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Raigna Vasconcelos se apresenta como parte de uma geração que aprendeu a trabalhar muitas horas, fazer carreira e querer mais. Ela observa que a geração seguinte mede o sucesso de outro jeito e liga essa mudança ao que chama de novo modelo de trabalho, o das inteligências artificiais.

Na conversa com Fernando Palacios, no episódio 5 do Podcast Autoria, a farmacêutica se inclui entre os que vieram da era da internet discada e se adaptaram a cada mudança desde então. A pergunta que atravessa o trecho é como acompanhar uma tecnologia que ninguém consegue prever.

Por que é tão difícil prever o que vem na IA?

Porque a curva ficou mais inclinada. Raigna situa o salto na pandemia, quando o digital acelerou e não voltou ao ritmo anterior, e Fernando resume a curva numa palavra: exponencial.

A própria conversa serve de prova. Raigna lembra que, um ano antes, aquele assunto nem estaria na mesa, e Fernando concorda: agentes que usam os dispositivos pela pessoa eram impensáveis um ano atrás. Em julho do ano anterior, ele começava a montar agentes e ainda não tinha bons resultados, e na gravação, em julho de 2026, descreve outro cenário.

Sobre o ano seguinte, Fernando é direto: “Daqui a um ano, não tenho a menor ideia de onde vai estar.” As comparações valem como retrato da data da gravação, e a velocidade descrita ali é justamente o motivo para acompanhar a tecnologia pelo uso.

O que significa pegar a trilha limpa?

É a imagem que Raigna usa para o próprio ritmo. Alguém abre a picada na mata e ela segue depois, pelo caminho já aberto. Fernando aponta o que faz diferença nessa escolha: ela corre na trilha.

O contraste vem logo depois. Há quem veja a trilha pronta e diga que vai por ela quando precisar, e Raigna responde com o custo da espera: “Muita gente já passou na sua frente.” Na leitura de Fernando, o que distingue os dois grupos é o movimento, já que o caminho está disponível para ambos.

Como acompanhar a IA sem correr atrás de toda novidade?

Escolhendo o próximo passo pelo trabalho que já existe. Raigna descreve uma ordem: espera que alguém mais especializado teste o terreno, pergunta pelos cuidados e, quando entra, usa com frequência.

Fernando acrescenta o outro lado da equação: a mesma ferramenta que abre oportunidades traz riscos novos, e a atitude que ele considera mais honesta é viver o momento com segurança, aproveitando as oportunidades e tomando cuidado com os riscos.

Propomos três perguntas para a próxima novidade que aparecer. Ela resolve uma tarefa que já existe na sua semana? Alguém de confiança já testou e explicou os cuidados? Qual é o menor uso que você consegue repetir por algumas semanas? Com as três respostas, a novidade entra na rotina no tamanho certo.

Assista: corte 4 do episódio 5 do Podcast Autoria, ou o trecho no episódio completo, a partir de 50:36.

O post principal do episódio reúne a conversa inteira: Como uma farmacêutica usa agentes de IA no trabalho.

Perguntas frequentes

É possível prever as ferramentas de IA do próximo ano?

Na conversa, Fernando Palacios diz que não tem a menor ideia de onde a tecnologia estará dali a um ano. A gravação, de julho de 2026, trata a previsão como incerta e desloca a atenção para o uso do que já está disponível.

O que é a trilha limpa na conversa?

É a metáfora de Raigna Vasconcelos para seguir um caminho aberto por quem se especializa antes. Fernando destaca que ela corre na trilha, e a diferença está no uso frequente.

Como começar a usar IA no trabalho com segurança?

O relato indica uma ordem: ouvir quem já testou, entender os cuidados e então usar com frequência. Fernando fala em aproveitar as oportunidades tomando cuidado com os riscos.

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