que nossos exemplos sejam predominantemente
mercadológicos, não podemos nos esquecer de que a falta de atenção não é
característica do ser humano só enquanto consumidor, mas enquanto indivíduo
inserido na pós-modernidade.
Por
assim dizer, temos que o storytelling surge como caminho não só para a
comunicação publicitária, mas para a comunicação em geral – o que inclui outro
grupo de graduados em comunicação: os jornalistas. Para explicar aqui,
brevemente, como o storytelling poderá (e deverá) ir parar nas capas dos
jornais, proponho um paralelo com a história da propaganda.
Há
muitos e muitos anos atrás, num lugar não muito distante, a publicidade se
limitava a anúncios que transmitiam as qualidades de um produto. Eternizados
pela voz imperativa do “Compre!” e “Experimente!”, os chamados anúncios “hard
sell” dominavam a propaganda e a cabeça de seus criadores com uma fórmula
pronta.
Entretanto,
com o passar do tempo, o inchaço comunicacional, dentre outros motivos, começou
a diminuir a eficácia com que estes anúncios funcionavam, obrigando assim os
publicitários a repensar a forma com que anunciariam seus produtos. Nascia aí o
que é conhecido como “soft sell”.
Para
o jornalismo a história não é diferente nos dias de hoje. As múltiplas telas e
as redes aumentam gradativamente a dispersão dos espectadores até na hora das
principais manchetes do dia. Por um lado uns buscam cada vez mais o
sensacionalismo, a “Bomba!” que, se não pode ser chamada de “sell”, não é mais
que o imperativo “hard tell”. Por outro, um caminho, que por conveniência aqui
podemos chamar de “soft tell”, é o storytelling como forma de comunicar cada
dia mais efetivamente a notícia (story) através da narrativa (telling).
O
“soft tell” para o jornalismo, ou seja, o storytelling aplicado às páginas de
jornais não é de todo novidade. Que diga o “new journalism” nos anos 60. Mas só
quando mais fórmulas forem quebradas é que teremos mais narrativas eternizadas e
leitores atentos ao noticiário.
AVIÕES E O PARADIGMA DISNEY
Por Pedro Kastelic
Quem hoje vê a Disney lançando um sucesso
atrás do outro nas telonas, mal pode imaginar que um dia a empresa de Mickey
Mouse já passou por maus bocados quando o assunto é a sétima arte.
Eis que, no final dos anos 80, os filmes
lançados pela Disney não estavam dando os resultados esperados. Até que um então
funcionário da empresa, Christopher Vogler, baseou-se na literatura do mestre
Joseph Campbell e do monomito para criar uma estrutura referência para as
próximas narrativas produzidas nos estúdios de Walt Disney. Batizado “Memorando
de Vogler”, que posteriormente, em 1992, veio a originar o livro “A jornada do
escritor”, o modelo sofreu algumas adaptações e ficou também conhecido como o “Paradigma
Disney”.
A partir daí ocorreu a grande virada nas
contas da Disney, e o sucesso da empresa voltou a ser como é conhecido por
todos nós até hoje – ainda que com uma ou outra diferença – também nos filmes
produzidos por ela em parceria com a Pixar. Se você ainda duvida, pode conferir
em todos os mais recentes sucessos da Disney que você deverá encontrar os doze
estágios da jornada, um herói, um mentor, um arauto e todos os outros
personagens da forma com que Vogler assim nomeou.
Com “Aviões”, o mais novo filme anunciado pela
Walt Disney Company, não deverá ser diferente. “Derivado” do sucesso de 2006 – “Carros”,
o trailer pode ser conferido aqui enquanto aguardamos ele aparecer no cinema
mais próximo de você.
STORYTELLING, PARA GANHAR SHARE DE OLHOS E OUVIDOS
Por Luis Gaspar
"O excesso de informação gera a escassez de atenção". Essa premissa proposta por Herbert Simon pode nos ajudar a entender um pouco melhor os recentes movimentos, tanto de agências quanto de anunciantes, em busca do storytelling.
Em um mundo com celulares inteligentes, tablets, notebooks e até vídeo games capazes de nos conectar com a infinidade de informações da internet, conseguir a atenção do consumidor/leitor é o maior desafio do comunicador. A geração Y não costuma perder tempo com o que não lhes interessa e é o nosso trabalho criar conteúdo e propaganda que interessem. Afinal, antes de trocarmos produto por dinheiro, nós trocamos conteúdo por atenção e é por isso que o mercado acostumado a lutar por "share of market", "mind" e "voice" deve se preparar cada dia mais para ganhar o share de olhos e ouvidos desse grupo de consumidores que não param suas atividades facilmente para ouvir o que temos a dizer.
Mas eu não vou me prolongar sobre o assunto e vou passar a palavra para o Fernando Palacios que explicou tudo isso de maneira bem fácil e prática na entrevista pro vlog do Ideia de Marketing dessa semana. É só apertar o play e se preparar para aprender um pouco mais sobre storytelling, branding e narrativa.
Mas eu não vou me prolongar sobre o assunto e vou passar a palavra para o Fernando Palacios que explicou tudo isso de maneira bem fácil e prática na entrevista pro vlog do Ideia de Marketing dessa semana. É só apertar o play e se preparar para aprender um pouco mais sobre storytelling, branding e narrativa.
HIPER-REALIDADE "VERSUS" TRANSMÍDIA
Por Pedro Kastelic
Boa
parte dos temas propostos nas publicações aqui no blog relacionam o
storytelling, cedo ou tarde, ao consumo. As histórias entram na comunicação
mercadológica também e tão bem para quebrar o caráter descritivo e imperativo
da propaganda convencional, e assim é indelével que elas acabem por vagar entre
o campo da ficção e da realidade. É daí que surge a pergunta de um milhão de
dólares, que insiste em não querer calar-se em uma resposta definitiva: o que é
real e o que é ficcional?
Entretanto, não satisfeito com a tenuidade entre o real e o ficcional, trago ainda um terceiro conceito defendido pelo autor francês Jean Baudrillard: a hiper-realidade. Em suma ela pode ser definida como o contato com além do que pode ser chamado de real (se é que algo pode ser chamado, de fato, de real) em um acontecimento. Essa situação se evidencia ainda mais quando inserimos a tecnologia em nossa vida cotidiana. Ou seja, a hiper-realidade se expressa, por exemplo, no momento em que eu, você ou nós assistimos a um capítulo da novela, a uma notícia na televisão ou a um filme no cinema já tendo lido, jogado, consumido mais sobre o respectivo assunto (ou história) anteriormente.
E
não me venham dizer que real é aquilo que você vive ou sente. Não são poucos os
estudos que, com um foco ou outro, acabam por comprovar que nosso cérebro nos
faz enganar e se enganar diariamente. Assim, dizer tão só que real é aquilo que
você vive ou sente é não mais que se enganar também.
Entretanto, não satisfeito com a tenuidade entre o real e o ficcional, trago ainda um terceiro conceito defendido pelo autor francês Jean Baudrillard: a hiper-realidade. Em suma ela pode ser definida como o contato com além do que pode ser chamado de real (se é que algo pode ser chamado, de fato, de real) em um acontecimento. Essa situação se evidencia ainda mais quando inserimos a tecnologia em nossa vida cotidiana. Ou seja, a hiper-realidade se expressa, por exemplo, no momento em que eu, você ou nós assistimos a um capítulo da novela, a uma notícia na televisão ou a um filme no cinema já tendo lido, jogado, consumido mais sobre o respectivo assunto (ou história) anteriormente.
Por
fim, quando a alternativa é a do parêntese acima e tratamos sobre ter contato
com diferentes vertentes de uma mesma história em diferentes mídias, qualquer
semelhança de hiper-realidade com transmídia não é mera coincidência.
QUASE STORYTELLING
Por Luis Gaspar
Antes de mais nada, quero deixar claro que o uso incorreto da palavra "storytelling" não faz com que uma campanha seja classificada automaticamente como "ruim", pelo contrário, campanhas bastante interessantes e com ótimos resultados não são storytelling, mas dizem ser.
Hoje eu vou falar de uma campanha que encontrei enquanto trilhava os caminhos diários da internet. Quando eu li "Storytelling Tecnisa" fiquei agitado, curioso e ansioso para saber o que estaria do outro lado do link que se escondia entre outros milhões de links do meu google reader. Enfim, cliquei e fui levado a uma página simpática com uma boa apresentação da campanha e uma ideia que me parecia cada vez mais genial: apresentar os bairros de suas construções através da histórias desses bairros. Uma ação muito inteligente para uma construtora famosa que busca se relacionar melhor com seu consumidor. Com a expectativa lá em cima continuei clicando.
Tamanha não foi a minha decepção quando entrei no primeiro bairro da lista, Vila Prudente, ansioso por uma experiência emocionante e prazerosa eu me deparei com um texto, bem escrito, no estilo Wikipedia de ser que não me oferecia a experiência prometida pelo título. "O bairro nasceu no ano XX pela concentração de imigrantes Y e por isso virou um pólo cultural de Z" e assim continuava o texto que me deixou disperso e me permitiu voltar minha atenção para a televisão antes mesmo de terminar o primeiro parágrafo, só voltei para terminar algumas horas depois. Devo admitir, antes de continuar, que grande parte da minha decepção é culpa minha por causa dessa mania que eu tenho de criar grandes expectativas. A campanha, no fim das contas não é ruim, a ideia é boa e bastante intrigante, afinal eu fui até o fim para descobrir do que se tratava, não fui?
O problema da "Storytelling Tecnisa" assim como de diversas outras marcas e campanhas que buscam o storytelling como tecnologia de comunicação é que há uma grande confusão sobre o que é storytelling. O que eu esperava era encontrar boas narrativas que me emocionassem e cativassem, mas ao invés disso encontrei um enorme histórico que, apesar de bem escrito, ainda era frio e pouco engajador. Fiquei triste, de verdade, por perceber a oportunidade que a marca perdeu de apaixonar o consumidor por um daqueles bairros e assim, quem sabe, até vender um de seus imóveis. Com uma ideia dessas eles mereciam um pouco mais de engajamento, mas faltaram alguns pontos importantes, na minha opinião, para que a companha fosse um completo sucesso do Storytelling.
O mais importante desses pontos é que o storytelling deve trabalhar emoções e sensações, criando sorrisos, levando a reflexão e se possível transformando a publicidade em entretenimento. Trabalhar emoções e levar a reflexão não é função da publicidade e sim da arte, portanto para que uma campanha de storytelling seja completa e alcance todo o seu potencial é preciso se apropriar das técnicas artísticas, no nosso caso, usar o que conhecemos como narrativa.
A narrativa é uma técnica que envolve uma série de padrões e regras para se contar um história, entre essas regras a presença de um personagem com a função de emprestar a sua visão de mundo ao leitor é uma das mais importantes, esse personagem é o responsável por transmitir sensações e amoções que vão além do fato e criar identificação através da experiência, o que faz com que a história seja apreendida melhor pelo consumidor. Um narrador melhor definido como um personagem já faria uma diferença incrível na proposta do "Storytelling Tecnisa". Está tudo lá, a ideia é boa, histórias para contar tenho certeza que não faltam, o marketing e a agência são obviamente bons e antenados, só faltou mesmo um storyteller para transformar essa campanha em um grande case brasileiro de inovação e engajamento.
O mais importante desses pontos é que o storytelling deve trabalhar emoções e sensações, criando sorrisos, levando a reflexão e se possível transformando a publicidade em entretenimento. Trabalhar emoções e levar a reflexão não é função da publicidade e sim da arte, portanto para que uma campanha de storytelling seja completa e alcance todo o seu potencial é preciso se apropriar das técnicas artísticas, no nosso caso, usar o que conhecemos como narrativa.
A narrativa é uma técnica que envolve uma série de padrões e regras para se contar um história, entre essas regras a presença de um personagem com a função de emprestar a sua visão de mundo ao leitor é uma das mais importantes, esse personagem é o responsável por transmitir sensações e amoções que vão além do fato e criar identificação através da experiência, o que faz com que a história seja apreendida melhor pelo consumidor. Um narrador melhor definido como um personagem já faria uma diferença incrível na proposta do "Storytelling Tecnisa". Está tudo lá, a ideia é boa, histórias para contar tenho certeza que não faltam, o marketing e a agência são obviamente bons e antenados, só faltou mesmo um storyteller para transformar essa campanha em um grande case brasileiro de inovação e engajamento.
O UNIVERSO DC NAS MÃOS DE SUPERMAN, O HOMEM DE AÇO
Por Ale Santos
O novo filme do Superman está chegando e claro, muita gente já imagina que se ele fizer tanto sucesso quanto Batman isso pode significar uma nova série de filmes dos heróis DC como a famosa Liga da Justiça. Parece fácil imitar a fórmula dos Vingadores da Marvel, mas não é bem por aí e vou dizer porque.
No projeto Vingadores, acompanhamos as histórias de Hulk, Homem de Ferro, Thor, Capitão América e depois todos juntos em uma sequência de filmes que renderam uma boa grana aos estúdios e ainda abriu espaço para muito mais. Isso porque eles conseguiram representar no cinema o Universo Marvel, o ambiente aonde infinitas histórias podem acontecer e os espectadores ainda vão se sentir familiarizados com seus elementos.
Ok, então basta colocar Batman ao lado de Flash e tudo fica resolvido... ou não!
Essa união de todas as histórias de seus personagens só é possível na Marvel porque um cara chamado Stan Lee revolucionou o mundo das HQs criando heróis que tinham conflitos bem parecidos com os humanos e a partir daí o sucesso foi tremendo que esse conceito foi dando vida a outros seres super poderosos. Não foi que a DC aconteceu.
Ela cresceu comprando histórias prontas, primeiro com o Batman, depois vieram outros como Lanterna Verde e Aquaman. Cada um com um grupo de vilões e principalmente uma visão do mundo ou melhor uma versão do mundo bem peculiar.

Batman sempre enfrentou vilões malucos ou bem armados, dentro de sua lógica não existiam aliens ou monstros devoradores de planetas. Da mesma forma, Mulher Maravilha é simplesmente uma princesa das Amazonas e sua história tem referências da mitologia grega.
O que acontecia quando algumas dessas histórias precisavam se cruzar era a criação de um novo universo, que a DC chamava de Terra 1, 2 e etc. Dessa maneira as grandes alterações não influenciavam no plot principal de um personagem. Como (na época) Hqs vendiam bastante, o fato de ter várias versões de um mesmo herói não era preocupante. Mas chegou um tempo que o Multiverso (como foi chamado essa junção) impactou o comportamento dos leitores pois era um trabalho penoso comprar e acompanhar seu herói preferido.
Foi quando veio uma série chamada Crise nas Infinitas Terras, que juntou todas as "Terras" e versões dos heróis em um só enredo.
Porém isso não significa que eles resolveram o problema que é justificar a necessidade da existência de alguns heróis em uma mesmo grupo. Como criar uma história aonde a astúcia do morcego possa ser útil frente a um inimigo como Apocalypse que foi capaz de matar o Superman uma vez. Ou um vilão como o Capitão Bumerangue que era combatido pelo Flash, ter que enfrentar Hal Jordan com seu anel que pode expulsar da Terra a entidade Parallax... uma tarefa difícil.
Bem, no cinema, Batman já conseguiu seu sucesso. Enquanto isso algumas produções como o seriado Arrow vem construindo uma base de fãs bacana. Aliás se depender desse seriado eu acredito que os roteiristas estejam no caminho para nos mostrar como o universo DC pode se encontrar no cinema. Isso porque vários personagens como a Caçadora e Slade já foram vistos em vários episódios e a recepção está sendo boa. Inclusive há indícios que este seriado possa sofrer influência após o novo filme do Superman e tem outro herói dependendo desse sucesso, o Gladiador Dourado que também vai ter sua estréia na TV em breve. O que falta para os estúdios investirem pesado em um filme da Liga da Justiça? ... falta Clark Kent mostrar porque é o Superman.
Seu último filme deixou bastante a desejar e todas as notícias sobre a pressão que o diretor tem sofrido podem abalar nossa fé nesse filme, o que apenas aumenta a curiosidade para saber se Superman salvará novamente seu universo.
STORYTELLING ALÉM DOS "CASES"
Por Pedro Kastelic
O
mundo da comunicação está repleto de exemplos e casos que reafirmam o poder das
histórias na construção de marcas. Sem muito esforço encontramos diversas
menções a storytelling em campanhas de comunicação – muitas delas até
incorretas – mas sempre se vangloriando pragmaticamente pelo sucesso gerado.
Quando
vamos a uma esfera científica do estudo da comunicação, do consumo e das marcas
vemos que também não é diferente. Se por um lado respeitadas marcas como
Coca-Cola e Google discutem o storytelling, por outro autores-referência como
Colin Campbell e Andrea Semprini embasam a discussão em seu viés mais profundo
e defendem a relação de consumo como cada vez mais imaginária, imaterial e simbólica.
E
já que tratamos o storytelling em sua vertente acadêmica, valem algumas
citações pra deixar tudo mais claro:
"Em muitas destas, a
fronteira entre a representação dos interesses de determinado fabricante e
distribuidor (i.e., a propaganda) e as imagens produzidas primeiramente para
entretenimento é claramente distinguível, sugerindo que as duas coisas
preenchem a mesma função de facilitar o hedonismo imaginativo. Em outras
palavras, as pessoas 'desfrutam' dessas imagens em grande parte da mesma forma
que desfrutam de um romance ou filme."
Retirada
do livro “A ética romântica e o espírito do consumismo moderno”, de Colin
Campbell, editora Rocco.
“Lembremos apenas que a
capacidade de construir mundos desenvolver territórios simbólicos e manipular a
abstração são aspectos que definem a lógica de marca. O desenvolvimento, no
seio do consumo, de dimensões imateriais e imaginárias, entra então em íntima
ressonância com a própria essência da lógica de marca.”
Do
livro “A marca pós-moderna”, de Andrea Semprini, da editora Estação das Letras.
E
disso tudo, em suma, o que se tira é que nada mais imaginário e possível de
construir um mundo para uma marca do que uma boa história.
STORYTELLING E A SUA FUNÇÃO SOCIAL
Por Luis Gaspar
Já foi discutido e eu diria até comprovado o fato de que tais narrativas faziam parte de um importante kit de processos usados por tais sociedades para manter seus soldados motivados a morrer pelas ordens do império, sua mulheres orgulhosas dos homens que se distanciavam cada vez mais de suas famílias para defender a honra de sua sociedade e os filhos desses homens, que ouviam essas mesmas histórias, se mantinham motivados e treinar e se tornar mais um soldado, cheio de honra.
Concorde ou não comigo, concorde ou não com o vídeo a baixo, o importante aqui é perceber que a narrativa tem uma função social. As histórias que contamos de certa maneira representam as histórias que vivemos, ou que queremos viver, no sentido em que tais histórias representam os valores do grupo que as conta, mesmo que nem todos do grupo concordem com isso. A partir da consciência de que as histórias que contamos influenciam nos valores que ensinamos para a nossa própria sociedade, fica difícil pensar no storytelling sem considerar a força da narrativa. O vídeo abaixo trata de assunto com um visão bastante interessante, focando principalmente nas histórias contadas pela indústria do entretenimento, mas a discussão é importante para qualquer tipo de contador de histórias, de professores a roteiristas, devemos todos considerar a importância social das narrativas.






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