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Sabe o que o Oscar acabou de fazer?


Definiu onde a IA pode entrar e onde não pode.

A partir do ciclo 2027, filme com ator sintético ou roteiro escrito por IA não compete. Mas filme que usar IA em edição, VFX, dublagem, arte conceitual, previs, localização, som, trailer? Compete normalmente.

Repare na linha que a Academia desenhou.

De um lado, atuação e roteiro: humano obrigatório. Do outro lado, todo o resto: liberado.

Não é arbitrário. A Academia separou autoria de execução.

O ator é autor da performance. O roteirista é autor da história. Esses dois seguram a parte humana do filme, a assinatura.

Todos os outros vendem execução. Edição é trabalho técnico de alto nível, mas é execução. VFX é arte aplicada, mas é execução. Dublagem, som, trailer, mesma coisa.

E aí vem a parte que importa.

Esse desenho não vai ficar em Hollywood. É a régua que está chegando em toda profissão de conhecimento, em toda consultoria, em todo mercado criativo.

Quem vende execução vai ter que justificar preço de humano contra preço de IA.

Quem assina autoria, não.

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