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Entrevista para o Programa Cidadania,  disponível no site da tv www.senado.gov.br/tv em que Fernando Palacios fala sobre transmídia e storytelling para o Jornalista Armando Rollemberg.
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Storytelling nas corporações é uma forma de inovação. E como toda inovação, ainda está se descobrindo.

No meio de tanta gente tateando modos de usar essa inovação, já vi até gente usando o termo 'history telling' ao narrar pequenas metáforas.

O que importa no início é a vontade de fazer diferente.

O que importa no meio do caminho é a vontade de fazer bem feito.

O que importa, no final, é seguir uma lógica de inovação.


É a vanguarda que confronta o status quo. 


A inovação apresenta as ferramentas para isso.

Vencer aquilo que 'sempre foi feito desse jeito'.


E finalmente o diferente triunfar sobre o tradicional. 


E hoje a ESPM apresenta uma oportunidade imperdível:
UM POCKET DE INOVAÇÃO
Time
Wednesday, July 13 · 7:30pm - 10:30pm

Location
ESPM
Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 - Auditório Philip Kotler
São Paulo, Brazil

Created By

More Info
Inscrições - http://bit.ly/j2MEQh
Mais informações: centralinfo@espm.br | 11 5085-4600
O evento é Gratuito, mas as vagas são limitadas!

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Mais uma resposta à @quelalmeida. No post sobre histórias que as marcas contam ela perguntou sobre o controle que o autor pode ter sobre a história.



Ela foi mais específica na questão "no caso do autor-gestor de marca que precisa coordenar as ações e a jornada da marca para que elas contem uma história. história essa que sofre interferência do público/consumidor, dos clientes, dos concorrentes, do mercado.
e a minha pergunta: é possível ter controle sobre isso? o que você acha?"

Acho que vale aprender com o que temos de mais industrial em confecção de histórias: as novelas. Um autor de novelas concebe 18 mil páginas de história. Ele organiza núcleos com dezenas de personagens que vivem um entrelaçar de tramas. Uma exigência técnica para poucos. O autor e sua equipe de escritores e pesquisadores investem até nove meses de suas vidas numa dedicação exclusiva à história... e sem tirar os  olhos da audiência.

A interferência da audiência
A parte mais árdua da novela é a necessidade de ser escrita durante as gravações. A reação da audiência pode exigir a alteração de toda a história. Personagens que morrem prematuramente. Situações previstas deixam de acontecer. O autor de novela portanto tem os mesmos desafios de um autor-gestor, só que numa escala muito maior, já que sua história atinge uma média diária de 5 milhões de pessoas... cada vez mais difíceis de agradar.


O segredo nos autores de novela
Além da dedicação de alguém fanático pelo que faz, os autores contam com uma arma secreta. O termo técnico é escaleta, que vem literalmente de esqueleto. É o resumo dos acontecimentos de cada cena de um capítulo. Vale ressaltar que esqueleto não é corpo. Escaleta não é história. E o que prende uma porcentagem dos brasileiros diante da TV todos os dias é a história. Se uma marca quer cativar seus consumidores, precisa fazer o mesmo.

A história e suas tramas
As tramas são cabides para pendurar a história. É o plot da moça que esconde um envelope MacGuffin de dois perseguidores. A história narra quem é a moça e por que o envelope é importante. Histórias são feitas de jaquetas de couro, lábios que se tocam, fotos antigas. É o encadeamento de coisas com significado. Plot é o composto lógico de ideias, sem emoção. O problema de grande parte das narrativas de marca é que elas não se desenvolvem além do plot.

Posso ter deixado a impressão de que quem manda nas histórias não é o autor, mas audiência que a consome. Não para o autor experiente. O mago que domina seus feitiços nunca perde a rédea de sua audiência.



O bom exemplo de Lost
O seriado Lost deu muitas aulas de como manobrar a opinião da audiência. A primeira foi logo nos primeiros episódios ao apresentarem o badboy da turma. A audiência refutou o personagem Sawyer. Milhares de cartas e emails de fãs foram enviados à produtora. Ninguém se importava com ele. Melhor que fosse morto por algum animal da ilha. Os autores, muito astutos, mostraram um acontecimento marcante do passado do personagem: quando criança viu o pai assassinar a mãe e depois se suicidar. Lágrimas nos olhos. Pronto. Bastou uma cena e o personagem caiu nas graças da audiência. Eis o poder do feiticeiro experiente.


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Herdamos dos antepassados a mania de sentar em roda pra conversar. Foi ao redor de uma fogueira que eles decidiram deixar as cavernas e ganhar o mundo. De lá pra cá muita coisa mudou.

Mudou até o hábito de sentar em círculos. Cada dia que passa as pessoas têm seus rostos iluminados não pelo fogo, mas pela luz que irradia de seu monitor. Dá pra dizer que os monitores são a fogueira contemporânea?

Para essas e outras questões, abrimos um grupo de discussão sobre storytelling no Facebook (a Ágora moderna?). Quem quiser participar é só passar por lá: http://on.fb.me/pvokYx

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This post was originally written for The Truth Series and now is being dedicated to those of you who suffer from Google Translations.

This is the view of someone who was an insider and now is an astronaut. Advertising and Digital agencies in Brazil don't earn from ideas, they profit from buying media. The creative pieces come as if packed in a Happy Meal.

However there’s a shift going on. Simple ads are losing their power. Agencies are putting effort to create interesting contents. But when advertising talks about content, it should ensure entertainment. Otherwise... otherwise nothing. People will just ignore it.


Content + Entertainment
can be done in many ways. One can make a bet in sports, as Red Bull does. The ones not into gambling can convey the message in a more orchestrated way: storytelling.

Stories can tell anything just by showing it, in a very emotional way. Storytelling can create struggles and counterpoints to explore each corner of a message making it much more edible, even delicious.

There's only one problem towards storytelling: it requires a lot of craft, including a rare know-how and the development time of a pregnancy. The author have to see the story by its most appealing angle along with the skills to tell it in the most seductive way.

The other side of the coin about storytelling is that it competes against other stories. In this scenario, agencies who crave prizes will go to Cannes Festival, but won't be looking for lions.

The Sphinx’s question
'How the agencies can be deep in storytelling when working along corporate deadlines?' After all, even a book takes over a year from the idea to the shelves. A movie can take up to three.

My guess: brands will have their storytelling specialists to gather inside stories while agencies will grow their own fictional universe. All agencies will become a Marvel or a Pixar of sorts. Thus agencies will lend their characters to make the brands’ stories shine brighter: as bright as a Palme d’or.