"Quero contar uma história... por onde começo?"

Antes de contar é preciso ter o que contar.

Talvez você já tenha uma boa história e é só o caso de narrar direito.

Mas talvez você queira imaginar alguma coisa... criar uma história original, ou mesmo partir de uma marca para contar uma história.

Nesse caso é preciso apelar para a ferramenta mais poderosa de qualquer autor: ...SE...

O Neil Gaiman fala um pouco disso nesse excelente texto.

Se não existisse o "e se...?", não existiria ficção.

Por outro lado, partindo do 'SE', não existem limites para a imaginação. Entramos no plano das ideias de Platão. O lugar onde tudo é hipótese e, como hipótese, possível.

Abaixo um guia muito bom com 100 possibilidades de "E se..." para ajudar a despertar a imaginação.

100-Whats of Creativity by Don The Idea Guy

"



Na semana passada aproveitei Buenos Aires para escrever pelo celular o primeiro capítulo do meu próximo romance, A Nova Maravilha.


Faço um convite para que leiam e opinem: http://bit.ly/NOVAM (melhor ler em modo de tela cheia)


O livro faz parte de um experimento narrativo: uma aventura em busca de inspiração através das Maravilhas do Mundo. 

Para conhecer o projeto é só entrar aqui www.proximamaravilha.com.br - Aceito sugestões! 



Serão 6 meses entre América do Sul e Europa, escrevendo uma página por dia. Volto com o romance completo.

A jornada começa em maio. Até lá, darei um curso sobre como transformar histórias em projetos (Storytelling) na ESPM.

INSCRIÇÕES

O CONSAGRADO CURSO DA ESPM EM VERSÃO INTENSIVA


Os alunos sempre entram nos cursos Inovação em Storytelling buscando rechear o repertório com cases e aprender técnicas de como usar o poder das narrativas em seus cotidianos.

Eles encontram isso, mas não só. E é aí que entra o fator surpresa. Ao entender toda a dimensão do Storytelling como tecnologia de transmissão de conhecimento, muitos alunos chegaram a redesenhar seus negócios.

Teve um aluno que usou o Storytelling a seu favor e conseguiu o emprego na agência dos sonhos. Uma outra aluna aplicou o storytelling no seu trabalho e assim foi conseguiu uma promoção!

Então, ao invés de ficar falando sobre Inovação em Storytelling, vamos contar essa história a partir do ponto de vista espontâneo dos alunos...

Se você também quer fazer parte dessa comunidade de storytellers, a última chance do ano acontece agora em Março!

INSCRIÇÕES



O CONSAGRADO CURSO DA ESPM EM VERSÃO INTENSIVA

"


Dois alunos do curso de Inovação em Storytelling já estão se preparando para o extensivo. 


Nada melhor para esquentar os motores do que escrever uma história. Li a primeira versão e dei um feedback, que o Professor Bruno Scartozzoni identificou que merecia se tornar um post.


Olhando assim, é verdade. Esse texto pode ser útil pra todos aqueles que acabaram de começar a contar uma história.


PAM-PARARAMMM!


Graças ao trabalho apresentado vocês acabam de desbloquear a badge "I GOTTA A STORY, BABY!"


A badge dá acesso ao conteúdo inicial do curso STORYTELLING EXTREME - NARRATIVAS AVANÇADAS!

Parabéns! :)

O Curso avançado começa assim:

Talvez a maior perda para o escritor nos tempos digitais tenha sido o aperfeiçoamento esportivo. 
Sim, é verdade. O escritor perdeu o esporte.
Para ser mais específico, o escritor perdeu o basquete. 

Veja qualquer filme antigo e, quanto tiver escritor, pode ter certeza, junto com ele vai aparecer o cesto de lixo lotado de bolas de papel.

Vamos ver o que o velho Hemingway pensa disso... Interceptamos uma confidência dele para o Fitzgerald!

“I write one page of masterpiece to ninety one pages of shit,” 

Pois é, meus caros, mas não se animem... essa proporção 1 página genial pra cada 91 escritas é apenas para os profissionais com pelo menos 3 livros publicados. 

O que eu quero dizer com isso?
Preparem os lápis!

Qualquer coisa em criação sofre de um mal: a síndrome da primeira ideia.

É a primeira solução que aparece. Ela resolve o problema e até por isso se torna muito tentadora.

O problema é que quase sempre essa ideia é básica, desprovida de grandes atrativos.


Ela faz o que faz o Jornal Nacional: informa. Mas ela não faz o que faz Hollywood.
Eis que vem o twist: existe uma solução genial para essa síndrome.

Um antídoto, que também é uma espécie de prêmio para os criativos mais persistentes.

Trata-se de...

voltar a ser criança e brincar com as coisas.

Isso mesmo.

Divertir-se.

Acionar o MODO CURIOSO ON.


Você já tem o seu protagonista. Ótimo!

Ela chama Lia. Legal.

Mas e aí?
Lia? Quem é Lia?
O que ela faz da vida?
Por que ela faz isso?
Quem é o melhor amigo dela?
Será que eu seria amigo dela?
O que ela despertaria em mim? Atração? Repulsa? Medo?
Enquanto a resposta for 'indiferença', a personagem ainda está presa na síndrome da primeira ideia.
Eis a parte matemática do Storytelling, meio que uma "regra de três": enquanto não houver algo interessante sobre o protagonista, ele e tudo na história dele serão boring.
Tem que brincar com o personagem. 
E assim embarcar numa viagem com a Lia.
Porque o lance da narrativa não é falar sobre o personagem em si, mas sobre o que há de interessante nele.

E essa viagem acabar indo para outras viagens.
Quem são essas entidades?
Será que o caminho é mesmo trabalhar com entidades?
Como o Neil Gaiman faz para narrar entidades e ainda assim fazer com que sejam mais que arquétipos: menos deuses e mais humanos.

O que acontece na mitologia grega? 
É fato que cada Deus tem uma 'função' - do vinho, da guerra - mas no frigir dos ovos, nenhum deles é funcional.
Hey! Só por vingança, um deus serve o filho de outro no jantar.

Um processo parecido com a ganhadora do Pulitzer de Ficção em 2011:

E o aconteceria com a Lia se, devido a uma conjunção cósmica do destino, fosse levada a participar da reunião de briefing da Coca-Cola para a W+K?
Ou então numa conversa entre George Lucas e Steven Spielberg.... em que eles estivessem discutindo como criar o Indiana Jones. Já pensou?

Ela tem que estar em lugares que vocês queiram estar. Ou então, por que eu vou querer estar?

Storytelling é um feitiço. O storyteller é um mago. O que ele faz? Transporta as pessoas para um outro estado emocional: o dele.

A narrativa é a última parte. Tem que ter boas laranjas para fazer um suco. 
Comecem plantando as laranjeiras.

"

Sabe quando você sai do cinema e tempos depois se pega pensando na história?

Talvez você esteja almoçando ou talvez no meio de uma conversa e é como se o filme estivesse sendo reprisado na sua mente. Isso é stickness.

É esse poder que as histórias têm de ficarem coladas nas memórias da gente.

Mas como o que há de melhor no storytelling são as narrativas, ao invés de ficar falando sobre o assunto, vou contar uma história.

Só que antes de iniciar a narrativa, deixo o alerta: no futuro, quando menos esperar, você pode estar pensando nela.

NÓS DA TRAMA, o conto

Era uma vez uma executiva que dedicou vinte cinco anos de sua vida a inovar o marketing de grandes empresas, até que uma noite, enquanto se revirava na cama como se ao invés de pegar no sono estivesse tomando Sol, decidiu que no dia seguinte iria largar tudo. E largou. Cortou os laços corporativos e se lançou numa jornada de reinvenção. Para começar nada mais justo do que um ano sabático viajando. Sei que pode parecer um conto de fadas corporativo, mas acredite, essa é uma história real.


Enquanto isso, n'outro canto do planeta, três publicitários fundavam o primeiro escritório especializado em projetos de storytelling. E quando eu digo 'o primeiro', é porque ninguém tinha se dedicado exclusivamente a isso antes. O ano é 2007 e eles se focaram no story e no telling das empresas. Eles usavam organizações como inspiração para criar as tramas de games interativos, peças teatrais, curtas de cinema, livros de literatura e até experiências mistas como a Cinegastronomia.


Se os Storytellers estavam vivendo de contar histórias, a ex-executiva simplesmente as vivia. Passava os dias fotografando cartões postais, fazendo pilates no meio da tarde e, claro, refletindo sobre o sentido da vida e tomando cafés, muitos cafés, com muitas pessoas. Pouco antes de chegar ao fim do ano sabático percebeu que toda a experiência adquirida nos episódios de sua história pessoal poderiam ter muito valor para outros. Reatou alguns laços corporativos e começou a compartilhar suas vivências com a audiência virtual de uma ferramenta que acabara de surgir, o Twitter.

Depois de muitas experiências entrelaçando histórias, marcas e marketing, cada um dos Storytellers seguiu por um caminho. Uma voltou para o mundo das agências, outro decidiu se tornar o cientista-mor do assunto no Brasil e o terceiro resolveu virar autor-artista.

Numa bela manhã de quarta, o cientista-mor do storytelling vidrava os olhos no monitor enquanto a mão conduzia o mouse através de sua navegação cibernética de rotina – feeds aqui, posts ali – quando se deparou com tuiteiros discutindo a ‘inovação...’. Como de costume, deixou seu pitaco ‘... é balela’. Acontece que o comentário não passou impune e a discussão pegou fogo. O caso poderia ter parado nas mãos de advogados, poderia até ter parado na polícia, mas acabou mesmo num café.

Os guardanapos rabiscados sobre a mesa do Starbucks deram início ao que hoje é o consagrado curso do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM – Inovação em Storytelling – que já direcionou mais de uma centena de pessoas em suas próprias histórias. Teve gente que usou o projeto final do curso para conseguir o emprego na agência descolava na qual sempre sonhara. Teve gente que agradeceu pelas novas ferramentas para trabalhar e que por conta disso conseguiu aumento. Teve quem repensou a vida e partiu para o próprio sabático. E teve até gente que estruturou negócios orbitando storytelling.

Eis o twist: não apenas os alunos tiveram uma experiência transformadora. O Storyteller que resolveu virar autor-artista estava no Starbucks sozinho, trabalhando no projeto de um livro escrito pelo celular, que por sinal é esse aqui. Resolve tomar o café da manhã. Meio desatento, escrevendo no celular, o autor-artista tromba contra seu ex-sócio, mas ainda amigo, o cientista-mor. Se eu escrever isso num roteiro de um filme, ninguém acredita e ainda diz que não gosta dessas coisas que 'jamais aconteceriam na vida real'.

O cientista-mor ficou pálido. Como um legítimo gentleman, ele estava a caminho de buscar o quarto espresso da ex-executiva, que apesar de cortar muitos vícios corporativos, a cafeína não foi um deles. O cientista-mor se deteve paralisado, como se tivesse diante de uma aparição fantasmagórica. O último assunto de sua reunião havia sido exatamente seu ex-sócio, que resolveu virar autor-artista. Acabou que essa trombada rendeu um convite para uma participação especial em uma das aulas do curso. O autor-artista topou, mas nunca imaginou as ramificações dessa decisão.

Assim que se reuniram para trabalhar a ex-executiva, o cientista-mor e o autor-artista, as coisas saíram do controle. Não chegavam a um acordo por nada nessa vida. Ela dizia que storytelling era ferramenta, o outro que era um jeito de pensar e o terceiro levava as mãos à cara para dizer que era um estilo de vida.

Mesmo com tudo diferente, essa simples participação acabou numa inusitada associação. Rendeu palestras e artigos, gerou matérias e estudos, e se empolgaram em organizar o maior grupo de discussão. Só que nessas férias, isso tudo acabou compilado num intensivão. Preciosa oportunidade para quem quiser ver, esses três professores tão diferentes, tão complementares, lado a lado em ação. Aos interessados vale avisar: as vagas são limitadas e logo mais vão se esgotar. Aos que querem mais informação para optar pelo sim ou pelo não, os pormenores do curso aqui estão: bit.ly/CursoStorytelling

Eduardo e Mônica / é impressão minha ou em algum momento foi o que você pensou? É que a versão da Vivo é um dos cases dissecados por nós e por vocês. Storytelling deve ser? Há quem defenda que sim, mas há quem diga que não...

E a nossa heroína, que deixou de ser executiva, inovou na própria vida e encontrou mais que uma função. Só que por essa história vocês vão ter que aguardar, porque essa narrativa eu não conto agora, não.
"