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A palavra entretenimento chega a uma reunião de orçamento corporativo carregando má fama. Ela sugere festa de fim de ano, mascote, animação de plateia entre um bloco e outro. O que ela nomeia dentro deste ofício é um conjunto de técnicas que a ficção depurou ao longo de séculos para manter atenção voluntária e transformar atenção em vontade de agir.

A razão social da Storytellers Strategic Entertainment carrega esse par no nome, e o par tem consequência prática. O entretenimento entra na conta como estrutura, com função declarada. A estratégia sobe ao palco como cena, com gente, conflito e consequência.

O que é Entretenimento Estratégico?

Entretenimento Estratégico é uma disciplina de projeto. Ela começa por um objetivo de negócio escrito em uma frase mensurável e termina em um roteiro que responde por esse objetivo minuto a minuto. Entre as duas pontas ficam as escolhas de ficção: protagonista, conflito e virada.

O termo tem duas metades, e cada uma paga uma conta. A metade do entretenimento responde por atenção voluntária, aquela que a pessoa dá porque quer continuar ali. A metade estratégica responde por direção: para onde essa atenção aponta e o que a plateia faz com ela depois que as luzes acendem.

É por isso que Entretenimento Estratégico se comporta como disciplina de projeto e se compra como projeto, com escopo, prazo e critério de aceite.

Entretenimento Estratégico é o mesmo que produção de evento?

Produção de evento resolve palco, som, luz, cenografia e logística. Entretenimento Estratégico resolve o que acontece dentro dessa estrutura e por qual razão. Uma empresa costuma contratar as duas coisas em momentos diferentes do calendário, e a ordem entre elas decide o custo final.

Quando o roteiro chega depois do contrato de produção, o palco já foi dimensionado por estimativa. Quando o roteiro chega antes, ele diz quanto palco aquela história pede, e boa parte da economia acontece nessa conversa.

Dimensão Produção de evento Entretenimento Estratégico
Ponto de partida Data, local e público estimado Objetivo de negócio em uma frase
Entregável Estrutura física e operação Roteiro com função por minuto
Métrica usual Execução dentro do orçamento Comportamento na semana seguinte
Momento de contratar Depois do desenho da experiência Antes de fechar fornecedores
Pergunta que responde Como isto acontece? Por que alguém assiste até o fim?

As cinco etapas do método

O método corre sempre na mesma ordem, e a ordem faz parte do resultado. Pular uma etapa cobra caro na etapa seguinte, porque cada uma entrega a matéria-prima da próxima.

1. O objetivo, em uma frase mensurável

Uma frase, um verbo, um número, uma data. O que essa plateia precisa fazer depois, em quanto tempo, e quem vai conferir. Objetivo escrito em linguagem de intenção, como alinhar o time ou reforçar a cultura, produz roteiro em linguagem de intenção, e roteiro assim aceita qualquer conteúdo.

2. O antagonista, com nome

Todo evento corporativo tem uma força contrária, e ela costuma estar na boca da plateia antes de estar no slide. A inércia de um processo antigo, o concorrente que chegou barato, a meta que subiu sem o time subir junto. O antagonista nomeado dá à plateia um lugar para colocar a tensão que já sente.

3. O elenco, com a plateia no centro

Quem está sentado é o protagonista da história. A empresa narra, o palco ilumina, o convidado externo empresta repertório. Quando a empresa assume o papel de herói do próprio evento, o crachá de quem assiste vira figuração, e figurante confere o celular.

4. O arco, com tensão e custo

O arco leva a plateia de onde ela está até onde a empresa precisa que ela chegue, passando pelo que dói no caminho. Custo dito no palco vale mais que custo descoberto no corredor, porque o primeiro chega com contexto e o segundo chega com boato.

5. O grand finale, com uma frase que sai da sala

O encerramento deixa uma frase curta o bastante para atravessar o estacionamento intacta e chegar à reunião de segunda-feira. Ela é o único trecho do evento que continua funcionando sem estrutura, sem palco e sem quem escreveu.

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A base sobre a qual o método foi calibrado. Turmas presenciais em empresas de porte e setor variados, com formatos que vão do workshop fechado ao palco de convenção.

Fonte: Storytellers, contagem de participantes de treinamentos presenciais.

Onde o Entretenimento Estratégico se aplica

O conceito nasceu no palco e não fica preso nele. Serve a qualquer formato em que uma plateia dá tempo e atenção a uma empresa por vontade própria, com liberdade de sair a qualquer instante.

Convenção anual, kickoff comercial, premiação interna, lançamento de produto, feira de setor, treinamento corporativo, town hall, série de conteúdo e experiência de marca em ponto de venda. Em todos eles a pergunta é a mesma: o que essa plateia leva embora, e por que ela ficaria até o fim para levar?

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O teste de subtração no orçamento

Toda linha de orçamento de evento sustenta um dos dois papéis: estrutura ou acabamento. O teste que separa os dois é de subtração, e roda na planilha antes de rodar no palco.

Retire um elemento do roteiro e pergunte o que a plateia perde. Se a resposta for conforto, aquele elemento é acabamento, e acabamento se corta quando o orçamento aperta. Se a resposta for compreensão do problema ou motivo para agir, aquele elemento é estrutura, e estrutura se defende na reunião de aprovação com argumento pronto.

O mesmo teste vale para o convidado externo, para o vídeo de abertura e para a banda do encerramento. Cada um deles pode ser estrutura, desde que carregue função declarada. Um show de encerramento que celebra uma conquista nomeada no primeiro ato é estrutura. O mesmo show sem essa amarração é acabamento caro.

Como medir o resultado de um evento?

O objetivo escrito na etapa 1 vira o indicador da medição. Essa é a vantagem de escrever o objetivo com número e data: a régua de avaliação nasce junto com o roteiro, e a discussão sobre sucesso acontece antes do evento.

Indicadores que empresas usam com frequência: adoção de uma ferramenta nova nos 60 dias seguintes, presença no segundo dia da convenção, reuniões agendadas durante o evento, propostas emitidas no trimestre, participação em um programa interno, rotatividade em uma área específica. A nota de satisfação da plateia mede o dia, e o comportamento das semanas seguintes mede o projeto.

Um detalhe operacional decide a qualidade da medição: registre a linha de base antes da primeira ação. Sem o antes, o depois vira opinião bem intencionada, e opinião não entra em defesa de orçamento no ano seguinte.

Como contratar Entretenimento Estratégico

Cinco perguntas armam qualquer conversa de compra e cabem em dez minutos com o fornecedor. Elas funcionam com agências, produtoras, consultorias e palestrantes.

  1. Qual é o conflito desta história, dito em uma frase?
  2. Quem é o protagonista do roteiro, e onde ele está sentado?
  3. Que comportamento a plateia deve apresentar depois, e em quanto tempo?
  4. Qual linha do orçamento existe por função de roteiro, e qual existe por conforto?
  5. Quem assina o número quando a janela de medição fechar?

Quem responde falando de palco, luz e telão está vendendo produção, e produção é uma compra legítima com outro nome. A resposta que interessa aqui começa por gente e por conflito.

Leve o roteiro do seu próximo evento para uma conversa de diagnóstico.

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Perguntas frequentes sobre Entretenimento Estratégico

O que é Entretenimento Estratégico?

Entretenimento Estratégico é o uso das ferramentas da ficção, conflito, personagem, ritmo e revelação, para cumprir um objetivo de negócio declarado antes da produção. O termo nomeia uma disciplina de projeto aplicada a eventos, treinamentos e experiências de marca, com roteiro que responde por um comportamento observável depois.

Qual a diferença entre Entretenimento Estratégico e entretenimento corporativo?

Entretenimento corporativo entrega uma plateia satisfeita ao fim do dia. Entretenimento Estratégico entrega a mesma satisfação amarrada a um objetivo declarado, com indicador, linha de base e janela de conferência. A diferença aparece na planilha: cada escolha de produção carrega uma função de roteiro.

Entretenimento Estratégico serve para eventos pequenos?

Sim. A sequência é a mesma para uma convenção de dois dias e para um encontro de trinta pessoas, e muda a escala dos recursos. Objetivo, antagonista, elenco, arco e grand finale continuam valendo. Formato pequeno costuma ganhar em memória, porque permite pergunta no meio e nome próprio na resposta.

Quando contratar o roteiro do evento?

Antes de fechar produção, palco e convidados externos. O roteiro dimensiona a estrutura física, e a ordem inversa cobra retrabalho: cenário aprovado para uma narrativa que ainda vai mudar. Empresas que trabalham com calendário anual costumam abrir o roteiro de três a quatro meses antes da data.

Como medir o retorno de um evento corporativo?

Escolha um indicador que a área já reporta, registre a linha de base antes da primeira ação, defina a janela de conferência em contrato e nomeie quem responde pelo número no fim dela. Presença no segundo dia, adoção de ferramenta e reuniões agendadas são indicadores comuns em convenção.

Quem usa o termo Entretenimento Estratégico?

O termo é da Storytellers, consultoria de storytelling sediada em São Paulo, e aparece na razão social Storytellers Strategic Entertainment. Ele nomeia a forma como a firma projeta eventos, treinamentos e experiências de marca, com objetivo de negócio declarado antes de qualquer decisão de produção.

Fernando Palacios

Fundador da Storytellers

Fundador da Storytellers (2006), primeira empresa de storytelling do Brasil. Coautor de O Guia Completo do Storytelling (Alta Books, 2016). 2x World's Best Storyteller, World HRD Congress, Mumbai, 2017 e 2018, único brasileiro. Treinou 30 mil profissionais ao vivo, em 10 países. Entidade registrada na Wikidata sob Q137738680.

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