Estes últimos dias têm dividido o clima entre o Natal e o "Fim do Mundo". Cada um escolhe aquele em que quer investir. Seria o fim de uma era ou do mundo mesmo? Será que algo realmente vai acontecer ou a fatura do cartão de crédito irá chegar normalmente depois do dia 21 de dezembro? Enquanto isso, as compras de Natal continuam firmes e em alta.
Nessa toada, uma equipe de publicitários usou suas melhores armas (incluindo no checklist o storytelling) para unir os dois temas do momento. Embora o vídeo seja do começo do ano, nesse exato momento ele faz mais sentido. O resultado foi uma simpática forma de desejar - último - feliz ano-novo.
E se nada acontecer, assim como a fatura do cartão de crédito, estaremos de volta na próxima semana. ;P
O que existe no jeito de contar histórias de um Storyteller? Usando apelas letrinhas um storyteller é capaz de prender a atenção das pessoas por horas, dias e até semanas. Fazer muita gente roar as unhas até que saia a próxima temporada, ou o novo livro da série. Uma entrevista para aprofundar mais nessa temática de Storytelling, Branding, Transmídia e Outros Projetos para o Comunicar é Preciso. Completinha.
O Brasil é um país que abriga muitas realidades. Uma das mais tristes é o trabalho infantil. O curta Vida Maria esfrega essa realidade na nossa cara. Com uma lista de prêmios, a animação nacional não é muito nova e talvez muitos de vocês já tenham visto. Sempre que vejo me dói porque histórias como a de Maria José se repetem. A menina proibida de "desenhar nome" vê sua vida tomar o mesmo rumo da de sua mãe, que foi a mesma da avó e por aí vai...
E o que o storytelling tem a ver com tudo isso? É que as histórias servem tanto para adormecer crianças quanto para despertar adultos. Crianças que ouvem, leem e criam histórias encaram a vida com mais preparo. Aos adultos cabe acordar e fazer algo para mudar essa realidade, nem que seja ao menos na vida de uma criança. É preciso começar...
Enquanto uns acreditam no Fim do Mundo, outros planejam as férias de fim de ano. Seja como for, todo começo de ano é também o início de uma nova jornada e muitas história. Por isso, uma coisa é certa: os sobreviventes do Apocalipse - ou mesmo das festas de fim de ano - vão ter boas histórias para contar.
Assim como as marcas e produtos, muitas vezes o que falta não é a boa história, mas a forma de compor e contar a narrativa.
Eu gosto do tema, sempre gostei de histórias, games, cinema, literatura... será que é possível me aprofundar no assunto?
Storytelling é uma arte, uma técnica, uma ferramenta, uma metodologia, um ecossistema...? Afinal, o que é storytelling?
Por que tanto tem se falado desse tal de storytelling? É verdade que tem poder de cativar as pessoas? Que é capaz de prender a atenção? Mas que ao mesmo tempo prende as pessoas pela emoção? Como é isso?
Como posso aplicar o storytelling na minha vida, no meu dia-a-dia, no meu trabalho e nos meus negócios?
Contar histórias é uma arte ou existem técnicas que podem ser aperfeiçoadas e dominadas?
Posso usar histórias de modo a melhorar meus projetos?
Qual seria um bom tema para criar uma história? Minha vida daria um livro? E minha marca?
Por onde devo começar para compartilhar uma história que aconteceu comigo ou com a minha empresa?
São as histórias que constroem marcas ou são as marcas que contam histórias?
Se marcas são abstratas e inanimadas, como podem ser veículos de uma história? A minha marca pode ser o personagem principal de uma narrativa, é isso?
Existe alguma métrica ou ROI para medir a eficácia de uma história?
Será que poderia fazer apresentações contando histórias? Isso venderia uma ideia? Ou um produto? Ou seja, posso melhorar meus argumentos de venda com storytelling?
Poderia usar storytelling para dar treinamentos e palestras mais interessantes?
Para responder essas perguntas preparamos o curso Inovação em Storytelling. A metodologia é a mais completa do mercado, estruturada de ponta-a-ponta, desde os passos preparatórios até a entrega final de uma história. Cada etapa tem como base exemplos precisos e cases de mercado, juntamente com uma série de técnicas práticas, sugestões garimpadas de uma bibliografia com mais de 100 fontes e dicas que não estão nos livros. Desta forma, as aulas são úteis até para os profissionais mais experientes da indústria.
Apresar te ter foco primário no mundo corporativo, atendendo desde executivos, publicitários, escritores, designers e cineastas, o curso já foi feito feito por pessoas que buscavam formas de reinventar suas vidas pessoais e até seus segmentos de atuação, entre eles: arquitetos, antropólogos, engenheiros, médicos, cientistas, físicos e até mesmo arqueólogos. No fim, sempre formamos uma comunidade que não para de crescer.
Histórias podem ser apresentadas de diversas maneiras, cada mídia com a sua própria característica, mas no fim das contas, se a narrativa for boa, qualquer leitor vai e divertir. Eu sempre gostei muito de revistas em quadrinhos, filmes e livros, para mim era o suficiente apenas ler ou ver as histórias, mas ultimamente tenho percebido que essa minha visão estava limitada demais e que tinham muitas histórias boas espalhadas em outras mídias e apresentadas de outras maneiras.
Nunca gostei muito de video-games. Isso mesmo, sou homem, tenho 23 anos e não tenho video-games, nem playstation, nem xbox, nem nenhum outro e até alguns meses atrás eu não tinha nenhum jogo instalado no computador, mas poe influência de amigos e da minha namorada, acabei instalando dois jogos na minha máquina para ver como eram apresentadas as histórias. O primeiro jogo com o qual tive contato foi com Diablo III, mas vou guardar essa experiência para outro post, hoje eu vou falar de Assassin's Creed.
O primeiro ponto que eu devo ressaltar sobre a narrativa da franquia é que apesar de ser uma história totalmente ficcional, os roteiristas souberam amarrar bem a narrativa pela qual passamos com o personagem aos fatos históricos em que estamos inseridos durante a aventura. Os nós narrativos com os fatos históricos são capazes de apelas e chacoalhar as teorias da conspiração até nos jogadores mais céticos.
Outro ponto que deve ser mencionado quando falamos, não apenas de Assassin's Creed, mas de jogos de video-game em geral é que a criação do universo deve ser detalhada, e a narrativa desse construída de maneira que não importa qual a atitude tomada pelo jogador a história continuará sendo contada. Os personagens tem de ser bem apresentados para que possamos nos relacionar com eles emocionalmente e nos envolver na história a ponto de abstrair nossos conhecimentos mais básicos sobre biologia ou física. Em alguns momentos, a história te convence de que você está voando, mesmo que esteja sentado na cadeira do seu escritório.
Enfim, ainda estou em período de estudo quando falo de jogos, mas devo tirar o meu chapéu para os roteiristas dessas histórias. Storytelling de qualidade e com interatividade.
O vídeo abaixo apresenta um dos jogos da série, Assassin's Creed, só para quem não conhece poder ver um pouco da história.